Hanseníase: incapacidades físicas e distribuição espacial em um município do Vale do Jequitinhonha/Minas Gerais

Autores

  • Gabriela de Cássia Ribeiro Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. https://orcid.org/0000-0003-2987-2243
  • Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
  • Rita Maria Magela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2018.v44.16990

Palavras-chave:

Hanseníase, Epidemiologia, Atenção Primária à Saúde, Distribuição Espacial da População

Resumo

Introdução: A hanseníase no Brasil ainda é considerada como doença de saúde pública. É cada vez mais necessária a adoção de medidas profiláticas para o controle e prevenção da doença. A análise espacial tem se despontado como eficaz para estratégia de planejamento das ações. Objetivos: analisar as características epidemiológicas da hanseníase relacionadas à ocorrência de incapacidades físicas e descrever a distribuição espacial de casos novos de hanseníase no município de Diamantina-MG entre os anos de 2001 a 2014. Material e Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal, descritivo e analítico. Os dados clínicos e socioeconômicos foram coletados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os endereços foram georreferenciados através de técnicas de geoprocessamento, utilizando o software de acesso livre Qgis 2.18.0. Resultados: Foram diagnosticados 91 casos no período de estudo. As características que se associaram às incapacidades físicas foram: ser adulto (p=0,039), menos anos de estudo (p<0,001), forma clínica dimorfa (p<0,001) e modo de detecção passivo (p=0,024). Existe uma área de adoecimento na cidade. Conclusão: Sugere-se que existem dificuldades nos serviços de saúde para o controle e diagnóstico precoce da hanseníase. O estudo pode contribuir com gestores no planejamento das ações e com profissionais de saúde para busca ativa e diagnóstico precoce da hanseníase.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gabriela de Cássia Ribeiro, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Docente do departamento de Enfermagem da UFVJM/Diamantina.

Mestre e doutoranda em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da UFMG.

Especialista em saúde coletiva pela UFVJM.

Graduada em enfermagem pela UFVJM.

 

Daisy de Rezende Figueiredo Fernandes, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde. Departamento de Enfermagem.

Referências

ARAÚJO A. E. R. A. et al. Complicações neurais e incapacidades em hanseníase em capital do nordeste brasileiro com alta endemicidade. Revista brasileira de epidemiologia, v. 17, n.4, p. 899-910, out./dez., 2014.

BARRETO, J. G. et al. Spatial Analysis Spotlighting Early Childhood Leprosy Transmission in a Hyperendemic Municipality of the Brazilian Amazon Region. PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 8, n.2, p. 10, feb., 2014.

BASSO, M. E. M.; SILVA, R. L. F. Perfil clínico-epidemiológico de pacientes acometidos pela hanseníase atendidos em uma unidade de referência. Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, v.15, n.1, p.27-32, jan/mar, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da Hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, 2016. 58 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico. v. 49, n. 4, 10 p. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde, 2018.

BRASIL. DATASUS. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/dhdat.exe?hanseniase/hantfbr18.def >. Acesso em 25 jan. 2019.

DAXBACHER, E. L. R.; FERREIRA, I. N. Epidemiologia da Hanseníase. In: ALVES, E. D.; FERREIRA, T. L.; FERREIRA, I. N. Hanseníase: avanços e desafios. Brasília: NESPROM, 429p, 2014. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2016.

DUARTE, C. M. et al. Aspectos epidemiológicos da hanseníase: uma abordagem espacial. Caderno de Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 28, n. 6, p. 1143-1155, jun. 2012.

GONCALVES, N. V. et al. A hanseníase em um distrito administrativo de Belém, estado do Pará, Brasil: relações entre território, socioeconomia e política pública em saúde, 2007-2013. Rev. Pan-Amazônica de Saúde, v. 9, n. 2, p. 21-30, jun. 2018.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (BR). Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/>. Acesso em: 31 dez. 2018.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (BR). Disponível em: ftp://geoftp.ibge.gov.br/organizacao_do_territorio/malhas_territoriais/malhas_de_setores_censitarios__divisoes_intramunicipais/censo_2010/setores_censitarios_shp/mg/. Acesso em 15 jan.2019

LANZA, F. M. et al. Perfil epidemiológico da hanseníase no município de Divinópolis - Minas Gerais. Revista de Enfermagem UFSM, v.2, n.2, p. 365-374, mai/ago., 2012.

LABORATÓRIO DE POPULAÇÃO E AMBIENTE (LPA). Geotecnologias aplicadas ao Cadastro Multifinalitário de Diamantina. Relatório de pesquisa (circulação restrita), UFVJM, LPA/NUGEO, Diamantina, 2016.

MONTEIRO, L. D. et al. Padrões espaciais da hanseníase em um estado hiperendêmico no Norte do Brasil, 2001-2012. Revista de Saúde Pública, v. 49, n. 84, 8p., dec., 2015.

MORAIS, P. B. et al. Perfil epi¬demiológico da hanseníase num município su-perendêmico do interior do sudeste brasileiro. Hansenologia Internationalis, v.37, n.2, p. 61-68. 2012. Disponível em: . Acesso em 9 set. 2016.

NEGERA, T.A.E. et al. Performance of general health workers in leprosy control activities at public health facilities in Amhara and Oromia States, Ethiopia. BMC Health Services Research, v.16, p.122, apr., 2016.

NICCHIO, M. V. C. et al. Spatial and temporal epidemiology of Mycobacterium leprae infectionamong leprosy patients and household contacts of an endemic regionin Southeast Brazil. Acta Tropica, v. 163, p. 38-45, nov., 2016. Disponível em: . Acesso em 19 fev. 2017.

PASCHOAL, J. A. M. et al. Identification of Urban Leprosy Clusters. The Scientific World Journal, v. 2013, 6p., set., 2013.

PIERI, F. M. et al. Fatores associados às incapacidades em pacientes diagnosticados de Hanseníase: Um estudo transversal. Hansenologia Internationalis, v. 37, n. 2, p. 22-30, 2012.

RIBEIRO, G. C., LANA, F. C. F. Incapacidades físicas em hanseníase: caracterização, fatores relacionados e evolução. Cogitare Enfermagem, v. 20, n. 3, p. 496-503, jul/set., 2015.

RIBEIRO, G. C. et. al. Estimativa da prevalência oculta da hanseníase na microrregião de Diamantina - Minas Gerais. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 16, n. 4, p. 728-35, dez., 2014.

ROMANHOLO, H. S. B. et al. Vigilância de contatos intradomiciliares de hanseníase: perspectiva do usuário em município hiperendêmico. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília, v. 71, n. 1, p. 163-169, feb., 2018.

SOUZA, C. D. F.; RODRIGUES, M. Magnitude, tendência e espacialização da hanseníase em menores de 15 anos no estado da Bahia, com enfoque em áreas de risco: um estudo ecológico. Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde Hygeia v. 11, n. 20, p. 201-212, jun. 2015.

Downloads

Publicado

2019-06-21

Como Citar

1.
Ribeiro G de C, Figueiredo Fernandes D de R, Magela RM. Hanseníase: incapacidades físicas e distribuição espacial em um município do Vale do Jequitinhonha/Minas Gerais. hu rev [Internet]. 21º de junho de 2019 [citado 16º de agosto de 2022];44(3):289-94. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/16990