ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2: DIFERENÇAS DE GÊNERO

  • Rinaldo Eduardo Machado de Oliveira Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
  • Julieta Ueta Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP).
  • Laercio Joel Franco Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
Palavras-chave: Cooperação do Paciente, Pacientes Desistentes do Tratamento, Terapêutica, Gênero e Saúde, Doença crônica, Atenção Primária à Saúde.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 com enfoque nas diferenças de gênero.  Trata-se de um estudo transversal realizado em Unidades de Saúde da Família de Ribeirão Preto, São Paulo com 100 mulheres e 100 homens com diabetes tipo 2, em uso de medicamentos, igualmente estratificados nas faixas etárias de 18-59 anos e de 60 anos ou mais. As variáveis investigadas foram sociodemográficas, clínicas e adesão mensurada por meio do Brief Medication Questionnarie. A prevalência de adesão estimada foi de 71% nos homens e 62% nas mulheres. Verificaram-se associações entre adesão e homens com autopercepção da saúde como boa, que usavam um medicamento, de administração por via oral, que não apresentavam reações adversas e obtiveram os medicamentos pelo Programa Farmácia Popular do Brasil (p<0,01). Nas mulheres observou-se associação entre adesão e uso de um medicamento (p<0,01), providos pelo Programa Farmácia Popular do Brasil (p<0,04) e que não apresentaram reações adversas aos antidiabéticos (p<0,01). A frequência de adesão e os fatores que influenciavam neste processo foram maiores entre os homens. Logo, verifica-se a necessidade de considerar as singularidades dos gêneros nas intervenções em diabetes, especialmente, em aspectos relacionados ao tratamento medicamentoso.

Biografia do Autor

Rinaldo Eduardo Machado de Oliveira, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
Mestre em Ciências. Doutorando do Programa Saúde na Comunidade da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP)
Julieta Ueta, Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP).
Pós-doutora em Bioquímica. Docente do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP).
Laercio Joel Franco, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
Pós-doutor em Epidemiologia Clínica. Docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
Publicado
2019-01-30
Seção
Artigos Originais