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         <journal-id journal-id-type="publisher-id">psipesq</journal-id>
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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. pesq.</abbrev-journal-title>
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         <issn pub-type="epub">1982-1247</issn>
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            <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFJF</publisher-name>
         </publisher>
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      <article-meta>
         <article-id pub-id-type="doi">10.34019/1982-1247.2023.v17.35640</article-id>
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               <subject>Articles</subject>
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         <title-group>
            <article-title>Associações entre ansiedade social e habilidades sociais em crianças e adolescentes brasileiros.</article-title>
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               <trans-title>Associations between social anxiety and social skills in Brazilian children and adolescents.</trans-title>
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               <trans-title>Asociaciones entre ansiedad social y habilidades sociales en niños y adolescentes brasileños.</trans-title>
            </trans-title-group>
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            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-3860-9327</contrib-id>
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                  <surname>Freitas</surname>
                  <given-names>Lucas Cordeiro</given-names>
               </name>
               <xref ref-type="aff" rid="aff1">
                  <sup>1</sup>
               </xref>
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            <contrib contrib-type="author">
               <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-2415-4202</contrib-id>
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                  <surname>Nobre</surname>
                  <given-names>Mirella Rodrigues</given-names>
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                  <sup>2</sup>
               </xref>
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         </contrib-group>
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            <label>1 </label>
            <institution content-type="original">Universidade Federal de São João del Rei. E-mail: lcordeirofreitas@yahoo.com.br</institution>
            <institution content-type="normalized">Universidade Federal de São João del-Rei</institution>
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            <country country="BR">Brazil</country>
            <email>lcordeirofreitas@yahoo.com.br</email>
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         <aff id="aff2">
            <label>2</label>
            <institution content-type="original">Universidade Federal de Alagoas. E-mail: mirellarodriguesnobre@hotmail.com. Durante o mestrado, a autora realizou mobilidade acadêmica na Universidade Federal de São João del-Rei.</institution>
            <institution content-type="normalized">Universidade Federal de Alagoas</institution>
            <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Alagoas</institution>
            <country country="BR">Brazil</country>
            <email>mirellarodriguesnobre@hotmail.com</email>
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         <author-notes>
            <corresp id="c1">Informações do Artigo:
Lucas Cordeiro Freitas 
<email>lcordeirofreitas@yahoo.com.br</email>
            </corresp>
         </author-notes>
         <pub-date pub-type="epub">
            <year>2023</year>
         </pub-date>
         <volume>17</volume>
         <issue>2</issue>
         <fpage>1</fpage>
         <lpage>27</lpage>
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               <year>2021</year>
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               <year>2022</year>
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            <license xml:lang="pt" license-type="open-access"
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               <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
            </license>
         </permissions>
         <abstract>
            <title>RESUMO</title>
            <bold> </bold>
            <p>Este estudo verificou a relação entre habilidades sociais e indicadores de ansiedade social em uma avaliação junto a 187 estudantes, entre 10 a 13 anos, e seus professores. A partir da aplicação do Inventário de Habilidades Sociais, Problemas de Comportamento e Competência Acadêmica para Crianças e do Inventário de Fobia Social foi encontrada uma correlação negativa entre ansiedade social e as habilidades de empatia, cooperação e afetividade. A comparação entre grupos com e sem ansiedade social apontou diferenças também em responsabilidade. Foram discutidas as necessidades de intervenção dos estudantes com ansiedade social, baseadas em seus déficits e recursos comportamentais.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>ABSTRACT</title>
            <bold> </bold>
            <p>This study verified the relationship between social skills and social anxiety indicators in an evaluation with 187 students, aged between 10 and 13 years, and their teachers. From the application of the Social Skills Rating System and the Social Phobia Inventory, a negative correlation was found between social anxiety and empathy, cooperation, and affectivity skills. The comparison between groups with and without social anxiety also showed differences in responsibility. The intervention needs of students with social anxiety, based on their deficits and behavioral resources, were discussed.</p>
         </trans-abstract>
         <trans-abstract xml:lang="es">
            <title>RESUMEN</title>
            <bold> </bold>
            <p>Este estudio verificó la relación entre habilidades sociales y indicadores de ansiedad social en una evaluación con 187 estudiantes, de entre 10 y 13 años, y sus docentes. A partir de la aplicación del Inventario de Habilidades Sociales, Problemas de Conducta y Competencia Académica para Niños y el Inventario de Fobia Social, se encontró una correlación negativa entre ansiedad social y habilidades de empatía, cooperación y afectividad. La comparación entre grupos con y sin ansiedad social también mostró diferencias en responsabilidad. Se discutieron las necesidades de intervención de los estudiantes con ansiedad social, basadas en sus déficits y recursos conductuales.</p>
         </trans-abstract>
         <kwd-group xml:lang="pt">
            <title>PALAVRAS-CHAVE:</title>
            <kwd>Habilidades sociais</kwd>
            <kwd>ansiedade social</kwd>
            <kwd>infância</kwd>
            <kwd>adolescência.</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="en">
            <title>KEYWORDS:</title>
            <kwd>Social skills</kwd>
            <kwd>social anxiety</kwd>
            <kwd>childhood</kwd>
            <kwd>adolescence.</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="es">
            <title>PALABRAS CLAVE:</title>
            <kwd>Habilidades sociales</kwd>
            <kwd>ansiedad social</kwd>
            <kwd>infancia</kwd>
            <kwd>adolescencia.</kwd>
         </kwd-group>
         <counts>
            <fig-count count="1"/>
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   <body>
      <p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B40">OMS, 2017</xref>), o Brasil é o país com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo, atingindo 9,3% da população. Dentre esses transtornos, o de ansiedade social é o mais comum e o terceiro mais prevalente entre os transtornos mentais gerais. Os indivíduos com ansiedade social apresentam-se mais tímidos e autocríticos em situações que demandam interação, apresentando comportamentos rígidos, maior tensão e dificuldades na comunicação verbal que podem ocasionar prejuízos no desempenho social (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Clark &amp; Beck, 2012</xref>).</p>
      <p>A definição do Transtorno de Ansiedade Social do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - 5ª Edição (<xref ref-type="bibr" rid="B1">APA, 2013</xref>) enfatiza o medo excessivo e persistente de uma ou mais situações sociais ou de desempenho. Os indivíduos com esse transtorno temem julgamentos ou avaliações diante dos seus comportamentos sociais e serem desaprovados ou rejeitados pelos outros (APA, 2013). Geralmente, os sintomas de ansiedade social resultam de um histórico de timidez e inibição social na infância (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Souza, 2017</xref>). O transtorno tem início, em média, entre oito e 15 anos de idade em 75% dos indivíduos (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Isolan et al., 2007</xref>). </p>
      <p>Apesar de ser mais recorrente na adolescência, podem ser encontrados casos mais precoces de ansiedade social em torno dos sete ou oito anos, o que pode estar associado a uma sucessão de sintomas mais graves, um prognóstico pior e maior frequência de situações sociais temidas (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Isolan et al., 2007</xref>). Um modelo etiológico clássico apresentado por <xref ref-type="bibr" rid="B9">Curran (1977</xref>) afirma que os indivíduos que apresentam sintomas de ansiedade social possuem déficits nas habilidades sociais e, portanto, podem ser beneficiados pelo Treinamento de Habilidades Sociais no tratamento desses sintomas (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Caballo, 2003</xref>). Em modelos explicativos mais atuais, déficits em habilidades sociais também têm sido apontados como um fator que contribui para a manutenção ou aumento da ansiedade (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Kaskas et al., 2017</xref>). Por exemplo, dificuldades em habilidades específicas como contato visual e iniciar conversação estão associadas a comportamentos de inibição, podendo interferir no funcionamento geral, facilitar a adoção de comportamentos evitativos e contribuir para cognições negativas (Kaskas et al., 2017).</p>
      <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B13">Del Prette e Del Prette (2017a</xref>), as habilidades sociais são definidas como um conjunto de comportamentos sociais com características específicas que tendem a favorecer o desempenho socialmente competente durante situações de interação social. Pesquisas que abordam a relação entre as habilidades sociais e os transtornos psicológicos apontam para uma frequente investigação do transtorno de ansiedade social, indicando que crianças com esse diagnóstico apresentam déficits em habilidades sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Beidel et al., 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Halls et al, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B33">Klein et al., 2021</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B43">Scharfstein et al., 2011</xref>). Como apontado por <xref ref-type="bibr" rid="B20">Freitas e colaboradores (2018</xref>), há situações de interação social que podem desencadear o medo em sujeitos que apresentam ansiedade social, como encontrar pessoas não familiares, situações de avaliação em que o indivíduo possa ser observado ou ainda atividades de desempenho diante de outras pessoas.</p>
      <p>Em um estudo de revisão da literatura englobando 20 anos de pesquisas empíricas que estudaram a relação entre habilidades sociais e ansiedade social na infância e adolescência (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Nobre &amp; Freitas, 2021</xref>) foram encontrados 16 estudos, realizados no âmbito internacional, que apontaram para uma correlação negativa entre habilidades sociais e ansiedade social (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Ates, 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B3">Banerjee &amp; Henderson, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bernstein et al., 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Greco &amp; Morris, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Halls et al., 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Hannesdóttir &amp; Ollendick, 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B27">Hatton et al., 2003</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Hatton et al., 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Inderbitzen-Nolan et al., 2007</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B34">Los Reys et al., 2011</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B36">Miers et al., 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B35">Miers et al., 2010</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Miers et al., 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Motoca et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Scharf et al., 2016</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B47">Spence et al., 1999</xref>). Essa revisão demonstrou algumas lacunas de pesquisa nos estudos revisados e apontou direções para estudos futuros. Por exemplo, os resultados encontrados indicaram a necessidade de se estudar mais precisamente o grau de predição de cada classe específica de habilidades sociais (tais como autocontrole, cooperação, empatia e assertividade) sobre a ansiedade social, a fim de se obter maiores evidências sobre a associação de cada classe com os sintomas apresentados por crianças e adolescentes socialmente ansiosos (Nobre &amp; Freitas, 2021). </p>
      <p>Entende-se que o conhecimento de quais classes específicas de habilidades sociais estão mais fortemente associadas à ansiedade social pode ser essencial para o planejamento de intervenções que se propõem a auxiliar na manutenção e ampliação de relações sociais satisfatórias em indivíduos que apresentem indicadores desse transtorno. Além disso, a ampliação de estudos com populações não-clínicas, em contextos escolares e comunitários, pode auxiliar na identificação de fatores de risco e proteção ao desenvolvimento da ansiedade social na infância e na adolescência, contribuindo para estratégias de ações preventivas.</p>
      <p>No contexto brasileiro, foi encontrado apenas um artigo publicado em periódico que estudou a relação entre habilidades sociais e ansiedade social em crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Freitas et al., 2018</xref>). Todavia, esse estudo apresentou como limitação a utilização de uma escala geral de avaliação de ansiedade, que continha apenas uma subescala para ansiedade social. Além disso, os resultados da pesquisa não foram concordantes, considerando-se a avaliação dos três informantes consultados: estudantes, pais e professores (Freitas et al., 2018).</p>
      <p>Tendo em vista a escassez de estudos que indiquem as classes de habilidades sociais específicas que possuem relação direta com a sintomatologia da ansiedade social, bem como a carência de estudos brasileiros acerca dessa temática. A presente pesquisa teve como objetivo geral verificar a relação entre as classes de habilidades sociais específicas e os indicadores de ansiedade social em crianças e adolescentes brasileiros. Os objetivos específicos deste estudo foram: 1. Verificar a correlação entre indicadores de ansiedade social e classes específicas de habilidades sociais em crianças e adolescentes; 2. Identificar diferenças e semelhanças no repertório de habilidades sociais de crianças com e sem indicadores de ansiedade social, por meio de análises intergrupos; 3. Identificar possíveis diferenças entre os sexos referentes ao repertório de habilidades sociais e à ansiedade social.</p>
      <sec>
         <title>Método</title>
         <bold> </bold>
         <sec>
            <title>Participantes</title>
            <bold> </bold>
            <p>Participaram do estudo 187 estudantes entre 10 e 13 anos (M=10,68; DP=0,88), sendo 84 do sexo feminino e 103 do sexo masculino, de duas escolas públicas da cidade de Maceió/AL. Sete professores também participaram como informantes do repertório social dos alunos.</p>
            <p>	Conforme pode ser observado na <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref>, a maioria dos estudantes foi do sexo masculino (55,1%) e estudantes do quinto ano do Ensino Fundamental (54%). É válido destacar que participaram estudantes do 3º ao 5º ano, incluindo as turmas descritas como “Se Liga” e “Acelera”. Essas turmas correspondem ao conteúdo escolar do terceiro ano do Ensino Fundamental, sendo essas nomenclaturas definidas pelo órgão que administra as escolas municipais da cidade de Maceió. A amostra do estudo foi selecionada por conveniência, utilizando-se os seguintes critérios de inclusão e exclusão:</p>
            <p>
               <table-wrap id="t1">
                  <label>Tabela 1</label>
                  <caption>
                     <title>
                        <italic>Características sociodemográficas dos participantes (N=187).</italic>
                     </title>
                  </caption>
                  <table>
                     <colgroup>
                        <col/>
                        <col/>
                        <col/>
                        <col/>
                        <col/>
                     </colgroup>
                     <tbody>
                        <tr>
                           <td align="justify">Variáveis</td>
                           <td align="justify">Categorias</td>
                           <td align="justify">Frequência (n)</td>
                           <td align="justify">Porcentagem (%)</td>
                           <td align="justify">Média (DP)</td>
                        </tr>
 
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="4">Idade</td>
                           <td align="justify">10</td>
                           <td align="justify">105</td>
                           <td align="justify">56,1</td>
                           <td align="justify">10,68 (0,88)</td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">11</td>
                           <td align="justify">45</td>
                           <td align="justify">24,1</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">12</td>
                           <td align="justify">29</td>
                           <td align="justify">15,5</td>
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">13</td>
                           <td align="justify">8</td>
                           <td align="justify">4,3</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">Sexo</td>
                           <td align="justify">Feminino</td>
                           <td align="justify">84</td>
                           <td align="justify">44,9</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">Masculino</td>
                           <td align="justify">103</td>
                           <td align="justify">55,1</td>
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="5">Ano Escolar</td>
                           <td align="justify">Terceiro ano</td>
                           <td align="justify">16</td>
                           <td align="justify">8,6</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">Quarto ano</td>
                           <td align="justify">17</td>
                           <td align="justify">9,1</td>
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">Quinto ano</td>
                           <td align="justify">101</td>
                           <td align="justify">54</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">Turma Se Liga</td>
                           <td align="justify">5</td>
                           <td align="justify">2,7</td>
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">Turma Acelera</td>
                           <td align="justify">48</td>
                           <td align="justify">25,7</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">Escola</td>
                           <td align="justify">Escola 1</td>
                           <td align="justify">83</td>
                           <td align="justify">44,4</td>
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
 
 
                        <tr> 
                           <td align="justify">Escola 2</td>
                           <td align="justify">104</td>
                           <td align="justify">55,6</td> 
                           <td align="justify"> </td> 
                        </tr>
                     </tbody>
                  </table>
               </table-wrap>
            </p>
            <p>Critério de Inclusão: Estudantes na faixa etária entre dez e 13 anos de idade, devidamente matriculados nas escolas onde foi realizada a pesquisa e que apresentaram os Termos de Consentimento e de Assentimento Livre e Esclarecido devidamente assinados pelos pais e/ou responsáveis.</p>
            <p>Critério de exclusão: Crianças que apresentaram dificuldades auditivas e/ou visuais e crianças diagnosticadas com transtorno mental e/ou neurológico, de acordo com informações fornecidas pela escola.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Instrumentos</title>
            <bold> </bold>
            <sec>
               <title>
                  <italic>Inventário de Habilidades Sociais, Problemas de Comportamento e Competência Acadêmica para Crianças (SSRS - Social Skills Rating System)</italic>
               </title>
               <p>A avaliação das habilidades sociais foi realizada por meio do Inventário de Habilidades Sociais, Problemas de Comportamento e Competência Acadêmica para Crianças (SSRS) (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Gresham et al., 2016</xref>). Trata-se de um instrumento originalmente norte-americano, com formulários específicos a serem respondidos por crianças, pais e professores, tendo sido traduzido para o Brasil e apresentado propriedades de validade bastante satisfatórias. As análises de confiabilidade também indicaram valores altos de α de Cronbach para todas as escalas dos instrumentos, além de correlações teste-reteste positivas e estatisticamente significativas (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Freitas &amp; Del Prette, 2015</xref>).</p>
               <p>Nesta pesquisa foram utilizados os formulários do instrumento referentes à avaliação das habilidades sociais para crianças e professores. A Escala de Habilidades Sociais para Crianças é composta por 20 itens, os quais são avaliados por meio de uma escala tipo Likert, variando de 0 a 2 (0 = nunca, 1= algumas vezes e 2 = muito frequente). A escala é distribuída em quatro fatores: Empatia/Afetividade, Responsabilidade, Autocontrole/Civilidade e Assertividade (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Gresham et al., 2016</xref>). </p>
               <p>A Escala de Habilidades Sociais para Professores é composta por 22 itens que avaliam a importância e a frequência das habilidades sociais das crianças. Para avaliar a frequência, as alternativas são iguais às do formulário para as crianças. Para avaliação da importância das habilidades sociais, a escala contém três alternativas de resposta enumeradas de 0 a 2 (0 = não importante, 1 = importante e 2 = muito importante). As análises fatoriais exploratórias e confirmatórias da validação do instrumento indicaram a presença de quatro fatores de habilidades sociais: Responsabilidade, Autocontrole, Assertividade/Desenvoltura social e Cooperação/Afetividade (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Gresham et al., 2016</xref>).</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>
                  <italic>Inventário de Fobia Social (SPIN - Social Phobia Inventory)</italic>
               </title>
               <p>Para a identificação dos indicadores de Ansiedade Social foi utilizado o Inventário de Fobia Social (SPIN - <italic>Social Phobia Inventory</italic>). O instrumento foi traduzido e validado no Brasil por <xref ref-type="bibr" rid="B49">Vilete (2002</xref>) e consiste em 17 itens pontuados em escala do tipo Likert. O indivíduo é solicitado a indicar o quanto as situações ou sintomas descritos o incomodaram na última semana, devendo este marcar uma entre as cinco opções de 0 a 4, que variam de Nunca a Extremamente. A pontuação total pode variar entre 0 e 68, sendo o seu ponto de corte igual ou acima de 20 (Vilete, 2002). Estes itens abordam três importantes critérios que definem a ansiedade social: o medo, a esquiva das situações e os sintomas de desconforto físico (<xref ref-type="bibr" rid="B50">Vilete et al., 2004</xref>). Com relação aos indicadores psicométricos, o instrumento apresentou consistência interna satisfatória (α = 0,88), confiabilidade teste-reteste satisfatória e coeficiente de correlação intraclasse global estimado de 0,78 (Vilete, 2002).</p>
            </sec>
         </sec>
         <sec>
            <title>Procedimento de Coleta de Dados</title>
            <bold> </bold>
            <p>Após a aprovação do Comitê de Ética da Universidade (número do parecer: 2.648.854), seguindo a Resolução CNS nº 466/12, a pesquisa foi iniciada com assinatura da Carta de Autorização dos responsáveis pelas instituições onde o estudo foi realizado. Foram coletados também os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido assinados pelos responsáveis de cada participante, bem como os Termos de Assentimento Livre e Esclarecido assinados pelos próprios estudantes. Diante dessas autorizações, as duas escalas foram aplicadas por uma pesquisadora, previamente treinada. A coleta de dados foi realizada em grupo com o máximo de seis participantes, em salas cedidas pelas próprias escolas. </p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Procedimento de Análise dos Dados</title>
            <bold> </bold>
            <p>	Os dados coletados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e inferenciais com a utilização do programa <italic>Statistical Package for the Social Sciences</italic> (SPSS), em sua versão 20.0. Inicialmente, foi verificada a normalidade dos dados por meio do teste <italic>Kolmogorov-Smirnov </italic>para verificar se os dados eram procedentes de uma população com distribuição normal e assim escolher se seriam utilizados testes paramétricos ou não-paramétricos nas demais análises. Ainda como uma análise inicial, para se verificar a fidedignidade dos instrumentos na presente pesquisa, foi utilizado o coeficiente alfa de<italic> Cronbach</italic>.</p>
            <p>Em seguida, foram utilizadas análises estatísticas descritivas, em termos de médias e porcentagens, com a intenção de verificar as classes de habilidades sociais mais e menos frequentes na presença de indicadores de ansiedade social. Para verificar a prevalência de ansiedade social na amostra e realizar a composição dos dois grupos de comparação, foram utilizadas estatísticas descritivas a partir do ponto de corte da escala SPIN.</p>
            <p>	Foi utilizada a Correlação de <italic>Pearson</italic> para os dados considerados com distribuição normal e a Correlação de <italic>Spearman</italic> para a distribuição não normal entre os escores do SSRS (habilidades sociais) e do SPIN (ansiedade social). Com o intuito de comparar os grupos com e sem indicadores de ansiedade social, bem como os grupos de meninos e meninas, foi utilizado o teste t de<italic> Student</italic> para as variáveis que apresentaram distribuição normal e as demais foram analisadas por meio do teste de <italic>Mann-Whitney</italic>. Em todas as análises estatísticas inferenciais, foi adotado um intervalo de confiança de 95% (p &lt; 0,05).</p>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="results">
         <title>Resultados</title>
         <bold> </bold>
         <sec>
            <title>Normalidade da Distribuição</title>
            <bold> </bold>
            <p>Para a amostra geral do estudo, na análise do SSRS Crianças apenas o escore global (KS = 0,88; p = 0,41) e o Fator 3 - Autocontrole/civilidade (KS = 1,31; p = 0,06) apresentaram distribuição normal. Analisando o escore global da SPIN, foi possível observar que o mesmo também possuiu uma distribuição normal (KS = 0,91; p = 0,37). Já com relação aos dados da SSRS Professores, não houve distribuição normal para os escores global e fatoriais. </p>
            <p>Para a subamostra de participantes com indicadores de ansiedade social, os dados considerados com distribuição normal para os dados do SSRS Crianças foram: escore global (KS = 0,89; p = 0,40), Fator 3 - Autocontrole/civilidade (KS = 1,23; p = 0,09), Fator 4 -Assertividade (KS = 1,35; p = 0,40). Para o SSRS Professores, os dados normais foram: escore global (KS = 1,05; p = 0,21), Fator 2 - Autocontrole (KS = 0,93; p = 0,35) e Fator 3 -Assertividade/desenvoltura social (KS = 1,26; p = 0,08). Para a escala SPIN, o escore global não apresentou distribuição normal nessa subamostra.</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Análise da Fidedignidade das Medidas</title>
            <bold> </bold>
            <p>	Com relação à fidedignidade das medidas, verificada por meio do <italic>alfa de Cronbach,</italic> foram encontrados índices considerados adequados para a amostra deste estudo (próximos ou acima de 0,70), em todas as escalas globais dos instrumentos utilizados: Escala SPIN (α = 0,76); Escala de Habilidades Sociais - SSRS Professores (α = 0,84) e Escala de Habilidades Sociais - SSRS Crianças (α = 0,68).  </p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Caracterização do Transtorno de Ansiedade Social</title>
            <bold> </bold>
            <p>A partir do ponto de corte igual ou acima de 20 no SPIN foram designados os grupos com e sem indicadores de ansiedade social (<xref ref-type="bibr" rid="B49">Vilete, 2002</xref>). Mais da metade dos participantes (N = 103; 55,4%) foram classificados com indicadores de ansiedade social (Grupo 1), enquanto 83 participantes (44,6%) não apresentaram indicadores do transtorno (Grupo 2).</p>
            <bold> </bold>
         </sec>
         <sec>
            <title>Relação entre Indicadores de Ansiedade Social e Habilidades Sociais</title>
            <bold> </bold>
            <p>A <xref ref-type="fig" rid="f1">Tabela 2</xref> apresenta as correlações e os níveis de significância entre as Escalas Globais e subescalas da SPIN e do SSRS, tanto para a amostra geral, quanto para a amostra de crianças com indicadores de ansiedade social.</p>
            <p>Diante dos dados da amostra geral, observou-se que houve correlação negativa fraca, porém significativa, entre o Fator 1 da SSRS Crianças (empatia/afetividade) e o escore global da SPIN (r = - 0,21; p = 0,00). Os outros fatores (Fator 2, Fator 3 e Fator 4) e o escore global do SSRS Crianças não apresentaram correlações significativas com a SPIN global (p &gt; 0,05). Todos os fatores e o escore global do SSRS Professores também não apresentaram correlações significativas com o escore global da SPIN (p &gt; 0,05).</p>
            <p>
               <fig id="f1">
                  <graphic xlink:href="35640001.jpg"/>
               </fig>
            </p>
            <bold> </bold>
            <p>Para a subamostra composta pelo grupo que apresentou indicadores de ansiedade social, o Fator 1 do SSRS Crianças (empatia/afetividade) apresentou correlação negativa significativa fraca com o escore global da SPIN (r = - 0,22; p = 0,02). O escore global e os outros fatores do SSRS Crianças (Fator 2, Fator 3 e Fator 4) não apresentaram correlações significativas com o escore global da SPIN (p &gt; 0,05).</p>
            <p>Para a escala SSRS Professores, nessa subamostra foi observada uma correlação negativa significativa fraca entre o Fator 4 (cooperação/afetividade) e o escore global da SPIN (ρ = - 0,23; p = 0,02). O escore global e os outros fatores do SSRS Professores (Fator 1, Fator 2 e Fator 3) não apresentaram correlações significativas com o escore global da SPIN (p &gt; 0,05).</p>
         </sec>
         <sec>
            <title>Análises de Comparações Intergrupos</title>
            <bold> </bold>
            <p>
               <table-wrap id="t3">
                  <label>Tabela 3</label>
                  <caption>
                     <title>
                        <italic>Comparação dos grupos com e sem indicadores de ansiedade social (AS) em relação aos escores globais e fatoriais do SSRS Crianças e SSRS Professores.</italic>
                     </title>
                  </caption>
                  <table>
                     <colgroup>
                        <col span="4"/>
                     </colgroup>
                     <thead>
                        <tr>
                           <th align="justify" colspan="4">SSRS Crianças
 
 
 </th>
 
                        </tr>
                     </thead>
                     <tbody>
                        <tr>
                           <td align="justify">Subescalas</td>
                           <td align="justify">Grupos</td>
                           <td align="justify">Médias (DP)</td>
                           <td align="justify">Estatísticas </td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F1 (empatia/afetividade)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">7,03 (1,87)</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">
                              <italic>t</italic> = -1,47
(<italic>p</italic> = 0,14)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">7,44 (1,88)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F2 (responsabilidade)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">7,05 (2,19)</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">
                              <italic>t</italic> = -2,01
<italic>(p</italic> = 0,45) *</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">7,68 (2,01)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F3 (autocontrole/civilidade)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">7,05 (2,37)</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">
                              <italic>t</italic> = 1,14
<italic>(p</italic> = 0,25)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">6,63 (2,32)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F4 (assertividade)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">3,65 (1,95)</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">
                              <italic>t</italic> = -0,40
<italic>(p </italic>= 0,69)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">3,75 (1,67)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">Escore global</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">24,80 (5,44)</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">
                              <italic>t</italic> = -0,88
<italic>(p</italic> = 0,37)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">25,53 (5,69)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" colspan="4">SSRS Professores
 
 
 </td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Subescalas</td>
                           <td align="justify">Grupos</td>
                           <td align="justify">Posto médio</td>
                           <td align="justify">Estatísticas</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F1 (responsabilidade)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">85,58</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">u = 2897,0
(<italic>p</italic> = 0,21)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">76,65</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F2 (autocontrole)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">84,34</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">u = 3094,0
(<italic>p</italic> = 0,49)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">79,25</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F3 (assertividade/desenvoltura social)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">86,56</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">u = 2898,5
(<italic>p</italic> = 0,17)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">76,65</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">F4 (cooperação/afetividade)</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">83,22</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">u = 3192,5
(<italic>p</italic> = 0,71)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">80,57</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify" rowspan="2">Escore global</td>
                           <td align="justify">Com indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">85,60</td>
                           <td align="justify" rowspan="2">u = 2895,0
(<italic>p</italic> = 0,22)</td>
 
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="justify">Sem indicadores de AS</td>
                           <td align="justify">76,63</td>
                        </tr>
                     </tbody>
                  </table>
                  <table-wrap-foot>
                     <fn id="TFN2">
                        <p>*Diferença estatisticamente significativa, considerando p &lt; 0,05.</p>
                     </fn>
                  </table-wrap-foot>
               </table-wrap>
            </p>
            <p>A <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> apresenta os dados de comparação entre os grupos com e sem indicadores de ansiedade social de acordo com os escores globais e fatoriais das duas escalas utilizadas do SSRS.</p>
            <p>Na autoavaliação das crianças, observando-se as médias dos grupos com e sem indicadores de ansiedade social, constatou-se que houve diferença significativa apenas no Fator 2 (responsabilidade) (t = -2,01; p = 0,04), sendo que o grupo com ansiedade social apresentou menor frequência dessa habilidade. Na comparação entre os grupos nos outros fatores e no escore global do SSRS Crianças não houve diferença significativa entre as médias (p &gt; 0,05). No escore global e nos fatores do SSRS Professores também não houve diferença significativa entre os postos médios comparando-se os grupos com e sem indicadores de ansiedade social (p &gt; 0,05).</p>
            <sec>
               <title>
                  <italic>Comparação entre os Sexos para a Amostra com Ansiedade Social</italic>
               </title>
               <bold> </bold>
               <p>Especificamente para a subamostra de participantes com indicadores de ansiedade social, não houve diferenças significativas entre os grupos de meninos e meninas com relação às habilidades sociais globais e específicas, avaliadas pelos estudantes e professores. Nessas análises, os valores do Teste <italic>t </italic>variaram entre -1,90 e 0,80, sendo p &gt; 0,05 para todas as comparações realizadas<bold>. </bold>Além disso, os grupos de meninos e meninas com ansiedade social não se diferiram de forma significativa com relação ao escore global de ansiedade social (u = 1298,00; p = 0,85).</p>
               <bold> </bold>
            </sec>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="discussion">
         <title>Discussão</title>
         <bold> </bold>
         <p>O presente estudo demonstrou que algumas classes específicas de habilidades sociais podem estar mais significativamente associadas aos indicadores de ansiedade social na infância e adolescência. A classe de empatia e afetividade, por exemplo, se correlacionou de forma negativa aos indicadores de ansiedade social, tanto para a amostra geral quanto para o grupo com indicadores de ansiedade social.</p>
         <p>A empatia relaciona-se à demonstração de interesse e respeito pelas emoções e opiniões dos outros, à preocupação em oferecer apoio e conforto a indivíduos que estão vivendo experiências desagradáveis, ou ainda, se a situação vivida é agradável e confortável, relaciona-se ao compartilhamento dos sentimentos de satisfação (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Decety &amp; Cowell, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">Del Prette &amp; Del Prette, 2013</xref>). De acordo com a proposta do modelo de desenvolvimento de <xref ref-type="bibr" rid="B29">Hoffman (2000</xref>), o conceito de empatia perpassa por três dimensões: cognitivo, afetivo e comportamental. Pode-se hipotetizar que o aspecto cognitivo esteja presente nos participantes da pesquisa que apresentaram ansiedade social uma vez que, diante da preocupação de serem avaliados ou julgados nas interações sociais, esses indivíduos podem demonstrar interesse e preocupação pelo outro no intuito de evitar a rejeição social. </p>
         <p>Diante desses componentes apresentados por <xref ref-type="bibr" rid="B29">Hoffman (2000</xref>), <xref ref-type="bibr" rid="B12">Del Prette e Del Prette (2013</xref>) apontam as características primordiais para o exercício da empatia, algumas delas voltadas para o aspecto afetivo e o comportamental, a saber: oferecer ajuda, expressar compreensão pelo sentimento ou experiência do outro, demonstrar respeito às diferenças, observar, prestar atenção e ouvir o outro. A apresentação desse repertório comportamental está diretamente associada à interação social de crianças com os seus pares ou com os adultos. Por outro lado, lidar com situações sociais que exigem essa interação é apontada como uma das maiores dificuldades apresentadas em indivíduos com ansiedade social, uma vez que o modelo comportamental desse transtorno se caracteriza pela evitação e esquiva de situações sociais e pela adoção de comportamentos de segurança quando precisam enfrentá-las (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Souza, 2017</xref>).</p>
         <p>Na avaliação dos professores, foi encontrada ainda uma correlação negativa entre as classes de habilidades sociais de cooperação e afetividade e os sintomas de ansiedade social. <xref ref-type="bibr" rid="B23">Gresham e Elliott (1990</xref>) afirmam que as situações de interação social contribuem para a cooperação. Entretanto, crianças e adolescentes com ansiedade social podem apresentar mais dificuldades para cooperar com colegas e adultos. A falta da comunicação com pares de um indivíduo com ansiedade social pode dificultar a aprendizagem dessa classe, que segundo os autores do instrumento utilizado nessa pesquisa, é caracterizada por ajudar os outros, compartilhar materiais e seguir regras (Gresham &amp; Elliott, 1990). Essa descrição pode justificar os resultados encontrados na avaliação dos professores sobre a menor frequência de comportamentos de cooperação no grupo de crianças socialmente ansiosas.</p>
         <p>A correlação encontrada entre cooperação e ansiedade social está de acordo com os resultados da pesquisa de <xref ref-type="bibr" rid="B38">Motoca et al. (2012</xref>), que destacaram o papel mediador das habilidades sociais de crianças e adolescentes nas relações entre os sintomas de ansiedade social e interações entre pares. Estes autores também encontraram uma correlação negativa entre a ansiedade social e a interação positiva entre pares. Essas interações são consideradas como possíveis situações de cooperação e afetividade entre colegas, podendo ser desempenhadas diante de situações que permitem uma interação social positiva. Pode-se supor que, nesse contexto, o desempenho de comportamentos de cooperação seja particularmente mais difícil para crianças e adolescentes socialmente ansiosos. </p>
         <p>Nos resultados encontrados, destacou-se ainda a classe de afetividade, que possui relação com a classe de empatia no SSRS Crianças e com a de cooperação no SSRS Professores. A afetividade está diretamente relacionada a comportamentos de demonstração de afeto por meio do contato visual, sorriso, toque, fazer e responder perguntas pessoais, partilhar de brincadeiras, manifestar gentileza e lidar com relações íntimas (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Del Prette &amp; Del Prette, 2017a</xref>). Nesse sentindo, pode-se concluir que os jovens com ansiedade social apresentam também dificuldades para desempenhar comportamentos específicos de demonstração de afetividade, que podem estar articulados às classes anteriormente discutidas, de empatia e cooperação. </p>
         <p>Os resultados das análises de comparação entre os grupos com e sem indicadores de ansiedade social apontaram que houve diferença apenas na classe de responsabilidade do SSRS Crianças, demonstrando que as crianças sem indicadores de ansiedade social são mais responsáveis.  A classe de responsabilidade pode ser considerada como parte da descrição de <xref ref-type="bibr" rid="B12">Del Prette e Del Prette (2013</xref>) da classe de habilidades sociais acadêmicas, em termos de seguir regras, prestar atenção, orientar-se para tarefa ignorando interrupções de colegas, buscar aprovação por desempenho realizado e atender pedidos. De acordo com esses autores, as habilidades sociais acadêmicas foram estudadas em pesquisas que indicaram uma relação positiva entre a competência social e o rendimento escolar, além da constatação das demandas sociais que podem ser encontradas no processo de ensino-aprendizagem do aluno (Del Prette &amp; Del Prette, 2013). Nesse sentido, o déficit em responsabilidade encontrado em crianças com indicadores de ansiedade social no presente estudo aponta para a necessidade de intervenção também nessa classe de comportamentos, para que se atinja um nível de funcionalidade em habilidades estritamente relacionadas a tarefas acadêmicas e ao contexto escolar. </p>
         <p>No âmbito escolar, as relações interpessoais são a base para a construção de um ambiente estruturado, sendo que as relações da criança entre pares e com seus professores podem influenciar direta ou indiretamente no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento das habilidades sociais acadêmicas (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Del Prette &amp; Del Prette, 2013</xref>). No entanto, é nesse ponto que se encontra a dificuldade dos indivíduos que possuem a ansiedade social, tendo em vista que os mesmos apresentam em seu padrão comportamental a evitação de situações em que precisam interagir socialmente (<xref ref-type="bibr" rid="B46">Souza, 2017</xref>). O déficit na classe de responsabilidade e em comportamentos diretamente relacionados às atividades acadêmicas pode ser assim justificado, pois uma vez que há a evitação da interação social, a aprendizagem dessas habilidades torna-se deficitária, podendo acarretar ainda problemas futuros no rendimento escolar do aluno.</p>
         <p>No que tange às comparações entre meninos e meninas com relação ao repertório de habilidades sociais e à ansiedade social, não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos. Esse resultado referente ao repertório das habilidades sociais é corroborado pelo estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B38">Motoca et al., (2012</xref>), que também demonstrou semelhanças entre os sexos quanto ao desempenho comportamental de crianças e adolescentes com ansiedade social. Com relação à ansiedade social, apesar de não haver diferença significativa entre os sexos no presente estudo, pesquisas no âmbito nacional e internacional (<xref ref-type="bibr" rid="B10">D’el Rey &amp; Pacini, 2006</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">Fernandes &amp; Terra, 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Silverman &amp; Carter, 2006</xref>) apontam que as meninas geralmente tendem a ser mais ansiosas quando comparadas aos meninos. Outros estudos demonstram, ainda, que as jovens sofrem mais consequências negativas do que os jovens do sexo masculino com relação à ansiedade social (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Pickering et al., 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B48">Tsui et al., 2017</xref>).</p>
         <p>De modo geral, é importante destacar que a alta incidência de déficits em habilidades sociais tende a intensificar o quadro de ansiedade social em pacientes com esse diagnóstico (D’el Rey &amp; Pacini, 2006), o que pode ocasionar diversos prejuízos no decorrer do desenvolvimento humano. O não tratamento adequado dos sintomas de ansiedade social pode resultar em dificuldades funcionais, cognitivas e comportamentais graves, além de superlotar os serviços de saúde, tendo em vista que a melhora não se dá de forma espontânea em boa parte dos casos (D’el Rey &amp; Pacini, 2006; <xref ref-type="bibr" rid="B21">Gonçalves et al., 2014</xref>; Isolan et al., 2006; <xref ref-type="bibr" rid="B45">Sorsdahl et al., 2013</xref>).</p>
         <p>Os resultados encontrados na presente pesquisa podem ser relevantes para a área das habilidades sociais, para os estudos de formulação de protocolos de intervenção para o transtorno de ansiedade social e para o campo da saúde mental. É válido mencionar a importância do processo de Treinamento de Habilidades Sociais durante todas as fases do desenvolvimento humano, afinal essas habilidades podem ser aperfeiçoadas em todas elas. Cada etapa do desenvolvimento exige formas de relacionamentos distintas e, como consequência, cada experiência demandará classes de habilidades sociais diferentes que possibilitem a inserção do indivíduo em grupos sociais variados (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Del Prette &amp; Del Prette, 2017b</xref>).</p>
         <p>A presente pesquisa coloca em destaque as fases da infância e da adolescência como sendo de suma importância para a aprendizagem das habilidades sociais, visto que é na infância que se inicia o processo de desenvolvimento de um repertório social para o futuro. Obter êxito no processo de aprendizagem dessas habilidades pode gerar como consequência um diferencial nas esferas pessoal e profissional do indivíduo (<xref ref-type="bibr" rid="B51">Wagner et al., 2015</xref>). De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B6">Bolsoni-Silva (2009</xref>), para um bom desempenho acadêmico e social os indivíduos precisam estar aptos a manter um repertório de comportamentos adequados e funcionais como falar em público, habilidades interpessoais, executar tarefas em grupo, exercer liderança, manifestar a própria opinião e saber ouvir as dos colegas, entre outros.</p>
         <p>Levando-se em consideração que um repertório deficitário de habilidades sociais pode estar fortemente associado à manifestação de sintomas da ansiedade social, é esperado, consequentemente, que o auxílio no desenvolvimento do repertório social venha a amenizar o aparecimento dessa sintomatologia. A partir dos resultados obtidos, sugere-se que para a prevenção ou tratamento do transtorno de ansiedade social seja realizado o Treinamento de Habilidades Sociais voltadas para a competência social com ênfase nas classes de assertividade, cooperação, empatia, afetividade e responsabilidade.</p>
         <sec>
            <title>Potencialidades, Limitações e Direções para Estudos Futuros</title>
            <bold> </bold>
            <p>A presente pesquisa apresentou resultados referentes às classes de habilidades sociais específicas associadas à ansiedade social, podendo contribuir com as práticas de prevenção e intervenção no tratamento de indicadores desse transtorno. Tendo ciência dos prejuízos que a ansiedade social pode acarretar na vida futura dos jovens em vários contextos, como vida pessoal, acadêmica e profissional, sugerem-se que intervenções possam ser realizadas junto aos alunos e às escolas com o intuito de minimizar os eventuais prejuízos funcionais e aumentar os fatores de proteção. Por exemplo, podem ser realizados treinamentos universais que promovam o desenvolvimento das habilidades sociais em escolas regulares, proporcionando práticas de interações sociais positivas entre os alunos (<xref ref-type="bibr" rid="B15">DiPerna et al., 2018</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B16">Elias &amp; Amaral, 2016</xref>).</p>
            <p>Em termos metodológicos, pode-se considerar que a presente pesquisa apresenta um maior rigor em comparação ao outro estudo brasileiro realizado com crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Freitas et al., 2018</xref>), que utilizou um instrumento multidimensional de ansiedade contendo apenas uma subescala de ansiedade social. A utilização de uma escala específica para a avaliação da ansiedade social, bem como a composição de grupos comparativos com e sem indicadores do transtorno a partir de um ponto de corte previamente estabelecido, confere ao presente estudo maior validade interna. Não obstante, apesar de os cuidados metodológicos terem sido preservados durante o estudo, algumas limitações podem ser apontadas. </p>
            <p>Uma limitação se refere à utilização exclusiva de instrumentos de autorrelato para avaliação das habilidades sociais. Em uma pesquisa realizada por <xref ref-type="bibr" rid="B18">Freitas e Del Prette (2010</xref>), em que foi utilizada a mesma escala para avaliação de habilidades sociais em crianças com deficiência intelectual, os autores sugerem que há uma menor confiabilidade na autoavaliação das crianças, em comparação à avaliação de outros informantes. Apesar de a escala para professores do SSRS ter sido utilizada na presente pesquisa de forma concomitante à escala de autoavaliação para crianças, o uso exclusivo de instrumentos de autorrelato de habilidades sociais pode ser apontado como uma possível limitação desse estudo. Outros informantes e procedimentos como o relato de pais, avaliação por pares e observação direta do comportamento também poderiam ter sido considerados.</p>
            <p>Outra limitação do estudo se refere à impossibilidade de se inferir a direção de causalidade entre habilidades sociais e ansiedade social. Por se tratar de uma pesquisa correlacional, não foi identificada a relação de causalidade entre essas duas variáveis. É relevante destacar que a literatura revisada também não apresenta pesquisas que tiveram como objetivo verificar o possível grau de predição das classes de habilidades sociais específicas sobre a ansiedade social (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Nobre &amp; Freitas, 2021</xref>). </p>
            <p>Nesse contexto, sugere-se que novos estudos possam ser realizados com a proposta de identificar quais classes de habilidades sociais podem ser melhores preditoras de ansiedade social na infância e na adolescência, utilizando-se de delineamentos de pesquisa e análises estatísticas mais robustas. Ao ser identificado o grau de predição dessas classes, especialmente em estudos longitudinais englobando diferentes fases do desenvolvimento, a direção de causalidade entre as duas variáveis pode ser melhor compreendida. A partir do aprimoramento do conhecimento da relação de causalidade entre habilidades sociais e ansiedade social poderiam ser aperfeiçoadas as intervenções nessa área, tanto no âmbito da prevenção quanto no tratamento de casos já diagnosticados.</p>
         </sec>
      </sec>
   </body>
   <back>
      <ref-list>
         <title>Referências</title>
         <ref id="B1">
            <mixed-citation>American Psychiatric Association. (2013). <italic>Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5</italic>. American Psychiatric Association.</mixed-citation>
            <element-citation publication-type="book">
               <person-group person-group-type="author">
                  <collab>American Psychiatric Association</collab>
               </person-group>
               <year>2013</year>
               <source>Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5</source>
               <publisher-name>American Psychiatric Association</publisher-name>
            </element-citation>
         </ref>
         <ref id="B2">
            <mixed-citation>Ates, B. (2016). Social phobia as a predictor of social competence perceived by teenagers. <italic>International Education Studies</italic>, 9(4), 77-86. https://doi.org/10.5539/ies.v9n4p77</mixed-citation>
            <element-citation publication-type="journal">
               <person-group person-group-type="author">
                  <name>
                     <surname>Ates</surname>
                     <given-names>B.</given-names>
                  </name>
               </person-group>
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