Freqüência respiratória e comportamento de Baleias-Jubarte, Megaptera novaeangliae (Borowski, 1781; Cetacea: Mysticeti), submetidas à marcação por transmissores satelitais

  • Natália Mamede Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Luiz Cláudio Pinto de Sá Alves Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Paulo César Simões-Lopes Universidade Federal de Santa Catarina
  • Sérgio Moreira
  • Artur Andriolo Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo

O possível impacto das atividades de marcação de baleias com transmissores satelitais vem sendo amplamente discutido. Este estudo objetivou caracterizar tais impactos. Utilizou-se o método de observação animal focal durante operações de marcação de 11 Baleias-Jubarte, região de Nova Viçosa, BA, em outubro de 2006. A regressão logarítmica descreve o aumento da freqüência respiratória do tempo de perseguição. Os comportamentos mais freqüentes observados, após o início da perseguição, foram: a) mudança de rota (23,07%); b) mudança de estado de repouso para natação rápida (23,07%); c) aceleração (23,07%). As categorias, a) passagem de repouso para natação lenta; b) sem mudança de comportamento; c) natação circular; d) finalização de comportamento aéreo, apresentaram freqüência de 7,69% respectivamente. A marcação ocasionou respostas comportamentais como aceleração, batida de nadadeira caudal e submersão rápida, denominadas de comportamentos agudos, em 45,5% dos animais no momento da marcação, sendo que 54,5% não apresentaram reação aparente. Após a marcação 60% dos animais apresentaram uma rota de fuga retilínea, 10% não apresentaram mudança de rota, 20% aceleração e 10% redução de velocidade. A freqüência respiratória aumenta com a duração da perseguição e os animais apresentam comportamentos diversos ao procedimento de marcação. Aproximadamente metade dos animais não apresentou reação aparente.
Publicado
2018-07-04
Seção
Artigos