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         <journal-id journal-id-type="publisher-id">psipesq</journal-id>
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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. pesq.</abbrev-journal-title>
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         <issn pub-type="epub">1982-1247</issn>
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            <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFJF</publisher-name>
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         <article-id pub-id-type="doi">10.34019/1982-1247.2024.v1. 37673</article-id>
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               <subject>Articles</subject>
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            <article-title>Adolescência e isolamento social: aspectos da dependência em internet</article-title>
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               <trans-title>Adolescence and social isolation: aspects of internet addiction</trans-title>
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               <trans-title>Adolescencia y aislamiento social: aspectos de la adicción a internet</trans-title>
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            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0002-3978-9622</contrib-id>
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                  <surname>Semensato</surname>
                  <given-names>Cristiane da Cruz Pereira Dias Guerra</given-names>
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               <xref ref-type="aff" rid="aff1">
                  <sup>1</sup>
               </xref>
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            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">https://orcid.org/0000-0002-9515-1578</contrib-id>
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                  <surname>Dias</surname>
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                  <sup>2</sup>
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            <institution content-type="original">Universidade Federal de Mato Grosso. E-mail: cris_semensato@hotmail.com </institution>
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            <label>2</label>
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         <author-notes>
            <corresp id="c1">
               <italic>Informações do Artigo: </italic>
               <label>
                  <italic>Cristiane da Cruz Pereira Dias Guerra Semensato  </italic>
               </label>
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            <year>2024</year>
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         <volume>18</volume>
         <issue>1</issue>
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               <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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         </permissions>
         <abstract>
            <title>RESUMO</title>
            <p>O uso de aparelhos eletrônicos por adolescentes é tema de investigação. Este estudo investigou a relação entre a dependência em internet e variáveis individuais em 73 adolescentes do Ensino Médio em período de pandemia. Os resultados revelaram que 60% da amostra apresentou média dependência de internet (DI) e mais da metade usam acima de cinco horas por dia. Verificou-se correlação significativa entre dependência de internet e gasto de tempo durante o intervalo escolar. Ressalta-se a dependência de internet em período de isolamento social dos jovens demonstrando a necessidade de intervenção em nível micro e macrossocial.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>ABSTRACT</title>
            <bold> </bold>
            <p>The use of electronic devices by adolescents is a subject of investigation. This study investigated the relationship between internet addiction and individual variables in 73 high school adolescents during the pandemic period. The results revealed that 60% of the sample showed average internet dependence (DI) and more than half use it for more than 5 hours a day. There was a significant correlation between internet addiction and time spent during school breaks. The dependence on the internet in the period of social isolation of young people is highlighted, demonstrating the need for intervention at the micro and macro-social level.</p>
         </trans-abstract>
         <trans-abstract xml:lang="es">
            <title>RESUMEN</title>
            <bold> </bold>
            <p>El uso de dispositivos electrónicos por los adolescentes es tema de investigación. Este estudio investigó la relación entre la adicción al Internet y las variables individuales en 73 adolescentes de secundaria durante la pandemia. Los resultados revelaron que el 60% de la muestra presenta dependencia media al internet (DI) y más de la mitad lo utiliza por más de 5 horas diarias. Hubo correlación significativa entre la adicción al Internet y el tiempo dedicado durante  las vacaciones escolares. Se destaca la dependencia al internet en el  periodo de aislamiento social, demostrando la necesidad de intervención a nivel micro y macrosocial.</p>
         </trans-abstract>
         <kwd-group xml:lang="pt">
            <title>PALAVRAS-CHAVE:</title>
            <kwd>Adolescência</kwd>
            <kwd>Internet (dependência)</kwd>
            <kwd>Isolamento social</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="en">
            <title>KEYWORDS:</title>
            <kwd>Adolescence</kwd>
            <kwd>Internet (addiction)</kwd>
            <kwd>Social Isolation</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="es">
            <title>PALABRAS CLAVE:</title>
            <kwd>Adolescencia</kwd>
            <kwd>Internet (Adicción)</kwd>
            <kwd>Aislamiento social</kwd>
         </kwd-group>
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   <body>
      <p>	Desde o surgimento das inovações da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC’s) cientistas têm se atentado a investigar benefícios e malefícios de seu uso e não demoraram a surgir os primeiros estudos sobre as possíveis adicções proporcionadas pela internet (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Young &amp; Abreu, 2019</xref>). Em termos gerais, a instauração da dependência da internet está associada a padrões comportamentais dos usuários, características únicas de cada indivíduo que envolvem o desejo disfuncional do uso da internet por períodos prolongados (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Kuss &amp; Pontes, 2019</xref>). </p>
      <p>As TIC’s, combinadas com inúmeras interações visuais, estão alterando não somente a comunicação ou busca por informações, mas a forma com que os relacionamentos interpessoais estão sendo estipulados, mantidos e compreendidos (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Miranda et al., 2017</xref>). As mudanças sociais causadas com a disseminação desses meios de interação ocorrem devido à diversidade cultural presente nas relações entre os usuários, abrangente capacidade de comunicação, volume de circulação de informações, bem como liberdade de expressão, que visa estimular a inteligência coletiva e os pensamentos grupais (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Tumeleiro et al., 2018</xref>). </p>
      <p>Por outro lado, estudos na área destacam a possibilidade de causar alteração de percepção espacial e temporal, agravar transtornos preexistentes que podem influenciar silenciosamente a perda de controle e desenvolver transtornos específicos vinculados a uma intensa interação (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Lima et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Nabucoet al., 2020</xref>). A percepção temporal no mundo virtual é muito mais atrativa, possui nuances que diferem do mundo real, como eventos e cronologias diferentes, oferecendo a submersão em uma realidade virtual alternativa que pode interferir negativamente e de forma significativa em outras áreas da vida do usuário (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Rosa &amp; Serra, 2020</xref>). </p>
      <p>No contexto brasileiro, o percentual de domicílios que utiliza a internet aumentou de 69,3% para 74,9% entre os anos de 2016 e 2017; também nesses anos aumentou de 94,6% para 97,0% o percentual de pessoas que acessaram a internet por meio de celular (Instituto Brasileiro de <xref ref-type="bibr" rid="B13">Geografia e Estatística [IBGE], 2017</xref>). Nessa perspectiva, entre as 181,1 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade no país, 69,8% acessaram a internet pelo menos uma vez nos três meses anteriores à pesquisa (<xref ref-type="bibr" rid="B13">IBGE, 2017</xref>).</p>
      <p>Em vários países como Suíça, Reino Unido, Estados Unidos e Coreia do Sul, sondagens evidenciam que o uso de <italic>smartphone</italic>s por adolescentes ultrapassou o padrão saudável, demonstrando um crescimento significativo do uso de aparelhos eletrônicos conectados à internet (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Young &amp; Abreu, 2019</xref>). O alerta consiste no fato de que jovens utilizam cada vez mais aparelhos eletrônicos conectados à internet. Nos últimos anos, o ser humano vivencia transições de hábitos e costumes que refletem nos padrões comportamentais da sociedade. Em alguns casos, os responsáveis por instruir e/ou conversar sobre os desafios encontrados no mundo digital sentem dificuldades em encontrar maneiras de proteger os filhos dos perigos da internet (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Nabuco et al., 2020</xref>).</p>
      <p>A <xref ref-type="bibr" rid="B38">Organização Mundial de Saúde (1964</xref>) define a dependência como o uso contínuo de algo com o intuito de obter relaxamento, conforto ou estímulo. Em relação ao termo dependência de internet, <xref ref-type="bibr" rid="B14">Kuss e Pontes (2019</xref>) salientam que esse conceito se expandiu consideravelmente, a fim de incluir todo tipo de comportamento excessivo e aditivo. Prova disso é que, desde 1990, já se escutava a expressão <italic>dependência de internet</italic> no léxico médico, graças ao aumento de relatos científicos sobre o tema. Os autores apontam para o fato de que esse comportamento possui um padrão que envolve um desejo (<italic>craving</italic>) disfuncional de uso da internet por períodos não regulados e excessivos, acarretando prejuízos psicossociais e funcionais significativos que não são atribuídos a nenhum outro transtorno (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Kuss &amp; Pontes, 2019</xref>). Nessa perspectiva, pode-se compreender a presença de uma incapacidade do indivíduo de controlar o próprio acesso à internet e que é caracterizada, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B32">Terroso e Argimon (2016</xref>), por ansiedade, fissura e agitação psicomotora com padrão constante; esses aspectos se associam às longas horas de conexão, apesar de danos ao bem-estar psicológico e social resultantes, com frequência associados a diversos prejuízos de saúde.</p>
      <p>Muitos dos comportamentos anteriormente associados apenas à internet, agora, estão sendo incorporados a diversos aparelhos digitais, como os assistentes pessoais digitais, também eles conectados, como: <italic>smartphone</italic>s, laptops, <italic>netbooks</italic>, MP3 <italic>players</italic>, aparelhos de jogos de mesa/portáteis, entre outros (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Young &amp; Abreu, 2011</xref>). <xref ref-type="bibr" rid="B34">Young e Abreu (2011</xref>) deixam bem claro que os fatores básicos que explicam a dependência da internet aplicam-se também a todas as outras tecnologias digitais que dela fazem uso devem ser levadas em conta.</p>
      <p>No primeiro semestre do ano de 2020, o planeta foi surpreendido pela pandemia de COVID-19, doença transmitida por um novo coronavírus (SARS-CoV-2). O estado a pandêmico foi decretado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), considerando que em abril desse mesmo ano já se tinha um total de mais de dois milhos de casos confirmados (World Health <xref ref-type="bibr" rid="B37">Organization [WHO], 2020</xref>). Como forma de conter a disseminação do vírus e o avanço da doença a OMS determinou mudanças essenciais, uma delas foi o distanciamento social: os pais começaram a passar mais tempo em casa, e crianças e adolescentes passaram a interagir e explorar o mundo por meio de redes sociais e plataformas digitais, o que intensificou o uso de aparelhos eletrônicos conectados à internet. </p>
      <p>Nos últimos anos, houve um aumento considerável de pais que buscaram ajuda de pediatras, psicólogos e psiquiatras para o atendimento de crianças e adolescentes cuja saúde e desenvolvimento foram afetados pelo uso de <italic>smartphones </italic>e jogos <italic>on-line</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Young &amp; Abreu, 2019</xref>). A esse respeito <xref ref-type="bibr" rid="B19">Nabuco et al. (2020</xref>) relata que “no Brasil, as estatísticas de uso mostram que o brasileiro passa em média 9h e 29 min por dia na internet, bem acima da média global de 6h e 42 min” (p.10). Considerando esse contexto, o presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre a dependência em internet e variáveis individuais em adolescentes do Ensino Médio em um período pandêmico. </p>
      <sec>
         <title>Método</title>
         <bold> </bold>
         <p>O estudo utiliza delineamento transversal de natureza descritiva e correlacional, cuja transversalidade centra-se em um determinado ponto do tempo de desenvolvimento do ser humano (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Cozby, 2003</xref>).</p>
         <sec>
            <title>Participantes e Local de Coleta</title>
            <bold> </bold>
            <p>A amostra foi do tipo intencional não probabilístico, constituída por 73 estudantes com idade entre 14 e 15 anos do 1º e 2º ano do Ensino Médio de duas escolas privadas do município de Cuiabá-MT. O critério de inclusão considerou alunos entre 14 e 18 anos, frequentado a escola e que possuem aparelho eletrônico conectado à internet. Considerando que na época da coleta de dados no contexto da pandemia da COVID-19 a rede de ensino privada do município adotou o ensino híbrido, os pesquisadores incluíram as escolas privadas que aceitaram participar da pesquisa. Nas duas escolas, era autorizado o uso de aparelho eletrônico no período de aula somente para pesquisa e no recreio. </p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Instrumentos</title>
            <bold> </bold>
            <sec>
               <title>Questionário Sociodemográfico</title>
               <p>Elaborado pelos pesquisadores e composto pelos seguintes itens: a) dados de identificação - sexo, idade, religião etc. b) condições sociodemográficas - número de pessoas na moradia, nível educacional dos pais, condições de trabalho, entre outros; c) informações sobre a adesão tecnológica - aparelho tecnológico que possui (equipamentos portáteis como <italic>notebooks</italic>, <italic>smartphone</italic>s, <italic>tablet</italic>, relógio digital, ou fixos como TV, computador <italic>desktop</italic>), os que mais usa, motivos para utilização, regras de uso e avaliação dos pais sobre esse uso; d) variáveis psicossociais relacionadas ao uso de <italic>smartphone</italic>/internet - permissão da escola para uso (sim ou não), uso durante o intervalo escolar (aparelhos eletrônicos, conversando com os colegas, usando aparelhos e conversando com os colegas, fazendo atividades recreativas, não utilizo <italic>smartphone</italic>/internet), avaliação do adolescente sobre a percepção dos pais em relação ao uso (excessivo, moderado, pouco uso), autoavaliação dos adolescentes quanto ao uso excessivo (sim ou não), média de uso diário/horas (de 1 a 2, de 3 a 4, de5 a 6 horas, mais de 7 horas).</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Young Internet Addiction Test (YIAT)</title>
               <p>Teste de Dependência em Internet: adaptado e validado no Brasil por <xref ref-type="bibr" rid="B4">Conti et al. (2012</xref>), composto por 20 itens que avaliam o grau de “dependência digital” (internet) com a seguinte pontuação: a) 0-19, sem dependência; b) 20-49, dependência média; c) 50-79, dependência moderada; c) acima de 80, dependência severa. </p>
            </sec>
         </sec>
         <sec>
            <title>Procedimentos</title>
            <bold> </bold>
            <p>O estudo baseou-se na Resolução n. 466/2012 e na Resolução n. 510/16 do Conselho Nacional da Saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B3">CNS, 2012</xref>), que estabelecem as normais para pesquisas envolvendo seres humanos. O projeto foi submetido ao Conselho de Ética em Pesquisas com Seres Humanos e aprovado com o parecer do Certificado de Apresentação de Apreciação Ética: 42890520.1.0000.5690.</p>
            <p>A coleta de dados ocorreu entre os meses de maio a junho de 2021, período em que o país se encontrava na pandemia da COVID-19. No munícipio de Cuiabá, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), entre 14 de março de 2020 e 27 de novembro de 2021, ocorreram 9.762 internações de indivíduos infectados, com uma redução gradual do número de internação da partir da 11ª semana epidemiológica (14 a 20 de março de 2021), quando houve recorde de internação, próximo à quatrocentos casos (<xref ref-type="bibr" rid="B27">SMS, 2021</xref>).</p>
            <p>Os participantes foram comunicados pela Coordenação Pedagógica da escola a respeito da realização da pesquisa. Posteriormente, foi enviado via envelope uma carta-convite aos responsáveis, contendo informações sobre o projeto de pesquisa e duas versões do Consentimento Livre e Esclarecido (CLE), sendo uma para assinatura e outra versão assinada e devolvida pelos alunos para os pesquisadores. A partir do retorno dos envelopes, junto com a Coordenação Pedagógica das escolas foram agendados os períodos da coleta de forma presencial, respeitadas as medidas sanitárias, conforme o Decreto n. 8.315 ( <xref ref-type="bibr" rid="B22">2021</xref>). No dia da aplicação, os pesquisadores entregaram para os estudantes um envelope contendo todo o material; instruíam os estudantes quanto ao preenchimento e sanavam possíveis dúvidas. Todos, no ambiente da sala de aula, mantiveram o distanciamento físico estabelecido pelas escolas e o uso de máscaras. Ao término da coleta, os estudantes depositavam os envelopes dentro de uma caixa disponibilizada para essa finalidade, o tempo médio foi de 20 minutos. </p>
            <p>De acordo com o Decreto n. 8.315 ( <xref ref-type="bibr" rid="B22"> 2021</xref>), no período de 1º a 28 de fevereiro de 2021, na rede privada, o ensino ocorreu exclusivamente por intermédio do uso de tecnologia digital e estratégias de ensino a distância (EAD); a partir de 1º de março de 2021, houve autorização para desenvolver sistema de ensino híbrido. Desse modo, também foi oportunizada a participação de estudantes que optaram pelo ensino remoto. Nesse caso, foi disponibilizado à coordenação das escolas envelopes com os termos e instrumentos da pesquisa, e os responsáveis pelos estudantes interessados em participar poderiam retirar o envelope na escola. Também foi disponibilizado aos participantes meios de contatos para dúvidas.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Análise dos dados</title>
            <bold> </bold>
            <p>A amostra referente foi definida com o uso do pacote estatístico G Power 3.1 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Faul et al., 2007</xref>). Considerou-se uma probabilidade de 95% (p &lt; 0,05), magnitude do efeito amostral (r ≥ 0,50) e um padrão de poder hipotético (π ≥ 0,80). Assim considerado, uma amostra mínima de 73 adolescentes de escola privada revelou indicadores estatísticos suficientes (t ≥ 1,98; π = 0,95, p &lt; 0,01) para a realização do estudo.</p>
            <p>Utilizou-se o pacote estatístico SPSSWIN versão 25.0 para tabular os resultados e realizar as análises estatísticas descritivas (média e desvio padrão, mediana), alfa de Cronbach, análise de regressão linear e qui-quadrado (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Dancey &amp; Reidy, 2006</xref>).</p>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="results">
         <title>Resultados</title>
         <bold> </bold>
         <p>No que se refere ao perfil dos respondentes, serão apresentadas as maiores frequências. Na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, é possível observar que a idade dos participantes se concentrou na faixa entre 15 e 16 anos, do sexo masculino, que não realizam atividade laboral, de religião católica, a maioria convivendo com mãe, pais e irmãos, num ambiente onde convivem quatro pessoas. Sobre a escolaridade, quase metade dos pais possuem nível superior incompleto, enquanto as mães dividiram-se entre nível superior completo e incompleto.</p>
         <p>
            <table-wrap id="t1">
               <label>Tabela 1</label>
               <caption>
                  <title>Perfil dos Participantes (n= 73)</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="left">Variáveis*</th>
                        <th align="center">N(%)</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Idade/anos</italic>
15
16</td>
                        <td align="center">-
35(48)
34(47)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Sexo</italic>
Masculino
Feminino</td>
                        <td align="center">-
43(88)
30(12)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Trabalho</italic>
Sim
Não</td>
                        <td align="center">-
6 (8)
67(92)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Religião</italic>
Católica
Evangélica
Não tem religião</td>
                        <td align="center">-
33(45)
22(30)
7(10)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Com quem vive</italic>
Pais (mãe, pais e irmãos)
Um dos pais (pai ou mãe)
Somente irmãos</td>
                        <td align="center">-
48(66)
10(14)
7(10)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Quantas pessoas no ambiente</italic>
3 pessoas
4 pessoas
5 ou mais</td>
                        <td align="center">-
15(20)
40(55)
9(12)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Escolaridade do pai</italic>
Ensino médio incompleto
Ensino superior incompleto
Ensino superior completo
Pós-graduação</td>
                        <td align="center">-
8(11)
32(44)
19(26)
6(8)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Escolaridade da mãe</italic>
Ensino médio incompleto
Ensino superior incompleto
Ensino superior completo</td>
                        <td align="center">-
14(19)
26(36)
24(33)</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
               <table-wrap-foot>
                  <fn id="TFN1">
                     <p>
                        <italic>Nota.</italic> *= maiores frequências.</p>
                  </fn>
               </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>Em relação ao tipo de aparelho que mais usam, 64% dos participantes informaram usar aparelhos eletrônicos portáteis ou fixos; em 88% dos casos, os adolescentes utilizam ambos os aparelhos, por exemplo, <italic>smartphone</italic>s, <italic>tablets</italic>, <italic>notebooks</italic>, computadores, <italic>smart</italic> TV, relógios digitais, entre outros. No que se refere ao tempo diário médio de uso de <italic>smartphone</italic>/internet para esses jovens, observa-se que 44% deles têm um uso de mais de sete horas (<xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref>). </p>
         <bold> </bold>
         <p>
            <table-wrap id="t2">
               <label>Tabela 2</label>
               <caption>
                  <title>Frequência em Relação ao Tipo de Aparelho e Tempo Médio de Uso (N=73)</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="left">Variáveis</th>
                        <th align="center">N(%)</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Tipos de aparelhos</italic>
Aparelhos eletrônicos portáteis 
Aparelhos eletrônicos portáteis ou fixos</td>
                        <td align="center">
                           <italic>-</italic>
9(12)
64(88)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">
                           <italic>Média de uso de smartphone/</italic>internet 
Não respondeu
De 1 a 2 horas
De 3 a 4 horas
De 5 a 6 horas
Mais de 7 horas</td>
                        <td align="center">
                           <italic>-</italic>
1(1)
2(3)
14(19)
24(33)
32(44)</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
               <table-wrap-foot>
                  <fn id="TFN2">
                     <p>Elaborada pelos autores</p>
                  </fn>
               </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>Em relação à dependência de internet, verificou-se maior percentual na classificação média seguida da classificação moderada (<xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref>). No processo de validação para o Brasil, o<italic> Young Internet Addiction Test</italic> (YIAT) obteve um Alfa de Cronbach geral da escala de 0,819 (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Conti et al., 2012</xref>). </p>
         <p>
            <table-wrap id="t3">
               <label>Tabela 3</label>
               <caption>
                  <title>Resultado da classificação na Young Internet Addiction Test (YIAT) - Teste de Dependência em Internet</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="left">Níveis de YIAT</td>
                        <td align="center">N(%)</td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">Sem dependência
Dependência média
Dependência moderada
Dependência severa</td>
                        <td align="center">2(3)
44(60)
26(36)
1(1)</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
               <table-wrap-foot>
                  <fn id="TFN3">
                     <p>	Elaborada pelos autores</p>
                  </fn>
               </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
         </p>
         <p>Na análise entre o <italic>Young Internet Addiction Test</italic> (YIAT) e as variáveis psicossociais relacionadas ao uso de <italic>smartphone</italic>/internet, verificou-se correlação significativamente positiva com “Gasto de tempo durante o intervalo escolar” e relação negativa com as variáveis “Considerações dos pais quanto ao uso de <italic>smartphone</italic>/internet”, “Autoavaliação no uso de celular” e “Média de uso diário de celular” (<xref ref-type="table" rid="t4">Tabela 4</xref>).</p>
         <p>
            <table-wrap id="t4">
               <label>Tabela 4</label>
               <caption>
                  <title>Escores Correlacionais (R) Entre Young Internet Addiction Test (YIAT) e Variáveis Psicossociais Relacionadas ao Uso de Smartphone/Internet</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                     <col/>
                  </colgroup>
                  <thead>
                     <tr>
                        <th align="center">Variáveis</th>
                        <th align="center">1</th>
                        <th align="center">2</th>
                        <th align="center">3</th>
                        <th align="center">4</th>
                        <th align="center">5</th>
                        <th align="center">6</th>
                     </tr>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="left">1- YIAT<sup>#</sup>
                        </td>
                        <td align="center">-</td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">2- Permissão da escola </td>
                        <td align="center">-0,06</td>
                        <td align="center">-</td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">3- Gasto de tempo durante o intervalo escolar</td>
                        <td align="center">0,35*</td>
                        <td align="center">-0,23*</td>
                        <td align="center">-</td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">4- Avaliação do adolescente sobre a percepção dos pais </td>
                        <td align="center">-0,45*</td>
                        <td align="center">0,12</td>
                        <td align="center">-0,34*</td>
                        <td align="center">-</td>
                        <td align="center"> </td>
                        <td align="center"> </td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">5- Autoavaliação </td>
                        <td align="center">-0,30*</td>
                        <td align="center">0,03</td>
                        <td align="center">-0,12</td>
                        <td align="center">0,23*</td>
                        <td align="center">-</td>
                        <td align="center"> </td>
                     </tr>
 
                     <tr>
                        <td align="justify">6- Média de uso diário </td>
                        <td align="center">-0,31*</td>
                        <td align="center">-0,06</td>
                        <td align="center">0,15</td>
                        <td align="center">-0,45*</td>
                        <td align="center">-0,32*</td>
                        <td align="center">-</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
               <table-wrap-foot>
                  <fn id="TFN4">
                     <p>
                        <italic>Nota.</italic> * p-valor &lt; 0,001. # Pontuação total.</p>
                  </fn>
               </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
         </p>
      </sec>
      <sec sec-type="discussion">
         <title>Discussão</title>
         <bold> </bold>
         <p>A investigação envolvendo relação entre a dependência de internet e variáveis individuais de adolescentes, considerando o contexto da pandemia, limitou-se a uma amostra pequena, o que permitiu estudar essa relação a partir de variáveis presentes no cotidiano dos jovens e suas famílias.</p>
         <p>Estudos sobre dependência de internet (DI) sugerem diferentes magnitudes nas prevalências desse comportamento em diversos países, e também mostram que não há um único instrumento ou método de identificação para medir tal constructo. A esse respeito, <xref ref-type="bibr" rid="B14">Kuss e Pontes (2019</xref>) salientam que a principal dificuldade é a falta de critério oficial de organizações médicas, como a Associação Americana de Psiquiatria (APA) ou a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que acarreta resultados inconsistentes, dada a falta de critérios clínicos objetivos e a heterogeneidade na avaliação de DI em diferentes populações.</p>
         <p>Por este motivo, considerou-se para esta discussão somente pesquisas que utilizaram instrumentos para identificar DI com ponto de corte acima de 50 referindo-se a indivíduos com risco moderado. Mesmo diante desse contexto, é necessário compreender tais resultados a partir de uma avaliação parcimoniosa, especialmente, no que se refere a comparação de estudos realizados anteriormente. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B1">Ávila e colaboradores (2020</xref>), verifica-se a existência de um corpo considerável de pesquisas nas quais as taxas desse tipo de amostra estruturam e estabelecem um nível de avaliação para DI; no entanto, a maioria desses estudos estão na Ásia ou Europa. </p>
         <p>No presente estudo, os resultados revelaram que 60% da amostra, atualmente, demonstra média dependência de internet, corroborando com dados apresentados na literatura internacional, com taxas de DI moderada e severa em estudos na Índia com 987 adolescentes em que 74,5% foram avaliados como usuários moderados (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Goel et al., 2013</xref>); na China, de um total de 1772 adolescentes, os pesquisadores evidenciaram uso problemático da internet em 17,2%, o que foi significativamente associado à distúrbios do sono e sintomas depressivos (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Tan et al., 2016</xref>); e na Turquia verificou-se que 1,6% dos estudantes foram identificados como tendo DI, enquanto 16,2% apresentaram possível quadro de DI, assim como correlações significativas entre <italic>internet addiction</italic> e depressão, ansiedade, transtorno de atenção e sintomas de hiperatividade em adolescentes (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Seyrek et al., 2017</xref>). Também foi possível verificar resultados semelhantes em estudos brasileiros, revelando uma taxa de prevalência de 50,8% em estudantes do Sul do Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ávila et al., 2020</xref>). Diferentemente, outros estudos verificaram índices abaixo, como 10,6% em adolescentes do Amazônia Brasileira Ocidental (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Dalamaria et al., 2021</xref>), e 21% de diferentes níveis de DI ao avaliar 91 adolescentes de escolas de Curitiba/PR (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Machado et al., 2018</xref>).</p>
         <p>De modo geral, independentemente das diferenças percentuais nos resultados entre os países quanto à dependência de internet, o que se evidencia é a necessidade de aprofundar-se essa temática, considerando os impactos na saúde mental de crianças e adolescentes. Esse fato toma maior importância pelo evento da pandemia de COVID-19, quando <xref ref-type="bibr" rid="B17">Malta et al. (2021</xref>) verificaram, em um estudo com 9.470 adolescentes brasileiros, um aumento de tempo frente às telas de 44,57% para 70,15%. De acordo com os autores, outros hábitos de vida foram alterados, como diminuição de atividade física, consumo de bebidas alcoólicas e aumento de consumo de pratos congelados e de hortaliças. </p>
         <p>Outro impacto relacionado ao uso intensivo da internet por crianças e adolescentes foi discutido por <xref ref-type="bibr" rid="B8">Deslandes e Coutinho (2020</xref>), envolvendo um crescimento da prática de violências autoinflingidas em função do isolamento provocado pela pandemia. Considerando os impactos da pandemia, em estudo de revisão <xref ref-type="bibr" rid="B2">Brooks et al. (2020</xref>) ressaltam que foi observado um impacto global causado pelas diversas intervenções necessárias para controlar a pandemia, e estes são os maiores responsáveis por repercussões na saúde mental, que foi afetada por meio de variáveis como a intensidade do distanciamento e a qualidade das relações familiares nesse tempo de duração do isolamento.</p>
         <p>Apesar das diferenças percentuais dos estudos supracitados em outros países, ao comparar com os resultados deste estudo, é possível supor que essa condição tenha sido influenciada pelo evento pandêmico ocorrido mundialmente. No país, a população concentrou sua vida social, pessoal e atividades de diversão no campo da tecnologia e virtualidade, podendo, com isso, ter gerido maior tempo e dedicação no acesso à internet.</p>
         <p>Sobre a escolaridade dos pais, verificou-se que quase a metade deles possuía nível superior incompleto seguido de superior completo. A esse respeito, <xref ref-type="bibr" rid="B35">Young e Abreu (2019</xref>) enfatizam que o uso de tecnologias para distrair e ocupar a atenção dos filhos é menor em ambientes em que os pais apresentam maior grau de escolaridade, o que propicia exposição controlada à internet. </p>
         <p>Outro resultado importante refere-se à constatação de que o <italic>smartphone</italic>/internet tem um nível proeminente de implantação entre os adolescentes; ou seja, acima de 86% dos adolescentes do estudo possuem o aparelho. A esse respeito, <xref ref-type="bibr" rid="B24">Ruiz-Palmero e colaboradores (2016</xref>) enfatizam uma correlação estatisticamente forte do tipo de dispositivo com o qual o adolescente tem acesso à internet e o uso excessivamente alto de internet e possíveis desordens correlacionais. </p>
         <p>Em relação às possíveis consequências quanto ao uso dos dispositivos eletrônicos, <xref ref-type="bibr" rid="B35">Young e Abreu (2019</xref>) salientam que o uso excessivo de internet pode deixar os jovens especialmente vulneráveis ao desenvolvimento de outras patologias e episódios de ideação suicida. Esses aspectos corroboram os achados de <xref ref-type="bibr" rid="B1">Ávila et al. (2020</xref>) e sugerem que avaliações adicionais de saúde mental sobre o assunto devem ser realizadas. A esse respeito, convém destacar que o modelo de componentes da dependência conceitualiza dependências comportamentais e tecnológicas como incluindo os seguintes traços: saliência, modificação de humor, tolerância, abstinência, conflito e recaída. Todas compartilham de características comuns, envolvem processos biopsicossociais e são mais prevalentes em adolescentes diagnosticados com doenças psiquiátricas (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Kuss &amp; Pontes, 2019</xref>).  </p>
         <p>No que se refere à avaliação dos pais e da autoavaliação dos próprios respondentes, verificou-se uma correlação negativa com a dependência no uso de <italic>smartphone/</italic>internet, o que sugere a necessidade de outros estudos que explorem de forma mais aprofundada as percepções tanto dos pais e dos adolescentes sobre a dependência de <italic>smartphone/</italic>internet, de modo a se pensar em estratégias de prevenção a essa dependência.</p>
         <p>A presença das novas tecnologias tem se tornado um desafio para os cuidadores de crianças e adolescentes, principalmente no que se refere ao tempo de uso e o que está sendo acessado. Essa realidade foi fortemente evidenciada no período da pandemia. De um lado, esse desafio imposto aos cuidadores advém em função dessa tecnologia provocar impacto no desenvolvimento de práticas de lazer, laços afetivos e contatos sociais essenciais para o indivíduo (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Nabuco et al., 2020</xref>), bem como no estilo de práticas parentais (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Sánchez et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Yubero et al., 2018</xref>). Por outro lado, <xref ref-type="bibr" rid="B20">Neumann e Missel (2019</xref>) revelam impactos positivos, como aproximação que a tecnologia provoca entre pais e filhos ao facilitar a comunicação.</p>
         <p>Em relação a variável “gasto do tempo durante o intervalo escolar”, tendo predito positivamente a DI, é possível refletir sobre esse período de construção de identidade <italic>on-line</italic> do adolescente. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B21">Nunes et al. (2021</xref>) dentre as razões para o uso de <italic>smartphone</italic>/internet no intervalo escolar, está o uso de redes sociais, assistir filmes, jogar e utilizar o WhatsApp para comunicação. Geralmente, os jovens se vinculam ao mundo <italic>on-line</italic> por sua oferta recreativa, utilizando mecanismos de reforço como aceitação e reconhecimento, e influenciando a (re)definição da subjetividade (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Prete &amp; Pantoja, 2020</xref>). </p>
         <p>É possível que, nesse período de intervalo escolar, os adolescentes estejam desenvolvendo o que <xref ref-type="bibr" rid="B10">Formiga e colaboradores (2005</xref>) definiram por <italic>atividades hedonistas</italic>, que se referem a hábitos de consumo que enfatizam o prazer individual e imediato, podendo associar-se a orientação cultural individualista e até aos comportamentos que tangenciam as normas sociais. Hipótese semelhante é que, ao adentrarem o mundo <italic>on-line</italic>, eles podem atuar em aplicativos que evitem problemas da vida real, por meio do contato social, assumindo outra identidade e empregando personagens virtuais (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Ávila et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Formiga, 2015</xref>). Essa interação proporcionada pelo mundo virtual foi observada por <xref ref-type="bibr" rid="B30">Schwartz e Campagna (2006</xref>) em estudo com pessoas entre 18 e 50 anos. Os autores verificaram que, nesse interagir, as pessoas adotam condutas diferenciadas, acessam informações e oportunizam relacionamentos, o que possibilita satisfação pessoal e desenvolvimento de expectativas. </p>
         <p>Para avaliar a frequência entre as variáveis da DI e as variáveis individuais, foi preciso recategorizá-las e realizar novas análises. Esse processo chamou a atenção para quatro variáveis individuais: permissão da escola para <italic>smartphone</italic>/internet; gasto de tempo durante o intervalo escolar; consideração dos pais quanto ao uso de <italic>smartphone</italic>/internet; e autoavaliação do uso de celular. Entre elas, apenas na variável “os pais consideram o uso de <italic>smartphone/</italic>internet” o maior percentual esteve para a dependência moderada de internet, associada à opção “uso excessivo”, que, na percepção dos estudantes, os pais lhes atribuem. </p>
         <p>Tais achados sugerem que, de alguma forma, os adolescentes acreditam que utilizam a internet de forma exacerbada. Tal constatação revela uma tendência de buscar na geração mais velha tanto uma mediação quanto uma decodificação dessa forma de uso. É, portanto, extremamente importante um ambiente parental em que a comunicação seja clara e compatível, e na qual os cuidadores sejam protagonistas de ações e medidas dentro dessa nova realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Deslandes &amp; Coutinho, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Young &amp; Abreu, 2019</xref>).</p>
         <p>As taxas de DI tendem a diferir em diversos estudos pelo mundo, a partir de diferenças expressivas em relação ao desenho, tipo de avaliação e população. Desse modo, os resultados variam consideravelmente, revelando diferenças significativas, com tendência a DI em adolescentes do sexo feminino, com menor idade, nível educacional mais baixo, menor renda, baixa autoestima e maior narcisismo (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Kuss &amp; Pontes, 2019</xref>). </p>
         <p>No entanto, os resultados apresentados neste estudo têm a sua importância não apenas para refletir práticas clínicas, intervencionistas e/ou escolares, mas também, as sociais, já que este fenômeno não é algo isolado do contexto do comportamento político e educativo frente às demandas da interação social e influência até mesmo o comportamento de consumo. A velocidade com que a tecnologia evolui é, para <xref ref-type="bibr" rid="B19">Nabuco et al. (2020</xref>), muito maior do que a capacidade que o campo científico possui de acompanhar e compreender os impactos desse avanço. Nesse contexto, estimular um uso consciente, saudável e equilibrado dessas ferramentas torna-se essencial na prevenção da dependência tecnológica. </p>
         <p>Por fim conclui-se que os achados, ainda que provenientes de um estudo com uma quantidade limitada de indivíduos, apresentam informações relevantes sobre o uso <italic>smartphone</italic>/internet dentro do contexto brasileiro. Apesar dos resultados revelarem direções de reflexões e aplicabilidade bastante viáveis ao mundo dos jovens, alguns limites do estudo devem ser considerados, afinal esse novo cenário traz benefícios, mas em alguns casos é possível observar um efeito nocivo. Nesse sentido, considera-se especial interesse no papel protetivo parental e educacional, no sentido de tornarem-se ponto de informação e referência no uso de <italic>smartphone</italic>/internet dos jovens (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Ruiz-Palmero et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Severo et al., 2020</xref>).</p>
         <p>No tocante a contribuição nas ciências acadêmicas, torna-se extremamente importante repensar e aprimorar teorias que reflitam sobre as ingerências das tecnologias no desenvolvimento humano. Visando avaliar as alterações causadas pelo ambiente virtual, com significativo poder de amplitude capaz de interferir nos processos desenvolvimentais.</p>
         <p>Tornam-se importantes, também, contribuições sociais que forneçam a proposição de políticas públicas adequadas e estratégias de gestões públicas com foco na qualidade de vida dos indivíduos que sustentam essa parcela da população mais proeminente no ambiente <italic>on-line</italic>. Concernente às contribuições com a prática dos profissionais de psicologia, entendemos que um uso massivo de tecnologia, especialmente pela juventude que vivencia uma importante etapa do desenvolvimento, trará reflexos importantes quanto a construção de um lugar de patologização desses comportamentos e a instrumentalização de intervenções pontuais nessa área. É preciso estimular os profissionais a buscar crescimento e aperfeiçoamento de recursos terapêuticos individuais e grupais que provoquem transformações quanto ao entendimento das relações no ambiente <italic>on-line</italic>.</p>
      </sec>
   </body>
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