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         <journal-id journal-id-type="publisher-id">psipesq</journal-id>
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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. pesq.</abbrev-journal-title>
         </journal-title-group>
         <issn pub-type="epub">1982-1247</issn>
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            <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFJF</publisher-name>
         </publisher>
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      <article-meta>
         <article-id pub-id-type="doi">10.34019/1982-1247.2025.v19.43901</article-id>
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               <subject>Articles</subject>
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            <article-title>Refugiados idosos: Revisão sistemática dos processos psicossociais e impacto do estresse </article-title>
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               <trans-title>Elderly refugees: Systematic review of psychosocial processes and impact of stress </trans-title>
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               <trans-title>Refugiados mayores: Revisión sistemática de procesos psicosociales y el impacto del estrés</trans-title>
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            <contrib contrib-type="author">
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               <xref ref-type="aff" rid="aff1">
                  <sup>1</sup>
               </xref>
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            <contrib contrib-type="author">
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                  <surname>Ortiz</surname>
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                  <sup>2</sup>
               </xref>
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            <label>1</label>
            <institution content-type="original">Universidade São Judas. E-mail: vanessadeoliveira673@gmail.com</institution>
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            <label>2</label>
            <institution content-type="original">Universidade São Judas. E-mail: sandra.ortiz19@gmail.com</institution>
            <institution content-type="normalized">Universidade São Judas Tadeu</institution>
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         <author-notes>
            <corresp id="c1">Informações do Artigo:

Vanessa Alves 

<email>vanessadeoliveira673@gmail.com</email>
            </corresp>
         </author-notes>
         <pub-date pub-type="epub">
            <year>2025</year>
         </pub-date>
         <volume>19</volume>
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         <lpage>25</lpage>
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               <year>2024</year>
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               <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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         </permissions>
         <abstract>
            <title>RESUMO</title>
            <bold> </bold>
            <p>Esta revisão sistemática aborda a crise global de refugiados, com foco na vulnerabilidade das pessoas idosas. São analisados os processos psicossociais que impactam a saúde durante o envelhecimento de refugiados, com ênfase no estresse. A revisão segue um protocolo rigoroso para avaliar as evidências disponíveis, revelando a subutilização de serviços de saúde mental e a falta de apoio específico. O estudo identifica lacunas no cuidado humanitário, propondo o desenvolvimento de intervenções eficazes. Os resultados indicam a urgência de estratégias voltadas para refugiados acima de 60 anos, a fim de preservar sua saúde e bem-estar.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>ABSTRACT</title>
            <bold> </bold>
            <p>This systematic review addresses the global refugee crisis, focusing on the vulnerability of elderly people. It analyzes the psychosocial processes impacting health during refugee aging, with an emphasis on stress. The review follows a rigorous protocol to evaluate available evidence, revealing the underutilization of mental health services and the lack of specific support. The study identifies gaps in humanitarian care, proposing the development of effective interventions. The results highlight the urgent need for strategies aimed at refugees over 60 years old to preserve their health and well-being.</p>
         </trans-abstract>
         <trans-abstract xml:lang="es">
            <title>RESUMEN</title>
            <bold> </bold>
            <p>Esta revisión sistemática aborda la crisis global de refugiados, centrándose en la vulnerabilidad de las personas mayores. Se analizan los procesos psicosociales que afectan la salud durante el envejecimiento de los refugiados, con énfasis en el estrés. La revisión sigue un protocolo riguroso para evaluar la evidencia disponible, revelando la subutilización de los servicios de salud mental y la falta de apoyo específico. El estudio identifica brechas en la atención humanitaria, proponiendo el desarrollo de intervenciones eficaces. Los resultados indican la urgencia de estrategias dirigidas a los refugiados mayores de 60 años, con el fin de preservar su salud y bienestar.</p>
         </trans-abstract>
         <kwd-group xml:lang="pt">
            <title>PALAVRAS-CHAVE:</title>
            <kwd>Envelhecimento</kwd>
            <kwd>Refugiados</kwd>
            <kwd>Estresse</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="en">
            <title>KEYWORDS:</title>
            <kwd>Aging</kwd>
            <kwd>Refugees</kwd>
            <kwd>Stress.</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="es">
            <title>PALABRAS CLAVE:</title>
            <kwd>Envejecimiento</kwd>
            <kwd>Refugiados</kwd>
            <kwd>Estrés.</kwd>
         </kwd-group>
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      </article-meta>
   </front>
   <body>
      <p>A atual crise global de refugiados, marcada pelo aumento significativo no número de pessoas deslocadas, representa uma das maiores emergências humanitárias desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo relatórios recentes publicados pela <xref ref-type="bibr" rid="B3">Agência Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR, 2023)</xref>, houve um aumento significativo no número de pessoas deslocadas em todo o mundo devido a perseguições, conflitos e violações dos direitos humanos, alcançando um total de 108,4 milhões no final de 2022. Esse aumento representa um cenário alarmante e preocupante, com mais de 19 milhões de indivíduos adicionais afetados em comparação com o ano anterior, o que evidencia a gravidade da situação. Esse é o maior aumento já registrado entre anos, conforme estatísticas da agência. </p>
      <p>Durante sua trajetória, os refugiados enfrentam altas taxas de violência, especialmente em seus países de origem, bem como durante o deslocamento interno ou para outros países, e também durante o reassentamento em terceiros países. A experiência traumática de ser obrigado a deixar o lar implica a perda de recursos anteriormente disponíveis, sendo particularmente desafiadora para os mais vulneráveis, como idosos, viúvas, crianças e pessoas com deficiência. A dependência da maioria dos refugiados de ajuda humanitária destaca a importância crítica das intervenções e políticas implementadas nos países anfitriões para a qualidade de vida e bem-estar dessa população. É notável que a maioria dos conflitos contemporâneos ocorra dentro de países, não entre eles, e, frequentemente, no contexto de nações em desenvolvimento (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Madi et al., 2019</xref>).</p>
      <p>A situação preocupante e em constante crescimento da saúde mental dos migrantes transnacionais, incluindo migrantes e refugiados, destaca-se como um desafio significativo para a saúde pública. O termo "migrante" refere-se àqueles que se deslocam de sua residência habitual, seja internamente ou mediante fronteiras internacionais, de maneira temporária ou permanente. Enquanto isso, a definição de refugiado segundo <xref ref-type="bibr" rid="B2">a Convenção das Nações Unidas sobre o tema (ACNUR, 1951)</xref> aborda aqueles que, por temor justificado de perseguição com base em raça, religião, nacionalidade, filiação a um grupo social específico ou opinião política, encontram-se fora de seu país de origem e são incapazes ou relutantes em retornar, buscando proteção em outro lugar (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Lindert et al., 2023</xref>).</p>
      <p>O deslocamento forçado, como um processo complexo de êxodo, implica não apenas na perda geográfica, mas também em uma perda significativa nos âmbitos cultural, político e jurídico. A violenta ruptura das redes familiares durante esse fenômeno resulta em uma desestruturação social irreversível e na quebra de referências culturais. Além disso, esse processo afeta a integridade das vítimas, dando origem a problemas psicológicos, perdas econômicas e danos às redes sociais e comunitárias, impactando negativamente as capacidades e possibilidades individuais. O deslocamento forçado, portanto, emerge como uma experiência multifacetada que transcende as fronteiras geográficas, afetando profundamente a vida e o bem-estar dos refugiados (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Curcio et al., 2019</xref>).</p>
      <p>Com base nisso, temos o conceito de estresse psicossocial, que abrange diversas experiências ao longo da vida, como adversidades iniciais, condição socioeconômica, eventos estressantes, cuidados, estresse relacionado ao trabalho, dificuldades financeiras, discriminação e solidão. Essas experiências crônicas impactam biologicamente quando a demanda ambiental sobrecarrega a capacidade de adaptação do indivíduo. A ativação do sistema nervoso simpático e do eixo hipotálamo-adrenal-hipófise resulta na liberação de mediadores neuroendócrinos, como catecolaminas e glicocorticóides, desencadeando processos fisiopatológicos relevantes para o envelhecimento. O excesso de estresse desencadeia respostas neuroendócrinas que desempenham um papel crucial no envelhecimento biológico (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Polsky et al., 2022</xref>).</p>
      <p>A vulnerabilidade dos refugiados envelhecidos é acentuada por sua fragilidade física e deficiências, fatores que os tornam particularmente suscetíveis durante o processo de migração forçada e adaptação às novas condições. Essa população, em especial, enfrenta desafios significativos, incluindo ansiedade, depressão, distúrbios do sono e interrupções nas terapias medicamentosas regulares (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Piotrowicz et al., 2022</xref>). Esses aspectos contribuem para a exacerbação de doenças crônicas e aumentam substancialmente o risco de complicações graves. Além disso, a escassez e a inacessibilidade das terapias antidiabéticas emergem como uma preocupação específica, podendo resultar em emergência diabética entre os refugiados idosos. Essas condições agravam ainda mais a já precária situação de saúde dessa população vulnerável, destacando a urgência de intervenções específicas e acessíveis para garantir seu bem-estar durante o processo de refúgio e reassentamento (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Zimba &amp; Gasparyan, 2023</xref>).</p>
      <p>A recente guerra na Ucrânia, por exemplo, desencadeou a maior crise humanitária na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial, levando cerca de 6,3 milhões de ucranianos a buscar refúgio em outros países em apenas três meses (<xref ref-type="bibr" rid="B21">World Health Organization [WHO], 2022</xref>). Aproximadamente 3,5 milhões (56%) fugiram para a Polônia, representando 14,3% da população ucraniana. Estima-se que cerca de 9,9% desses refugiados estejam em idade de aposentadoria, sendo a maioria mulheres com 55 anos ou mais (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Piotrowicz et al., 2022</xref>).</p>
      <p>Sendo assim, esta revisão sistemática de literatura visa investigar os processos psicossociais em saúde no contexto específico do envelhecimento de refugiados, com foco no impacto do estresse. Visto que compreender as complexidades dessa interação é crucial para desenvolver intervenções eficazes que promovam o bem-estar psicossocial em uma população vulnerável e envelhecida.</p>
      <sec>
         <title>Método</title>
         <bold> </bold>
         <sec>
            <title>Tipo de Estudo</title>
            <bold> </bold>
            <p>Neste artigo, realizamos uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de investigar de maneira abrangente e rigorosa as evidências disponíveis sobre os processos psicossociais em saúde no contexto específico do envelhecimento de refugiados. Utilizando uma abordagem metodológica amplamente reconhecida, esta revisão visa identificar, avaliar e sintetizar criticamente os estudos relevantes existentes na literatura científica. A condução rigorosa da revisão segue um protocolo cuidadosamente elaborado, que estabelece critérios de inclusão e exclusão, métodos de busca e seleção de estudos, bem como a estratégia de avaliação da qualidade dos artigos incluídos. </p>
            <p>Uma revisão sistemática, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B8">Cavalcante e Oliveira (2020</xref>) é definida como uma análise planejada destinada a responder a uma pergunta específica, empregando métodos explícitos e sistemáticos para identificar, selecionar e avaliar criticamente os estudos, além de coletar e analisar os dados dos estudos incluídos na revisão. Tal metodologia fundamenta-se em um processo estruturado composto por sete etapas essenciais. Estas incluem: formulação da pergunta para definir pacientes/doença e a intervenção a serem abordados; localização dos estudos, que envolve a escolha dos bancos de dados e a elaboração detalhada da estratégia de busca; avaliação crítica dos estudos, com a seleção baseada na crítica da validade; coleta de dados, onde todas as variáveis relevantes são examinadas para determinar a comparabilidade dos estudos; análise e apresentação dos dados, agrupando os estudos por semelhança; interpretação dos dados, analisando as evidências encontradas e sua aplicabilidade prática; e finalmente, o aprimoramento e atualização contínua da revisão, incorporando sugestões e críticas em publicações posteriores. Esses passos são fundamentais para garantir a confiabilidade e a relevância da revisão bibliográfica sistemática.</p>
            <p>Por meio deste processo, almejamos proporcionar uma visão abrangente e atualizada do estado da pesquisa nesse campo específico. Para orientar nosso estudo, formulamos a seguinte pergunta norteadora: quais são os principais processos psicossociais em saúde relacionados ao envelhecimento em populações de refugiados?</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Identificação dos Estudos</title>
            <bold> </bold>
            <p>As fontes de informação utilizadas incluíram as bases de dados eletrônicas <italic>Medline</italic> via <italic>Pubmed, Scielo</italic> e <italic>Lilacs</italic>. As buscas nessas bases foram conduzidas utilizando uma cadeia sequêncial de descritores. Foram realizadas três buscas distintas seguindo a seguinte ordenação dos descritores: (a) envelhecimento, refugiados e estresse; (b) pessoa idosa, refugiados e saúde mental; e (c) envelhecimento, refugiados e bem-estar. Os descritores foram devidamente traduzidos para o idioma inglês com o intuito de abranger os trabalhos nos idiomas estrangeiros, ficando da seguinte forma: (a) <italic>aging, refugees, stress</italic>; (b)<italic> elderly person, mental health, refugees</italic>; (c)<italic> aging, refugees, well-being</italic>. Tais termos foram combinados por operadores booleanos <italic>AND</italic> e <italic>OR</italic>. Para a busca, adotou-se uma estratégia de busca matriz abrangendo todas as bases de dados. Além das bases indexadas, fontes adicionais como <italic>Google Scholar</italic> e <italic>Open Grey</italic> foram exploradas para localizar estudos não indexados. As limitações impostas nas buscas incluíram a restrição à inclusão de estudos realizados em seres humanos e uma limitação temporal que abrangeu o período de 2019 a 2024. Adicionalmente, realizou-se uma busca ativa nas referências dos artigos selecionados.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Critérios de Elegibilidade</title>
            <bold> </bold>
            <p>Os critérios de elegibilidade foram estabelecidos para direcionar a seleção de artigos nesta revisão, concentrando-se na investigação dos processos psicossociais em saúde no envelhecimento de refugiados, com especial atenção ao impacto do estresse. Para inclusão, os estudos precisavam satisfazer os seguintes critérios: (a) concentrar-se no envelhecimento de refugiados como população-alvo; (b) explorar o impacto do estresse nos processos psicossociais durante o envelhecimento de refugiados; (c) ter sido publicados entre 2019 e 2024; (d) disponibilizar o texto completo para análise; (e) empregar metodologias quantitativas, qualitativas ou mistas. Artigos que não cumpriram esses critérios foram excluídos. Adicionalmente, foi realizada uma busca ativa nas referências dos artigos selecionados para garantir a inclusão abrangente de estudos pertinentes.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Critérios de Exclusão</title>
            <bold> </bold>
            <p>Para garantir a rigorosidade e a especificidade desta revisão, foram estabelecidos os seguintes critérios de exclusão:  (a) investigações que não abordassem diretamente os processos psicossociais relacionados à saúde no contexto do envelhecimento de refugiados; (b) pesquisas que não enfatizassem ou fornecessem informações suficientes sobre o impacto do estresse nos processos psicossociais durante o envelhecimento de refugiados; (c) estudos publicados antes de 2019; (d) artigos sem acesso ao texto completo para análise; (e) pesquisas com metodologia pouco clara ou que não utilizassem abordagens quantitativas, qualitativas ou mistas. A aplicação rigorosa desses critérios de exclusão foi fundamental para assegurar que os estudos incluídos na revisão estivessem alinhados com o objetivo específico de investigar os processos psicossociais em saúde no contexto específico do envelhecimento de refugiados, com foco no impacto do estresse.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Avaliação da Qualidade</title>
            <bold> </bold>
            <p>A avaliação da qualidade dos estudos incorporados nesta pesquisa foi realizada de maneira meticulosa para assegurar a confiabilidade e a validade das evidências. Adotamos instrumentos específicos de avaliação de qualidade, ajustados conforme o tipo de estudo, incluindo escalas de qualidade metodológica e critérios para a avaliação de viés. Cada estudo foi avaliado independentemente por dois revisores, sendo quaisquer divergências resolvidas por consenso ou, quando necessário, por um terceiro revisor. Os critérios considerados englobam a clareza dos objetivos, a adequação do desenho do estudo, a representatividade da amostra, o controle de viés e a robustez dos métodos estatísticos, entre outros.</p>
            <bold> </bold>
         </sec>
         <sec>
            <title>Análise de Dados</title>
            <bold> </bold>
            <p>As estratégias de busca resultaram na identificação de 435 publicações na base <italic>PubMed</italic>, zero na base <italic>Lilacs</italic> e zero na base <italic>SciELO</italic>. Estas publicações foram cuidadosamente revisadas, e por consenso entre os revisores, 12 registros foram selecionados para inclusão na nossa revisão. O principal motivo de exclusão durante a triagem inicial foi a não conformidade com os critérios de inclusão predefinidos. Após a análise dos títulos e resumos, 423 artigos foram excluídos por não abordarem o desfecho de interesse, resultando em 12 artigos para avaliação completa. Nenhum estudo adicional foi incluído após a busca ativa nas referências dos artigos selecionados. </p>
            <p>Posteriormente a seleção dos artigos considerados adequados para esta revisão, os dados relevantes foram compilados em uma planilha de <italic>Excel</italic>, categorizando informações como autor, ano de publicação, país, objetivos, resultados, características das amostras, métodos de medida, instrumentos utilizados e delineamento do estudo. Em seguida, realizou-se uma análise qualitativa dos resultados, agrupando-os nas seguintes categorias: (a) envelhecimento, refugiados e estresse; (b) pessoa idosa, refugiados, saúde mental; (c) envelhecimento, refugiados e bem-estar.</p>
            <p>Esta pesquisa apresentou algumas limitações, incluindo a escassez de estudos específicos sobre refugiados idosos, a heterogeneidade nos métodos de avaliação e nas populações estudadas, e a falta de dados longitudinais e a complexidade do fenômeno estudado. Essas limitações podem afetar a representatividade dos resultados e a formulação de recomendações práticas para intervenções futuras.</p>
            <bold> </bold>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="results">
         <title>Resultados</title>
         <bold> </bold>
         <p>Realizamos a aplicação dos cinco critérios de exclusão durante todo o processo de triagem, desde a leitura de títulos até a leitura na íntegra dos 12 artigos selecionados com o intuito de refinar nossa seleção. O primeiro critério, que consistia na exclusão de estudos que não investigassem diretamente os processos psicossociais em saúde no contexto do envelhecimento de refugiados, foi responsável pela retirada de 55 artigos. Em seguida, aplicamos o segundo critério, que excluiu 23 estudos que não enfatizavam ou não forneciam informações substanciais sobre o impacto do estresse nos processos psicossociais durante o envelhecimento de refugiados. O terceiro critério, que focava na exclusão de pesquisas publicadas antes de 2019, resultou na eliminação de 198 artigos. O quarto critério, voltado para a exclusão de artigos sem texto completo acessível para análise, levou à remoção de 125 artigos. Por fim, o quinto critério, que consistia na exclusão de pesquisas sem clareza na metodologia utilizada, não enquadradas em abordagens quantitativas, qualitativas ou mistas, resultou na eliminação de 10 obras. Ao final desse processo, restaram 12 artigos para análise detalhada e inclusão na revisão sistemática. A <xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref> apresenta o fluxograma do processo de seleção.</p>
         <p>
            <fig id="f1">
               <label>Figura 1</label>
               <caption>
                  <title>Fluxograma dos Resultados</title>
               </caption>
               <graphic xlink:href="43901001.jpg"/>
            </fig>
         </p>
         <p>O ano de 2023 foi o período com mais publicações realizadas, representando 50% do total da amostra. Portanto, conforme apresentado na <xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>, a distribuição percentual de artigos publicados por ano ficou aproximadamente assim: 2019 teve 8,33% das publicações acerca desta temática, 2020 teve 16,67% das publicações, 2021 teve 8,33% das publicações, 2022 teve 16,67% das publicações e 2023, como dito anteriormente, teve um total de 50% das publicações.</p>
         <p>
            <fig id="f2">
               <label>Figura 2</label>
               <caption>
                  <title>Gráfico de Distribuição de Publicações Por Ano</title>
               </caption>
               <graphic xlink:href="43901002.jpg"> </graphic>
            </fig>
         </p>
         <p>A distribuição dos estudos por continentes mostrou um destaque para o continente americano em comparação com os demais, com 65,78%. Embora se verifique uma variedade de países com produções nessa área, os Estados Unidos se sobressaíram, dispondo de 57,14%. Esses dados podem ser visualizados na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, que apresenta a distribuição detalhada por país. </p>
         <p>
            <table-wrap id="t1">
               <label>Tabela 1</label>
               <caption>
                  <title>Produção Científica Por Países</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="center">Países</th>
                        <th align="center">N</th>
                        <th align="center">%</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="center">Jordânia</td>
                        <td align="center">2</td>
                        <td align="center">14.29%</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="center">Estados Unidos</td>
                        <td align="center">8</td>
                        <td align="center">57.14%</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="center">Canadá</td>
                        <td align="center">1</td>
                        <td align="center">7.14%</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="center">Nigéria</td>
                        <td align="center">1</td>
                        <td align="center">7.14%</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="center">Turquia</td>
                        <td align="center">1</td>
                        <td align="center">7.14%</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="center">Líbano</td>
                        <td align="center">1</td>
                        <td align="center">7.14%</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>	Os estudos incluídos foram cuidadosamente avaliados quanto à qualidade e à relevância, seguindo critérios específicos de inclusão. A <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>, a <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> e a <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref> organizam os dados essenciais, destacando aspectos como título, autores, métodos de pesquisa empregados e principais resultados encontrados. Estas representações visuais oferecem uma visão consolidada e de fácil interpretação das conclusões alcançadas neste estudo, fornecendo insights para a compreensão e intervenção nos desafios enfrentados por refugiados mais velhos em relação à sua saúde mental e psicossocial. As tabelas foram organizadas conforme os descritores utilizados.</p>
         <p>	Nesse sentido, a <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> apresenta os resultados obtidos através da combinação dos descritores: (a) envelhecimento, refugiados e estresse.</p>
         <p>
            <table-wrap id="t2">
               <label>Tabela 2</label>
               <caption>
                  <title>Resultados Descritores: Envelhecimento, Refugiados e Estresse</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="center">Título</th>
                        <th align="center">Autores</th>
                        <th align="center">Método</th>
                        <th align="center">Resultados</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="justify">Atitudes em relação à demência e ao envelhecimento cognitivo entre refugiados sírios reassentados na Jordânia: um estudo qualitativo</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bridi, Kaki, Behnam, et al., 2023</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">Este estudo analisou as atitudes dos refugiados sírios na Jordânia em relação à demência e ao envelhecimento cognitivo, fornecendo dados cruciais para informar o desenvolvimento do Plano Nacional de Demência da Jordânia.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">As influências da fé nas representações da doença e nos procedimentos de enfrentamento da saúde mental e cognitiva entre refugiados árabes idosos: um estudo qualitativo</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bridi, Kaki, Albahsahli, et al., 2023</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">A fé e práticas espirituais influenciam as percepções e estratégias de enfrentamento dos participantes, destacando a interdependência entre saúde mental e cognitiva, consciência do impacto do trauma, fatalismo espiritual, reconhecimento da melhoria pela prática da fé, e uso de gratidão e confiança como procedimentos de enfrentamento.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Trauma passado, estresse de reassentamento e saúde mental de butaneses mais velhos com experiência de vida de refugiado</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B12">Frounfelker et al., 2022</xref>)</td>
                        <td align="center">Quantitativo</td>
                        <td align="justify">Sobreviver à tortura associou-se à ansiedade (p = 0,006), e ameaças físicas no Nepal correlacionaram-se com ansiedade (p = 0,003) e depressão (p = 0,002). O apoio social moderou a relação entre trauma, estresse e saúde mental.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">A centralidade do evento influencia os sintomas do transtorno de estresse pós-traumático por meio de crenças centrais em idosos deslocados internamente</td>
                        <td align="center">(<xref ref-type="bibr" rid="B9">Chukwuorji et al., 2019</xref>)</td>
                        <td align="center">Quantitativo</td>
                        <td align="justify">As descobertas do artigo sugerem que as considerações sobre pressupostos mundiais perturbados podem ser um alvo importante para os esforços de prevenção e tratamento.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>	Nesta categoria, pode-se observar algumas especificidades, como o fato de alguns estudos optarem por realizar a pesquisa em mais de um país (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bridi et al., 2023</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Frounfelker et al., 2022</xref>). A metodologia dos artigos escolhidos concentrou-se basicamente em investigações exploratórias. Alguns achados pertinentes dizem respeito às inseguranças financeiras e a problemas relacionados à saúde mental resultantes da experiência dos refugiados, o que, por sua vez, acarretam desafios relacionados com a insegurança alimentar, o desemprego, a aglomeração de agregados familiares, o acesso aos cuidados de saúde, à gestão de doenças crônicas e ao bem-estar geral (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Bridi et al., 2023</xref>). Contudo, um dos estudos trouxe como instrumento facilitador para refugiados a espiritualidade, já que é mencionado que a fé desempenha um papel importante na formação das representações de doença dos refugiados e nos procedimentos de enfrentamento da saúde mental e cognitiva (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Bridi et al., 2023</xref>).</p>
         <p>	A <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> apresenta os resultados obtidos através da combinação dos descritores: (b) pessoa idosa, refugiados e saúde mental.</p>
         <p>
            <table-wrap id="t3">
               <label>Tabela 3</label>
               <caption>
                  <title>Resultados Descritores: Pessoa idosa, Refugiados, Saúde Mental</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="center">Título</th>
                        <th align="center">Autores</th>
                        <th align="center">Método</th>
                        <th align="center">Resultados</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="justify">Avaliação dos problemas biopsicossociais e socioculturais dos idosos sírios que vivem na Turquia</td>
                        <td align="center">(<xref ref-type="bibr" rid="B4">Apak et al., 2023</xref>)</td>
                        <td align="center">Quantitativo e qualitativo</td>
                        <td align="justify">Os participantes, em média com 66 anos, mostraram impacto significativo nas condições físicas e mentais devido a eventos traumáticos, mudanças econômicas e familiares.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">"Estamos todos sob o mesmo teto": enfrentamento e construção de significado entre os butaneses mais velhos com experiência de vida de refugiado</td>
                        <td align="center">(<xref ref-type="bibr" rid="B13">Frounfelker et al., 2020</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">A expulsão forçada do Butão impactou as crenças étnicas e a identidade coletiva dos refugiados. Ao longo de 30 anos, estratégias de sobrevivência fortalecidas pela identidade coletiva ajudaram a reafirmar visões de mundo e dar novo significado positivo à experiência de vida. Indivíduos que não adotaram essas estratégias enfrentaram dificuldades em encontrar significado.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Uma doença sem nome: compreendendo as experiências de depressão entre os refugiados Hmong mais velhos</td>
                        <td align="center">(<xref ref-type="bibr" rid="B32">Yang &amp; Mutchler, 2021</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">Os participantes conceberam a depressão com base em experiências vividas, destacando comportamentos, aspectos mentais/emocionais e físicos. O uso comum de exemplos pessoais sugere que medidas convencionais podem não captar totalmente essa compreensão, indicando a necessidade de abordagens mais alinhadas.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Avaliando preditores de sofrimento emocional por tipo de imigrante: uma exploração de adultos refugiados, asilados e portadores de SIV em Maryland</td>
                        <td align="center">(<xref ref-type="bibr" rid="B18">Mahmood et al., 2020</xref>)</td>
                        <td align="center">Quantitativo</td>
                        <td align="justify">O estudo indicou que portadores de Visto Especial de Imigrante (SIV) apresentaram maior sofrimento do que refugiados e asilados. Mulheres com SIV mostraram maior probabilidade de sofrimento, atribuída a desafios de aculturação, expectativas de gênero e reassentamento. Asilados eram menos propensos a ter resultados positivos na triagem.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>Nesta categoria, observou-se a presença de estudo com metodologia mista onde, além de entrevistas com os refugiados, utilizou-se de escalas como a Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) e a Escala de Adaptação Sociocultural (SCAS-R, <xref ref-type="bibr" rid="B4">Apak et al., 2023</xref>). </p>
         <p>	Aqui, foi possível encontrar artigos que trouxeram e utilizaram de estratégias de sobrevivência por parte dos idosos em situação de reassentamento como o apoio interpessoal, reavaliação de experiências traumáticas e perdas, além de contribuírem para o bem-estar alheio como meio de ajuda própria. Essas estratégias foram moldadas e fortalecidas pela identidade coletiva, desempenhando um papel crucial ao reafirmar perspectivas de mundo e conferir um novo significado positivo à experiência de vida dos refugiados. Indivíduos que não conseguiram adotar tais estratégias enfrentaram desafios ao buscar sentido em suas vidas (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Frounfelker et al., 2020</xref>).</p>
         <p>	Por fim, a <xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref> apresenta os resultados obtidos através da combinação dos descritores: (c) envelhecimento, refugiados e bem-estar.</p>
         <p>
            <table-wrap id="t4">
               <label>Tabela 4</label>
               <caption>
                  <title>Resultados Descritores: Envelhecimento, Refugiados e Bem-estar</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="center">Título</th>
                        <th align="center">Autores</th>
                        <th align="center">Método</th>
                        <th align="center">Resultados</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="justify">Uma investigação qualitativa de fatores individuais e socioculturais de mulheres refugiadas mais velhas afegãs sobre experiências de saúde e cuidados de saúde nos Estados Unidos</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B29">Siddiq et al., 2023</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">Cinco temas foram identificados como fundamentais para a promoção da saúde no cenário pós-migração: (a) promoção da saúde por meio do islamismo, (b) a centralidade da família, (c) estressores contínuos que afetam a saúde, (d) necessidade de apoio para utilizar os serviços de saúde e (e) falta de comunicação que leva à desconfiança nos provedores de serviços de saúde.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Ageismo, um determinante social invisível da saúde para refugiados sírios mais velhos no Líbano: uma perspectiva dos prestadores de serviços</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abi Chahine &amp; Kienzler, 2022</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">Os resultados do estudo mostram claramente que os refugiados mais velhos enfrentam uma crescente marginalização e negligência, principalmente devido ao preconceito de idade. O preconceito de idade vivido a nível das agências de ajuda humanitária, familiar e individual, tem um impacto negativo nos refugiados mais velhos.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Envelhecimento fora do lugar: percepções de um envelhecimento bem-sucedido entre idosos refugiados do Burundi nos Estados Unidos</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B22">Owino &amp; Fuller, 2023</xref>)</td>
                        <td align="center">Qualitativo</td>
                        <td align="justify">Nenhuma evidência de déficits no desempenho neuropsicológico foi encontrada no grupo idoso de pessoas deslocadas com TEPT. Além disso, nenhuma diferença de grupo surgiu nos grupos de descendentes. Os resultados podem ser interpretados como a primeira evidência de um grupo de idosos com TEPT bastante resiliente, disponível para avaliação 60 anos após o deslocamento.</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Saúde mental entre butaneses mais velhos com experiência de vida de refugiado: um estudo de análise de classe latente de métodos mistos</td>
                        <td align="justify">(<xref ref-type="bibr" rid="B14">Frounfelker et al., 2023</xref>)</td>
                        <td align="center">Quantitativo e qualitativo</td>
                        <td align="justify">A integração dos resultados indica que é necessária cautela na identificação de indivíduos que necessitam de serviços de saúde mental e da melhor abordagem para intervenções que promovam o bem-estar psicossocial.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>Nesta terceira e última categoria, um dos estudos mostrou que as percepções dos refugiados idosos em relação ao envelhecimento bem-sucedido eram, em certa medida, alinhadas com as visões de outras populações idosas não refugiadas, especialmente no que diz respeito ao funcionamento físico e à saúde. No entanto, as vivências e históricos singulares dos refugiados influenciavam percepções distintas sobre o envelhecimento, incluindo a noção de um início mais precoce desse processo e a manifestação de surpresa e apreço pela experiência da velhice (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Owino &amp; Fuller, 2023</xref>).</p>
         <p>Outro estudo revelou em seus resultados que os refugiados idosos estão enfrentando uma crescente marginalização e negligência, principalmente devido ao preconceito relacionado à idade. Esse viés é vivenciado em diferentes níveis, incluindo agências de ajuda humanitária, esfera familiar e interações individuais, e tem repercussões negativas sobre os refugiados mais velhos. Eles experimentam um senso de isolamento social, negligência e percebem-se como um fardo, o que resulta na diminuição de sua participação social. Essa redução na interação social impacta negativamente tanto na saúde física quanto mental, assim como no acesso aos cuidados sociais e de saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Abi Chahine &amp; Kienzler, 2022</xref>).</p>
         <bold> </bold>
      </sec>
      <sec sec-type="discussion">
         <title>Discussão</title>
         <bold> </bold>
         <p>O aumento sem precedentes no número de migrantes internacionais, refugiados e requerentes de asilo destaca-se como uma preocupação global. Em meados de 2023, aproximadamente 110 milhões de indivíduos foram deslocados à força devido a conflitos, guerra ou perseguição, com a Síria, que abriga a maior população mundial de refugiados, com 6,5 milhões, sendo um exemplo marcante desse fenômeno (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Mehjabeen et al., 2023</xref>). Esse influxo de refugiados e requerentes de asilo nos países de acolhimento traz consigo um fardo psicológico significativo, conforme evidenciado por revisões sistemáticas e meta-análises que indicam uma prevalência consideravelmente maior de transtornos mentais nessa população em comparação com a população em geral (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Blackmore et al., 2020</xref>). Por exemplo, uma recente revisão abrangente revelou taxas de 31,5% para depressão e 31% para transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) entre refugiados, contrastando com 12% e 3,9%, respectivamente, na população em geral (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Peconga &amp; Thøgersen, 2020</xref>).</p>
         <p>Os refugiados, forçados a deixar seus países de origem, constituem uma população vulnerável com uma prevalência significativamente elevada de doenças mentais em comparação com as populações do país de acolhimento (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Satinsky et al., 2019</xref>). Por exemplo, de acordo com um estudo que buscou investigar a prevalência de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade e depressão entre refugiados adultos da Síria reassentados na Noruega (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Nissen et al., 2021</xref>), taxas ponderadas de prevalência de 29,7% para TEPT, 30,1% para ansiedade e 45,2% para depressão (N entrevistados = 902). Além disso, foi observado que a exposição cumulativa às experiências potencialmente traumáticas antes ou durante o voo foi um fator de risco claro para todos os resultados, enquanto o sexo feminino foi um fator de risco para ansiedade e depressão em análises ajustadas. Apesar desses números, estudos indicam uma subutilização dos serviços de saúde mental nos países de acolhimento, sugerindo desafios significativos no acesso a esses serviços e uma disparidade entre as necessidades de saúde mental dos refugiados e o tratamento efetivamente recebido (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Sandahl et al., 2023</xref>).</p>
         <p>As análises existentes, no entanto, ressaltam a inadequação em explicar por que grupos populacionais, incluindo as pessoas idosas, são consideradas vulneráveis, mas paradoxalmente são amplamente negligenciados no contexto do humanitarismo médico. A crescente quantidade de indivíduos deslocadas globalmente destaca a relevância dos mais velhos nesse cenário, representando aproximadamente 10% das populações de refugiados e até 30% dos casos registrados. No entanto, a dificuldade de muitos refugiados em acessar serviços de saúde é exacerbada para os refugiados mais velhos, que enfrentam desafios adicionais, incluindo problemas de saúde, mobilidade restrita e isolamento social. Essa discrepância na atenção humanitária destaca a necessidade premente de abordar as lacunas existentes, garantindo que as pessoas idosas refugiadas recebam a assistência necessária para preservar sua saúde e bem-estar (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Lupieri, 2022</xref>).</p>
         <p>A perda das redes sociais e de apoio, comum entre refugiados mais velhos devido aos eventos que levaram à migração forçada, cria desafios significativos. A fragilidade, as diferenças culturais e linguísticas, bem como a perda de autoridade no novo ambiente, dificultam a reconstrução dessas redes sociais nos países de refúgio. Além disso, a possibilidade de serem abandonados por familiares também migrantes aumenta a vulnerabilidade dos refugiados com mais de 60 anos, negando-lhes os benefícios das redes sociais e do apoio, essenciais para enfrentar crises (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Liempt &amp; Nijenhuis, 2020</xref>). A limitação na capacidade de atender às necessidades básicas, especialmente para aqueles provenientes de sociedades onde os mais velhos dependem do suporte informal da família e amigos, torna-se evidente. A consequente solidão e isolamento social resultantes da perda de redes podem profundamente afetar a saúde e a qualidade de vida desses refugiados após a migração, influenciando até mesmo a satisfação de necessidades básicas essenciais, como alimentação, água e abrigo. Essa realidade ressalta a importância crítica de estratégias de apoio direcionadas aos refugiados acima de 60 anos para enfrentar os desafios únicos que enfrentam após o deslocamento forçado (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Ekoh et al., 2023</xref>).</p>
         <p>O impacto da migração na função cognitiva na velhice é cada vez mais reconhecido, sendo influenciado por mudanças no status socioeconômico, fatores psicossociais e comportamentos de saúde relacionados à migração. Estudos recentes na China e na Índia indicam associações variadas entre padrões de migração e função cognitiva, revelando que, por exemplo, migrantes urbanos têm níveis mais elevados de função cognitiva em comparação com migrantes rurais. Embora estudos na China e na Índia tenham observado uma pior função cognitiva em mulheres na idade adulta em comparação com homens, a pesquisa existente sobre as diferenças de gênero na relação entre migração e cognição é limitada, focando em populações imigrantes e não em refugiados (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Xu et al., 2019</xref>).</p>
         <p>Os estudos indicam que os refugiados envelhecidos enfrentam desafios significativos para obter acesso a necessidades essenciais como água, comida e abrigo, devido a restrições de mobilidade, isolamento social e condições de pobreza. Essa situação os expõe a um maior risco de doenças, falta de higiene e desnutrição. Adicionalmente, as doenças não transmissíveis, como diabetes, acidente vascular cerebral e câncer, destacam-se como as condições de saúde física mais prevalentes entre os refugiados mais velhos. A elevada incidência de problemas de saúde mental, incluindo uma taxa de relato pessoal de depressão de 50% entre os refugiados mais velhos, é atribuída à forte ligação à terra natal, à perda de apoio social e estatuto, bem como à falta de perspectivas de futuro. Fatores de estresse adicionais, como pobreza, moradia precária, alimentação inadequada e desintegração familiar, têm impacto negativo na saúde mental e psicossocial das pessoas idosas (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Liempt &amp; Nijenhuis, 2020</xref>).</p>
      </sec>
      <sec sec-type="conclusions">
         <title>Conclusão</title>
         <bold> </bold>
         <p>A atual crise global de refugiados, marcada por um aumento significativo no número de pessoas deslocadas, representa uma das maiores emergências humanitárias desde a Segunda Guerra Mundial. O crescente desafio de promover o bem-estar psicossocial em uma população vulnerável e envelhecida, como os refugiados, destaca-se como uma prioridade urgente. A revisão sistemática realizada neste artigo revela as complexidades dos processos psicossociais em saúde no contexto específico do envelhecimento de refugiados, com foco no impacto do estresse.</p>
         <p>Os refugiados, especialmente os mais velhos, enfrentam uma série de desafios desde o deslocamento forçado, incluindo altas taxas de violência, perda de recursos e a ruptura das redes familiares. A falta de acesso aos serviços de saúde mental nos países de acolhimento e a subutilização desses serviços agravam ainda mais a situação, evidenciando disparidades significativas entre as necessidades dos refugiados e a assistência recebida.</p>
         <p>A vulnerabilidade desses refugiados é acentuada pela perda das redes sociais e de apoio, levando a desafios adicionais como solidão, isolamento social e dificuldades na reconstrução de suas vidas nos países de refúgio. A limitação na capacidade de atender às necessidades básicas essenciais, juntamente com o impacto na função cognitiva na velhice, destaca a urgência de estratégias de apoio direcionadas aos refugiados acima de 60 anos.</p>
         <p>Além disso, a revisão aponta para a necessidade premente de abordar lacunas existentes na atenção humanitária, garantindo que os refugiados mais velhos recebam a assistência necessária para preservar sua saúde e bem-estar. A compreensão desses desafios é crucial para o desenvolvimento de intervenções eficazes que abordem as necessidades específicas dessa população.</p>
         <p>Em suma, este estudo destaca a importância de políticas e intervenções que considerem os aspectos psicossociais e de saúde mental no envelhecimento de refugiados, reconhecendo a necessidade de esforços coordenados para garantir que essa população receba o suporte necessário para reconstruir suas vidas após o deslocamento forçado.</p>
      </sec>
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