Associação entre paridade, indicadores antropométricos e risco cardiovascular em mulheres em idade fértil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.47118

Palavras-chave:

Circunferência Abdominal, Gravidez, Cardiopatias, Índice de Massa Corporal

Resumo

Introdução: A relação entre paridade e indicadores antropométricos pode estar associada à gênese de problemas cardiovasculares, revelando a necessidade da sua investigação, a fim de garantir a promoção da saúde e a prevenção de doenças entre as mulheres em idade fértil. Objetivo: Investigar a relação entre paridade, indicadores antropométricos e risco cardiovascular em mulheres acompanhadas na Atenção Primária à Saúde de um município do Recôncavo da Bahia. Métodos: Estudo transversal com 93 mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) assistidas por quatro Unidades de Saúde da Família do município, no período de outubro de 2022 a maio de 2023. Empregou-se o teste qui-quadrado de Pearson para avaliar a associação entre paridade, indicadores antropométricos e risco cardiovascular. As análises foram realizadas no Software SPSS versão 29.0. Resultados: Identificou-se prevalência de excesso de peso de 63,5% na amostra estudada e 81,4% entre as mulheres que já gestaram, porém sem significância estatística. Observou-se associação estatisticamente significante (86%; p=0,011) entre paridade e circunferência abdominal, indicando que as mulheres que já gestaram possuem maior circunferência abdominal e consequente risco cardiovascular aumentado. Conclusão: Os resultados deste estudo indicam que as mulheres que já gestaram vivenciaram maior ocorrência de excesso de peso e de risco cardiovascular, indicando a necessidade de intervenções nutricionais de forma precoce durante e após a gestação, com a finalidade de promover a saúde e reduzir o risco de desfechos perinatais adversos e indesejáveis entre as mulheres em idade fértil.

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Biografia do Autor

Marcely Bonfim Silveira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Bacharel em Saúde pela e graduanda em Nutrição pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). CV: http://lattes.cnpq.br/6759024969031098

Clotilde de Assis Oliveira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Doutora em Gerenciamento em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP). Professora Associada da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). CV: http://lattes.cnpq.br/3075668499960912

Renata de Oliveira Campos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Doutora em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); com pós-doutorado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). CV: http://lattes.cnpq.br/3001060823614112

Djanilson Barbosa dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Doutor em Saúde Pública (Epidemiologia) pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor Associado da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). CV: http://lattes.cnpq.br/0519035993549253

Jerusa da Mota Santana, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professora Adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). CV: http://lattes.cnpq.br/6689185022867558

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Publicado

2026-09-23

Edição

Seção

Artigos Originais