Possibilidades conservadoras para controle de osteoartrite em articulação temporomandibular: um relato de caso

Palavras-chave: Transtornos da Articulação Temporomandibular, Osteoartrite, Tratamento Conservador

Resumo

Introdução: As desordens temporomandibulares (DTM’s) são um conjunto de condições que afetam as articulações temporomandibulares (ATM’s), os músculos da mastigação e estruturas associadas. Existem várias subclassificações das DTM’s que podem ocorrer de forma isolada ou combinadas. A osteoartrite é definida como uma condição inflamatória que resulta na erosão da cartilagem articular e degeneração do osso subcondral adjacente. Os sinais e sintomas clínicos incluem a crepitação, limitação dos movimentos mandibulares e dor articular intermitente. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi relatar um caso clínico sobre osteoartrite na ATM e avaliar a eficácia do plano de tratamento indicado para o caso. Relato de Caso: Paciente do sexo feminino, 19 anos, compareceu à clínica Odontológica da Universidade Federal de Juiz de Fora – Campus Governador Valadares, com a seguinte queixa: “dores na região de cabeça, pescoço e ombros, sensação de cansaço e sensibilidade a luz”, que se iniciaram há cinco anos. A avaliação da paciente consistiu na anamnese, aplicação de questionários: questionário baseado na Academia Americana de Dor Orofacial, hipervigilância, catastrofização e qualidade do sono, e exame físico. A partir dos dados obtidos, foi realizado o diagnóstico de osteoartrite e mialgia centralmente mediada. Diante do quadro, foi escolhido um tratamento conservador com a utilização de medicamentos, exercícios de alongamento muscular, termoterapia e higiene do sono e em especial para a osteoartrite a redução de carga por meio de orientação da paciente e uso, durante o sono, de dispositivo interoclusal. Conclusão: A paciente apresentou melhora significativa em relação a sintomatologia dolorosa e amplitude de movimento.

Referências

Okeson JP. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclusão. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2013.

Chantaracherd P, John MT, Hodges JS, Schiffman EL. Temporomandibular joint disorders' impact on pain, function, and disability. J Dent Res. 2015; 94(3): 79-86.

Scrivani SJ, Keith DA, Kaban LB. Temporomandibular disorders. N Engl J Med. 2008; 359(25):2693-705.

Carrara SV, Conti PCR, Barbosa JS. Termo do 1º consenso em disfunção temporomandibular e dor orofacial. Dental Press J. Orthod. 2010; 15(3):114-20.

Maixner W, Diatchenko L, Dubner R, Fillingim RB, Greenspan JD, Knott C et al. Orofacial pain prospective evaluation and risk assessment study: the OPPERA study. J Pain. 2011; 12(11 Suppl):T4-11.

Gonçalves DA, Camparis CM, Speciali JG, Franco AL, Castanharo SM, Bigal ME. Temporomandibular disorders are differentially associated with headache diagnoses: a controlled study. Clin J Pain. 2011; 27(7):611-5.

Lim PF, Smith S, Bhalang K, Slade GD, Maixner W. Development of temporomandibular disorders is associated with greater bodily pain experience. Clin J Pain. 2010; 26(2):116-20.

Sperry MM, Kartha S, Winkelstein BA, Granquist EJ. Experimental methods to inform diagnostic approaches for painful TMJ osteoarthritis. J Dent Res. 2019; 98(4):388-97.

De Leeuw R, Klasser GD. Orofacial pain: guidelines for assessment, diagnosis, and management. 6. ed. Chicago: Quintessence; 2018.

Schiffman E, Ohrbach R, Truelove E, Look J, Anderson G, Goulet JP et al. Diagnostic criteria for temporomandibular disorders (DC/TMD) for clinical and research applications: recommendations of the International RDC/TMD Consortium Network* and Orofacial Pain Special Interest Group†. J Oral Facial Pain Headache. 2014; 28(1):6-27.

Waldron T. Palaeopathology. Cambridge: Cambridge University Press; 2008.

Tanaka E, Detamore MS, Mercuri LG. Degenerative disorders of the temporomandibular joint: etiology, diagnosis, and treatment. J Dent Res. 2008; 87(4):296-307.

The American Academy of Orofacial Pain. Orofacial pain: guidelines for assessment, diagnosis and management. Chicago: Quintessence Publishing Co, Inc; 2018.

Cavalcanti RF, Studart LM, Kosminsky M, Goés PSA. Development of the multimedia version of the “Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular disorders: Axis II (RDC/TMD)” questionnaire in Portuguese language. Rev. Odonto Ciênc. 2008; 23(4):388-91.

Peck CC, Goulet JP, Lobbezoo F, Schiffman EL, Alstergren P, Anderson GC et al. Expanding the taxonomy of the diagnostic criteria for temporomandibular disorders. J Oral Rehabil. 2014; 41(1):2-23.

Renapurkar SK. Surgical versus nonsurgical management of degenerative joint disease. Oral Maxillofac Surg Clin North Am. 2018; 30(3):291-7.

Kalladka M, Quek S, Heir G, Eliav E, Mupparapu M, Viswanath A. Temporomandibular joint osteoarthritis: diagnosis and long-term conservative management: a topic review. J Indian Prosthodont Soc. 2014; 14(1):6-15.

Vrbanović E, Alajbeg IZ. A young patient with temporomandibular joint osteoarthritis: case report. Acta Stomatol Croat. 2017; 51(3):232-9.

Lei J, Yap AU, Liu MQ, Fu KY. Condylar repair and regeneration in adolescents/young adults with early-stage degenerative temporomandibular joint disease: a randomised controlled study. J Oral Rehabil. 2019; 46(8):704-14.

Gauer RL, Semidey MJ. Diagnosis and treatment of temporomandibular disorders. Am Fam Physician. 2015; 91(6):378-86.

- Hryvenko I, Cervantes-Chavarría AR, Law AS, Nixdorf DR. Hemicrania continua: case series presenting in an orofacial pain clinic. Cephalalgia. 2018; 38(13):1950-9.

Pereira GDS, Duarte JM, Vilela EM. Avaliação da sintomatologia ocular em pacientes com disfunção temporomandibular. Arq. Bras. Oftalmol. 2000. 63(4):263-7.

Lobbezoo F, Ahlberg J, Glaros AG, Kato T, Koyano K, Lavigne GJ et al. Bruxism defined and graded: an international consensus. J Oral Rehabil. 2013; 40(1):2-4.

Yap AU, Chua AP. Sleep bruxism: Current knowledge and contemporary management. J Conserv Dent. 2016; 19(5):383-9.

Furlan RM, Giovanardi RS, Britto AT, Oliveira e Britto DB. The use of superficial heat for treatment of temporomandibular disorders: an integrative review. Codas. 2015; 27(2):207-12.

Nelson SJ, Ash MM. An evaluation of a moist heating pad for the treatment of TMJ/muscle pain dysfunction. Cranio. 1988; 6(4):355-9.

Felicio CM, Rodrigues da Silva MA, Mazzetto MO, Centola AL. Myofunctional therapy combined with occlusal splint in treatment of temporomandibular joint dysfunction-pain syndrome. Braz Dent J. 1991; 2(1):27-33.

Kuttila M, Le Bell Y, Savolainen-Niemi E, Kuttila S, Alanen P. Efficiency of occlusal appliance therapy in secondary otalgia and temporomandibular disorders. Acta Odontol Scand. 2002; 60(4):248-54.

Niemelä K, Korpela M, Raustia A, Ylöstalo P, Sipilä K. Efficacy of stabilisation splint treatment on temporomandibular disorders. J Oral Rehabil. 2012; 39(11):799-804.

Heir GM. The efficacy of pharmacologic treatment of temporomandibular disorders. Oral Maxillofac Surg Clin North Am. 2018; 30(3):279-85.

Rang, HP et al. Rang & Dale Farmacologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2016.

Ouanounou A, Goldberg M, Haas DA. Pharmacotherapy in temporomandibular disorders: a review. J Can Dent Assoc. 2017; 83:h7.

McNeely ML, Armijo Olivo S, Magee DJ. A systematic review of the effectiveness of physical therapy interventions for temporomandibular disorders. Phys Ther. 2006; 86(5):710-25.

Beddis H, Pemberton M, Davies S. Sleep bruxism: an overview for clinicians. Br Dent J. 2018; 225(6):497-501.

Publicado
2020-09-24
Como Citar
1.
Lago LB, D’Arce MBF, Badaró MM, Varela Brown Martins AP. Possibilidades conservadoras para controle de osteoartrite em articulação temporomandibular: um relato de caso. hu rev [Internet]. 24º de setembro de 2020 [citado 31º de outubro de 2020];460:1-. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/29767
Seção
Relato de Caso