Libertas
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<p align="justify">A revista<strong> Libertas</strong>, criada em 2001, é uma publicação semestral da Faculdade de Serviço Social e do Programa de Pós Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora. Seu objetivo é estimular o intercâmbio da produção intelectual, de conteúdo crítico, produzida a partir de pesquisas empíricas e teóricas, no âmbito brasileiro e internacional, sobre temas atuais e relevantes da área do Serviço Social e das Ciências Sociais e Humanas, com as quais mantém interlocução.</p> <p align="justify">Qualis A2.</p>Universidade Federal de Juiz de Forapt-BRLibertas1518-9325<p> </p> <p>O(s) autor(es) esta(ão) de acordo que o conteúdo do trabalho aprovado para publicação na Revista Libertas são de responsabilidade exclusiva do(s) mesmo(s) e que o uso de qualquer marca registrada ou direito autoral no artigo foi creditado ao(s) autor(es) ou a permissão para uso do nome.</p> <p>O(s) autor(es) tem (têm) ciência de que a revista se reserva o direito de efetuar alterações nos originais apenas de ordem normativa, ortográfica e gramatical com vistas a manter o padrão da língua e a padronização de layout, respeitando, contudo, o estilo dos autores. A aprovação final pelo(s) autor(es) fica condicionada ao aceite dos termos desta declaração e validação da versão final do artigo.</p> <p>Os Direitos Autorais para artigos publicados neste periódico são do autor, com direitos de primeira publicação para a Revista. Em virtude de aparecerem nesta Revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais, de exercício profissional e para gestão pública.</p>Capa e contracapa Libertas 26-1
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<p>-</p>Luciano Cardoso de Souza
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2026-07-032026-07-03261“Libertas é um chamado, uma evocação”
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Bruno BruziguessiAlexandra Aparecida Leite Toffanetto Seabra EirasLuciano Cardoso de SouzaJoseane Barbosa de LimaMaria Lúcia Duriguetto
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2026-07-032026-07-03261IXXVIII10.34019/1980-8518.2026.v26.53558História e memória da Renovação Crítica do Serviço Social brasileiro e latino-americano: entrevista com Leila Lima Santos
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<p>Apresentamos a entrevista realizada com Leila Lima Santos em 2023, no âmbito de pesquisas acadêmicas sobre a Renovação crítica do Serviço Social ocorrida no período de 1964 a 1985. Destaca-se o Projeto da Escola de Belo Horizonte, as articulações latino-americanas, as conexões da experiência mineira com a experiência nacional e as influências teóricas e políticas que sustentaram a construção do posicionamento crítico nos marcos iniciais da renovação profissional no Brasil.</p>Leila Lima Santos Carina Berta MoljoDaniela Leonel de Paula Mendes
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2026-07-032026-07-0326147649910.34019/1980-8518.2026.v26.53221Expediente e sumário
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Revista Libertas
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2026-07-032026-07-03261IVIIILibertas, 25 anos! Avanços, desafios e perspectivas
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<p><span style="font-weight: 400;">No contexto da comemoração de seus 25 anos de existência, celebrados em 2026, propusemo-nos a realizar um balanço qualitativo dessa trajetória, bem como a refletir sobre as perspectivas que se delineiam para o futuro da revista. </span><span style="font-weight: 400;">Nessa direção, o presente artigo propõe um registro analítico da trajetória da revista Libertas nos últimos anos, destacando seus principais avanços, os desafios enfrentados em seu processo de consolidação e as perspectivas que se colocam para o futuro. Além disso, apresentamos uma análise referente ao período de 2020 a 2025, a partir da organização de dados extraídos do sistema OJS. Para tanto, o texto organiza-se em torno da exposição e análise do percurso histórico-editorial, de indicadores recentes de desempenho e visibilidade, bem como da problematização dos desafios contemporâneos que incidem sobre a produção e a difusão do conhecimento acadêmico-científico.</span></p>Alexandra Aparecida Leite Toffanetto Seabra EirasBruno BruziguessiLuciano Cardoso de Souza
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2026-07-032026-07-0326112510.34019/1980-8518.2026.v26.5345025 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem como objetivo contribuir com o resgate </span><span style="font-weight: 400;">da memória</span><span style="font-weight: 400;"> e o registro do processo de criação da revista Libertas, da Universidade Federal de Juiz de Fora, apresentando o primeiro número impresso (jan/jun 2001), tecendo observações sobre os números posteriores e destacando a edição especial online de 2007, a partir dos editoriais e dos artigos publicados.</span></p>Mônica Aparecida GrossiAuta Iselina Stephan de SouzaSandra Hallack Arbex
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2026-07-032026-07-03261263910.34019/1980-8518.2026.v26.53496Depoimento
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<p>Neste depoimento, a professora Carina Berta Moljo relembra momentos de sua longa trajetória de colaboração junto à Libertas. A autora resgata, a partir de suas memórias, o processo que levou à consolidação da revista, destacando os desafios enfrentados para garantir sua continuidade, qualificação acadêmica e adequação às transformações tecnológicas e às exigências dos sistemas de avaliação científica.</p>Carina Berta Moljo
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2026-07-032026-07-03261404510.34019/1980-8518.2026.v26.53535Assistência social e bancarização: reflexões a partir da execução dos programas socioassistenciais pelo Banco de Brasília no Distrito Federal
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<p>O artigo analisa a mercantilização da política social no contexto da hegemonia do capital financeiro, destacando o avanço da financeirização e a crescente participação de instituições bancárias na execução de políticas públicas. Tem por base em dados colhidos em pesquisa documental nos contratos firmados entre a Secretaria de Desenvolvimento Social – SEDES e o Banco de Brasília - BRB, entre os anos de 2020 a 2026 para operacionalizar programas sociais do Distrito Federal. Os dados foram analisados mediante metodologias críticas sobre o financiamento das políticas sociais. Conclui-se que a intermediação bancária introduz uma racionalidade algorítmica que subordina a política social à lógica do mercado, transformando direitos em ativos mercantis e informacionais.</p>Liliam dos Reis Souza SantosAna Carolina Nunes Renault Monteiro
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2026-07-032026-07-03261466110.34019/1980-8518.2026.v26.52214Rualização em debate: vozes resistentes aos desafios da vida na rua e para além dela
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<p>O artigo responde à seguinte questão norteadora: quais são as propostas dos sujeitos em situação de rua entrevistados acerca do rompimento com o processo de rualização? Objetiva apresentar a voz de sujeitos em situação de rua a respeito do que pode ser feito no sentido de mitigar essa multifacetada expressão da questão social. Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e de campo. Como resultado, aponta-se a necessidade do fim do recolhimento compulsório de pertences pessoais; a inserção de pessoas que vivenciaram a rualização nos serviços socioassistenciais voltados para esse público; o aumento no número de vagas nos serviços de acolhimento institucional e a oferta de moradias e trabalho.</p> <p> </p>Verônica Martins Tiengo
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2026-07-032026-07-03261628510.34019/1980-8518.2026.v26.49889Estrutura patriarcal e institucionalização de crianças e adolescentes
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<p><span style="font-weight: 400;">O artigo analisa como a estrutura patriarcal, articulada a políticas familistas, potencializa a responsabilização das genitoras pelo “fracasso” na tarefa do cuidado, acarretando a institucionalização de crianças e adolescentes. A pesquisa tem uma abordagem qualitativa, exploratória e bibliográfica com realização de entrevistas semiestruturadas junto a psicólogos e assistentes sociais que atuam nas unidades de acolhimento institucional estatal dos municípios mineiros de Ponte Nova, Manhuaçu, Muriaé e Ubá. Os dados submetidos à análise de conteúdo por meio do software Iramuteq evidenciam que, apesar de avanços legislativos, o patriarcado reverbera fortemente na institucionalização de crianças e adolescentes, refletindo na dinâmica das instituições e nos acompanhamentos familiares durante o período do abrigamento.</span></p>Larissa de Souza Alves MapaRita de Cássia Pereira Farias
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2026-07-032026-07-032618610910.34019/1980-8518.2026.v26.47415Cuidado e conflitos pós-divórcio: contradições da política social brasileira
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<p>O artigo analisa os conflitos familiares no pós-divórcio no Brasil, articulando a Teoria Marxista da Dependência aos estudos de gênero e do cuidado. Com abordagem qualitativa e revisão bibliográfica interdisciplinar, examina conflitos em contextos com e sem estratégias de resolução, como oficinas de parentalidade e coordenação parental. Constata-se que, sem políticas públicas estruturadas, os conflitos se intensificam, reforçando desigualdades de gênero, classe e raça. Embora promissoras, as estratégias existentes permanecem isoladas e vulneráveis à lógica judicializante. Evidencia-se que o Estado brasileiro, em uma formação social dependente, atua mais como gestor da precariedade do que como garantidor de direitos. A Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024) é vista como marco potencial, cuja efetividade depende de financiamento e integração. Conclui-se que a superação dos conflitos exige centralidade do cuidado, valorização do trabalho reprodutivo e justiça social.</p>Kátia Roberta Portes Silva RaposoMaria das Dores Saraiva de Loreto
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2026-07-032026-07-0326111013110.34019/1980-8518.2026.v26.49516Entre a fábrica e a cozinha: precarização do trabalho e a reprodução social das catadoras de caranguejo na Amazônia dos manguezais
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<p>O artigo apresenta dados da pesquisa sobre a precarização do trabalho das catadoras de caranguejo da vila do Treme, comunidade localizada no entorno da Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu (RESEX) em (Bragança/PA). Analisa as relações e condições de trabalho, articulando o trabalho de produção com processos de reprodução social. Fundamentada na tradição marxista e feminista, evidencia que essas esferas são interdependentes. Com base em uma abordagem qualitativa, a pesquisa contou com a participação de 13 catadoras de caranguejo que realizam trabalhos nas suas próprias casas e fábricas da comunidade. Como principais resultados da pesquisa identificam-se: precarização, informalidade e ausência de direitos trabalhistas das mulheres catadoras; combinação de trabalho remunerado e trabalho doméstico e de cuidado; realização simultânea de atividades produtivas e reprodutivas, em locais de trabalho, como cozinhas e quintais residenciais e nas fábricas próximas às residências; e, desigualdades de gênero nas relações de trabalho.</p> <p> </p>Clara Sousa MariaAdriana de Azevedo Mathis
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2026-07-032026-07-0326113214710.34019/1980-8518.2026.v26.50476Educação e gênero: abordando a Lei Maria da Penha em escolas de Nova Friburgo
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<p>O artigo apresenta achados parciais de um projeto de pesquisa-extensão desenvolvido em Nova Friburgo/RJ, cujo objetivo é apreender a concepção que adolescentes têm acerca das diferentes formas de violência contra as mulheres. Inicialmente, apresentamos instrumentos analíticos sobre as relações sociais de gênero e de raça, problematizando as diferentes formas de violência contra as mulheres e dados relativos à particularidade do município. Em seguida, discorremos acerca das Oficinas, direcionadas a discentes do Ensino Médio de escolas públicas estaduais. Os procedimentos metodológicos adotados foram pesquisas bibliográfica e documental, além da realização de Oficinas, tendo como base a pesquisa-participante. Como achados parciais, foi possível constatar que os discentes identificam de forma mais corriqueira as violências física, sexual e psicológica, mas ainda não o fazem em relação a outras formas mais sutis de violência, tais como as violências patrimonial e moral.</p>Larissa Dahmer PereiraTatiana Dahmer PereiraMarianna Madeira MendesSophia Isabelle de Mello Bini Oliveira Santos
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2026-07-032026-07-0326114816710.34019/1980-8518.2026.v26.49495O dilema da parditude: reflexões sobre raça/etnia e identidade no Brasil
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<p>O presente ensaio tem como objetivo refletir sobre a questão da raça/etnia no Brasil a partir de alguns argumentos defendidos pelo movimento Parditude. A metodologia se apoia nos trabalhos desenvolvidos pela vanguarda do movimento negro brasileiro, como os de Munanga (1999), Nascimento (2016), Moura (2019), Carneiro (2011), Rios (2024) e entre outros, tendo em vista contrapor as teses do Movimento Parditude à luz das formulações dos referidos autores. Assim, o texto debate temas como limbo racial, multirracialidade, Lei de Cotas e a emergência das bancas de heteroidentificação considerando uma leitura crítica do processo colonial no Brasil. Conclui-se que o Movimento Parditude se utiliza de temas sensíveis intentando reivindicar uma “identidade mestiça”, mas na prática tem contribuído com a despolitização da categoria de negros, gerando debates virtuais que tem servido, ideologicamente e politicamente, para ameaçar conquistas históricas da comunidade negra brasileira.</p>Fabiane Ferreira Nascimento Santos
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2026-07-032026-07-0326116818910.34019/1980-8518.2026.v26.49879Na contramão do amanhã: o cenário neoconservador e os rumos do Serviço Social brasileiro
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49653
<p>Este texto oferece reflexões sobre a incidência dos contornos contemporâneos – marcados pelo aprofundamento do neoconservadorismo, do reacionarismo e do neofascismo – sobre a profissão de Serviço Social e o seu Projeto Ético-Político. Aprecia, para tanto, como os sujeitos profissionais têm tratado, do ponto de vista da produção acadêmica pós-graduada, da ascendência das tendências conservadoras e neofascistas. Trata-se de um ensaio teórico ancorado na abordagem crítica da tradição marxista, com base em revisão, análise bibliográficas e achados iniciais de projeto de pesquisa.</p>Valeria Lucilia FortiJuliana Menezes Mendes MaurícioLidiane de Souza BarrosMaria Eduarda da Costa dos Santos
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2026-07-032026-07-0326119021010.34019/1980-8518.2026.v26.49653A formação profissional em Serviço Social no Brasil entre 1930-1970
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/50111
<p>O debate crítico sobre o ensino do Serviço Social brasileiro foi iniciado pela categoria no segundo lustro da década de 1970, quando as condições históricas deram bases para tensionamentos ideopolíticos em torno das fundamentações teórico-metodológicas incidentes na formação profissional desde seu surgimento. Apesar da extensa bibliografia consolidada sobre o tema, seu estudo continua imprescindível em nosso tempo para balanços, aprendizados e projeções, sobretudo quando acirram as disputas em torno da direção social do atual projeto de formação profissional, expresso nas <em>Diretrizes Curriculares de 1996</em>. Considerando o legado histórico e político que compõe o nascimento e desenvolvimento do projeto de ensino do Serviço Social no Brasil, o presente ensaio pretende, por meio de pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, recuperar as propostas de ensino construídas entre os anos de 1930 e 1970, tendo como referência as principais ingerências sócio-históricas que configuraram o modo de ser, pensar e agir dos assistentes sociais no bojo das condições e relações sociais entre as classes sociais e dessas com o Estado na particularidade da formação social brasileira entre os anos supracitados.</p>Sandra Rodrigues dos Santos
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2026-07-032026-07-0326121123010.34019/1980-8518.2026.v26.50111Estágio docência na área de Fundamentos Históricos Teórico-Metodológicos do Serviço Social
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49991
<p>Objetivou-se analisar o estágio docência e suas contribuições na área de Fundamentos Históricos Teórico-Metodológicos do Serviço Social para o ensino dos Fundamentos do Serviço Social e para a formação docente. Por meio do materialismo histórico-crítico-dialético marxista foi feito estudo bibliográfico sobre o estágio docência e os fundamentos do Serviço Social; levantamento dos componentes curriculares ofertados, na atualidade, em nível de graduação e pós-graduação em Serviço Social, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, considerando as experiências de estágio docência dos autores deste artigo na condição de mestrandos/as e doutoranda estagiário-docentes em componentes curriculares ofertados pelo curso de graduação em Serviço Social da referida universidade federal. O estágio docência fortalece o ensino dos fundamentos da profissão e a formação profissional de docentes Assistentes Sociais para trabalharem na educação superior.</p>Tatiana de Lima SouzaDébora Elita de Sousa SilvaVinicius Rafael Lopes
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2026-07-032026-07-0326123125610.34019/1980-8518.2026.v26.49991O debate da cultura na formação em Serviço Social nas universidades públicas em Minas Gerais
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49018
<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo objetiva analisar o tema da cultura na formação profissional em Serviço Social nas universidades públicas de Minas Gerais. A investigação se deu a partir do uso de distintas metodologias de pesquisa, a saber, pesquisa bibliográfica, estado da arte (sistematização de publicações em periódicos previamente selecionadas no período de 2013 a 2023) e pesquisa documental (14 projetos pedagógicos). O artigo apresenta duas seções, a primeira destinada ao estudo da dimensão cultural na formação social brasileira e a segunda detalha os achados da pesquisa sobre o modo como o tema da cultura é tratado nos cursos de graduação em Serviço Social em Minas Gerais. Por fim, as considerações finais indicam que a cultura não foi devidamente incorporada à formação profissional após a implementação das Diretrizes Curriculares da ABEPSS de 1996, evidenciando o parco tratamento da temática nos cursos de graduação e na produção do conhecimento na referida área.</span></p>Fernanda Correa Almeida Rodrigues PenidoLeonardo Nogueira
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2026-07-032026-07-0326125727710.34019/1980-8518.2026.v26.49018História e memória da e na formação em Serviço Social na Universidade Federal do Piauí e sua interlocução com o campo da saúde mental
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49620
<p>O artigo de natureza qualitativa, analisa as particularidades do processo de formação profissional em Serviço Social e a temporalidade histórica <strong><em>do</em></strong> e <strong><em>no</em></strong> Curso de Serviço Social da UFPI, na sua interlocução com o campo da Saúde, com ênfase na Saúde Mental. As análises empreendidas ancoram-se na literatura especializada, na produção escrita dos setenta e dois TCCs de discentes de Serviço Social da UFPI que abordaram a temática da Saúde Mental no período de 1987 a 2021, em diálogo com a experiência concreta <strong><em>do</em></strong> e <strong><em>no</em></strong> trabalho a partir dos depoimentos e narrativas das docentes do Curso de Serviço Social da UFPI orientadoras dos TCCs supramencionados, assim como nas narrativas de assistentes sociais, egressas do referido Curso, que trabalham no campo da Saúde Mental. Nesse diálogo entre campos, foi possível apreender como as participantes buscaram fazer uma aproximação do <em>corpus </em>de conhecimento da profissão, buscando o entendimento sobre os dilemas específicos de seu tempo histórico, marcadas por diferentes propostas pedagógicas e tendências teóricas <strong><em>da </em></strong>e <strong><em>na</em></strong> profissão no Brasil e no Curso de Serviço Social da UFPI.</p>Laína Jennifer Carvalho Araújo
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2026-07-032026-07-0326127830110.34019/1980-8518.2026.v26.49620A fonte oral na pesquisa em serviço social e a história oral: a leitura marxiana
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49634
<p>Esse estudo se insere no campo da pesquisa qualitativa, o objetivo do estudo é a pesquisa exploratória. Os objetivos são: geral – discutir a pesquisa qualitativa e o uso da fonte oral sob aporte do Serviço Social; específicos – verificar como a história oral é abordada pela literatura no campo do Serviço Social e refletir sobre sua interlocução com o Projeto Ético-Político, a partir da base teórica marxiana; expor o encontro com a história oral na pesquisa de doutorado. Foi edificado com os instrumentos técnicos: relato de experiência e revisão de literatura, com trabalhos selecionados na Base de Dados “Google Acadêmico”. A análise do material foi feita com o recurso da análise do conteúdo, organizado em categorias temáticas formuladas com desdobramentos da pergunta chave: qual a compreensão dos/as pesquisadores/as na área do Serviço Social em relação à história oral? O estudo revela que a história oral é uma metodologia que se coaduna tanto no cotidiano de trabalho quanto no universo acadêmico. Traz interlocução com o Projeto Ético-Político visto que congrega princípios democráticos, a igualdade, o compromisso com a classe trabalhadora. Contudo, deve ser edificada pelo referencial que possibilita a leitura crítica da realidade social.</p>Carla Regina Moreira
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2026-07-032026-07-0326130232610.34019/1980-8518.2026.v26.49634Pandemia, direitos e Serviço Social: impactos e implicações profissionais e jurídicas
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/50440
<p>O artigo analisa produções científicas nacionais sobre a atuação do Serviço Social na pandemia de Covid-19, destacando impactos e implicações profissionais e jurídicas sob a perspectiva jurídico-normativa e ético-política. Trata-se de revisão integrativa da literatura, com buscas na <em>SciELO </em>e no <em>Google</em> Acadêmico, entre janeiro de 2020 e outubro de 2021. Identificaram-se dois eixos: debates teóricos sobre o Serviço Social e transformações no exercício profissional. Os resultados apontam desmonte de políticas públicas, precarização do trabalho e ampliação das demandas sociais. No campo jurídico, destacam-se normativas emergenciais que influenciaram a prática profissional, exigindo a reafirmação de princípios legais e éticos na defesa dos direitos sociais. Conclui-se que os assistentes sociais atuaram de forma crítica e comprometida com o projeto ético-político, reafirmando sua função pública diante das expressões agravadas da questão social.</p>Rosária Cal BastosMaria das Dores Saraiva de LoretoAmélia Carla Bastos de AndradeJuliana Auxiliadora PereiraPoliana Aroeira Braga Duarte Ferreira
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2026-07-032026-07-0326132734710.34019/1980-8518.2026.v26.50440Perfil dos egressos do projeto Programa de Preparação e Educação para a Aposentadoria
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49719
<p>O presente trabalho traz o perfil socioeconômico dos egressos dos grupos do Programa de Preparação e Educação para a Aposentadoria, projeto vinculado ao Programa extensionista Polo Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão sobre o Processo de Envelhecimento, da Faculdade de Serviço Social, da Universidade Federal de Juiz de Fora, realizados entre os anos de 2015 e 2019. O perfil foi obtido através de avaliações feitas junto a esses trabalhadores no período entre janeiro e julho de 2022, portanto, durante a pandemia de Covid-19, a qual os impactou diretamente na construção e fortalecimento de vínculos sociais para além dos espaços familiares, diante do distanciamento, então, estabelecido. As avaliações evidenciaram como a trajetória de trabalho desses sujeitos, caracterizada por boas condições e acesso a serviços essenciais, lhes proporcionou uma velhice mais digna e com qualidade de vida, e o projeto contribuiu com reflexões relativas à sua vivência mais consciente dessa fase.</p>Anna Cláudia Rodrigues AlvesEstela Saléh da CunhaAna Clara Aparecida Moreira AlvesRenata Emanoelly Policarpo de AlmeidaRuth Emanuelle Campos
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2026-07-032026-07-0326134837010.34019/1980-8518.2026.v26.49719Atuação do assistente social na educação: considerações sobre uma atividade extensionista
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<p>O artigo toma como base o relato de experiência extensionista para analisar a inserção do/a assistente social no campo educacional. Considerando a trajetória conservadora da profissão, sua transformação crítica e a importância de sua atuação comprometida com o projeto ético-político. A educação é compreendida como campo de disputa e mediação da questão social no capitalismo, tendo no/a assistente social um sujeito coletivo que atua na defesa e efetivação de direitos. A aplicação dessa relação é pensada a partir da extensão como uma atividade proposta para a integração dialógica entre o ambiente acadêmico e a comunidade. Não significa que a atividade de extensão deva substituir a necessária consolidação da presença do profissional formado nas escolas, mas que ela é uma possibilidade potencialmente lucrativa para os estudantes da graduação e para a comunidade escolar. Nesse sentido apresentamos, de forma descritiva, uma atividade extensionista em execução com uma reflexão sobre seu desenvolvimento.</p>Mauro Rocha BaptistaJhonatan Antônio Rocha dos Santos
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2026-07-032026-07-0326137138910.34019/1980-8518.2026.v26.49637Da expropriação colonial à emergência climática: a Lei de Terras e os cercamentos de campos à brasileira
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49673
<p>Este artigo discute a ocupação fundiária no Brasil a partir de uma perspectiva crítica do capitalismo, com foco nas origens históricas da desigualdade no acesso à terra e seus impactos ambientais atuais. Partindo da da análise Marx sobre os cercamentos na Europa, traça-se um paralelo com o processo brasileiro, especialmente com a promulgação da Lei de Terras de 1850, que institucionalizou a propriedade privada e excluiu grande parte da população do acesso à terra. Argumenta-se que essa estrutura fundiária contribui diretamente para o desmatamento, a degradação do solo e a intensificação das mudanças climáticas. Ao recorrer a autores críticos do capitalismo, destacamos como a concentração fundiária está no centro de alguns dos principais desafios sociais e ecológicos enfrentados pelo país.</p> <p> </p>Daniel Antoine Abou Jaoude
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2026-07-032026-07-0326139040910.34019/1980-8518.2026.v26.49673O legado da Reforma Urbana e sua incorporação nas agendas de lutas atuais (1980-2023)
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/49723
<p>O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que objetivou apreender em que medida os legados e/ou princípios da luta pela Reforma Urbana (1980-1990) se mantiveram presentes ou foram incorporados nas demandas, pautas e estratégias dos movimentos e/ou organizações com centralidade na luta por moradia e direito a cidade (1980-2023). A pesquisa é orientada pelo materialismo histórico e dialético de Karl Marx e contou com pesquisa bibliográfica, documental e de campo, por meio da realização de 03 (três) entrevistas com militantes da Central de Movimentos Populares (CMP) e a União Nacional por Moradia Popular (UNMP). Os resultados evidenciam que houve um processo de incorporação dos legados da luta por Reforma Urbana nas lutas atuais, a partir de um processo de reatualização das demandas e pautas, considerando as limitações na implementação das propostas dos movimentos, uma vez que o Estado se coloca à disposição de atender predominantemente aos interesses da burguesia.</p>Joicy Helena da Costa PantojaJoana Valente Santana
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2026-07-032026-07-0326141043310.34019/1980-8518.2026.v26.49723“Lá é um sistema de cadeia!”: um retrato da violência das Comunidades Terapêuticas
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/51164
<p><span style="font-weight: 400;">No estudo, mapeamos denúncias públicas sobre as Comunidades Terapêuticas (CTs) no Brasil, identificando violações de direitos e irregularidades divulgadas pela mídia. A partir da análise documental de 251 reportagens jornalísticas do ano de 2023, foram extraídas três categorias principais: a) "Do portão pra dentro, as coisas mudam. Lá é um sistema de cadeia"; b) "Me tirava como um escravo"; c) "Eles diziam que eu não tinha Deus no coração". As categorias temáticas destacam os três pilares das CTs (trabalho, religiosidade e disciplina), revelando que elas utilizam: trabalho não-pago como exploração e forma de manutenção; religiosidade como imposição compulsória; e disciplina como controle e punição. O estudo evidencia que a violência não é uma exceção nas CTs, mas o seu normal, sendo expressão da lógica asilar-manicomial e em contrariedade aos princípios da Reforma Psiquiátrica brasileira.</span></p>Vitória Segato JadallahClara Parente Barreto OkaMaria Moisés FariaElisa de Pennafort RabeloPedro Henrique Antunes da Costa
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2026-07-032026-07-0326143445410.34019/1980-8518.2026.v26.51164Política de permanência de uma universidade pública na perspectiva dos beneficiados
https://periodicos.ufjf.br/index.php/libertas/article/view/50669
<p>O artigo analisa as percepções dos estudantes beneficiados pelos programas de Assistência Estudantil da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) durante a pandemia de COVID-19, com foco em sua contribuição para a permanência acadêmica. Utilizamos a pesquisa documental, questionário estruturado e abordagem quantitativa com 84 discentes de 11 cursos do <em>campus</em> de Floriano. Os auxílios mais acessados foram alimentação (31%) e pecuniário para equipamentos (29%), considerados muito importantes por 62% dos participantes. Contudo, apenas 4% os avaliaram como totalmente satisfatórios, apontando limitações quanto à cobertura, valores e adequação. Observamos ausência de ações em cultura, lazer e transporte, além de dificuldades de acesso por divulgação insuficiente. As sugestões destacam restaurante universitário, moradia estudantil e transporte escolar. Concluímos que a política contribuiu para a permanência, mas exige aprimoramento e maior abrangência.</p>Diego Souza de MedeirosJairo de Carvalho Guimarães
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2026-07-032026-07-0326145547510.34019/1980-8518.2026.v26.50669