As religiões de matriz africana no Brasil: luta, resistência e sobrevivência

Autores

  • Gilciana Paulo Franco PPCIR/UFJF

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2021.v18.34154

Palavras-chave:

Umbanda. Candomblé. Racismo Estrutural. Resistência.

Resumo

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo discutir os reflexos da colonização na vida dos afro-brasileiros em especial aqueles que são praticantes das religiões de matriz africana. A violência seja ela física simbólica ou psíquica sempre esteve presente no cotidiano dos africanos e seus descendentes aqui no Brasil. Os africanos arrancados do seu continente desde o princípio tiveram que encontrar estratégias que lhes possibilitasse a sobrevivência. E foi na religião, no culto aos orixás que os escravizados encontraram forças sobreviver às brutalidades impostas pelo sistema escravista. Submetidos a um contexto pautado na visão eurocêntrica de enxergar o mundo, os praticantes das religiões de matriz africana desde sempre precisaram lutar contra o racismo e a intolerância para preservar e ressignificar as suas crenças no solo brasileiro

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Publicado

2021-09-08

Como Citar

PAULO FRANCO, G. As religiões de matriz africana no Brasil: luta, resistência e sobrevivência. Sacrilegens , [S. l.], v. 18, n. 1, p. p. 30–46, 2021. DOI: 10.34019/2237-6151.2021.v18.34154. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/34154. Acesso em: 27 set. 2021.

Edição

Seção

Dossiê: Religião e Violência