Bruno Bruziguessi; Alexandra Eiras; Luciano Souza; Joseane Lima; Maria Lúcia Duriguetto
a lembrança responde”, assim esse estímulo feito pela Comissão Editorial de evocar a memória
da Libertas envolve um processo coletivo, de buscar nos sujeitos que construíram
historicamente essa revista, frente a diversos desafios nessa trajetória, a “imagem-lembrança”
de alguns momentos fundamentais que fizeram com que chegássemos até o presente. Para Ecléa
Bosi (1979, p. 11) essa lembrança pura, que se diferencia da memória-hábito – aquela que já
faz parte do cotidiano, que remete àquilo que se torna costumeiro, mecanizado, um “esquema
de comportamento” –, “traz à tona da consciência um momento único, singular, não repetido,
irreversível, da vida” e vem daí seu caráter evocativo, de uma memória que estaria latente e
profunda.
Com a ideia de (co)memorar os 25 anos da Libertas, apresentamos contribuições de
professoras da Faculdade de Serviço Social para evocar essa memória e documentar a trajetória
de construção permanente da revista. Para esse fim, dedicamos uma seção especial para marcar
a celebração dessa importante data. Essa seção conta com a contribuição de Alexandra
Aparecida Leite Toffanetto Seabra Eiras, Bruno Bruziguessi e Luciano Cardoso de Souza,
membros da atual Comissão Editorial, que apresentam o artigo “Libertas, 25 anos! Avanços,
desafios e perspectivas”. Nele, os autores realizam um balanço da revista no período de 2020-
2025, tanto em termos quantitativos, quanto qualitativos, indicando os avanços que a revista
obteve nesse período e os desafios para os próximos anos. Há também o artigo das professoras
Mônica Grossi, Auta Stephan de Souza e Sandra Hallack Arbex, que fizeram parte da Comissão
Editorial da Libertas em diferentes momentos, no qual resgatam as suas memórias dos primeiros
anos da revista (2001-2007), destacando a sua criação, o volume inaugural e a edição especial
publicada em fevereiro de 2007. Além disso, a professora Carina Berta Moljo, que também fez
parte da Comissão Editorial da Libertas em dois momentos distintos, nos brinda com um
depoimento, no qual rememora sua passagem pela revista, destacando os desafios particulares
de cada uma dessas diferentes fases.
X
Temos o entendimento de que a longa trajetória da Libertas não pode ser resumida
nesses três documentos que ora trazemos, mas eles cristalizam o esforço de registrar a memória
coletiva da revista e, ao mesmo tempo, homenagear pessoas tão importantes que se dedicaram
a encarar o desafio de criar e sustentar um periódico científico de qualidade no âmbito da
universidade pública brasileira. O convite às autoras foi realizado com o intuito de abarcar
momentos diferentes da revista e essa proposta deixou ainda mais clara a riqueza da trajetória
percorrida pela Libertas, expondo a necessidade de continuarmos buscando, com a participação
de outros sujeitos tão importantes, a evocar a memória para construir um sólido registro
histórico da revista.
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. IX-XVIII, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518