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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
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            <article-title>Deleuze e a Psicanálise</article-title>
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      <p>O objetivo do livro de Aline Sanches é investigar o debate que Deleuze manteve com a Psicanálise no período de 1967 a 1969. A autora analisa minuciosamente três obras desse pensador: <italic>Sacher-Masoch: o frio e o cruel </italic>(<xref ref-type="bibr" rid="B3">1967/2009</xref>); <italic>Diferença e Repetição</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B1">1968/2006</xref>); e <italic>Lógica do Sentido</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B2">1969/2006</xref>). Essas constituem, respectivamente, os três capítulos do livro. Neles, Sanches localiza os temas advindos da Psicanálise e a maneira como Deleuze se apropria de conceitos e noções psicanalíticas para fazer avançar a sua filosofia: uma filosofia transcendental da diferença. Com isso, a pesquisadora não apenas esclarece os conceitos de Deleuze, mas descreve todo o território em que foram desenvolvidos, possibilitando a aquisição de ferramentas para problematizar a relevância das críticas de Deleuze à Psicanálise e as propostas levantadas por ele. </p>
      <p>O livro <italic>Deleuze e o instinto de morte</italic> analisa os textos que constituem o embrião do pensamento que Deleuze futuramente desenvolverá com Guattari. Ele organiza de forma didática uma teoria que é múltipla e não-linear, também oferece ao leitor um panorama de influências da psicanálise no pensamento de Deleuze. Assim, esse livro configura-se como um material de pesquisa valiosíssimo, tanto para estudiosos da filosofia, quanto para pesquisadores da Psicanálise em sua intersecção com Deleuze. Isso faz com que este seja um trabalho de grande relevância, visto que há, no Brasil, pouquíssimas pesquisas sistemáticas sobre essa relação. </p>
      <p>A autora destaca um fio que perpassa as três obras e, consequentemente, os três capítulos do seu livro, qual seja: o “instinto de morte”. Um psicanalista desavisado, ao observar a capa do livro, pode interpretar a palavra <italic>instinto</italic> como uma escolha de tradução do termo alemão <italic>Trieb, </italic>uma que vez que o subtítulo indica se tratar de um debate com a psicanálise. Esse leitor logo se armará de críticas mais ou menos estabelecidas no campo psicanalítico à tradução inglesa de James Strachey, que foi a primeira de Freud no Brasil. Nessa ocasião, o termo <italic>Trieb</italic> foi traduzido por instinto devido a um contexto de acepção biologista da psicanálise. No entanto, na psicanálise, o termo <italic>Trieb</italic>, atualmente traduzido atualmente por<italic> Pulsão</italic>, refere-se a algo substancialmente distante do instinto animal.</p>
      <p>Freud (<xref ref-type="bibr" rid="B5">1933/2006</xref>, p. 98) escreve que a pulsão é "por assim dizer, a nossa mitologia". Trata-se de uma ficção teórica, assim como são os conceitos fundamentais de qualquer ciência. A pulsão é, precisamente, o que transcende a imagem e a palavra, o que não está integrado ao Eu, o que se encontra nas margens entre o somático e o psíquico. Sem dúvida, é o conceito mais obscuro da psicanálise. É precisamente por meio desse conceito, o mais intrincado da metapsicologia, que Deleuze dará início ao seu diálogo e ao debate com a Psicanálise.</p>
      <p>Logo no primeiro capítulo, Sanches demonstra como Deleuze utiliza a metapsicologia freudiana para retomar e ampliar questões filosóficas. O instinto de morte não corresponde ao<italic> Trieb </italic>freudiano; mas sim a uma nova noção elaborada por Deleuze em diálogo com a teoria pulsional de Freud. Deleuze realiza uma leitura transcendental da teoria das pulsões. Transcendental não é o que ultrapassa a experiência, mas o que a precede e que é sua condição. Para Deleuze, o instinto de morte é o elemento único e irredutível do inconsciente, algo que não pode ser composto ou representado. Por esse motivo, ele mantém o uso do termo "pulsão"; porém indica a existência do instinto como algo que vai além da esfera individual e do campo da experiência do sujeito, remetendo a um inconsciente impessoal e surreal e assemelhando-se a uma forma de <italic>consciência sonambúlica</italic> ou <italic>percepção sonambúlica</italic>, em que cada ser carrega a memória de um tempo comum, compartilhado entre todas as criaturas.</p>
      <p>Ao contrário das pulsões na obra freudiana, os instintos são princípios transcendentais, puros e qualitativamente distintos, que não se mesclam conforme a economia erótica e destrutiva. "As pulsões, por sua vez, são entendidas como representações empíricas dos instintos" (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches, 2022</xref>, p. 230). O objetivo dessa discussão de Deleuze sobre pulsão e instinto é realizar um diagnóstico diferencial entre sadismo e masoquismo. Para ele, o sadismo e o masoquismo são modos distintos de captar o instinto de morte.</p>
      <p>A partir do livro de <xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches (2022</xref>), fica evidente que a escolha de Deleuze pelo uso do termo “instinto” não é arbitrária, posto que ele dá ênfase justamente ao aspecto não-representável da pulsão, que é anterior à linguagem humana. A palavra "instinto" está associada à natureza e transcende a construção da civilização neuroticocêntrica e patriarcal/fálica.</p>
      <p>No primeiro capítulo, <xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches (2022</xref>) empreende uma análise bastante interessante do artigo <italic>Sacher-Masoch </italic>(<xref ref-type="bibr" rid="B4">1961/2018</xref>) e do livro <italic>Sacher-Masoch: o frio e o cruel</italic> (1967/2009) nos quais Deleuze explora o conceito de instinto de morte. Segundo a autora, nas entrelinhas desses trabalhos, há uma denúncia de um falocentrismo presente na obra freudiana. Deleuze argumenta que o privilégio do patriarcado e a superioridade masculina são pressupostos infiltrados nas interpretações freudianas, os quais impediram que Freud compreendesse tanto o masoquismo quanto o feminino. </p>
      <p>A psicanálise insiste na existência do termo "sadomasoquismo" e os considera como pares de opostos indissociáveis e complementares. Para Deleuze, eles representam duas configurações estéticas, patológicas e políticas singulares. Na análise freudiana, o masoquismo em homens poderia ser entendido como uma atitude feminina em relação ao pai, uma fantasia na qual o homem se oferece incestuosamente como uma menina a um pai poderoso. O feminino é apresentado como sinônimo de passividade e submissão, sempre em relação ao pai, independentemente do gênero - mesmo que nas fantasias o papel de algoz seja desempenhado por uma mulher; algo que se torna evidente na literatura de Sacher-Masoch, em que a figura forte e dominante é, frequentemente, a mulher.</p>
      <p>Ao ler as críticas apresentadas por <xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches (2022</xref>), percebe-se que Deleuze extraiu e expandiu aquilo que, em Freud, é encontrado como semente de uma potência criativa transgressora. Não à toa, Deleuze inicia o diálogo com Freud a partir do texto <italic>Além do princípio de prazer</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B9">1920/2020</xref>), o qual é o divisor de águas na obra freudiana, pois é escrito em um momento de abalo dos pactos civilizatórios. A primeira guerra, um embate violento entre homens, repleto de crueldade e destruição, revelou a Freud a falência do registro simbólico, a falência do campo representacional.</p>
      <p>Em 1913, no texto <italic>Totem e Tabu</italic>, Freud (<xref ref-type="bibr" rid="B7">1913/2013</xref>) escreve que a cultura seria regulada pela interdição de não matar. Essa interdição seria o alicerce do laço social e o pai totêmico (pai morto/lei simbólica) seria o regulador desse processo. Entretanto, em 1920, Freud percebe que a interdição de não matar não se mantém em situações de guerra, visto que o próprio Estado recruta homens para a violência. Os dispositivos de culpa não se mostram como reguladores definitivos do laço social, visto que há algo que não pode ser domesticado ou disciplinado.</p>
      <p>Sobre o funcionamento das massas, em 1921, Freud (<xref ref-type="bibr" rid="B10">1921/2020</xref>) formula o conceito do narcisismo das pequenas diferenças, demonstrando que a maior dificuldade do ser humano é lidar com as diferenças, que constituem o verdadeiro núcleo do conflito social. Curiosamente, a afirmação da diferença é uma característica presente nas três obras de Deleuze que são analisadas por <xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches (2022</xref>).</p>
      <p>A partir da postulação da pulsão de morte, ocorre a denúncia de que as instâncias mediadoras viabilizadas pela castração simbólica não abrangem a totalidade da vida subjetiva e social. Por isso, permanecerá sempre um resíduo desvinculado das inscrições psíquicas, algo resistente, consequentemente, às influências do controle e da disciplina. Para Freud, esse algo, essa força indomável representa um risco constante para a civilização. Em Deleuze, reside aí uma intensa potência criativa.</p>
      <p>Freud retorna a discussão sobre a pulsão de morte em uma reunião da <italic>Sociedade Psicanalítica de Viena,</italic> realizada em 20 de março de 1930. </p>
      <disp-quote>
         <p>Meu livro vem da constatação de que a nossa teoria das pulsões é insuficiente. Disseram que eu tentava impor a pulsão de morte aos analistas. Mas sou apenas como um velho camponês que planta árvores frutíferas, ou alguém que tem de sair de casa e deixar um brinquedo para que as crianças brinquem enquanto estiver fora. Escrevi o livro com intenções puramente analíticas, baseado na minha existência como escritor analítico, numa mediação sombria e preocupado em desenvolver até o fim o conceito de culpa. Agora cabe-lhes brincar [to play] com essa ideia. Mas, para mim, esse é o avanço mais importante da análise (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Freud como citado em Oliveira &amp; Ianinni, 2020</xref>, p. 17). </p>
      </disp-quote>
      <p>Ao longo da leitura do livro de <xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches (2022</xref>), observamos as sementes de Freud frutificarem na obra de Deleuze. Ou ainda, podemos ver Deleuze utilizando os conceitos de Freud como brinquedos, criando jogos inovadores com a Filosofia. Vale recordar o que Freud afirmou no texto <italic>O poeta e o fantasiar</italic>: "o oposto da brincadeira não é a seriedade, mas a realidade" (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Freud, 1908/2015, p. 54</xref>). A brincadeira é coisa séria, por meio dela, a criança repete insistentemente os conflitos da realidade, produzindo soluções. Brincar é avançar na possibilidade de criar outros mundos possíveis, uma nova realidade.</p>
      <p>Ao analisar a discussão com a psicanálise no trabalho <italic>Diferença e Repetição</italic> (1968/2006), <xref ref-type="bibr" rid="B12">Sanches (2022</xref>) demonstra que Deleuze avança ainda mais nas consequências de sua apropriação do texto <italic>Além do princípio de prazer</italic>, pois conceitua três formas de repetição, três além do princípio de prazer, que seriam forças que não entram em oposição e conflito, mas alimentam o instinto de morte: a repetição-ligação do presente; a repetição-mancha do passado; a repetição-borracha do futuro.</p>
      <p>Para Deleuze, o instinto de morte é um princípio positivo, originado da repetição, sendo o movimento forçado que desencadeia o pensamento sob efeito de uma violência. Ele constitui a condição do mecanismo do pensamento, pois desafia a imposição do bom senso e do senso comum. Para Deleuze, a psicanálise tem uma visão simplista da morte, limitada ao âmbito da materialidade e da individualidade. Ele argumenta que a morte objetiva, enquanto acontecimento empírico, é apenas uma das facetas do instinto de morte. A face transcendental da pulsão de morte, o instinto de morte, sinaliza a dissolução do Eu em prol da afirmação do múltiplo. Ele sugere compreender o instinto de morte como uma "rachadura no eu", uma fragmentação que o divide em mil pedaços passivos e incoerentes.</p>
      <p>O último capítulo do livro é dedicado ao livro <italic>Lógica do Sentido</italic> (1969/2006). Nele, a noção de pensamento criativo opera no desregramento da razão, em estreita relação com a loucura. Deleuze propõe uma teoria do sentido que emerge do não-senso, do paradoxo. A potência do inconsciente reside na afirmação simultânea de sentidos duplos. Deleuze introduz na filosofia a tese psicanalítica de que o pensamento é uma metamorfose da sexualidade, demostrando que a produção de sentido ocorre em estreita conexão com o corpo, não apenas o corpo biológico, mas o corpo erógeno e pulsional.</p>
      <p>Ao analisar as propostas teóricas de Deleuze nessas três obras, Sanches indica que os vários conceitos e noções utilizados evidenciam que ele adota o paradigma das pulsões de morte de Freud, ampliando-o com o objetivo de desverticalizar a psicanálise e afirmar a potência do múltiplo. Assim, verifica-se que, em Deleuze, encontra-se um mecanismo de vitalização da psicanálise, quase uma contraposição a um "tipo de psicanálise conformista", aquela que não consegue transformar a repetição (do analisando e da teoria) em algo sempre inédito. </p>
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