A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) on-line pelo MFC durante a pandemia na coordenação do cuidado compartilhado

Autores

Palavras-chave:

Atenção primária à saúde, Saúde da Família, Competência Cultural, Comunidade Terapêutica, Terapias Complementares

Resumo

A TCI é um instrumento das Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, que tem como objetivo ser espaço de acolhimento e partilha de vida para se falar das dores, dos problemas e das potencialidades das pessoas e das comunidades. Uma modalidade terapêutica, que devido ao isolamento social, passou a ser realizada de forma on-line, permitindo o compartilhamento e o manejo de situações geradas pela pandemia de COVID-19, problemas reflexos do cenário de medo e insegurança. Objetivou-se descrever a TCI on-line como ferramenta no apoio à saúde mental pelo Médico de Família e Comunidade (MFC) durante a pandemia de COVID-19. Durante o trabalho no território da ESF-Biquinha, no município de Valença/RJ, a médica de família e comunidade percebeu que as pessoas estavam adoecendo por demandas psíquicas, já que uma nova rotina de vida foi implementada pela sobrevivência. Para enfrentar essas situações, três terapeutas se uniram de forma solidária para construir uma rede de TCI capaz de fortalecer e ajudar as pessoas em sofrimento. Nas consultas com a MFC, as pessoas eram convidadas à roda virtual, que acontecia semanalmente em uma plataforma on-line e gratuita, de fácil acesso com um telefone celular. As pessoas deixavam seu telefone com a médica e logo eram adicionadas a um grupo de WhatsApp, em que, no dia e hora agendados, mandávamos o link de acesso à reunião para todos ali inseridos. O acesso era livre, permitindo às pessoas convidarem-se umas às outras, quebrando limites geográficos municipais e estaduais. Para o MFC, foi possível estreitar vínculos e mediar o cuidado compartilhado das pessoas, favorecendo com segurança a orientação comunitária baseada na troca de vivências e exemplos de superação entre as pessoas. Em conclusão, percebemos, através dessa iniciativa, que momentos de calamidades requerem das equipes adaptações para garantir que os princípios essenciais e derivados da Atenção Primária não se dissolvam. Assim, permitimos cuidar com segurança, tendo em mãos poucos recursos e muita solidariedade. Mostramos aqui uma alternativa segura de cuidado grupal em saúde mental com grande alcance e baixo custo para ser implementada nos territórios no cenário atual.

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Biografia do Autor

Silvia Mello dos Santos, Centro Universitário de Valença - UNIFAA

Médica de Família e Comunidade SBMFC. Especialista em Geriatria e Gerontologia Unati/UERJ. Terapeuta Comunitária UFC.

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos