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            <journal-title>Psicologia em Pesquisa</journal-title>
            <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Psicol. pesq.</abbrev-journal-title>
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         <issn pub-type="epub">1982-1247</issn>
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            <publisher-name>Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora</publisher-name>
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         <article-id pub-id-type="doi">10.34019/1982-1247.2019.v13.26089</article-id>
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               <subject>Articles</subject>
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            <article-title>Escala ENRICH de satisfação conjugal: adaptação e evidências psicométricas iniciais no Brasil</article-title>
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               <trans-title>ENRICH scale for conjugal satisfaction: adaptation and initial psychometric evidence in Brazil</trans-title>
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                  <given-names>Lívia Fraga</given-names>
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                  <sup>1</sup>
               </xref>
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                  <given-names>Alexsandro Luiz De</given-names>
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         <aff id="aff1">
            <label>1</label>
            <institution content-type="original"> Psicóloga graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Mestre em psicologia também pela UFES, tendo desenvolvido pesquisa na temática de relacionamentos amorosos e conflito trabalho-família. Pós-graduada em Gestão de Pessoas e Gestão Empresarial pela Multivix. </institution>
            <institution content-type="normalized">Universidade Federal do Espírito Santo</institution>
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            <label>2</label>
            <institution content-type="original"> Psicólogo graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutor em Psicologia, no campo de Psicometria, Avaliação Psicológica e Relacionamento Interpessoal. Pós-doutorado em Desenvolvimento Profissional e Personalidade pela Hawaii University (EUA). Coordena o Laboratório de Avaliação e Mensuração Psicológica (LABAMP) e o Projeto Educação de Carreira na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Professor-associado do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UFES (mestrado e doutorado em Avaliação Psicológica e Desenvolvimento de Carreira) e do Programa de Mestrado Profissional em Gestão Pública. Pesquisador apoiado pelo Cnpq e Fapes.</institution>
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         <aff id="aff3">
            <label>3</label>
            <institution content-type="original"> Psicólogo graduado pela Universidade Guarulhos (UNG), mestre em Psicologia com ênfase em Avaliação Psicológica pela Universidade São Francisco (USF) e doutorando em Psicologia da Saúde pela Universidade Metodista de São Paulo.</institution>
            <institution content-type="normalized">Universidade Metodista de São Paulo</institution>
            <institution content-type="orgname">Universidade Metodista de São Paulo</institution>
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         <author-notes>
            <corresp id="c1">Informações do Artigo:
Lívia Fraga Ferrão 
<email>liviafferrao@gmail.com</email>
Universidade Federal do Espírito Santo 
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras - Vitória - ES
CEP: 2.9075-910</corresp>
         </author-notes>
         <pub-date pub-type="epub">
            <season>May-Aug</season>
            <year>2019</year>
         </pub-date>
         <volume>13</volume>
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         <fpage>128</fpage>
         <lpage>146</lpage>
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         <abstract>
            <title>Resumo</title>
            <bold> </bold>
            <p>Um relacionamento conjugal satisfatório traz diversos benefícios ao indivíduo, como qualidade de vida e saúde emocional. Este trabalho objetivou adaptar e apresentar evidências de validade de um importante instrumento para avaliação do fenômeno, a escala ENRICH de satisfação conjugal. O estudo apresentou uma amostra de 355 adultos envolvidos em relacionamento conjugal que responderam à versão adaptada para o português da medida. Os resultados a partir de procedimentos fatoriais confirmatórios apontaram uma ferramenta composta por 10 itens com bons indicadores de validade e precisão (coeficientes ômega e alfa de Cronbach de 0,80 e 0,78, respectivamente). Os resultados indicaram ainda a relação negativa entre satisfação conjugal e estresse, bem como a redução da satisfação conjugal em casais com filhos e em coabitação.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>Abstract</title>
            <bold> </bold>
            <p>A satisfying marriage relationship brings a number of benefits to the individual, such as life satisfaction and emotional health. This work aimed to adapt and present evidence of validity of an important instrument for evaluation of the phenomenon, the ENRICH scale of conjugal satisfaction. The study presented a sample of 355 adults involved in a marital relationship, who answered the adapted version of the measure. The results from confirmatory factorial procedures indicated a tool composed of ten items with good indicators of validity and precision (Omega and Cronbach's coefficients of 0.80 and 0.78, respectively). The results also pointed out the negative relationship between marital satisfaction and stress and indicated a reduction in marital satisfaction in couples with children and in cohabitation.</p>
         </trans-abstract>
         <kwd-group xml:lang="pt">
            <title>Palavras-chave:</title>
            <kwd>Evidências de validade</kwd>
            <kwd>Satisfação conjugal</kwd>
            <kwd>Relacionamento amoroso</kwd>
            <kwd>Escalas psicológicas.</kwd>
         </kwd-group>
         <kwd-group xml:lang="en">
            <title>Keywords:</title>
            <kwd>Evidence of validity</kwd>
            <kwd>Marital satisfaction</kwd>
            <kwd>Love relationships</kwd>
            <kwd>Psychological scales.</kwd>
         </kwd-group>
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      </article-meta>
   </front>
   <body>
      <p>Estudos sobre o fenômeno do amor têm sido objetos de grande interesse nas últimas décadas (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cassepp-Borges &amp; De Andrade, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">Hatfield, Bensman, &amp; Rapson, 2012</xref>),, sendo que pesquisadores têm trabalhado no desenvolvimento de modelos que permitam a diferenciação entre as variadas experiências de amor (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Andrade, Garcia, &amp; Cassep-Borges, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">Graham, 2011</xref>). Dentre as possibilidades de estudos sobre o amor, destaca-se a temática dos relacionamentos amorosos e da vida conjugal, a qual tem sido explorada por diferentes áreas do conhecimento, como Psicologia, Ciências Sociais, Antropologia, Saúde Coletiva e Saúde da Família (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Hatfield et al., 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Scorsolini-Comin &amp; Santos, 2012</xref>)). </p>
      <p>A temática de relacionamentos amorosos mostra-se de grande relevância, de modo que a assunção da conjugalidade tem se mostrado “como uma questão de saúde para o casal e também para a família, sendo apontada como fator de proteção para doenças orgânicas e transtornos mentais, além de ser fonte de apoio social para enfrentamento de eventos estressores” (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Scorsolini-Comin &amp; Santos, 2012</xref>, p. 367). A presença de conflitos no relacionamento e o menor suporte social podem modular o funcionamento psicofisiológico do indivíduo, como, por exemplo, afetar a secreção de citocinas pró-inflamatórias tanto direta quanto indiretamente, promovendo depressão, respostas ao estresse emocional e comportamentos prejudiciais à saúde (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Kiecolt-Glaser, Gouin, &amp; Hantsoo, 2010</xref>).</p>
      <p>Além dos impactos que a satisfação no relacionamento oferecem para o casal, observa-se também que o nível de satisfação com o relacionamento conjugal reverbera positiva ou negativamente na saúde mental dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Mosmann, Costa, Silva, &amp; Luz, 2018</xref>), de modo que os conflitos conjugais podem prejudicar o relacionamento entre pais e filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Christopher, Umemura, Mann, Jacobvitz , &amp; Hazen, 2015</xref>) e acarretar prejuízos para o desenvolvimento infantil, podendo influenciar no comportamento dos filhos (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Boas, Dessen, &amp; Melchiori, 2010</xref>). Assim, a adequada gestão dos conflitos conjugais mostra-se importante para o desenvolvimento saudável da prole, visto que a habilidade de resolver conflitos conjugais se reflete no exercício da parentalidade e do gerenciamento dos problemas com as crianças (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Mosmann et al., 2018</xref>). </p>
      <p>Frente à complexidade dos fatores que circunscrevem a conjugalidade, investigar o que está associado ao “ser feliz a dois” torna-se importante (<xref ref-type="bibr" rid="B35">Rosado &amp; Wagner, 2015</xref>). A mensuração da satisfação com o relacionamento amoroso, contudo, é permeada por alguns obstáculos, já que o amor romântico pode apresentar significados diferentes para pessoas diferentes, sendo difícil defini-lo (<xref ref-type="bibr" rid="B40">Shiramizu &amp; Lopes, 2013</xref>).</p>
      <p>A mensuração da satisfação, por sua vez, também é um construto subjetivo, uma vez que é um julgamento cognitivo de um relacionamento amoroso em termos de sua qualidade: bom, ruim, razoável, e assim por diante (<xref ref-type="bibr" rid="B43">Wachelke, Andrade, Cruz, Faggiani &amp; Natividade, 2004</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Wachelke, Andrade, Souza, &amp; Cruz, 2007</xref>). A comparação com outros relacionamentos e com as percepções individuais sobre o que um relacionamento pode oferecer também desempenha um importante papel na satisfação ou na insatisfação com a própria relação (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Andrade, Garcia, &amp; Cano, 2009</xref>).</p>
      <p>Para superar possíveis obstáculos encontrados na mensuração da satisfação conjugal, numerosas escalas foram desenvolvidas, abrangendo diferentes aspectos do relacionamento romântico, a partir da década de 1940 (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Hatfield et al., 2012</xref>). Algumas delas avaliam o relacionamento do casal de modo global, considerando o relacionamento em uma dimensão geral; outras, prezam por realizar uma avaliação de modo específico, explorando aspectos particulares da relação (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andrade &amp; Garcia, 2012</xref>). Exemplos de escalas que visam à avaliação global ou unifatorial com o relacionamento amoroso são: a escala desenvolvida por <xref ref-type="bibr" rid="B36">Rusbult (1983</xref>), a Kansas Marital Satisfaction Scale (<xref ref-type="bibr" rid="B37">Schumm et al., 1986</xref>), e a Relationship Assessment Scale (RelAS), que é uma das principais medidas para avaliar satisfação no relacionamento em nível internacional e se mostrou adequada para mensuração também no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Cassepp-Borges &amp; Pasquali, 2011</xref>).</p>
      <p>Outras escalas se propuseram a realizar avaliações multidimensionais, abrangendo em uma mesma medida diferentes aspectos vinculados ao relacionamento amoroso, como a escala de ajustamento diádico (DAS) (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Hernandez, 2008</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B42">Spanier, 1976</xref>), a escala de satisfação conjugal (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Dela Coleta, 1989</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Hernandez et al., 2017</xref>), e também o Aquarela-R (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andrade &amp; Garcia, 2012</xref>), instrumento original desenvolvido no Brasil, posteriormente adaptado no México, mantendo bons coeficientes de confiabilidade (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Moctezuma, Aragón, Franco, Meraz, &amp; Trujillo, 2015</xref>). </p>
      <p>Nesse ínterim, cabe ressaltar que a maioria das medidas de que dispomos é multidimensional e composta por diversos itens, tornando a aplicação mais extensa e cansativa para os respondentes. Ademais, poucas são as ferramentas construídas com embasamento teórico dentro de uma abordagem diádica e metodológica de levantamento de dados com casais (<xref ref-type="bibr" rid="B14">De Andrade, Cassepp-Borges, Ferrer, &amp; Sanchez-Aragón, 2017</xref>), tampouco exploram determinados aspectos que são de suma importância para a satisfação do casal, como o modo de lidar com as responsabilidades sendo pais; a satisfação na relação com amigos e parentes; a satisfação com o modo como o casal maneja suas atividades de lazer, dentre outros. </p>
      <p>Tendo em vista as limitações encontradas nas escalas disponíveis para pesquisadores no Brasil, este trabalho justifica-se devido à relevância que a escala que se pretende adaptar terá para o cenário de medidas brasileiras na mensuração da satisfação geral com o relacionamento amoroso, bem como seu uso para a compreensão dos fenômenos correlatos à esfera da conjugalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cassepp-Borges &amp; De Andrade, 2013</xref>), da vida familiar (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Scorsolini-Comin &amp; Santos, 2012</xref>) e das interações trabalho-família (<xref ref-type="bibr" rid="B15">De Andrade, Oliveira, &amp; Hatfield, 2017</xref>)).</p>
      <sec>
         <title>Inventário e Escala ENRICH</title>
         <bold> </bold>
         <p>O inventário Evaluating &amp; Nurturing Relationship Issues, Communication, Happiness (ENRICH) foi desenvolvido tanto para utilização clínica por terapeutas de casais quanto para pesquisadores que procuram por uma escala bem consolidada cientificamente (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Fowers &amp; Olson, 1989</xref>). A versão completa da ferramenta é composta por 125 itens e 14 escalas - Distorção Idealista, Satisfação Conjugal, Questões de Personalidade, Comunicação, Resolução de Conflitos, Gestão Financeira, Atividades de Lazer, Relacionamento Sexual, Crianças e Pais, Família e Amigos, Papéis Igualitários, Orientação Religiosa, Coesão Conjugal e Mudança Conjugal. O estudo de validação do instrumento contou com um número significativo de participantes, somando ao todo 7.261 casais que responderam ao inventário ENRICH entre janeiro de 1983 e junho de 1985. </p>
         <p>Devido à extensa quantidade de itens desse inventário, foi criada a escala ENRICH Marital Satisfaction (EMS) de 15 itens (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>), a qual compreende duas subescalas: Distorção Idealista e Satisfação Conjugal. A subescala Distorção Idealista é composta por cinco itens que buscam avaliar a presença de idealizações e descrições irrealisticamente positivas do casamento. Já a subescala Satisfação Conjugal é composta por dez itens, os quais avaliam a qualidade de diferentes domínios presentes no relacionamento conjugal, a saber: Questões de Personalidade, Comunicação, Resolução de Conflitos, Gestão Financeira, Atividades de Lazer, Relacionamento Sexual, Crianças e Pais, Família e Amigos, Papéis Igualitários e Orientação Religiosa (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>).</p>
         <p>A escala EMS foi avaliada quanto à sua consistência interna e à sua confiabilidade, apresentando alfa de Cronbach α = 0,86 (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>). São encontradas versões modificadas e adaptadas da ENRICH em idiomas além do inglês, como, por exemplo, nas versões desenvolvidas em Portugal (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Marques, 2001</xref>) e na China (<xref ref-type="bibr" rid="B39">Shen, 2001</xref>). Até o momento da realização desta pesquisa não foram encontrados estudos de adaptação para a língua portuguesa em amostras de brasileiros da versão completa ou reduzida da medida. </p>
         <p>Considerando a relevância da escala mencionada e ressaltando os fatos de: a) ser uma escala capaz de avaliar diferentes domínios concernentes ao relacionamento amoroso sem, contudo, mostrar-se demasiadamente extensa ou cansativa para o respondente; e b) ter sido projetada a partir de uma concepção diádica, o objetivo deste estudo reside em adaptar a dimensão de satisfação conjugal da escala EMS (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>). Para isso, o presente estudo pretende verificar a estrutura fatorial da medida de satisfação conjugal em português, sua consistência interna e sua relação com outros construtos correlatos à esfera dos relacionamentos amorosos.</p>
      </sec>
      <sec>
         <title>Método</title>
         <sec>
            <title>Participantes</title>
            <bold> </bold>
            <p>O presente estudo foi conduzido com uma amostra de 355 participantes, dos quais 232 declararam ser do sexo feminino (65,4%) e 123 do sexo masculino (34,6%). A média de idade dos participantes foi de 33 anos (DP = 9,25 anos). Quanto à escolaridade, 311 participantes declararam ter ensino superior (87,6%); 38 (10,7%) relataram ter ensino médio; e apenas 6 (1,7%) nível fundamental. Quanto à coabitação, 238 (67%) coabitavam com o(a) parceiro(a). A maioria dos respondentes afirmou não ter filhos (208 participantes; 58,6%). No que diz respeito ao vínculo de relacionamento atual, 171 (48,2%) responderam ser casados; 115 (32,4%) declararam estar namorando; 60 (16,9%) afirmaram ter uma união estável; e nove (2,5%) respondentes relataram outros vínculos ou não responderam à questão, os quais foram excluídos das análises sequenciais do estudo. </p>
            <sec>
               <title>Procedimentos de Adaptação do Instrumento</title>
               <bold> </bold>
               <p>A versão reduzida do inventário ENRICH tem duas dimensões independentes, as quais se referem respectivamente à distorção idealista e à satisfação conjugal (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>). No presente artigo decidiu-se pela adaptação exclusiva da dimensão de satisfação, motivada pela busca de um instrumento breve, bem como a falta de achados e evidências empíricas da replicabilidade da distorção idealista em outros estudos.</p>
               <p>Para a adaptação e o levantamento de evidências de validade da escala ENRICH de satisfação conjugal seguiu-se um processo metodológico dividido em cinco etapas, seguindo as orientações mistas fornecidas por <xref ref-type="bibr" rid="B10">Cassep-Borges, Balbinotti e Teodoro (2010)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B5">Borsa, Damásio e Bandeira (2012</xref>). A primeira etapa consistiu na versão para a língua portuguesa dos dez itens da dimensão de satisfação conjugal da escala e das chaves de respostas, originalmente em inglês (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>). A seguir, foi realizada uma verificação dos itens com uma consulta a participantes com perfil da população alvo, a fim de avaliar se estavam claros e coesos ou se deveriam ser reformulados para melhor adaptação ao público brasileiro. Após essa revisão, os itens foram retraduzidos para o inglês e sequencialmente julgados por dois tradutores quanto a sua correspondência entre os da versão original e da versão retraduzida.</p>
               <p>Havendo concordância preliminar do instrumento, uma versão prototípica da escala foi testada em uma amostra piloto com a finalidade de avaliar a clareza das instruções para realizar o preenchimento dos itens e verificar sua adequação semântica e sintática. Finalizada essa etapa, o instrumento foi aplicado em participantes envolvidos em relacionamentos românticos.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Instrumentos Utilizados</title>
               <bold> </bold>
               <p>Os participantes responderam a um questionário contendo as seguintes seções: </p>
               <p>
                  <italic>a) Questionário Sociodemográfico</italic>: esse instrumento teve como objetivo levantar o perfil do participante, sendo composto por perguntas sobre escolaridade, idade, vínculo de relacionamento atual, filhos, dentre outros. </p>
               <p>
                  <italic>b) Escala de Satisfação Geral com o Relacionamento Amoroso </italic>(<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andrade &amp; Garcia, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B37">Schumm et al., 1986</xref>): escala composta por três itens, com alta confiabilidade (α = 0,90), que buscam uma avaliação geral do relacionamento (por exemplo: “Estou satisfeito com meu relacionamento”). O instrumento foi respondido em escala <italic>Likert </italic>de cinco pontos, variando de “Discordo Fortemente” a “Concordo Fortemente”.</p>
               <p>
                  <italic>c) Escala de Estresse Percebido </italic>(<xref ref-type="bibr" rid="B29">Luft, Sanches, Mazo, &amp; Andrade, 2007</xref>): escala com consistência interna α = 0,82 e composta por um total de 14 itens (por exemplo: “Você tem se sentido nervoso e ‘estressado’?”) a serem assinalados conforme escala <italic>Likert</italic> de cinco pontos, variando de “Discordo Fortemente” a “Concordo Fortemente”. </p>
               <p>
                  <italic>d) Escala ENRICH de Satisfação Conjugal </italic>(<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>): instrumento composto por dez itens que se destinam a realizar uma avaliação da satisfação geral com o relacionamento, adaptada para o idioma português (por exemplo: “Eu e meu (minha) parceiro(a) nos entendemos bem”). O instrumento é respondido por escala <italic>Likert </italic>de cinco pontos, variando de “Discordo Fortemente” a “Concordo Fortemente”. O índice de confiabilidade da escala original foi α = 0,86. </p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Procedimentos Éticos</title>
               <bold> </bold>
               <p>Antes de iniciar a etapa de coleta de dados, a pesquisa foi avaliada e aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), conforme <xref ref-type="bibr" rid="B6">Resolução n<sup>o</sup> 466/2012</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B7">Resolução n<sup>o</sup> 510/2016</xref> do Conselho Nacional de Saúde. Todos os participantes da presente pesquisa leram e concordaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) que lhes foi apresentado.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Procedimentos de Coleta e Análise dos Dados</title>
               <bold> </bold>
               <p>A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de questionário on-line, pela plataforma Google Forms, e através de questionário impresso entregue diretamente ao participante. Os convites para participação na pesquisa foram realizados pessoalmente ou por mensagens enviadas por e-mail ou redes sociais a indivíduos que atendessem aos critérios de inclusão da amostra, de modo que após breve descrição dos objetivos do estudo, foi entregue o questionário impresso ou enviado o link para acesso on-line, conforme fosse mais acessível e viável para o participante. </p>
               <p>Após a coleta de dados, foram inicialmente avaliados e tratados os dados omissos dos participantes pelo método <italic>linear trend at point</italic>, e sequencialmente verificada a equivalência entre as formas de aplicação on-line e manual por meio do Funcionamento Diferencial dos Itens (<italic>Differential Item</italic> Functioning - <italic>DIF</italic>), a partir do software <italic>Winsteps</italic>. Procedeu-se, então, com a análise da estrutura fatorial e da consistência interna da escala, buscando evidenciar sua validade e sua confiabilidade quando utilizada em estudos no Brasil (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Borsa et al., 2012</xref>). Os dados foram analisados com auxílio dos pacotes estatísticos Rstudio, do programa R. Para levantamentos de indicadores concernentes ao construto, utilizou-se procedimento de análise fatorial confirmatória (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Byrne, 2010</xref>), com matriz de correlações policóricas, Weighted Least Squares Mean and Variance-Adjusted (WLSMV), sendo avaliada adicionalmente a invariância do modelo resultante segundo o sexo do respondente (homens e mulheres). Utilizaram-se os seguintes indicadores de ajuste: chi-quadrado ponderado (razão do chi-quadrado por graus de liberdade, χ2/gl) menor que 3; Comparative Fit Index (CFI); Incremental Fit Index (IFI); e Standardized Root Mean Square Residual (SRMR), sendo que com índices menores que 0,10 (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Hair, Black, Babin, Anderson, &amp; Tatham, 2009</xref>). Para cálculo da precisão das subescalas resultantes, recorreu-se à análise dos índices de confiabilidade (coeficiente alfa de Cronbach e ômega). </p>
            </sec>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="results">
         <title>Resultados</title>
         <bold> </bold>
         <p>A <xref ref-type="table" rid="t1">Tabela 1</xref> apresenta os itens originais (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>) e sua versão final adaptada ao português do Brasil. </p>
         <p>
            <table-wrap id="t1">
               <label>Tabela 1</label>
               <caption>
                  <title>Adaptação semântica dos itens da escala ENRICH de satisfação conjugal</title>
               </caption>
               <table>
                  <colgroup/>
                  <thead>
                     <tr>
                        <td align="center">Versão original</td>
                     </tr>
                     <td align="center">Versão adaptada</td>
 
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td align="center">1. I am not pleased with the personality characteristics and personal habits of my partner.</td>
                        <td align="center">1. Não estou satisfeito(a) com as características de personalidade e os hábitos pessoais do meu (da minha) parceiro(a).</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">2. I am very happy with how we handle role responsibilities in our marriage.</td>
                        <td align="center">2. Estou satisfeito(a) com o modo como lidamos com as responsabilidades em nosso relacionamento.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">3. I am not happy about our communication and feel my partner does not understand me.</td>
                        <td align="center">3. Não estou satisfeito(a) com nossa comunicação e sinto que meu (minha) parceiro(a) não me compreende.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">4. I am very happy about how we make decisions and resolve conflicts.</td>
                        <td align="center">4. Estou satisfeito(a) com o modo como tomamos decisões e resolvemos conflitos.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">5. I am unhappy about our financial position and the way we make financial decisions.</td>
                        <td align="center">5. Não estou satisfeito(a) com nossa situação financeira e com o modo como tomamos decisões financeiras.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">6. I am very happy with how we manage our leisure activities and the time we spend together.</td>
                        <td align="center">6. Estou satisfeito(a) com o modo como manejamos nossas atividades de lazer e com o tempo que passamos juntos.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">7. I am very pleased about how we express affection and relate sexually.</td>
                        <td align="center">7. Estou satisfeito(a) com o modo como expressamos nosso afeto e nos relacionamos sexualmente.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">8. I am not satisfied with the way we each handle our responsibilities as parents.</td>
                        <td align="center">8. Não estou satisfeito(a) com a maneira como cada um de nós lida com as responsabilidades como pais (caso não tenha filhos, deixe este item em branco).</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">9. I am dissatisfied about our relationship with my parents, in-laws, and/or friends.</td>
                        <td align="center">9. Estou insatisfeito(a) com nosso relacionamento com meus parentes, sogros e/ou amigos.</td>
 
                     </tr>
                     <tr>
                        <td align="center">10. I feel very good about how we each practice our religious beliefs and values.</td>
                        <td align="center">10. Sinto-me satisfeito(a) com o modo como praticamos nossas crenças religiosas e nossos valores.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
               <table-wrap-foot>
                  <fn id="TFN1">
                     <p>Fonte: Elaborado pelos autores com base em <xref ref-type="bibr" rid="B20">Fowers and Olson, 1993</xref>.</p>
                  </fn>
               </table-wrap-foot>
            </table-wrap>
         </p>
         <sec>
            <title>Funcionamento Diferencial dos Itens (DIF)</title>
            <bold> </bold>
            <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B33">Nunes e Primi (2010</xref>, p. 121), “um estudo DIF procura verificar se pessoas com o mesmo nível de habilidade, mas de grupos distintos, têm probabilidades de acerto diferentes ao item. Se essas pessoas têm a mesma habilidade, não importa que grupo façam parte, deveriam ter a mesma chance de acertar o item”. Quando há variância dos parâmetros dos itens entre os subgrupos de uma mesma população, há a presença de Funcionamento Diferencial dos Itens (DIF), e o item com viés é aquele no qual há probabilidade de êxito distinto em função desses grupos (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Sisto, 2006</xref>). Apesar de comumente os estudos de DIF serem feitos tendo por base um grupo referência e um grupo focal, como, por exemplo, homens e mulheres, no presente estudo o que se buscou foi verificar se poderia existir DIF em função da forma de aplicação dos instrumentos, ou seja, se haveria diferença nos parâmetros dos itens considerando os resultados daqueles que responderam ao teste on-line ou impresso.</p>
            <p>Uma vez que a ENRICH foi aplicada em formato on-line e impresso (preenchimento manual), foi realizado um estudo de DIF para confirmar a equivalência entre as duas formas de aplicação. Para isso, foi necessário o atendimento a duas condições: que as médias, as variâncias e a forma de distribuição das pontuações fossem aproximadamente iguais e que a ordem das pontuações dos sujeitos fosse próxima em ambas as versões (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Prieto, 2010</xref>). A amostra deste estudo foi a mesma já citada anteriormente e o software utilizado para os cálculos foi o <italic>Winsteps</italic>. Na <xref ref-type="table" rid="t2">Tabela 2</xref> é possível identificar os valores encontrados.</p>
            <p>
               <table-wrap id="t2">
                  <label>Tabela 2</label>
                  <caption>
                     <title>Análise do DIF em função da forma de aplicação - on-line ou manual</title>
                  </caption>
                  <table>
                     <colgroup/>
                     <thead>
                        <tr>
                           <td align="center">Item</td>
                           <td align="center">DIF on-line</td>
                           <td align="center">DIF manual</td>
                           <td align="center">Contraste</td>
                           <td align="center">
                              <italic>t</italic>
                           </td>
                        </tr>
 
                     </thead>
                     <tbody>
                        <tr>
                           <td align="center">1</td>
                           <td align="center">0,70</td>
                           <td align="center">0,63</td>
                           <td align="center">0,08</td>
                           <td align="center">0,83</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">2</td>
                           <td align="center">0,58</td>
                           <td align="center">0,52</td>
                           <td align="center">0,06</td>
                           <td align="center">0,66</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">3</td>
                           <td align="center">0,70</td>
                           <td align="center">0,63</td>
                           <td align="center">0,08</td>
                           <td align="center">0,83</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">4</td>
                           <td align="center">-0,87</td>
                           <td align="center">-0,97</td>
                           <td align="center">0,10</td>
                           <td align="center">0,79</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">5</td>
                           <td align="center">-0,81</td>
                           <td align="center">-0,91</td>
                           <td align="center">0,10</td>
                           <td align="center">0,81</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">6</td>
                           <td align="center">0,49</td>
                           <td align="center">0,70</td>
                           <td align="center">-0,21</td>
                           <td align="center">-2,22</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">7</td>
                           <td align="center">0,61</td>
                           <td align="center">0,81</td>
                           <td align="center">-0,20</td>
                           <td align="center">-2,11</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">8</td>
                           <td align="center">-0,55</td>
                           <td align="center">-0,62</td>
                           <td align="center">0,07</td>
                           <td align="center">0,65</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">9</td>
                           <td align="center">-0,48</td>
                           <td align="center">-0,55</td>
                           <td align="center">0,07</td>
                           <td align="center">0,68</td>
 
                        </tr>
                        <tr>
                           <td align="center">10</td>
                           <td align="center">0,36</td>
                           <td align="center">0,36</td>
                           <td align="center">0,00</td>
                           <td align="center">0,00</td>
                        </tr>
                     </tbody>
                  </table>
                  <table-wrap-foot>
                     <fn id="TFN2">
                        <p>Fonte: Elaborado pelos autores.</p>
                     </fn>
                  </table-wrap-foot>
               </table-wrap>
            </p>
            <p> 
               <xref ref-type="bibr" rid="B17">Draba (1977)</xref> considera a existência de DIF quando o contraste é superior a 0,5 e o valor de <italic>t</italic> superior a 2,4. Em relação aos 10 itens do teste, verificou-se que apenas os itens 4 e 5 preenchem tais requisitos no que tange ao contraste, porém nenhum dos demais itens, inclusive estes, atendem ao critério no que diz respeito ao teste <italic>t</italic>. Dessa maneira, possíveis diferenças entre as distintas formas de aplicação - on-line ou impresso - devem-se ao acaso e não favorecem ou prejudicam as pessoas que respondem à escala, independentemente da maneira como a realizem. Em outras palavras, há equivalência entre as aplicações on-line ou impressa, o que permite que a escala seja empregada de ambas as formas sem prejuízo aos avaliados.</p>
            <sec>
               <title>Evidências Psicométricas</title>
               <bold> </bold>
               <p>Prosseguindo a análise de dados com objetivo de levantar evidências de validade psicométrica relacionadas ao construto, realizou-se o procedimento de análise fatorial (confirmatória). A adequação dos dados para o referido procedimento foi apontada pelo Kaiser-Meyer-Olkim (KMO), que teve valor de 0,88 e o teste de esfericidade de Bartlett significativo (<italic>p </italic>&lt; 0,001%). A natureza dimensional da Escala ENRICH foi avaliada pelo critério da análise paralela (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Lloret-Segura, Ferreres-Traver, Hernández-Baeza, &amp; Tomás-Marco, 2014</xref>), o qual apontou para solução da matriz real os valores de variância do primeiro fator de 72% e no segundo de 10%; e nos autovalores da matriz randomizada, um primeiro fator explicando 28,7% e um segundo com 24,0%. A <xref ref-type="table" rid="t3">Tabela 3</xref> apresenta estatísticas descritivas e correlações entre os itens da medida.</p>
               <p>
                  <table-wrap id="t3">
                     <label>Tabela 3</label>
                     <caption>
                        <title>Aspectos descritivos e correlações dos itens da escala de satisfação conjugal</title>
                     </caption>
                     <table>
                        <colgroup>
                           <col/>
                           <col/>
                           <col/>
                           <col span="4"/>
                        </colgroup>
                        <tbody>
                           <tr>
                              <td align="center">I.</td>
                              <td align="center">M(D)</td>
                              <td align="center">M(D)</td>
                              <td align="center" rowspan="2" colspan="4">Correlações entre itens
 
 
 </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center"> </td>
                              <td align="center">H</td>
                              <td align="center">M</td>
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">1</td>
                              <td align="center">4,33 </td>
                              <td align="center">4,35 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center"> </td>
                              <td align="center">(0,72)</td>
                              <td align="center">(0,84)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">2</td>
                              <td align="center">3,86 </td>
                              <td align="center">3,59 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,38**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center"> </td>
                              <td align="center">(1,15)</td>
                              <td align="center">(1,22)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">4,40 </td>
                              <td align="center">4,17 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,57**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,37**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">3</td>
                              <td align="center">(0,90)</td>
                              <td align="center">(1,06)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">4,04 </td>
                              <td align="center">3,86 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,49**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,30**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,34**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">4</td>
                              <td align="center">(0,92)</td>
                              <td align="center">(1,02)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">3,89 </td>
                              <td align="center">3,67 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,52**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,43**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,40**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,32**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">5</td>
                              <td align="center">(1,29)</td>
                              <td align="center">(1,38)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">4,28 </td>
                              <td align="center">4,11 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,62**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,38**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,64**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,49**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,45**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">6</td>
                              <td align="center">(0,91)</td>
                              <td align="center">(0,95)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">4,07 </td>
                              <td align="center">3,92 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,55**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,36**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,59**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,38**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,53**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,66**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
                              <td align="center" rowspan="2"> </td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">7</td>
                              <td align="center">(1,03)</td>
                              <td align="center">(1,23)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">3,37 </td>
                              <td align="center">3,47 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,23**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,26**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,26**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,21**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,31**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,29**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,31**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">1</td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">8</td>
                              <td align="center">(1,34)</td>
                              <td align="center">(1,43)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="left"> </td>
                              <td align="center">3,50 </td>
                              <td align="center">3,21 </td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,40**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,41**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,42**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,34**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,50**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,48**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,44**</td>
                              <td align="center" rowspan="2">0,31**</td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">9</td>
                              <td align="center">(1,31)</td>
                              <td align="center">(1,36)</td>
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">1</td>
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                              <td align="center">0,31**</td>
                              <td align="center">0,30**</td>
                              <td align="center">0,32**</td>
                              <td align="center">0,43**</td>
                              <td align="center">0,38**</td>
                              <td align="center">0,14**</td>
 
                           </tr>
                           <tr>
                              <td align="center">0</td>
                              <td align="center">(1,21)</td>
                              <td align="center">(1,29)</td>
                           </tr>
                        </tbody>
                     </table>
                     <table-wrap-foot>
                        <fn id="TFN1">
                           <p>Observação: I (Item); M (Média); DP (Desvio Padrão); H (Homens); M (Mulheres). Fonte: Elaborado pelos autores. </p>
                        </fn>
                     </table-wrap-foot>
                  </table-wrap>
               </p>
               <p>Com base na sugestão unifatorial, procedeu-se a uma análise fatorial confirmatória a partir da matriz de correlações policóricas, tomando como base o modelo original estrutural da medida adaptada para o português brasileiro. O modelo resultante apresentou bons índices de ajuste, sendo os indicadores: x<sup>2</sup>/df = 2,46; CFI = 0,931; IFI= 0,933; SRMR = 0,064 (0,047 - 0,082), significativos para p &lt; 0,001. Na comparação estrutural dos modelos segundo o sexo dos participantes, verificou-se a invariância estrutural da medida entre homens (x<sup>2</sup>/df = 1,24; CFI = 0,96; IFI = 0,96; SRMR = 0,45 [0,045 - 0,083]) e mulheres (x<sup>2</sup>/df = 2,42; CFI = 0,901; IFI= 0,905; SRMR = 0,078 [0,057 - 0,115, para p &lt; 0,001]). Os indicadores de precisão, a partir dos coeficientes de confiabilidade ômega e alfa de Cronbach, foram 0,80 e 0,78 respectivamente, apontando boa evidência de precisão do instrumento.</p>
            </sec>
            <sec>
               <title>Evidências Convergentes e Discriminantes</title>
               <bold> </bold>
               <p>Na etapa de validade convergente, a evidência de alta correlação entre um novo teste e um teste similar já existente e validado, indica que o novo instrumento mede aproximadamente o mesmo traço de comportamento que o teste antigo mensurava (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Cunha, 2000</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Farsen et al., 2017</xref>). Já na etapa de validade discriminante, são utilizados constructos opostos ou pouco relacionados ao constructo a ser medido, esperando-se correlações nulas ou não significativas entre eles (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Farsen et al., 2017</xref>). Considerando essas exigências, a etapa seguinte consistiu na realização da correlação <italic>r </italic>de Pearson entre a escala ENRICH de satisfação conjugal adaptada neste estudo com a versão em português da escala de satisfação geral (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andrade &amp; Garcia, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B44">Wachelke et al., 2007</xref>) e a escala de nível de estresse percebido (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Luft et al., 2007</xref>). </p>
               <p>A relação entre as duas medidas de satisfação foi elevada, obtendo coeficiente de correlação igual a 0,79 (p &lt; 0,0001). Conforme resultados obtidos, nota-se a forte convergência do construto de satisfação conjugal da escala ENRICH com um construto paralelo da medida de avaliação da satisfação geral com o relacionamento (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andrade &amp; Garcia, 2012</xref>). Na sequência, analisou-se a correlação da escala ENRICH com a medida de estresse percebido, observando-se uma correlação negativa de 0,45. Tais resultados sinalizam evidências de validade convergente entre satisfação com o relacionamento conjugal e divergência com estresse percebido, visto que as dimensões de satisfação obtidas através da escala ENRICH se relacionaram negativamente com aspectos de estresse. </p>
            </sec>
         </sec>
      </sec>
      <sec sec-type="discussion">
         <title>Discussão</title>
         <bold> </bold>
         <p>O objetivo deste estudo foi adaptar e levantar evidências iniciais de validade da escala ENRICH de satisfação conjugal desenvolvida por <xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers e Olson (1993</xref>) para sua utilização na população brasileira. As análises realizadas indicaram que a escala adaptada apresenta adequadas evidências de validade, tanto nos aspectos de estrutura, como na capacidade discriminante, havendo também estimativas favoráveis de confiabilidade e precisão. Indicadores que, no geral, favorecem o uso da medida para futuras pesquisas no Brasil.</p>
         <p>Ainda que outras medidas de avaliação dos relacionamentos amorosos apresentem bons indicadores de validade e precisão (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Andrade &amp; Garcia, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B26">Hernandez et al., 2017</xref>), poucas delas exploram importantes áreas de influência na satisfação com o relacionamento, como, por exemplo, satisfação com o modo de tomada de decisões do casal; satisfação com a maneira com que cada um lida com suas responsabilidades como pais; ou satisfação com o relacionamento mantido com parentes, sogros e/ou amigos. A versão adaptada da escala de satisfação ENRICH mostra-se, portanto, como importante instrumento para investigação de fenômenos correlatos à esfera dos relacionamentos amorosos, aos aspectos da dinâmica familiar (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Scorsolini-Comin &amp; Santos, 2012</xref>) e aos domínios da interação trabalho-família (<xref ref-type="bibr" rid="B15">De Andrade et al., 2017</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">Fellows, Chiu, Hill, &amp; Hawkins, 2016</xref>).</p>
         <p>Observa-se que a escala ENRICH apresenta diferenciais em relação às demais escalas disponíveis pelo fato de poder ser utilizada tanto em investigações que considerem o indivíduo como unidade de análise quanto em investigações que optem pela análise diádica dos dados. Outra vantagem observada é o fato de ser uma medida breve e de rápida aplicação ao mesmo tempo que é abrangente e bastante completa para mensurar a satisfação com o relacionamento conjugal, uma vez que avalia a satisfação de 10 diferentes áreas presentes no relacionamento: satisfação com questões de personalidade, comunicação, resolução de conflitos, gestão financeira, manejo de atividades de lazer, relacionamento sexual, responsabilidades parentais, relacionamento com família/amigos, papéis igualitários e orientação religiosa (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>). </p>
         <p>Importante destacar que a versão inicialmente adaptada para o Brasil neste estudo considera apenas a dimensão positiva do construto, relacionada à satisfação com o relacionamento, desconsiderando a dimensão de distorção idealista (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>). Apesar de a original operacionalizar uma composição com dois fatores para avaliação geral do construto, esta versão em português viabiliza seu uso para pesquisadores e interessados na investigação do construto, tanto por se aproximar de outras ferramentas já adaptadas que avaliam o relacionamento a partir de seus aspectos positivos (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Cassepp-Borges &amp; De Andrade, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">Cassepp-Borges &amp; Pasquali, 2011</xref>), como avançando para avaliação de outros comportamentos pertinentes à esfera da conjugalidade, relacionados a dimensões da interação cotidiana com amigos, familiares e envolvimento em atividades domésticas.</p>
         <p>Como limitação encontrada neste estudo aponta-se a pouca representatividade amostral de participantes, provenientes em sua maioria da região sudeste do Brasil, de modo que, considerando a grande diversidade cultural do país, sugere-se, para estudos futuros, a ampliação da amostra populacional a fim de elevar a representatividade de outros estados. Apesar dessa limitação, considera-se apropriada a utilização da medida para investigação do construto satisfação conjugal no Brasil, seja para fins de investigação científica ou para uso no contexto da psicologia clínica, bem como também sugerido pelos autores da escala original (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Fowers &amp; Olson, 1993</xref>).</p>
         <p>Conclui-se que, ao apresentar este novo instrumento com adequadas propriedades psicométricas ao contexto de pesquisas sobre relacionamentos românticos no Brasil, o objetivo deste estudo considera-se alcançado. Ressaltamos, porém, que estas descobertas ainda são iniciais, e sugerimos a ampliação dessa investigação em pesquisas futuras através da realização de outras relações convergentes e divergentes da medida com diferentes construtos de relacionamentos amorosos.</p>
      </sec>
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