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         <journal-id journal-id-type="publisher-id">psipesq</journal-id>
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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. pesq.</abbrev-journal-title>
         </journal-title-group>
         <issn pub-type="epub">1982-1247</issn>
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            <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFJF</publisher-name>
         </publisher>
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         <article-id pub-id-type="doi">10.34019/1982-1247.2025.v19.47615</article-id>
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            <article-title> Ensaios sobre Psicologia, de William James Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas Araujo Série Clássicos da Psicologia São Paulo: Hogrefe, 2024</article-title>
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            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0003-3482-166X</contrib-id>
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                  <surname>Gondim</surname>
                  <given-names>Sonia</given-names>
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                  <sup>1</sup>
               </xref>
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            <aff id="aff1">
               <label>1</label>
               <institution content-type="original">Universidade Federal da Bahia. Professora Titular Aposentada da Universidade Federal da Bahia. Fui a primeira coordenadora do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora e tive a honra de ter sido professora de Saulo Araujo. E-mail:  sggondim@gmail.com </institution>
               <institution content-type="normalized">Universidade Federal da Bahia</institution>
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               <country country="BR">Brazil</country>
               <email>sggondim@gmail.com</email>
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            <year>2025</year>
         </pub-date>
         <volume>19</volume>
         <issue>2</issue>
         <fpage>1</fpage>
         <lpage>10</lpage>
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   <body>
      <p>
         <italic>A aqueles que amavam Saulo….</italic>
      </p> 
 
      <p>
         <italic>Como eu gostaria de voltar a ser criança neste momento, pois talvez doesse menos a realidade da vida. Como eu queria poder dizer e sentir que Saulo se transformou em uma linda estrela que brilhará no céu para sempre, iluminando os caminhos de quem ainda ficou por aqui, sem saber quando partirão sem despedir desta vida, e aqueles que ainda virão.</italic>
      </p> 
      <p>
         <italic>Meu querido amigo, excepcional amigo que nos proporcionou momentos sublimes de inspiração e admiração por sua rara riqueza intelectual e senso de humor. Esse jeito de levar a vida e suas gargalhadas que guardo na memória e no coração me enchem de alegria.</italic>
      </p> 
      <p>
         <italic>Só tenho gratidão por ter tido o privilégio de ter sido sua professora e dos agradáveis encontros que me faziam admirá-lo cada vez mais.</italic>
      </p> 
      <p>
         <italic>Obrigada por ter me proporcionado o prazer dos inúmeros aprendizados. A vida vai passando e a vez de cada um de nós chegará. Espero ainda seguir com a doce ilusão de que um dia nos encontraremos em outro mundo uma outra vida plena em que reina a paz e a igualdade entre todos os seres que vivem.</italic>
      </p> 
 
      <p>
         <italic>Até breve, meu amigo, de algum lugar para qualquer outro lugar.</italic>
      </p> 
      <p> </p> 
      <p>
         <italic>						Sonia Gondim</italic>
      </p> 
      <p>
         <italic>						03/05/2024</italic>
      </p> 

      <sec>
         <title>Homenagem a Saulo</title>
         <bold> </bold>
         <p>	Em alinhamento a minha honestidade intelectual sou compelida a tornar público que esta resenha foi apenas um pretexto para dar visibilidade ao último livro que Saulo publicou em vida como parte da Série Clássicos da Psicologia da editora Hogrefe. Lamento frustar aos leitores que esperam uma análise crítica dos textos de William James selecionados e traduzidos por Saulo. Reservo-me o direito (a senescência autoriza) de ousar manifestar minhas impressões pessoais com base no impacto que o pensamento de James nas palavras de Saulo me provocam. </p>
         <p>	Não existe maneira mais respeitosa de honrar um intelectual da envergadura de Saulo que enaltecer a sua qualidade como um intérprete de textos clássicos. Nós, psicólogos brasileiros, temos de reconhecer que os escritos de Saulo são uma dádiva, por sua dedicação às origens do pensamento psicológico, em tempos em que os recursos tecnológicos mostram-se extremamente atrativos na oferta fácil de sínteses, resumos, críticas apressadas e de segunda mão dos textos clássicos que marcaram a história da Psicologia. Saulo era profundamente estudioso e de uma capacidade intelectual notável. Sinto-me muito feliz de poder prestar esta homenagem com textos de William James, com os quais me identifico em muitos pontos. Obrigada por esta oportunidade Saulo, onde quer que esteja. Espero poder atrair um pouquinho a atenção de estudantes, colegas e profissionais interessados nas raízes das ideias que desenharam a Psicologia como ciência. </p>
         <sec>
            <title>Resenhando alguns textos de William James</title>
            <bold> </bold>
            <p>	Esta coletânea de 13 escritos de William James é um precioso presente para os brasileiros estudiosos e amantes dos clássicos da Psicologia. A estrutura e seleção cuidadosa dos textos que compõem a vasta obra de um dos maiores psicólogos de todos os tempos resulta da inteligência, maturidade e sensibilidade únicas de Saulo Araujo. Sua fidelidade às origens do pensamento e seu firme compromisso de tornar acessível tesouros textuais históricos do nascimento e desenvolvimento da Psicologia científica o colocam em destaque entre os pesquisadores e docentes brasileiros dedicados à história da Psicologia. </p>
            <p>	Como Saulo Araujo destaca na introdução do livro, embora William James não tenha constituído um sistema de Psicologia, suas ideias foram influentes e inspiraram diversas gerações de psicólogos norte-americanos e se tornaram leitura obrigatória para os que buscam os fundamentos de uma Psicologia científica.  Os textos traduzidos representam fases distintas do pensamento de William James, mas que trazem à tona conceitos-chave que mostram-se desafiadores nos dias atuais.</p>
            <p>	O <xref ref-type="bibr" rid="B1">livro</xref> reúne 13 textos e três apêndices. Todos vêm acompanhados de notas de tradução e esclarecimentos que se tornam essenciais para a sua compreensão. Um dos grandes desafios dos textos de William James é que eles dialogam com pensadores de seu tempo, o que coloca sérios empecilhos para a interpretação daqueles que não dispõem de conhecimento do debate que vigorava na época. De maneira generosa, Saulo, mediante notas de tradução e de esclarecimentos exaustivos contribui de maneira pedagógica para suprir a lacuna da ignorância dos leitores pouco familiarizados, oferecendo oportunidade de se aproximar do entendimento do pensamento de James. E somos imensamente gratos por essa generosidade. </p>
            <p>	Esclareço ao leitor que vou me permitir selecionar do livro aqueles textos que mais me tocaram, justificado pelo meu entusiasmo por fenômenos que considero caros na minha trajetória de estudos e que foram tratados magnificamente por James. No entanto, posso assegurar aos leitores que minha seleção não deixa de fora as principais contribuições desse pensador à Psicologia.  </p>
            <p>	O texto Somos autômatos? (1879) apresenta-se como uma crítica à teoria de Hogdson, que se referiu à mente como um mero produto colateral de nossos processos nervosos. Neste sentido, James advogava a favor de uma mente ativa (consciente), capaz de por meio da força inibidora e reforçadora da atenção selecionar algumas possibilidades e suprimir outras, o que seria pouco passível de ser explicado por um mero automatismo. Em várias passagens, James afirmava que a consciência não é irrelevante ou insignificante. </p>
            <p>	O texto intitulado Sobre algumas omissões da Psicologia introspectiva (1884) precede a escrita de Os Princípios da Psicologia. Nesse texto, James apresenta o conceito de fluxo da consciência ou fluxo do pensamento, reiterando o seu posicionamento de termos uma mente ativa. Para ele, o fluxo de nosso estado mental é contínuo, assim como o tempo. “O que temos é um aglomerado de estados mentais tão numerosos como os objetos, ao invés de um aglomerado de objetos, por mais numerosos que eles possam ser”. James se opunha a uma ideia de uma mente fragmentada e descontinuada. O cérebro na sua concepção sempre age como um todo e uma pequena alteração em uma de suas partes afeta as demais. Há uma passagem que considero sublime sobre as dificuldades da introspecção:</p>
            <disp-quote>
               <p>Que tipo de sentimento cada pensamento na sucessão tem da sucessão a que pertence é um mistério tão grande para nós hoje quanto o tipo de sentimento que cada nota tem do tom em que está.... O nosso pensamento é um organismo teleológico (tende a um fim - grifo meu), grandes segmentos do qual existem apenas para obtenção de outros; e que a nossa percepção desses outros, que foram chamados de suas partes substantivas, tende a se espalhar por toda parte em nossa memória reflexiva e a obscurecer e a substituir a percepção das partes mais evanescentes que apareceram.</p>
            </disp-quote>
            <p>	O texto O que é uma emoção? (1884), confesso que é um dos meus preferidos da seleção. As emoções fazem parte da minha agenda de pesquisa desde o início dos anos 2000. E com o passar das décadas só fez fortalecer os meus laços com diversas facetas das manifestações emocionais na vida humana. Na elaboração de sua teoria James assume que as únicas emoções a que se propunha a considerar eram aquelas que tinham manifestação corporal. Do meu ponto de vista, isso não significa que ele reduzisse as emoções às manifestações corporais. No entanto, levando em conta tais manifestaçoões, James afirmava que os sentimentos derivados da percepção de manifestaçoões corporais poderiam ser chamados de emoção.  Afinal, as modificações corporais são sentidas de maneira forte ou fraca no momento em que estão ocorrendo, o que contribuiria para explicar a oscilação dos diversos estados emocionais, cujas respostas não devem ser tratadas como apenas inatas, dialogando com o seu entendimento de uma mente ativa. </p>
            <p>	Há uma passagem que considero bastante ilustrativa: </p>
            <disp-quote>
               <p>Se quisermos dominar tendências emocionais indesejáveis em nós mesmos, devemos exercitar assiduamente e primeiro, friamente, os movimentos exteriores daquelas disposições contrárias que preferimos cultivar. A recompensa pela persistência virá infalivelmente com o desaparecimento do mau humor ou depressão e, em segundo lugar, com o advento da verdadeira alegria e bondade.</p>
            </disp-quote>
            <p>A mim me parece brilhante essa passagem que traz a defesa de que a moralidade pode estar envolvida nas manifestações emocionais.  </p>
            <p>	Outro texto que merece destaque é o intitulado O que a vontade faz? (1888). Este se dedica a discorrer sobre os atos voluntários. James diferenciava reações involuntárias de atos voluntários. Ao tratar dos instintos, ele diferencia as reações involuntárias as classificando didaticamente em três tipos: atos reflexos, manifestações emocionais, e performances instintivas ou impulsivas. Todavia, afirmava que do ponto de vista científico essa divisão não fazia sentido, pois o processo fisiológico em todas as ações involuntárias era o mesmo.  A ação voluntária, por sua vez, constitui um ato previsto desde seu início. Para James, uma Psicologia da volição se apoia no entendimento de que a única causa conhecida para a execução de um movimento é a simples ideia de execução deste movimento, e que se chegar à mente sem ideias concorrentes, o movimento seria inevitável. Há uma passagem no texto em que James diferencia consentimento de volição. Amei! O consentimento, que representa a maior parte da atividade humana, seria passivo (involuntário, habitual - grifo meu) e a volição seria a recusa da mente a esse consentimento. Um ato propositivo, positivo e que envolveria esforço. Não se pode ignorar a associação entre volição, ato de vontade e ato moral. O esforço de vontade envolve não suplantar ideias, mas conter a permanência de ideias para que ao persistirem se fortaleçam e assim façam acontecer.  “A força de vontade reside no ato de manter a atenção fixada firmemente nelas (as ideias desejáveis), apesar do movimento espontâneo do pensamento estar todo na direção contrária”. É o esforço moral. O esforço não está no mundo físico, mas no mundo mental. O esforço moral depende principalmente do domínio da atenção. Percebe a familiaridade com as práticas de mindfulness que hoje constituem campo fértil de estudos de diversas áreas, incluindo a Psicologia? Quando exercemos nossa vontade nós ocupamos nossa mente com uma ideia que na ausência do esforço desapareceria.</p>
            <p>	Gostaria de salientar mais algumas ideias do pensamento de James que avalio como preciosas e que merecem atenção do leitor. Elas se encontram dispersas nos outros textos breves que compõem a coletânea do livro. A definição de Psicologia como ciência natural proposta por James pode ser assim resumida. “Os fatos mentais não podem ser propriamente estudados sem vinculação com o ambiente físico do qual tomam conhecimento. Um corpo de proposições sobre estados mentais e cognições é o que chamo de uma psicologia como ciência natural<italic>.</italic>”</p>
            <p>	Outro ponto de destaque é a concepção de que vida mental é primariamente teleológica, pois nossos vários modos de sentir e de pensar foram desenvolvidos assim por sua utilidade em moldar nossas reações ao mundo externo. A vida mental existe para fins de preservação. Todos os estados mentais (independentemente de sua utilidade) são acompanhados de alguma atividade corporal.</p>
            <p>	Os textos 10 e 11 do livro são dedicados à consciência. A ideia de fluxo é retomada e é introduzida a noção de campos de consciência. Nossa consciência contém sensações de nossos corpos e dos objetos que nos rodeiam, memórias de sentimentos passados, desejos. As sensações estariam no centro e os pensamentos e sentimentos nas margens. E a consciência oscilaria em termos de seu foco (de atenção), a depender das condições emocionais e também das determinações da vontade. Os fatos materiais não são comprovados, não são objetos da experiência, e não se relacionam. Para que assumam a forma de sistema em que sentimos que vivemos, é necessário que eles apareçam. O fato de aparecer, adicionado a sua existência bruta, chamamos de consciência que dele temos. </p>
            <p>	James afirma no texto A noção da consciência (1905), que após longos anos de hesitação assumiu que a consciência, tal como é representada habitualmente é pura quimera - seja como entidade, seja como atividade pura, mas em todo caso como fluida, inextensa, diáfana, vazia de todo conteúdo próprio, mas se conhecendo imediatamente a si mesma, espiritual. O conjunto de realidades concretas que a palavra consciência deveria cobrir merece uma descrição completamente distinta; descrição esta que uma filosofia atenta aos fatos e capaz de fazer algumas análises estaria em condições, de agora em diante, de fornecer, ou ao menos de começar a fornecer. Acho que esta filosofia não atendeu a esse chamado:  </p>
            <disp-quote>
               <p>As atribuições sujeito e objeto, representado e representante, coisa e pensamento, significam pois, uma distinção prática muito importante, mas meramente funcional, de modo algum ontológica, como o dualismo clássico a representa. No fundo as coisas e os pensamentos não são heterogêneos, são fatos de uma mesma estofa, que não é possível definir em si mesma, mas somente experienciar.</p>
            </disp-quote>
            <p>	O texto intitulado As confissões de um “pesquisador parapsíquico” (1909) traz algumas pérolas do pensamento de James. Para ele, o pesquisador parapsíquico não perde nem um pouco a esperança e a fé em que fenômenos pouco compreensíveis com o tempo e o acúmulo de dados suficientes algum dia tenham um tratamento intelectual merecido. James se via como um pesquisador parapsíquico esperando por mais fatos antes de chegar a alguma conclusão.  Estados de intuição mística podem ser ampliações muito grandes e rápidas do campo ordinário da consciência. </p>
            <p>	Ao discorrer sobre as possibilidades de trapaça que ocorrem em eventos mediúnicos, por exemplo, James afirma:</p>
            <disp-quote>
               <p>(...) Se olharmos para a impostura humana como um fenômeno histórico descobriremos que ela é sempre imitativa.  Um trapaceiro imita um trapaceiro anterior, mas o primeiro trapaceiro deste tipo imitou alguém que era honesto.</p>
            </disp-quote>
            <p>Será que de fato não temos inúmeros exemplos no campo da ciência, de trapaceiros em seus esforços de salvar suas hipóteses, e que se vêem legitimados?   </p>
            <p>	Finalizando minha seleção de passagens do livro coloco em relevo a ideia de James de que conceber a Psicologia como uma ciência natural não a coloca em solo firme. “Significa, ao contrário, uma Psicologia extremamente frágil na qual as águas da crítica metafísica vazam por todos os lados. Jamais podemos esquecer que as suposições de uma ciência natural são provisórias e estão em contínuo processo de revisão”.  </p>
            <p>	Certamente as contribuições de William James ultrapassam em muito os textos selecionados criteriosamente por Saulo e comentados nesta resenha. As ideias elencadas aqui e que permitem uma visão panorâmica de conceitos chave para a ciência psicológica visam apenas despertar o interesse de estudantes e demais leitores pelo retorno aos clássicos, tão abandonados pelos cursos de Psicologia atualmente.  A consciência, a moral, as emoções, a mente, a vontade, o pensamento, as manifestações corporais, afetivas e cognitivas, seguem desafiando estudiosos que buscam compreender a complexidade do ser humano. E James inquestionavelmente cumpriu um importante papel para essa compreensão, ainda inacabada. </p>
         </sec>
      </sec>
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         <title>Referência</title>
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            <mixed-citation>James, W. (2024). <italic>Ensaios sobre a psicologia: </italic>Organização, tradução, introdução e notas de Saulo de Freitas Araujo (1ª ed., pp. 280). Hogrefe.</mixed-citation>
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               <edition>1ª ed.</edition>
               <fpage>280</fpage>
               <lpage>280</lpage>
               <publisher-name>Hogrefe</publisher-name>
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