Conhecendo Unidade Básica de Saúde Referência em Práticas Integrativas no Capão - BA

Autores

  • Eugênio Nunes do Carmo Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)
  • Felipe Affonso de Andrade Baqueiro Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) https://orcid.org/0000-0002-7124-3021
  • Fernanda Tourinho Pinto Ferraz Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)
  • Inara Russoni de Lima Lago Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Unidade Básica de Saúde, Práticas Integrativas e Complementares, Medicina de Família e Comunidade

Resumo

As Práticas Integrativas e Complementares (PIC) difundiram-se após a Alma-Ata, em 1978. As PIC priorizam a escuta acolhedora e o vínculo terapêutico, abordando o processo saúde-doença de forma ampliada. As PIC baseiam-se em serviços de medicina tradicional chinesa, homeopatia e plantas medicinais, entre outros. Nesse sentido, o município de Palmeiras (BA), em 2017, estabeleceu a Política Municipal de PIC (PMPIC), incorporando atividades no Vale do Capão, na Unidade de Saúde de Família (USF) de Caeté-Açu, cujas abordagens integrativas são referência na Bahia. Trata-se de um relato de experiência acerca de uma viagem, em outubro de 2019, a um centro de referência em práticas integrativas no âmbito de uma USF no Vale do Capão, objetivando o contato com a situação organizacional dessa USF e as referidas práticas. A Liga Acadêmica de Medicina de Saúde e Família acompanhou as PICs desenvolvidas na USF. Foram apresentadas, pelo médico responsável, práticas realizadas por voluntários do Vale, como auriculoterapia, theta-healing, cantoterapia, entre outros. Notou-se que, mesmo sendo uma USF isolada de um centro urbano, o serviço de saúde era suficiente e agradava a população. Essa experiência ensinou-nos que as ciências, seus métodos e fatos são importantes para acessar o paciente do ponto de vista da sua saúde, mas não são suficientes para a completude da cura, pois é necessário levar em consideração que a subjetividade de cada pessoa interfere em sua saúde. A decisão terapêutica é feita com o paciente, oferecendo várias abordagens, porque se as doenças não são unicausais, o tratamento não será unidirecional. Em conclusão, a experiência enriqueceu bastante todos os envolvidos, ter o contato com as PIC abriu os olhares dos integrantes para possibilidades que não eram tão próximas da realidade do município em que residem, além de ter sido uma vivência que mostrou de perto como é o funcionamento efetivo de uma USF modelo.

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Biografia do Autor

Eugênio Nunes do Carmo, Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Graduando em medicina.

Felipe Affonso de Andrade Baqueiro, Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Graduando em Medicina.

Fernanda Tourinho Pinto Ferraz, Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Graduanda em Medicina.

Inara Russoni de Lima Lago, Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

Graduada em Medicina pelo Centro de Ensino Superior de Valença (2009), Residência Médica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em Medicina da Família e Comunidade (2012). Preceptora do programa de Residência de Medicina de Família e Comunidade da UERJ (2012-2015), supervisora do Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (PROVAB) (2014), médica de família e comunidade na Estratégia de Saúde da Família do município do Rio de Janeiro, pela Viva Rio (2012-2015), Tutora do Curso de Especialização de Preceptoria em Medicina da Família e Comunidade, vinculada à UNA-SUS da UFCSPA (2018-2019). Atuando como coordenadora do curso de Medicina da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). 

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos