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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. pesq.</abbrev-journal-title>
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         <issn pub-type="epub">1982-1247</issn>
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            <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFJF</publisher-name>
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            <article-title>Comunicação de más notícias no hospital: Implicações para a prática clínica e para o ensino</article-title>
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               <trans-title>Breaking bad news in the hospital: Implications for clinical practice and teaching </trans-title>
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               <trans-title>Comunicar malas noticias en el hospital: Implicaciones para la práctica clínica y la docência</trans-title>
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            <institution content-type="original">Universidade do Vale do Rio dos Sinos. E-mail: dalcastelh@gmail.com </institution>
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            <corresp id="c1">Informações do Artigo: <label>Priscila G. Brust-Renck </label>
               <email>pri.renck@gmail.com</email>
            </corresp>
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         <abstract>
            <title>RESUMO</title>
            <bold> </bold>
            <p>A comunicação de más notícias no hospital é uma tarefa difícil em função de complexidade dos casos e ausência de capacitação. Neste artigo, foram revisados os principais protocolos utilizados para comunicação de más notícias e constatada a escassez de atividades acadêmicas que permitam aos alunos terem contato com esse processo nos currículos das faculdades de medicina no Rio Grande do Sul. Elaborou-se uma proposta de quatro recomendações básicas para a preparação de comunicação de más notícias, PPCM--Preparação para Comunicação de Más Notícias (PPCM), para lidar com falhas no conhecimento até o momento e propiciar recursos para o ensino médico.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>ABSTRACT</title>
            <bold> </bold>
            <p>Breaking bad news in the hospital is a difficult task due to the complexity of cases and lack of adequate training. In this article, the main protocols used to communicate bad news were reviewed and scarcity of academic activities that allow students to have contact with this process in the curricula of medical schools in Rio Grande do Sul was verified. A proposal of four basic recommendations for the preparation of bad news communication, PBBN--Preparation for Breaking Bad News, was developed to deal with gaps in knowledge to date and provide resources for medical education.</p>
         </trans-abstract>
         <trans-abstract xml:lang="es">
            <title>RESUMEN</title>
            <bold> </bold>
            <p>La comunicación de malas noticias en hospital es tarea difícil debido a complejidad de casos y falta de formación adecuada. En este artículo, se revisaron los principales protocolos utilizados para comunicar malas noticias y se verificó la escasez de actividades académicas que permitan a estudiantes tener contacto con este proceso en planes de estudio de facultades de Medicina del Rio Grande do Sul. Se elaboró una propuesta de cuatro recomendaciones básicas para elaboración de comunicación de malas noticias, PCMN--Preparación para la Comunicación de Malas Noticias, para suplir vacíos de conocimiento hasta la fecha y brindar recursos para educación médica.</p>
         </trans-abstract>
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            <title>PALAVRAS-CHAVE:</title>
            <kwd>Relação médico-paciente</kwd>
            <kwd>Comunicação em saúde</kwd>
            <kwd>Educação médica</kwd>
            <kwd>Psicologia médica</kwd>
         </kwd-group>
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            <title>KEYWORDS:</title>
            <kwd>Physician-patient relationship</kwd>
            <kwd>Health communication</kwd>
            <kwd>Medical education</kwd>
            <kwd>Medical psychology</kwd>
         </kwd-group>
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            <title>PALABRAS CLAVE:</title>
            <kwd>Relación médico-paciente</kwd>
            <kwd>Comunicación en salud</kwd>
            <kwd>Educación médica</kwd>
            <kwd>Psicología médica</kwd>
         </kwd-group>
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      <p>A comunicação em saúde, quando realizada de modo apropriado, tem um papel fundamental na minimização de falhas e no aumento do engajamento do paciente e de seus familiares, especialmente em relação à aceitação e à disposição deles em seguir as recomendações propostas às definições terapêuticas. Entretanto, os estudantes de medicina são treinados em conformidade com o modelo biomédico, ou seja, a graduação em medicina enfatiza o desenvolvimento das habilidades técnicas, visando, acima de tudo, ao diagnóstico e ao tratamento mais do que a relação com o público atendido. Nesse sentido, o profissional da saúde, principalmente o médico, é preparado para tratar a doença, porém não é instruído a lidar com o paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Campos et al., 2020</xref>).</p>
      <p>A comunicação de situações difíceis em saúde, também chamada de comunicação de más notícias, é um processo de transmissão e recebimento de dados e mensagens entre pessoas que estão integradas nessa situação difícil - condições que se referem a informações modificadoras da vida do paciente e de seus familiares (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Monteiro &amp; Quintana, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Segovia &amp; Serrano, 2019</xref>). Apesar disso, a comunicação de más notícias é uma das tarefas mais complicadas que os profissionais da saúde enfrentam no dia a dia. Quando realizada dentro do hospital, essa ação se intensifica, em especial, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde essa prática é frequente, pois implica em uma reação emocional no paciente e na sua rede de apoio frente a mudanças abruptas no bem-estar (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Borges et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Haas &amp; Brust-Renck, 2022</xref>).</p>
      <p>Portanto, o presente artigo apresenta uma análise abrangente e objetiva das boas práticas na comunicação em saúde com intuito de ampliar a compreensão sobre o processo de comunicação em situações difíceis. Trata-se de uma revisão narrativa para descrever as habilidades necessárias ao longo desse processo e resumir os protocolos existentes que auxiliam os profissionais de saúde nessa ação. A revisão inclui uma avaliação do processo de comunicação como um todo, considerando a falta de treinamento dos profissionais, a dinâmica do ambiente hospitalar (especialmente em serviços de UTI), e a natureza complexa dos próprios protocolos existentes. Para atingir esse objetivo, apresenta-se o atual cenário de ensino de comunicação em faculdades de medicina no Estado do Rio Grande do Sul como exemplo da diversidade de formações que os profissionais de saúde recebem. Embora seja necessário aperfeiçoar e auxiliar os médicos no processo de comunicação de más notícias para favorecer a assistência qualificada e fortalecer a relação médico-paciente-familiar, reconhece-se a necessidade de compartilhar conhecimento com profissionais que não tiveram essa oportunidade durante sua formação. Por fim, são propostas direções futuras no ensino de comunicação em saúde por meio da apresentação de diretrizes gerais de preparação para comunicação de más notícias.</p>
      <sec>
         <title>A Comunicação em Saúde</title>
         <bold> </bold>
         <p>A comunicação é um processo interativo e que faz parte do cotidiano, é uma troca de informações entre as pessoas e as formas de comportamentos apresentados por elas nesse processo (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Gibello et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Segovia &amp; Serrano, 2019</xref>). A comunicação se faz presente diariamente na rotina dos médicos, que utilizam métodos para comunicar o paciente ou seus familiares de uma maneira que seja compreensível por todos e que possa facilitar a expressão das emoções por parte dos envolvidos. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B38">Teixeira (2004</xref>, p. 615), “a comunicação em saúde diz respeito ao estudo e utilização de estratégias de comunicação para informar e para influenciar as decisões dos indivíduos e das comunidades no sentido de promoverem a saúde”.</p>
         <p>O modo de comunicar poderá ser adaptado pelos médicos a partir de suas experiências e do diálogo entre equipe médica, paciente e seus familiares. A capacidade na comunicação é essencial para criar um sistema mais confiável e focado nas pessoas. Quando o profissional adota uma linguagem mais clara e identifica as necessidades de compreensão de seu paciente, de modo que, juntos, discutam formas de promover sua saúde mental, é possível perceber a redução de ansiedades/angústias e o aumento do esclarecimento sobre os procedimentos a serem adotados (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Araújo &amp; Leitão, 2012</xref>).</p>
         <p>O processo de comunicação não se restringe ao conteúdo da fala, há um conjunto de fatores que auxiliam esse processo para que haja uma comunicação assertiva. Tanto a fala quanto a postura que o profissional apresenta nesse momento devem estar adequadas. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B36">Silva (2012</xref>) e <xref ref-type="bibr" rid="B31">Ramos e Bortagarai (2012</xref>) existem duas dimensões na comunicação, a primeira delas é a comunicação verbal que se liga ao ato de falar. É quando o médico informa, necessariamente com palavras, o cenário no qual o paciente está inserido, clinicamente falando. <xref ref-type="bibr" rid="B35">Segovia e Serrano (2019</xref>) reforçam que esse tipo de comunicação deve ser transparente, simples, direta, sucinta, e que o ritmo de assimilação da informação do paciente deve ser respeitado. A segunda dimensão envolve o processo de comunicação não verbal, que se resume ao comportamento a ser exposto mediante gestos, expressões faciais/corporais, contato físico, postura, entre outros. Ambas as dimensões precisam estar alinhadas diante do paciente e/ou familiar, visto que as duas se completam, criando sintonia em toda a comunicação. </p>
         <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B15">Gibello et al. (2020</xref>), as habilidades de comunicação nem sempre são naturais e nem podem ser adquiridas por mera intuição. Não sendo uma aptidão nata, o profissional deve ser treinado a fim de aperfeiçoar a capacidade de comunicação para promover melhores desfechos no tratamento e possibilitar mais autonomia ao paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Straub, 2005</xref>). Com o passar do tempo, o profissional desenvolve novas experiências no que tange à sua forma de clinicar, de usar novas técnicas, e de se relacionar com os pacientes e seus familiares. As estratégias utilizadas para aperfeiçoar a comunicação podem derivar da observação de professores e de outros médicos, de cursos de formação, bem como de suas próprias experiências anteriores com os pacientes. Dessa forma, cada um desenvolve seu estilo pessoal e encontra sua melhor maneira de transmitir informações para o paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Monteiro &amp; Quintana, 2016</xref>).</p>
         <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B7">Camargo et al. (2019</xref>), quanto maior for a perícia do médico em se comunicar, maior é a confiança adquirida para realizar tal função, havendo menos ruídos e encurtando a distância entre os envolvidos. O médico precisa estar atento às reações do paciente ou do familiar, pois, em razão do impacto emocional da notícia, é esperado que eles não consigam assimilar de uma vez a informação, sendo necessário que o profissional retome o que foi dito e questione o quanto foi entendido em cada etapa do processo, para, assim, seguir explicando os procedimentos que serão adotados (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Victorino et al., 2007</xref>).</p>
      </sec>
      <sec>
         <title>O Processo de Comunicação de Más Notícias</title>
         <bold> </bold>
         <p>A má notícia em si refere-se à informação que modifica a vida da pessoa que a recebe. É uma notícia sobre uma situação difícil, que envolve perda de saúde em relação ao futuro, não havendo somente um desfecho (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Gibello et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Monteiro &amp; Quintana, 2016</xref>). A doença e a hospitalização colocam os indivíduos em contato com um mundo incógnito, com uma intensidade de sentimentos e emoções, e cabe ao profissional de saúde informar e apoiar os pacientes ao longo do processo de hospitalização, de adoecimento e de cura (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Borges et al., 2012</xref>). Diante disso, o processo de comunicação é uma ferramenta importante para a interação entre os profissionais de saúde, os pacientes e os familiares no contexto hospitalar, para que se possa manter uma relação segura e que auxilie no enfrentamento da situação (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Rodriguez, 2014</xref>). No entanto, essa ferramenta necessita de organização quando envolve más notícias.</p>
         <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B15">Gibello et al. (2020</xref>), o paciente e seus familiares esperam que a equipe médica seja compreensiva, empática, sensível e que a notícia seja transmitida da melhor forma possível independentemente do quão difícil ela seja. A forma como a comunicação acontece é uma parte significativa no cuidado com o paciente/familiar, por isso, é importante desenvolver e aprimorar essa habilidade, pois isso favorece o êxito dos procedimentos realizados e gera o bem-estar dos pacientes (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Magalhaes &amp; Franco, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Nonino et al., 2012</xref>).</p>
         <p>Para melhor realizar essa tarefa complexa de cuidado em situações difíceis, é importante que o médico esteja preparado e que a equipe médica como um todo tenha um protocolo de humanização de cuidado (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Lech et al, 2013</xref>). Os protocolos buscam possibilitar meios que ajudem os profissionais na comunicação, bem como estabelecer uma relação sensível e segura com o paciente e seus familiares (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Barletta et al., , 2011</xref>). Neste estudo, encontraremos alguns exemplos de protocolos existentes que servem de apoio aos médicos, a fim de possibilitar uma organização diante da tarefa a ser realizada. Cada protocolo possui passos a serem seguidos; porém, compreende-se que não há uma obrigatoriedade em seguir fielmente cada etapa, sendo possível sua flexibilização e dinamização para que sejam utilizados de acordo com a necessidade de cada situação, levando em consideração o ambiente e as diferentes mensagens comunicadas.</p>
         <sec>
            <title>Protocolos para Comunicação de Más Notícias</title>
            <bold> </bold>
            <p>Os principais protocolos de comunicação fornecem um passo a passo para que o médico lembre de todas as etapas importantes do processo, favorecendo e fortalecendo a relação entre médico-paciente-familiar (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Camargo et al., 2019</xref>). O protocolo SPIKES é a diretriz baseada em consenso mais conhecida e aceita entre a classe médica internacional na orientação dos profissionais da saúde na comunicação de más notícias (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Marschollek et al., 2019</xref>). Embora o uso de protocolos otimize o processo de comunicação, diferenças individuais sugerem a necessidade de personalização da comunicação para cada paciente e seus familiares (<xref ref-type="bibr" rid="B40">von Blanckenburg et al., 2020</xref>). No Brasil, existem dois protocolos que visam avaliar e apoiar a comunicação do médico: o Questionário de Comportamento Comunicativo do Médico (QCCM; <xref ref-type="bibr" rid="B10">Croitor, 2010</xref>) e o P-A-C-I-E-N-TE (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Pereira et al., 2017</xref>). Cabe destacar um quarto protocolo, o V.A.L.U.E, utilizado na América Latina para comunicação com familiares de pacientes (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Espinoza-Suárez et al., 2017</xref>). Na sequência, são apresentados detalhes sobre cada um deles.</p>
            <p>O protocolo SPIKES foi criado por <xref ref-type="bibr" rid="B4">Buckman, em 1992</xref>, para auxiliar os profissionais da saúde a terem acesso às expectativas dos pacientes e de seus familiares antes de comunicar as informações relacionadas com o adoecimento ou com o tratamento (para uma revisão, ver <xref ref-type="bibr" rid="B5">Buckman, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Kaplan, 2010</xref>). O mnemônico SPIKES é constituído de seis passos: 1) setting up: refere-se à preparação para o encontro com o paciente; 2) perception: envolve a percepção do que está acontecendo com o paciente; 3) invitation: busca entender a situação por meio do convite para diálogo; 4) knowledge: envolve a transmissão da notícia em si, do conhecimento sobre a situação difícil; 5) emotion: refere-se à oportunidade que os pacientes têm para expressar suas emoções sobre a notícia; e 6) strategy and summary: busca resumir e organizar estratégias de ações futuras. </p>
            <p>
               <xref ref-type="bibr" rid="B21">Lino et al. (2011</xref>) realizaram uma pesquisa com 20 estudantes de medicina, a partir do terceiro ano de curso, referente ao uso do protocolo SPIKES. Os resultados encontrados com a realização dessa pesquisa foram que o SPIKES é prático, fácil de aplicar e que auxilia na rotina médica, possibilitando que o médico tenha uma base de como lidar com más notícias, mas que pode ser um método racional, que deixa de lado a base sentimental do processo. Tais passos auxiliam os profissionais da saúde a organizarem o momento da comunicação e, assim, minimizar a angústia na hora de se comunicarem com os pacientes e/ou familiares e, também auxiliam para um melhor entendimento sobre a situação daquele que está recebendo a informação (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Gilligan et al., 2017</xref>).</p>
            <p>O QCCM auxilia na avaliação do comportamento comunicativo do médico por meio do olhar do próprio profissional e do paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Croitor, 2010</xref>). Esse protocolo possui 23 itens divididos em cinco dimensões, cujas respostas estão organizadas em uma escala do tipo Likert de concordância com cinco pontos: 1) desafio: diz respeito à forma como o médico estimula o paciente a entender sua doença e como este procede após esse momento; 2) encorajamento e elogio: analisa a construção do tratamento, o respeito à subjetividade do paciente e se o paciente é encorajado a se expressar; 3) apoio não verbal: o médico demonstra o interesse do por meio de gestos corporais; 4) compreensão e relação amigável: refere-se à preocupação do médico em desenvolver uma relação com o paciente; 5) controle: diz respeito ao interesse do médico em procurar construir o tratamento juntamente com o paciente.</p>
            <p>O QCCM foi adaptado a partir do Teacher Communication Behavior Questionnaire (TCBQ), traduzido e validado por Daniel Abud Seabra Mattos em sua dissertação de mestrado, em 2006, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. O TCBQ é um instrumento de avaliação do ambiente de aprendizagem da sala de aula que possibilita mensurar a percepção dos alunos em relação ao comportamento comunicativo do professor. Com isso, percebeu-se a relevância de elaborar um instrumento específico para a área médica, a partir do TCBQ, sendo, então, criado o QCCM com a intenção de reunir características que seriam esperadas dos médicos no processo de comunicação entre profissionais e pacientes. Em sua tese de doutorado, <xref ref-type="bibr" rid="B10">Croitor (2010</xref>) utilizou o QCCM em uma pesquisa com pacientes e médicos no ambulatório de endocrinologia de um hospital federal no Estado de Minhas Gerais, e identificou que o instrumento é rápido de ser aplicado e que os médicos percebem seu comportamento comunicativo de uma forma mais positiva do que seus pacientes. Uma limitação do QCCM é a percepção divergente entre médicos e pacientes sobre quão bom foi o processo de comunicação. Enquanto médicos acreditam que são “bons” ou “muito bons”, os pacientes discordam, especialmente no que tange às dimensões desafio, encorajamento e controle (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Rosa et al., 2018</xref>).</p>
            <p>O protocolo P-A-C-I-E-N-TE é um método de informação mnemônico brasileiro desenvolvido com base no protocolo SPIKES, no qual cada letra representa uma das sete habilidades relevantes para a comunicação de más notícias: 1) preparar (P): envolve a preparação do médico para dar a má notícia; ele deve ter em mãos as informações do prontuário, uma postura clara e atenta e proporcionar um ambiente mais acolhedor possível; 2) avaliar (A): momento em que se avalia o que o paciente sabe e o que ele deseja saber; 3) convite à verdade (C): o médico dá as informações reais, desde que o paciente esteja preparado para ouvir; 4) informar (I): o profissional deve utilizar linguagem clara, direta e acessível e, se necessário, explicar passo a passo cada informação; 5) emoções (E): é necessário dar tempo e espaço para que o paciente possa expressar seus sentimentos e emoções; 6) não abandonar o paciente (N): o médico deve se comprometer com o paciente, oferecendo conforto físico, psíquico, espiritual, social, familiar e garantindo ao paciente o alívio de dor e controle dos sintomas; 7) traçar uma estratégia (TE): o profissional precisa planejar o tratamento, mas não esquecendo de envolver o paciente nas decisões, valorizando, dessa forma, sua autonomia (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Pereira et al., 2017</xref>).</p>
            <p>
               <xref ref-type="bibr" rid="B28">Pereira et al. (2017</xref>) avaliaram a percepção e a aceitação de médicos e enfermeiros com relação à utilização do protocolo P-A-C-I-E-N-TE adaptado culturalmente. Entre os anos de 2006 e 2008, foram distribuídos 226 questionários aos profissionais de saúde, dos quais, 100 participantes eram médicos. Os resultados obtidos demonstram que esse protocolo é útil, prático e que faz sentido ser utilizado pelos médicos no momento da comunicação de más notícias. Os profissionais destacaram facilidade de envolver a família ou o paciente no processo de decisão, bem como ter tempo suficiente para o processo de comunicação. Apesar disso, identificaram dificuldade em lidar com a parte que abordava as emoções dos pacientes e de ser honesto, sem fazê-los perderem a esperança.</p>
            <p>Por fim, o protocolo V.A.L.U.E tem uma proposta diferente diante dos citados anteriormente, ele não visa ao paciente, mas é destinado à comunicação aos familiares. É um mnemônico dividido em cinco passos: 1) valorizar o que é dito pela família; 2) conhecer e acolher as reações emocionais da família; 3) escutar a família; 4) entender e conhecer o paciente como uma pessoa, como era antes do adoecimento e internação; 5) esclarecer todas as dúvidas da família (Espinoza-Suárez et al., 2017). Nas pesquisas realizadas sobre esse instrumento, não há evidências de seu uso no Brasil até o momento.</p>
            <p>De forma geral, o uso de protocolos não é um padrão em estratégias de ensino da comunicação de más notícias. Em uma revisão sistemática desenvolvida por <xref ref-type="bibr" rid="B7">Camargo et al. (2019</xref>) sobre os métodos de ensino para comunicação de más notícias, foi observado que poucas intervenções de aprendizagem (n=4) utilizaram protocolos como um todo (de um total de 27 estudos). Dos demais estudos, aqueles que utilizaram abordagens mistas (envolvendo exercícios práticos e atividades teóricas) se apresentaram como mais eficazes para garantir aprendizagem de alunos de medicina e de residentes médicos. Em uma metanálise realizada por <xref ref-type="bibr" rid="B18">Johnson e Panagioti (2018</xref>), o uso de protocolos como o SPIKES foi associado a grandes melhoras na comunicação de más notícias realizada pelo médico, conforme percepção do paciente. Outras formas de comunicação foram associadas com melhoras moderadas. Dentre as 17 intervenções investigadas, as autoras também observaram aumento da confiança que o profissional de saúde apresentava no momento da comunicação. Existem outros protocolos específicos, no entanto, seu uso ainda precisa ser investigado na literatura (e.g., <xref ref-type="bibr" rid="B6">Calsavara et al., 2019</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B23">Marschollek et al., 2019</xref>).</p>
         </sec>
      </sec>
      <sec>
         <title>O Ensino da Comunicação de Más Notícias</title>
         <bold> </bold>
         <p>A discussão sobre a relevância da comunicação de más notícias iniciou no início do século passado, quando a maioria dos médicos não comunicava o diagnóstico de câncer aos seus pacientes. Percebeu-se, com isso, que essa comunicação deveria estar inserida em uma atividade que fosse abordada durante a graduação médica. Diante dessa demanda, foram adequadas as diretrizes curriculares do curso de graduação em medicina, publicadas pela Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE)/Câmara de Educação Superior (CES) n.º 3, de 20 de junho de 2014, retomando-se a Política Nacional de Humanização (PNH), que envolve as relações interpessoais por meio da comunicação e desempenho nas ações de forma efetiva, eficaz, participativa e com diálogos, identificando os aspectos subjetivos nas relações (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Resolução n.º 3, de 20 de junho de 2014</xref>, 2014). Nesse sentido, emergiu a necessidade de criar uma estrutura curricular que agregasse um ensino mais humanizado e menos tecnicista; porém, surgem desafios no que tange a uma transformação nesse contexto, pois se faz necessário fugir da lógica unidisciplinar, ou seja, não ser somente a disciplina de medicina, mas sim, buscar adicionar um sistema interdisciplinar ou transdisciplinar que possa ser articulado com campos de conhecimentos diferentes (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Mello et al., 2012</xref>).</p>
         <p>O encontro que envolveu a psicologia e a medicina teve um papel importante, pois foi por meio dele que se originou o campo da psicologia médica, considerado, até a década de 1990, o estudo da relação médico-paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Mello et al., 2012</xref>). A psicologia médica vai além da relação médico-paciente, busca ver a pessoa na sua totalidade, bem como as causas ou fatores de seu adoecimento, por meio de uma atitude compreensiva, entendendo que o psíquico e o fisiológico estão intimamente ligados e que o modo de ser e adoecer vai depender da história de vida de cada indivíduo (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Perestrello, 1996</xref>). A atividade visa ao desenvolvimento das competências obtidas no que tange à relação médico-paciente-familiar-equipe. Uma das competências ensinadas nessas atividades acadêmicas é a comunicação de más notícias (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Camargo et al., 2019</xref>).</p>
         <p>A psicologia entra na graduação em medicina como uma forma de acrescentar conteúdos que auxiliem os médicos em suas práticas a olharem além da doença, a olharem o paciente como uma pessoa, disponibilizando espaço de escuta ao indivíduo para que ele possa falar sobre sua história e não somente sobre sua doença. A psicologia viabiliza formas de desenvolver atitudes sensíveis no encontro com o paciente e, dessa forma, produzir não somente um planejamento para o tratamento, mas também proporcionar um efeito terapêutico complementar a esse encontro. Diante disso, a inclusão da disciplina de psicologia médica se faz necessária nos currículos dos cursos de medicina, ao inserir e valorizar as dimensões antropológicas, sociais e psicológicas do adoecimento e da saúde, além de considerar os aspectos subjetivos (emocionais, cognitivos, comportamentais, e interpessoais) presentes nesses contextos e como eles podem afetar todo o tratamento (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Nogueira, 2009</xref>). </p>
         <p>A atividade acadêmica de psicologia médica, que aborda o conteúdo relacionado à comunicação de más notícias, foi integrada ao currículo médico no ano de 1956, na Escola Paulista de Medicina, e disponibilizada do primeiro ao quinto ano. O trabalho desenvolvido na atividade é realizado com base em um modelo vivencial e participativo em pequenos grupos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">De Marco et al., 2010</xref>). A partir do início dessas práticas, cada vez mais, as instituições têm buscado desenvolver e melhorar os currículos das escolas médicas, tendo em vista o objetivo de encontrar meios eficazes de ensinar e avaliar as competências de comunicação no atendimento clínico, fazendo com que o aluno desenvolva a habilidade de ouvir e de falar com as pessoas, por meio de vivências diversas, assim adquirindo experiência e acelerando o seu desenvolvimento emocional. Os meios utilizados são: role playing, pequenos grupos de discussão, reflexão, e feedbacks (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Pham et al., 2014</xref>).</p>
         <sec>
            <title>O Ensino na Prática nos Currículos de Medicina</title>
            <bold> </bold>
            <p>Em um levantamento realizado com coordenadores médicos norte-americanos, 63% dos programas nos EUA possuem algum tipo de treinamento específico para comunicação de más notícias. No Brasil, há iniciativas de incluir esse tipo de treinamento nos currículos médicos nos últimos anos. As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de medicina, publicadas em 2001 pelo Ministério da Educação, e atualizadas em 23 de abril de 2014, orientam que “as escolas médicas invistam no desenvolvimento de novos desenhos formativos, que integrem de maneira sistêmica os conhecimentos, habilidades e atitudes” (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Resolução n.º 3, de 20 de junho de 2014</xref>, 2014, p. 3). </p>
            <p>Com base no estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B11">Daltro et al. (2018</xref>), entre os anos de 2015 e 2016, foram identificadas 258 escolas brasileiras de medicina, das quais 44 incluíam a disciplina de psicologia médica. As universidades com graduação em medicina estão, cada vez mais, inserindo em seus currículos disciplinas que abordam a comunicação de más notícias e, com isso, desenvolvendo habilidades interpessoais nos alunos. No Estado do Rio Grande do Sul (RS), há 20 universidades que possuem o curso de medicina e algumas dessas instituições possuem em seus currículos disciplinas que abordam essa temática (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>), buscando, assim, aperfeiçoar as práticas de seus alunos (Escolas Médicas do <xref ref-type="bibr" rid="B13">Brasil, 2020</xref>). Atualmente, 75% dessas instituições demonstram que o ensino das habilidades interpessoais está inserido em seus currículos em disciplinas com ênfase em psicologia, embora, em sua maioria, limitadas a um único semestre entre os 10 semestres de curso. </p>
            <p>
               <fig id="f1">
                  <label>Figura 1</label>
                  <caption>
                     <title>Cursos de graduação de medicina em universidades do Rio Grande do Sul com atividades acadêmicas voltadas para treinar estudantes na relação médico-paciente. Fonte: dados disponíveis no site das universidades.</title>
                  </caption>
                  <graphic xlink:href="37218image001.jpg">
                     <italic>/</italic>
                  </graphic>
               </fig>
            </p>
            <p>As universidades UNIFRA, UNISINOS e UFPel são exemplos de cursos de medicina que disponibilizam atividades acadêmicas que abordam o conteúdo referente à psicologia médica, à relação médico-paciente ou às habilidades em comunicação que são distribuídas ao longo de 3-4 semestres da graduação (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). O ensino da comunicação de más notícias dentro da psicologia médica não deve ficar restrito a apenas uma atividade acadêmica ou a poucas horas dedicadas para a relação entre médico-paciente-familiar-equipe. Esse tema precisa ser prioridade nas discussões entre professores e estudantes no contexto brasileiro, como acontece em outros países (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Lino et al., 2011</xref>). Essa prática de comunicação de más notícias está presente em diversas especialidades médicas e precisa ser treinada ao longo da formação profissional, a fim de auxiliar os estudantes a enfrentarem suas emoções pessoais e a lidarem com emoções dos pacientes e familiares diante de situações difíceis.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Proposta de diretrizes para comunicar más notícias.</title>
            <bold> </bold>
            <p>O ensino dos protocolos serve para direcionar os futuros profissionais em um primeiro momento para que, ao longo de suas aprendizagens, possam construir e aprimorar seu estilo pessoal de comunicação. No entanto, no final da formação profissional e no início da carreira clínica, os alunos precisam de subsídios concretos para lidar com a tarefa de comunicar uma má notícia, que é pouco praticada durante o internato (e em geral, na residência). Como os protocolos podem parecer extensos e divergir em pontos importantes, foi elaborado um conjunto de quatro passos que poderão servir como recomendações para o momento de comunicar a má notícia, chamado de Preparação para Comunicação de Más Notícias (PPCM). Essas recomendações estão baseadas na premissa de que as habilidades de comunicação podem ser aprendidas e aprimoradas contribuindo para a atividade profissional e proporcionado um auxílio aos profissionais no método de comunicar más notícias. </p>
            <p>As recomendações PPCM foram divididas em quatro passos, nos quais, cada letra representa um agrupamento de fatores que auxiliam a comunicação de más notícias (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>), sendo preparação (P) para o processo de comunicação: conhecer previamente a condição clínica e o histórico do paciente e organizar o ambiente onde será realizada a comunicação; postura (P) do profissional (incluindo a comunicação verbal e não verbal): identificar o paciente e seus familiares, buscando ser claro, sincero e organizado, demonstrando calma e tranquilidade, mostrando estar atento e ouvir os envolvidos; compreensão empática (C) em todo o processo: respeitar o processo de entendimento e elaboração do paciente e seus familiares; método (M) que será utilizado para a continuidade do processo: apresentar claramente o plano terapêutico que será traçado e disponibilizar ou sugerir o serviço de psicologia para que os profissionais possam buscar um acompanhamento psicológico e melhorias em sua maneira de comunicação de más notícias.</p>
            <p>
               <fig id="f2">
                  <label>Figura 2</label>
                  <caption>
                     <title>Proposta de diretrizes detalhadas para auxiliar o processo de comunicação de más notícias.</title>
                  </caption>
                  <graphic xlink:href="37218image002.gif">
                     <italic>/</italic>
                  </graphic>
               </fig>
            </p> 
            <p>O momento em que um médico precisa comunicar um óbito de um paciente que teve uma melhora significativa, mas que, em razão das inúmeras comorbidades, teve uma piora repentina e veio a falecer, pode ser desafiador, pois o profissional precisa lidar com uma família cheia de esperança. Nesse exemplo, podemos observar como uma preparação se faz necessária para uma boa comunicação, para o bom entendimento do processo e para a segurança, tanto para quem comunica quanto para aquele que recebe a informação. Quando uma comunicação não é realizada de maneira adequada, pode acabar gerando muitos conflitos entre a equipe médica, paciente e familiares. Por vezes, percebemos que os profissionais de saúde não seguem alguns passos importantes e procedem com a comunicação em situações difíceis de forma abrupta - ou por falta de tempo ou por não conseguir se conectar com a família. Nesses casos, a forma de comunicação da má notícia pode levar a falhas no entendimento de todo o contexto, eventualmente se transformando em um processo traumático tanto para o médico quanto para a família. </p>
            <p>Cabe salientar que o intuito destes passos não é um protocolo a ser seguido à risca, mas sim como uma proposta flexível e dinâmica, podendo cada profissional personalizar sua maneira de comunicar. O objetivo é facilitar o processo de comunicação para que este ocorra de forma adequada, proporcionado um guia prático para os profissionais. Uma sugestão interessante seria anexar na sala dos médicos um folheto (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>) com a importância de cada passo como um lembrete para auxiliar na comunicação. Se o médico ilustrado no exemplo acima tivesse minimamente seguido as recomendações, ele poderia ter sido acolhedor, dado espaço a esta familiar de poder chorar, questionar, e de maneira respeitosa ter suportado o sofrimento daquela pessoa. No momento da comunicação da notícia em si, há necessidade de ser claro, direto e sensível, mas após a comunicação do óbito, poderia ter feito um breve resumo do quadro clínico, aos poucos ir informando como foi evoluindo e tendo a piora clínica, explicando passo a passo, dando pausas e questionando se o familiar estava compreendendo, se tinhas dúvidas, enfim, seguindo as recomendações que são essenciais para este momento: a preparação, a postura, a compreensão empática e o método a ser planejado após a comunicação (PPCM).</p>
            <p>
               <fig id="f3">
                  <label>Figura 3</label>
                  <caption>
                     <title>Folheto ilustrativo resumido das diretrizes de Preparação para Comunicação de Más Notícias - PPCM: Preparação, Postural, Compreensão empática, Método.</title>
                  </caption>
                  <graphic xlink:href="37218image003.jpg"/>
               </fig>
            </p> 
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="conclusions">
         <title>Considerações Finais</title>
         <p>O processo de comunicação de más notícias é uma tarefa difícil e complexa. Dessa forma, buscamos entender quais são os meios utilizados para desenvolver essa prática que permeia a rotina desses profissionais. Ao longo de sua vida acadêmica e profissional, o médico passa por inúmeras experiências no que tange à sua forma de lidar com pacientes, à educação continuada, ao relacionamento e comunicação, por isso, entende-se a necessidade da busca por aprimoramento no desenvolvimento da comunicação por meio de qualificação e de habilidades para a execução dessa tarefa. Portanto, é necessário que as universidades que possuam curso de graduação em medicina invistam no aprimoramento do ensino no que diz respeito à comunicação de más notícias em seus currículos, para que os futuros médicos sejam treinados, juntamente com outras habilidades aprendidas ao longo da graduação. As universidades deveriam desenvolver um olhar mais apurado para esses pontos a serem aprimorados, visando boas práticas no que diz respeito à comunicação de más notícias, não somente no ambiente de UTI, mas em todo o contexto clínico.</p>
         <p>Os instrumentos possuem estruturas definidas, porém, entende-se que todos eles priorizam a melhora da comunicação de más notícias, assim estabelecendo uma boa relação e interação entre os envolvidos. Os protocolos SPIKES, QCCM e P-A-C-I-E-N-TE visam, em primeiro plano, à comunicação do médico e do paciente, embora sua estrutura também possibilite o uso com os familiares. Em contrapartida, o protocolo V.A.L.U.E. busca exclusivamente o uso na comunicação com os familiares. Como podemos observar, há pontos de semelhanças entre esses protocolos, um deles é o objetivo básico de estruturar a comunicação de más notícias. Entre os pontos priorizados nos protocolos, destacamos que o objetivo dos profissionais é estabelecer um relacionamento interpessoal confiável e seguro com o paciente ou com seus familiares, no entanto, cada instrumento possui uma metodologia própria, fazendo com que tenham pontos de semelhança, mas cada modelo tem uma finalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Calsavara et al.., 2019</xref>).</p>
         <p>A habilidade de comunicar vai além de seguir somente o protocolo para que ele não se torne um processo rígido. É preciso também desenvolver a linguagem verbal e não verbal, a empatia, a sensibilidade, o interesse, a compreensão, a autonomia e o cuidado com o paciente (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Resolução n.º 3, de 20 de junho de 2014</xref>, 2014). Uma forma de unir esses processos é por meio do treinamento de competências em comunicar. De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B9">Cary e Kurtz (2013</xref>), há evidências de que a habilidade de comunicação influencia o raciocínio clínico e vice-versa. O raciocínio clínico tem influência na comunicação clínica, ou seja, deve existir uma sintonia entre esses dois pontos para que se tenha a compreensão e o entendimento sobre o tratamento. Com base na ideia inicial de que a comunicação é uma habilidade que pode ser ensinada, foram desenvolvidas diferentes estratégias de educação para estudantes de medicina e médicos (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Turini et al., 2008</xref>).</p>
         <p>Os protocolos auxiliam no momento da comunicação de más notícias como norteadores tanto aos estudantes de medicina quanto aos médicos em suas práticas clínicas. Aos iniciantes esses protocolos servirão de base para que, ao longo de seu desenvolvimento como futuros médicos, possam ser treinados sobre como comunicar da melhor maneira possível uma má notícia e, dessa forma, tentar evitar que esse momento seja mais difícil do que já estará sendo e também ter a possibilidade de criar seu estilo próprio de comunicar más notícias. Aos médicos formados há sempre uma possibilidade de rever suas habilidades já adquiridas em comunicação. Eles podem ler novamente algum dos protocolos como uma forma de sempre buscar humanizar e aperfeiçoar suas práticas em momentos tão difíceis como na comunicação de uma má notícia. Tanto para os iniciantes quanto para os experientes não há uma única forma de comunicar, pois depende de cada paciente e de seu contexto clínico e familiar, além de cada perfil médico; entretanto, se houver uma base que sirva para nortear esses profissionais, ela servirá como uma facilitadora em suas rotinas diárias.</p>
         <p>O conhecimento construído após esta revisão foi agrupado no PPCM para auxiliar esses profissionais a terem um refúgio para se apoiarem no momento da comunicação de uma má notícia, como uma maneira de lembrar que há passos que podem ajudar a clarear o momento da comunicação. O PPCM resume os protocolos em um formato de recomendações/diretrizes, abrangendo os pontos principais a serem seguidos para uma boa execução da comunicação, pois os quatros passos apontados por essas recomendações são os pontos chaves em qualquer comunicação.</p>
      </sec>
   </body>
   <back>
      <ref-list>
         <title>Referências</title>
         <ref id="B1">
            <mixed-citation>Araújo, J., &amp; Leitão, E. M. (2012). A comunicação de más notícias: mentira piedosa ou sinceridade cuidadosa. <italic>Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto</italic>, <italic>11</italic>(2), 58-62. <ext-link ext-link-type="uri"
                         xlink:href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistahupe/article/view/8943">https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistahupe/article/view/8943</ext-link>
            </mixed-citation>
            <element-citation publication-type="journal">
               <person-group person-group-type="author">
                  <name>
                     <surname>Araújo</surname>
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                  </name>
                  <name>
                     <surname>Leitão</surname>
                     <given-names>E. M</given-names>
                  </name>
               </person-group>
               <year>2012</year>
               <article-title>A comunicação de más notícias: mentira piedosa ou sinceridade cuidadosa</article-title>
               <source>Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto</source>
               <volume>11</volume>
               <issue>2</issue>
               <fpage>58</fpage>
               <lpage>62</lpage>
               <ext-link ext-link-type="uri"
                         xlink:href="https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistahupe/article/view/8943">https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistahupe/article/view/8943</ext-link>
            </element-citation>
         </ref>
         <ref id="B2">
            <mixed-citation>Barletta, J. B., Souza Gennari, M., &amp; Cipolotti, R. (2011). A perspectiva cognitivo-comportamental dos aspectos psicossociais que interferem na qualidade da relação médico-paciente. <italic>Psicologia em Revista</italic>
               <italic>, </italic>
               <italic>17</italic>(3), 396-413. <ext-link ext-link-type="uri"
                         xlink:href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1677-11682011000300005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1677-11682011000300005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt</ext-link>
            </mixed-citation>
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