Mortalidade por doenças do aparelho circulatório e fatores associados: estudo ecológico em municípios de Minas Gerais

  • Thiago Souza Barbosa Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Igor Vilela Brum Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Márcio José Martins Alves Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Maria Teresa Bustamante Teixeira Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares, Registros de Mortalidade, Desigualdades em Saúde, Políticas Públicas

Resumo

Introdução: As doenças do aparelho circulatório (DAC) são responsáveis por 30% das mortes no Brasil, além de gerar incapacidades ealtos custos.  Apesar disso, pouco se sabe sobre a relação entre a mortalidade por DAC e as condições de vida e assistência à saúde nos municípios brasileiros, especialmente em contextos regionais. Objetivo: investigar a associação de variáveis de saúde e sociodemográficas com a mortalidade por DAC em Minas Gerais (MG). Método: estudo ecológico a partir de dados secundários,tendo como unidade de análise 418 municípios de MG. A variável dependente foi a taxa de mortalidade por DAC e as variáveis de desfecho foram 32 indicadores de serviços de saúde e 22 indicadores demográficos e socioeconômicos. Realizou-se a análise bivariada dos dados através do coeficiente de correlação de Pearson, seguida da análise fatorial e, por fim, da regressão linear múltipla. Resultados: As DAC ocasionaram 30,9% da mortalidade total nos municípios analisados, observando-se associação positiva com número deconsultórios de clínica básica, população urbana e internações por DAC no SUS; e negativa comvalor médio por internaçãoe despesa total com profissionais da saúde. Conclusão: frente ao elevado número de municípios com pequena estrutura assistencial em MG, as ações de promoção à saúde e prevençãoparecem ser as mais adequadas visando a redução dastaxas de mortalidade por DAC. Também com esse objetivo, os casos mais graves e as complicações devem ser manejados em centros de referência, contando com recursos materiais e profissionais adequados.

Publicado
2020-01-24
Seção
Artigos Originais