REVOLUÇÃO CIENTÍFICA E CONDIÇÕES DE POSSIBILIDADE DA PSICANÁLISE: SOBRE A PRESENÇA DE HUSSERL EM “A CIÊNCIA E A VERDADE”

Autores

  • João Geraldo Martins da Cunha Universidade Federal de Lavras
  • Léa Silveira Universidade Federal de Lavras

DOI:

https://doi.org/10.34019/2448-2137.2017.17612

Resumo

Em A ciência e a verdade, um dos textos da coletânea Escritos publicado pela primeira vez em 1966, J. Lacan formula uma tese de ampla repercussão em sua teoria: afirma que o sujeito da psicanálise é o sujeito da ciência moderna. Situa isso no registro de uma necessidade de reconhecer quais teriam sido as condições de possibilidade do tipo de discurso que se inaugura com S. Freud e remete agora sua análise, que vinha se detendo em comentários a respeito do cogito, aos estudos de A. Koyré. Este artigo levanta a hipótese de que aquilo que se faz presente na reflexão de Lacan é, na verdade, sob o nome de Koyré, o viés de um diagnóstico da modernidade construído por E. Husserl na análise que promove das ciências europeias. O texto procura ainda esboçar qual poderia ser o sentido dessa indicação.

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Biografia do Autor

João Geraldo Martins da Cunha, Universidade Federal de Lavras

Filosofia

Léa Silveira, Universidade Federal de Lavras

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Publicado

2018-08-03