https://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/issue/feedVeredas - Revista de Estudos Linguísticos2025-12-26T14:14:45+00:00Equipe Editorial da Veredasfabio.fortes@ufjf.brOpen Journal Systems<p>A Revista Veredas é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Juiz de Fora <a href="https://www2.ufjf.br/portalperiodicos/">(Portal de Periódicos da UFJF)</a> e tem a missão de publicar artigos científicos, ensaios, traduções e resenhas, de caráter necessariamente inédito e de reconhecida qualidade acadêmica, produzidos por pesquisadores nacionais e estrangeiros, unicamente da área de Linguística, teórica e aplicada, em suas diversas subáreas. A Revista, desde 2020, acolhe contribuições vinculadas às suas chamadas temáticas.</p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/51212Apresentação2025-12-24T01:14:06+00:00Ana Paula El-Jaickana.jaick@ufjf.brVanise Medeirosvanisegm@yahoo.com.brPhellipe Marcel da Silva Estevesphellipemarcel@id.uff.br2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50577A memória que se arquiva na língua falada nas canções2025-10-19T01:18:08+00:00Pedro de Souzapedesou@gmail.com<p>Neste artigo, investigo a possibilidade de ler o arquivo da língua, não a partir do sistema linguístico como seu pressuposto, mas considerando a especifica materialidade enunciativa que distingue uma língua de uma não-língua em um dizer aleatoriamente colhido. Minha hipótese é de que o <em>a priori </em>da formação do arquivo da língua corresponde ao modo de ela existir não só em sua modalidade formal, mas nas falas concretamente realizadas. Entre os modos de existência da língua, há, o discurso saber linguístico que se projeta em diferentes contextos de ocorrência falada ou escrita. Neste texto, proponho trabalhar analiticamente o arquivo da língua, em suas particulares variantes, efetivamente atestado na boca do falante na forma de canção</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/49154Revisitando o clássico História da Linguística, de Joaquim Mattoso Camara Jr.2025-10-12T22:59:39+00:00Valdir do Nascimento Floresvnf.ufrgs@gmail.comGabriel Otherogab.othero@gmail.com<p>Este artigo apresenta um detalhamento do trabalho histórico-crítico empreendido por Flores e Othero na republicação da obra “História da Linguística”, de Joaquim Mattoso Camara Jr., um clássico da historiografia linguística brasileira. O livro de Mattoso foi publicado pela Editora Vozes originalmente em 1975, cinco anos após a morte do autor. A edição crítica e comentada apresentada por Flores e Othero, também publicada pela Editora Vozes, chegou ao cenário editorial brasileiro em 2021. Essa edição apresenta alterações de diversas naturezas ao texto original. Aqui, nos detemos a analisar as notas de rodapé e os comentários de fim escritos por Flores e Othero, mostrando a concepção e os objetivos dessa nova edição do texto clássico de Camara Jr.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50110A escrita epistolar na história das ideias linguísticas no/do Brasil2025-10-12T21:39:57+00:00Thaís de Araujo da Costaaraujo_thais@yahoo.com.brTayane Pinto dos Santostayanerjsantos@gmail.com<p>Neste artigo, serão expostos os resultados de uma análise realizada a partir de uma correspondência inédita enviada de Said Ali a Antenor Nascentes. Tomando-a como lugar de (re)produção de memória, é nosso objetivo refletir acerca do imaginário de interlocução projetado sobre o processo de constituição, (re)formulação e circulação do conhecimento científico sobre (meta)língua(gem) construído e em construção na escrita epistolar. Para tanto, adotou-se como procedimento metodológico de análise o movimento “texto-puxa-texto”, tal como sugerido por Lagazzi (2003), articulando-o ao conceito de formações imaginárias de Michel Pêcheux (1997 [1969]) e ao de heterogeneidades enunciativas de Authier-Revuz (1990). A análise tem possibilitado depreender uma disputa na (re)produção de conhecimento sobre língua(s) na sua relação com o conhecimento sobre o mundo, bem como uma disputa pela legitimidade dos saberes que (não) podem e (não) devem ser ensinados na escola.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50207A história genealógica e a historicidade das ciências2025-10-13T17:30:25+00:00Gleiton Bonfantesupergleiton@gmail.com<p>Esse artigo discute duas tomadas conceituais de história dentro da produção de conhecimento linguístico-discursivo: a genealogia e a historicização das ciências. Ao discutir o conceito de história nos trabalhos de Michel Foucault e de Silvain Auroux, o artigo se propõe a descrever dois caminhos possíveis para o estudo histórico no campo da linguagem e do discurso, comparando suas diferenças de perspectivas e ganhos éticos e epistêmicos. Entre as conclusões, pode-se assinalar que, embora Foucault e Auroux se aproximem no interesse pelo acontecimento e no rechaço pela origem como fonte de sentido, eles se afastam em suas concepções de verdade, autoria e no que tange à continuidade/descontinuidade dos acontecimentos históricos.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50328Gramática, ensino e representação linguística2025-10-21T04:29:44+00:00Miriam de Oliveira Silva Franklin Mirandamiriamosf@gmail.com<p align="justify"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: xx-small;">O presente artigo propõe uma análise comparativa acerca do uso dos verbos e das classificações verbais na </span></span><em><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: xx-small;">Gramática: 360º da Língua Portuguesa</span></span></em><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: xx-small;">, de Emília Amaral, de cunho normativo, e na </span></span><em><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: xx-small;">Gramática do Português Brasileiro</span></span></em><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: xx-small;">, de Mário A. Perini, de perspectiva descritiva. O objetivo é compreender como diferentes concepções gramaticais estruturam os conteúdos verbais. A pesquisa parte da necessidade de refletir sobre o ensino de gramática no Brasil, desde o período colonial até o século XX, e da influência dessas abordagens no contexto pedagógico contemporâneo. A metodologia adotada é bibliográfica e documental, com foco na comparação das estruturas, classificações e usos verbais nas obras analisadas, além de contextualização histórica. A gramática de Emília Amaral preserva uma organização tradicional, centrada na norma culta e em classificações morfológicas e sintáticas convencionais, ao passo que a gramática de Perini enfatiza uma estruturação pautada na descrição da língua em uso.</span></span></span></span></p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/49968Linguagem antirracista em diferentes instrumentos linguísticos 2025-10-21T04:41:12+00:00Rogério Modestoroger.luid@gmail.comMarcus Menezesmarcusvamenezes@gmail.comMatheus Souzamosouza.ppgl@uesc.br<p><span style="font-weight: 400;">Com base na articulação entre a História das Ideias Linguísticas e a Análise de Discurso materialista, o presente artigo reflete sobre como uma ideia de "linguagem antirracista" tem tomado forma em diferentes instrumentos linguísticos, sobretudo a partir da circulação de ideias dos movimentos sociais nos meios digitais. Trata-se de uma pesquisa situada na relação entre os conceitos “instrumentos linguísticos" e "discursos racializados", considerando as novas/outras possibilidades de instrumentalização da língua. Desse modo, primeiro, o artigo analisa a cartilha digital "Racismo se combate em todo lugar", elaborada pela Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos em 2021 e, em seguida, analisa publicações da rede social Instagram, considerando essa rede em sua potencialidade de instrumentação linguística eventual. Por fim, a pesquisa permite compreender o funcionamento discursivo de diferentes instrumentos em vista da constituição de um sujeito-leitor em uma posição discursiva antirracista a partir do saber linguístico.</span></p> <p> </p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50058Pretuguês2025-10-17T04:18:02+00:00Fernanda de Oliveira Cerqueiraf.cerqueira@ufba.br<p>O presente trabalho tem por objetivo propor que Pretuguês (Gonzalez, 1983, 1988) extrapola a noção conceitual, pois atua como uma categoria política-linguística. Para tanto, lanço mão da perspectiva teórica de base transdisciplinar Raciolinguística (Charity-Hudley, 2013, 2016; Alim; Rickford; Ball, 2016), sob as óticas da Linguística Histórica (Mattos e Silva, 2000, 2004) e da Historiografia Linguística Transatlântica (Coelho; Santos, 2022). Conforme tratamento qualitativo, realizado através da técnica de contextualização dos dados extraídos de fontes bibliográficas, foi possível concluir que Pretuguês atua como uma categoria de análise (Cerqueira, 2024), uma vez que tensiona sob prima político traços linguísticos – rotacismo, apócope de <em>/R/</em> final, inserção das formas <em>a gente</em> e <em>você</em> no paradigma pronominal e redução dos padrões de concordância nominal e verbal – cuja avaliação pode ser tanto de emancipação (Cerqueira, 2020, 2022), quanto de estigmatização (Cerqueira, 2022, 2023).</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50062Tupi Amazônico ou Língua Geral Amazônica? 2025-10-31T14:51:15+00:00Bruna Trindade Gomes Carneirobrunatrindade243@hmail.comAlícia Duhá Losealicialose@gmail.com<p>Este artigo investiga a identidade linguística da Amazônia colonial a partir do códice 69, manuscrito setecentista intitulado Grámatica da lingua geral do Brazil, com hum diccionario dos vocábulos mais uzuaes para a intelligencia da dita língua. O problema central reside na controvérsia terminológica entre “Tupi Amazônico” e “Língua Geral Amazônica” (LGA), tradicionalmente concebidas como continuidade do tupinambá missionário. A relevância do estudo está em revisar essa visão, demonstrando que a LGA constitui um complexo linguístico híbrido, produto de contatos interétnicos e políticas missionárias. O objetivo é descrever os traços gráficos, lexicais e morfossintáticos do códice e compará-los ao tupinambá clássico e à tradição jesuítica. A metodologia articula edição semidiplomática, análise paleográfica e filológica, e cotejo linguístico com fontes coloniais. Os resultados indicam instabilidade ortográfica, simplificações gramaticais, hibridizações lexicais e marcas regionais amazônicas, revelando um processo de “amazônização” da língua. Conclui-se que a LGA deve ser entendida como língua de contato politicamente construída, distinta do tupinambá e do tupi jesuítico.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/50064Amélia Mingas e a construção de um capítulo da história linguística de Angola2025-09-29T17:19:32+00:00Eduardo Ferreira dos Santoseduardo@unilab.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente ensaio tem como objetivo apresentar dois textos produzidos pela linguista angolana </span><span style="font-weight: 400;">Amélia Mingas - “A contribuição das línguas nacionais na alfabetização/promoção da mulher” (2001) e “O pretuguês, o português em/de Angola – “é o problema que estamos com ele”” (2018). Interessa-me, aqui, explicitar como a autora discute o papel da mulher na sociedade de Angola considerando a língua portuguesa e as línguas nacionais que são faladas no país, relacionando, assim, língua e a categoria gênero, mostrando o pioneirismo do trabalho de Mingas ao abordar essa discussão. Desse modo, busco, mesmo que de forma preliminar, apontar como a produção intelectual de Mingas é parte da construção de uma história linguística de Angola, ainda em fase de (re)conhecimento de seus atores e, num espectro mais amplo, como é parte de uma história linguística transatlântica e de uma historiografia linguística decolonial que busca romper com um paradigma tradicional.</span></p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/49678Fundamentos, desdobramentos e aplicações da Teoria Saussuriana2025-10-17T04:13:12+00:00John Kevin Lopes de Araújo da Silvajk28929@gmail.comJhucyane Pires Rodrigues jhucyanep.rodrigues@gmail.com<p>O presente estudo, situado no campo da linguística estruturalista, visa discutir sobre a concepção teórica e dicotômica das relações associativas e das relações sintagmáticas e a sua relevância na atualidade para além do Curso de Linguística Geral considerando também o ensino e a sociedade de modo amplo. Para isso, a pesquisa que é de cunho bibliográfico tem como principal aporte teórico o Curso de Linguística Geral, escrito pelos discípulos de Ferdinand de Saussure; Ducrot e Todorov (1982); Jakobson (1981); Ilari (2004) e Bez e Aquino (2011), dentre outros estudiosos. Como conclusão, destacamos o fato de que tais categorias cumprem não apenas o papel de explicar a organização interna do sistema linguístico, mas também dialogam com outros campos teóricos e estudos que auxiliam em nossas vidas. Além disso, compreendemos que não há funcionamento linguístico sem a presença das relações paradigmáticas e sintagmáticas.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/49976A arbitrariedade nos trabalhos sobre iconicidade lexical2025-10-17T04:09:26+00:00Mahayana Godoymahayana.godoy@ufrn.brThayná Cristina Ananiasthayna.ananias@ufrn.br<p>É comum que estudos sobre iconicidade a apresentem em oposição à arbitrariedade formulada no <em>Curso de Linguística Geral</em>. Defendemos que tal oposição é inadequada e limita a compreensão da relação entre forma e sentido nas línguas naturais. Este artigo revisa essa concepção e propõe reformular o entendimento de arbitrariedade em estudos sobre iconicidade lexical. Para isso, analisamos o estado da arte em pesquisas sobre iconicidade lexical em línguas orais e de sinais, identificando usos recorrentes do termo arbitrariedade. Argumentamos que parte da literatura contribui para uma reprodução acrítica dessa noção e equipara objetos teóricos de naturezas distintas ao contrastá-la com a iconicidade. Concluímos que fenômenos icônicos são abundantes e influenciam processos como aquisição e processamento da linguagem. Ainda assim, ao adotar uma noção limitada de arbitrariedade, estudos sobre o tema negligenciam aspectos importantes sobre as formas icônicas, especialmente sua convencionalização.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/veredas/article/view/49693O estatuto epistemológico da linguística textual em três manuais de linguística brasileiros2025-09-29T18:38:16+00:00Mateus Parduccimatt.sp2000@hotmail.com<p>Este artigo analisa como três capítulos de manuais brasileiros – Bentes (2000), Oliveira (2008) e Tatit (2002) – apresentam a Linguística Textual (LT), considerando seu perfil epistemológico heterogêneo. Com base em Pinheiro et al. (2025), parte-se da premissa de que a LT abriga múltiplos quadros teóricos, nem sempre compatíveis. Identifica-se que Bentes e Oliveira adotam concepções “integradoras” de texto, articulando referenciais distintos sem recuperar os limites entre seus corpos de conhecimento, o que resulta na naturalização do objeto texto e em hierarquizações implícitas. Tatit localiza a exposição na Semiótica greimasiana, conferindo coerência teórica, mas silenciando a diversidade do campo. Os três capítulos, portanto, não captam integralmente a complexidade da LT, o que pode comprometer sua apropriação crítica pelo alunado. Defende-se a necessidade de revisitar a apresentação da LT nos manuais, respeitando sua heterogeneidade e preservando a fidelidade epistemológica.</p>2025-12-26T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Veredas - Revista de Estudos Linguísticos