Atendimentos por condições sensíveis à atenção primária em um pronto-socorro público de Belo Horizonte antes e durante a pandemia de COVID-19
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.50324Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Condições Sensíveis à Atenção Primária, Visitas ao Pronto Socorro, COVID-19Resumo
Objetivo: Analisar as admissões de pessoas com condições sensíveis à atenção primária em um pronto-socorro público de grande porte em Belo Horizonte, nos períodos pré e durante a pandemia da COVID-19. Método: Estudo observacional retrospectivo comparativo, tipo censo, com dados de prontuários eletrônicos de pacientes admitidos no pronto-socorro de um hospital de ensino em Belo Horizonte. Teve como público-alvo pessoas com diagnósticos classificados como condição sensível à atenção primária (CSAP) admitidas de março de 2019 a março de 2021. Resultados: Foram identificados 8.931 atendimentos correspondentes a CSAP no período estudado, 198 atendimentos mensais de mulheres e 151,63 atendimentos mensais de homens. Aumentaram os atendimentos relacionados às doenças cerebrovasculares (de 16,97% para 21,21%), infecções de ouvido, nariz e garganta (de 11,97% para 15,53%) e hipertensão arterial (de 7,75% para 8,78%) durante a pandemia, em relação ao período pré-pandemia (p<0,001), bem como os desfechos de alta após o atendimento (p=0,041) e atendimentos pouco urgentes e não urgentes (p<0,001). Conclusão: verificou-se aumento de atendimentos durante a pandemia da COVID-19 referentes a CSAP por algumas doenças crônicas não transmissíveis e infecciosas, bem como situações pouco urgentes. Enfatiza-se a importância da Atenção Primária à Saúde como porta de entrada da Rede de Atenção à Saúde, sobretudo após a regularização dos serviços com a diminuição de casos de COVID-19.




