Incidência hansênica na região norte brasileira, nos anos de 2015 a 2018

Autores

  • Vitória Martins Marquez Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Ana Victoria da Silva Medeiros Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Ana Kárita Santos Gratão Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Giovanna Borges Gratão Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Rodolfo Lima Araújo Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) https://orcid.org/0000-0003-1615-0997

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Hanseníase, Doença infecciosa crônica

Resumo

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae. A predileção pela pele e nervos periféricos confere características peculiares a esta moléstia, tornando o seu diagnóstico simples. O Brasil continua sendo o segundo país em número de casos no mundo, após a Índia (Ministério da Saúde, 2017). O objetivo foi estimar a incidência de infecções pelo Mycobacterium leprae nas áreas endêmicas da região norte, analisando a incidência do estado nortista brasileiro. Como metodologia, foram obtidos dados sobre a projeção da população dos anos de 2015 a 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Boletim epidemiológico Hanseníase 2020, sendo obtidos os dados referentes às infecções pela região norte. Calculou-se a incidência pela quantidade de novas infecções, dividido pela população de risco, multiplicado por 100.000. Quanto aos resultados e discussão, pode-se observar que entre os anos de 2015 a 2018, a maior incidência da região norte foi no ano de 2018, sendo 31,91 por 100 mil habitantes, e a menor foi 28,83 por 100 mil habitantes no ano de 2017. Em relação aos estados, durante os anos de 2015 a 2018, o Tocantins apresentou a maior incidência, chegando a 110,14 casos por 100 mil habitantes no ano de 2018. Já o estado com a menor incidência foi o Amazonas, com 10,42 casos por 100 mil habitantes no ano de 2018. Avaliando os dados, é possível notar que no ano de 2018 houve um discreto aumento no número de casos de hanseníase na região norte, comparado aos anos anteriores. O Tocantins obteve a maior taxa de detecção geral, em 2018, refletindo diagnósticos tardios e a não adesão ao tratamento. Em conclusão, desse modo, se faz necessário medidas mais efetivas no que diz respeito ao diagnóstico precoce, à política de divulgação de informações, tratamento e prevenção, visto que a hanseníase continua sendo um problema de saúde pública.

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Publicado

2021-06-01

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Seção

Resumos