25 anos da Libertas: de sua criação  
à publicação da edição especial de 2007  
25 Years of Libertas: from its creation  
to the publication of the 2007 special edition  
Mônica Aparecida Grossi*  
Auta Iselina Stephan de Souza**  
Sandra Hallack Arbex***  
Resumo: Este artigo tem como objetivo  
contribuir com o resgate da memória e o registro  
do processo de criação da revista Libertas, da  
Universidade Federal de Juiz de Fora,  
apresentando o primeiro número impresso  
(jan/jun 2001), tecendo observações sobre os  
números posteriores e destacando a edição  
especial online de 2007, a partir dos editoriais e  
dos artigos publicados.  
Abstract: This article aims to contribute to the  
preservation of institutional memory and the  
documentation of the process of creating  
Libertas, the journal of the Federal University  
of Juiz de Fora. It presents the first printed issue  
(January–June 2001), offers observations on  
subsequent issues, and highlights the special  
online edition published in 2007, drawing on  
the editorials and the articles published in the  
journal.  
Palavras-chave: Revista Libertas; Criação;  
Keywords: Libertas Journal; Creation;  
Memória.  
Memory.  
Introdução  
Escrever sobre a revista Libertas no contexto atual e neste ano em que ela completa seus  
25 anos de existência é um desafio e, ao mesmo tempo, uma grande alegria para as autoras1  
deste artigo, que construíram vínculos orgânicos com esta revista atuando ativamente para a  
sua criação e desenvolvimento.  
A Libertas é um importante periódico científico, criado no primeiro semestre de 2001,  
* Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: monicaaparecida.grossi@ufjf.br  
** Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: stephan.souza46@hotmail.com  
*** Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: hallack.sandra@gmail.com  
1 Mônica Grossi fez parte da comissão de criação e da comissão executiva da Libertas (gestões 2000-2007, 2019  
e 2023-2024). Auta Stephan também participou da comissão de criação da revista e da comissão executiva de 2000  
a 2009. Sandra Hallack Arbex foi diretora da FSS/UFJF (gestão 1998-2002) no período de criação da Libertas e  
foi membro da comissão executiva de 2004 a 2005.  
DOI: 10.34019/1980-8518.2026.v26.53496  
Esta obra está licenciada sob os termos  
Recebido em: 23/06/2026  
Aprovado em: 29/06/2026  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
vinculado à Faculdade de Serviço Social e posteriormente, ao Programa de Pós-Graduação em  
Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPG/UFJF), criado em 2005. Ao longo  
de sua trajetória, consolidou-se como um veículo central para a difusão do conhecimento crítico  
em Serviço Social e Ciências Humanas.  
Com periodicidade semestral e com acesso aberto e livre, a Libertas tornou-se, desde o  
início, um importante veículo de registro e publicização de produções acadêmicas e pesquisas  
empíricas, fazendo circular ideias e debates do campo crítico.  
Criada em 2001 em versão impressa, a Libertas distribuía os seus exemplares para  
bibliotecas, centros de pesquisa e cursos de Serviço Social. Posteriormente, de 2006 a 2013, ela  
passa por um processo de transição, sendo publicada tanto no formato impresso quanto no  
eletrônico (online). A partir de 2014 a publicação de revistas impressas é descontinuada e a  
revista passa a ser lançada apenas em meio digital.  
Destacamos, neste artigo, a edição especial de fevereiro de 2007, publicada apenas em  
formato eletrônico, que reúne produções da primeira turma do Curso de Especialização em  
Estudos Latino Americanos (CEELA), fruto da parceria entre a Universidade Federal de Juiz  
de Fora/Faculdade de Serviço Social e a Escola Nacional Florestan Fernandes/Movimento dos  
Trabalhadores Rurais Sem Terra, firmada em 1999.  
Com a humildade de que este é apenas um texto de caráter comemorativo, este artigo  
tem como objetivo contribuir com o resgate e o registro do processo de criação da revista  
Libertas da Universidade Federal de Juiz de Fora, apresentando o primeiro número impresso  
(jan/jun 2001), tecendo observações sobre os números posteriores e destacando a primeira  
edição especial online (2007), a partir dos editoriais e dos artigos publicados.  
27  
Contexto de criação, escolha do nome e o lançamento do primeiro número  
No ano de 2000, durante a gestão da professora Sandra Hallack Arbex na direção da  
Faculdade de Serviço Social (FSS), foi formada a comissão responsável pela criação de um  
periódico científico da faculdade composta pelas professoras doutoras Auta Stephan e Edna  
Meireles, e pela então mestra Mônica Grossi.  
A Libertas foi criada em maio de 2001 em um contexto de profunda maturidade teórica  
e política do Serviço Social brasileiro. O lançamento de seu primeiro número consolidou o  
esforço da Faculdade de Serviço Social da UFJF em construir um espaço de resistência e debate  
acadêmico de vertente abertamente crítica.  
No contexto que abrange o fim dos anos de 1990 e início dos anos 2000, o Serviço  
Social consolida seu projeto ético-político, rompendo com o conservadorismo e posicionando-  
25 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007  
se profissionalmente junto às demandas da classe trabalhadora a partir de uma perspetiva crítica,  
de base marxista. Esse contexto também expressa a consolidação da pós-graduação stricto  
sensu no Serviço Social brasileiro, o que demandava a criação e ampliação de espaços de  
divulgação científica.  
Cabe destacar que neste período, sob o neoliberalismo capitalista, ampliam-se os  
impactos sociais a partir do aprofundamento de políticas neoliberais, impondo ao Serviço Social  
a análise crítica sobre a precarização do trabalho, a reconfiguração das políticas sociais e a  
questão social brasileira.  
Nesse sentido, tornou-se necessária a criação de um veículo de divulgação e intercâmbio  
das pesquisas empíricas e teóricas produzidas pelo corpo docente e discente da UFJF, com  
outras instituições nacionais e internacionais.  
Nesse período, a Faculdade de Serviço Social estava em plena revisão curricular e  
implementação da sua política de prática acadêmica, fortalecendo a produção de pesquisa  
através do que chamamos, à época, de núcleos acadêmicos de pesquisa e prática acadêmica, e  
de iniciativas de cursos de pós-graduação lato sensu, que tentamos organizar num programa,  
conforme trecho da apresentação do primeiro número:  
Ideia moldada por tantas vontades, esta Revista revela significados especiais,  
fecundos, não só pela concomitância de uma reforma curricular e da efetiva  
implementação de nossa política de prática acadêmica, mas ainda, pela  
sedimentação de nosso programa de pós-graduação lato-sensu, o qual vem  
fortalecendo e embasando nossos propósitos de um programa de pós-  
graduação stricto-sensu. A melhor formação profissional e a melhor  
capacitação continuada constituem-se imperativos dos quais temos a  
convicção de não podermos nunca nos afastar. Assim, acompanha-nos a  
certeza de que é preciso responder aos desafios do presente com o melhor  
desempenho já que o compromisso ético-político e social nunca se esgota  
(Arbex, 2001, p. 7).  
28  
Para coroar o objetivo de dar uma identidade visual para a revista que a FSS/UFJF estava  
criando, a comissão editorial recebeu a doação do fotógrafo Gustavo Stephan de um arquivo de  
fotos que retratam, com muita sensibilidade, os mineiros e a mineiridade. Esse arquivo ilustrou  
não só a belíssima capa do primeiro número, como as capas de muitos outros números da  
Libertas. E aqui, mais uma vez, agradecemos ao Gustavo Stephan pelo talento e pela  
generosidade. Também agradecemos e reconhecemos o trabalho de acompanhamento  
cuidadoso do professor Jorge Arbach, que ainda nos brinda com o belo trabalho gráfico da capa.  
A escolha do nome da revista científica da FSS/UFJF também foi muito especial para  
nós, pois foi fruto de um concurso para a sua escolha, que envolveu estudantes, docentes e  
técnicos administrativos e foi vencido pelas professoras Cristina Simões Bezerra e Rosângela  
Lage, que assinam o editorial do primeiro número. Resgatando a justificativa dada ao nome da  
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
revista, as professoras destacam no editorial:  
Apalavra Libertas, que hoje dá título à revista da Faculdade de Serviço Social  
da Universidade Federal de Juiz de Fora, representa para todos nós a certeza  
de que estamos comprometidos com a garantia do pluralismo e da liberdade  
de expressão e crítica que marcaram o desenvolvimento do Serviço Social nos  
anos 90 e que nos desafiam neste novo século que está por chegar. A revista  
nasce então, em um momento muito especial, como um espaço aberto e livre  
para a expressão de idéias e propostas que fortalecerão o projeto ético-político  
de nossa profissão, reafirmando nosso compromisso com a democracia plena,  
a cidadania e a justiça social, elementos que só se desenvolvem em um cenário  
de real liberdade. Acompanha-nos a esperança de que estejam livres nossas  
idéias, nossas práticas, nossas mais diversas relações sociais, aceitando novos  
desafios e reafirmando históricos princípios de nossa profissão. Como nos  
ensina Drummond: “... aprendi novas palavras e tornei outras mais belas.”  
Libertas é um chamado, uma evocação (liberta representa o imperativo do  
verbo libertar). Nesse sentido, é um chamado para a adesão de profissionais  
das mais diversas áreas ao projeto que nossa Faculdade vem historicamente  
construindo ao se articular com os organismos da sociedade civil na região,  
em busca de uma verdadeira liberdade, que, nos dias atuais, vem sendo  
constantemente confundida com liberalismo, neoliberalismo, liberdade de  
mercado, globalização, etc. Ao escolhermos a palavra Libertas para dar nome  
à nossa revista, lembramos que ela se refere justamente ao ideal de liberdade,  
que alimentou os mais antigos movimentos de nossa região, chegando a  
compor a expressão da bandeira de Minas Gerais e a ser cantada em prosa e  
verso por poetas como Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes.  
Libertas vem agora recuperar este ideal, para que não nos deixemos iludir por  
aqueles que, em nome da liberdade, nos aprisionam ainda mais (Bezerra;  
Lage, 2001, p. 9).  
29  
O lançamento do primeiro número da Libertas ocorreu como parte de nossas  
comemorações do dia do assistente social, em 15 de maio de 2001. Motivo de grande orgulho  
e alegria, esse lançamento foi muito prestigiado por toda nossa comunidade acadêmica,  
profissionais de Serviço Social, CRESS, administração superior da UFJF, etc. Lá estávamos  
nós, comissão executiva de uma revista que enfim seria criada, depois de bastante esforço.  
Também destacamos a presença das autoras do nome da revista, professoras Cristina Simões  
Bezerra e Rosângela Lage. Além de várias fotos coletivas (Figura 2), se reuniram para uma foto  
as professoras Mônica Grossi e Cristina Bezerra, e então essa foto se torna histórica (Figura 1),  
porque além de registrar esse momento profissional tão especial, ainda retrata duas mulheres  
grávidas com barrigas bem destacadas, que também viviam momentos singulares de suas vidas.  
Cristina esperando sua primeira filha, Helena, e Mônica, esperando seu segundo filho, Davi.  
25 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007  
Figura 1 – Mônica Grossi e Cristina Simões Bezerra no Lançamento da Libertas (2001).  
Fonte: Arquivo pessoal (2001).  
Figura 2 – Lançamento da Libertas (2001).  
30  
Da esquerda para direita: Denise Milward, Ana Lívia Coimbra, Leila Baumgratz,  
Maria Lúcia Duriguetto e Rita Jacometti.  
Fonte: Arquivo pessoal (2001).  
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
Na apresentação do primeiro número da Libertas, a diretora da FSS, professora Sandra  
Hallack Arbex (2001, p. 7), destaca que os artigos de docentes e profissionais reunidos vem  
[...] libertar a maturidade e a identidade de um curso que, a despeito de  
situações muito difíceis, sobreviveu, e veio escrevendo uma história de  
vanguarda e de coragem [...] significa, também, consolidar o sentido de nossa  
presença numa Universidade Pública Federal.  
Esse número apresenta 7 artigos, dos quais 5 são de autoria de professoras da Faculdade  
de Serviço Social, o que expressa o esforço de capacitação de nossas docentes e de nossa  
faculdade; e 2 artigos são de autoria de assistentes sociais participantes do Curso de Residência  
em Serviço Social do Hospital Universitário da UFJF, até então inédito, e do Curso de  
Especialização Serviço Social na área do Poder Judiciário da UFJF, que expressou o  
compromisso da faculdade ao atender à demanda de capacitação de um grupo organizado de  
assistentes sociais, recém concursadas no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, para  
trabalhar nas áreas da família e da infância e juventude, principalmente a partir das alterações  
judiciais advindas do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA.  
O artigo que abre esse número é muito significativo para a FSS/UFJF, pois resgata o  
processo de criação da FSS/UFJF, que se aproxima de seus 70 anos de existência. Intitulado  
“Faculdade de Serviço Social: significado de sua criação para Juiz de Fora”, esse artigo é fruto  
da dissertação de mestrado da professora Rita de Cássia Jacometti, que através de análise de  
documentos e depoimentos nos mostra que essa instituição nasceu de uma iniciativa de caráter  
religioso, e que  
31  
A história da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Juiz de  
Fora tem significação importante porque esta cidade, além de sua tradição  
como centro que oferece serviços educacionais, demandou também  
profissionais que contribuíssem para minimizar os problemas sociais que se  
agudizavam nos anos de 50 (Jacometti, 2001, p. 11).  
O segundo artigo, apresentado como resumo da tese de doutorado da professora Edna  
Evelyn Casali Meireles de Souza, traz o debate sobre o poder local, a partir da sua construção  
sócio-histórica na Europa, América Latina e especificamente no Brasil, discutindo a  
requalificação do processo democrático.  
O terceiro artigo, “Residência em Serviço Social: um projeto de formação profissional”,  
das professoras Auta Stephan-Souza; Ana Maria Arreguy Mourão e Ana Maria C. Amoroso  
Lima “apresenta elementos que justificam a criação da proposta de Residência em Serviço  
Social no interior do hospital universitário da UFJF” (Stephan-Souza; Mourão; Lima, 2001, p.  
53). Como dito anteriormente, a criação da Residência em Serviço Social na UFJF foi um  
25 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007  
projeto muito importante e de caráter inovador desenvolvido na FSS/UFJF, que fortaleceu o  
processo de formação continuada em saúde, o conhecimento interdisciplinar, a formação de  
recursos humanos e a construção do trabalho coletivo em saúde. Os frutos dessa iniciativa se  
desdobraram em artigos presentes nas edições posteriores, de autoria não só das professoras  
que o idealizaram aqui na UFJF como de estudantes da residência.  
O quarto artigo, de autoria da professora Maria Lúcia Duriguetto, é parte de seu processo  
de doutoramento, e intitula-se “A teoria dos Movimentos Sociais em debate”, cujo objetivo é  
abordar “as análises que fundaram a temática dos movimentos sociais e as novas determinações  
sócio-políticas para eles vislumbradas a partir da perspectiva do poder local” (Duriguetto, 2001,  
p. 67). Importante destacar que este artigo já demonstra o envolvimento e o protagonismo desta  
professora na temática dos movimentos sociais, que vai aparecer em publicações posteriores na  
Revista Libertas e em outros periódicos científicos.  
O quinto texto, de Leila Baumgratz Delgado, também é parte de seus estudos de  
doutorado. Com o título “Trabalho: muitos são os que precisam, mas poucos são os eleitos”,  
este artigo problematiza o desemprego, especialmente no Brasil, trazendo para o debate e  
problematizando as alternativas apresentadas e/ou viabilizadas pelo Estado, pelo mercado e  
pela sociedade civil num período que a autora qualifica como sombrio.  
O sexto e sétimo artigos são resultados de estudos desenvolvidos no âmbito da pós-  
graduação lato sensu. O texto de Cristiane Nasser do Valle, fruto dos estudos realizados na  
Residência em Serviço Social, situa as práticas educativas na atenção secundária e terciária no  
campo da saúde, propondo a superação das práticas tradicionais a partir da análise da prática  
desenvolvida no Hospital Universitário da UFJF. O sétimo artigo, de Bárbara Gomes e Raquel  
Rezende, resgata o Serviço Social e o Poder Judiciário junto aos desafios para a efetivação dos  
direitos sociais.  
32  
Como síntese dessas produções reunidas no primeiro número, tomamos as reflexões  
contidas na apresentação:  
Entendemos que as reflexões de nossa categoria profissional, sejam elas  
produtos de pesquisas dos núcleos de pesquisa e extensão, doutoramentos,  
mestrados ou cursos de especialização, ainda revelam a postura que temos de  
vincular o conteúdo de nosso trabalho às finalidades sociais mais amplas da  
sociedade (Arbex, 2001, p. 7).  
Observações sobre os números impressos até 2006  
O segundo número da Libertas, lançada em 2002 (Figura 3), corresponde ao período de  
jul./dez. de 2001. A edição reúne 8 artigos: “O acesso na dimensão da universalidade e  
excludência: um estudo das demandas dos usuários do Hospital Universitário HU/UFJF”, de  
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
Auta Stephan-Souza; “‘Decifra-me ou te devoro’ - notas sobre a participação sindical nos  
espaços institucionais”, de Ana Lívia de Souza Coimbra; “Trabalho e gestão na Universidade  
Pública”, Ana Maria Costa Amoroso Lima; “O debate contemporâneo do Serviço Social: o  
terceiro setor em questão”, de Leila Baumgratz Delgado; “Controvérsias acerca da  
contemporaneidade do mundo do trabalho e a crise do capitalismo: teoria social habermasiana  
X teoria social marxiana”, de Isaura Aquino; “Controle social uma questão controversa no  
âmbito dos Conselhos Municipais de Saúde - o caso do Conselho Municipal de Saúde de Juiz  
de Fora”, Luzia Helena Gomes Filgueiras; “A intervenção do Assistente Social na Empresa -  
novas demandas e projeto ético-político”, de Nanci Lagioto Hespanhol Simões, Alexandra A.  
L. T. S. Eiras, Érika A. Martins e Luzia Amélia Ferreira; “Problematizações acerca do trabalho  
com grupos no Serviço Social”, de Alexandra A. L. T. S. Eiras. Os artigos foram escritos por  
professoras da FSS/UFJF, sendo que um deles também conta com a participação de uma  
assistente social, agente fiscal do CRESS da 6ª região e de duas estudantes, estagiárias do  
CRESS  
De acordo com a apresentação desse número, elaborada pela professora Margarida  
Salomão, reitora da UFJF na época,  
[...] a publicação testemunha o vigor da reflexão praticada na Faculdade de  
Serviço Social engajada como está em seu programa de pós-graduação e no  
desenvolvimento sustentado de sua pesquisa. De fato, boa parte dos artigos  
referenciam-se a trabalhos da pós-graduação (teses, dissertações, projetos em  
andamento), de que a revista nos dá notícia. O que desponta neles,  
independentemente do objeto recortado e da preferência epistemológica que  
os recorte, é uma notável organicidade política [...] A presente crise do  
capitalismo é o tema que recebe as mais diversas modulações: seu  
rebatimento em espaços institucionais como hospitais de ensino,  
universidades públicas, conselhos locais; suas determinações sobre a  
reorganização do trabalho em sua expressão sindical ou pelo florescimento do  
terceiro setor; seu tratamento conceptual através de teorias sociais que têm  
este tema como vertente genética. O que unifica todos os trabalhos, entretanto,  
mais que o tema é a paixão da prática, e seu entendimento teoricamente  
armado em contraposição a uma reflexão que se auto-satisfizesse como  
desinteressado exercício intelectual (Salomão, 2001, p. 7).  
33  
25 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007  
Figura 3 – Lançamento da Libertas 2 (2002).  
Da esquerda para direita: Mônica Grossi, Rita Jacometti e Cláudia Mônica dos Santos.  
Fonte: Arquivo pessoal (2002).  
A Libertas 3, que corresponde ao período jan/jun de 2002, foi lançada na gestão da  
professora Marilene Schelgshorn dos Santos de Sansão, na direção da FSS/UFJF, que faz a  
apresentação, destacando este momento como sendo “um dos mais auspiciosos para a  
Faculdade de Serviço Social, engajada que está na travessia de sua condição de ótima formadora  
em nível de graduação para a de propiciadora de qualificação em nível de pós-graduação”  
(Sansão, 2002, p. 7). Aqui a professora Marilene Sansão se refere à criação do programa de  
pós-graduação stricto sensu em Serviço Social. Nesse sentido, para dar sustentação a esse  
programa foi realizado um grande esforço de capacitação docente em nível de doutorado. E  
esse número mostra, justamente, a qualidade das pesquisas realizadas pelos doutores e  
doutorandos. Como exemplo, temos os artigos das doutoras Maria Lúcia Duriguetto,  
“Sociedade Civil, Cultura e Hegemonia em Gramsci”; Lêda Maria Leal de Oliveira, “Sociedade  
Civil e lutas em defesa da saúde em Juiz de Fora: o Fórum Popular de Saúde” e Maria Aparecida  
Cassab, “A política na política social de assistência: crítica e focalização”.  
34  
Como sinalização da necessidade de ultrapassar o caráter endógeno das publicações,  
merece destaque nesse número a presença do artigo do professor Carlos Frederico Bernardo  
Loureiro, da Faculdade da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, referência  
nacional no debate ambiental, que nos brinda com o artigo “Ambientalismo e Lutas Sociais no  
Brasil”.  
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
Os demais artigos são: o artigo de Nair Barbosa Guedes que trata da participação política  
da mulher; o artigo das professoras Ana Maria C. Amoroso Lima e Auta Stephan de Souza, que  
discute a proposta de criação do Centro de Atenção à Saúde - CAS, como um projeto de  
construção coletiva na UFJF; o artigo da assistente social Maria Auxiliadora Ramos Vargas,  
que discute a defesa civil a partir da inserção do Serviço Social, e o artigo da professora Cristina  
Simões Bezerra, que aborda a Educação no MST e a criação das parcerias com as universidades  
públicas. Esse último artigo é resultado de uma comunicação proferida no 3º Congresso de  
Debates Latino-americanos, realizado em maio de 2003, na Universidade de Passau, na  
Alemanha. Nesse evento a professora apresenta a experiência da parceria com o Movimento  
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.  
Finalizando essa parte de observações, ressaltamos a revista Libertas (jul/dez 2002;  
jan/jun 2003 e dez/jul 2003) apresentada pela professora Maria Aparecida Tardin Cassab,  
membro do Conselho Editorial da Libertas e Coordenadora do Programa de Pós-graduação em  
Serviço Social da UFJF. Ela destaca que essa edição representa um grande esforço de  
atualização da periodicidade da Libertas, uma vez que a regularidade das publicações faz parte  
dos critérios para sua indexação.  
É importante pontuar que os artigos apresentados reafirmam tanto a qualidade como a  
pluralidade de ideias, tão cara à Libertas. E ainda fortalecem o caminho da ampliação da  
diversificação de autores e de universidades, que passam a participar das edições posteriores.  
Nessa edição contamos com 16 artigos, sendo 6 de pesquisadores de outras universidades e  
estados, como o artigo da professora Yolanda Guerra (UFRJ) “As dimensões da prática  
profissional e a possibilidade de reconstrução crítica das demandas contemporâneas” e o da  
professora Érika Terezinha Vieira de Almeida (UFF) “Modernidade e Pós-Modernidade: crise  
e conservadorismo”, por exemplo.  
35  
Na apresentação, a professora Maria Aparecida Tardin Cassab faz o agrupamento dos  
artigos em 3 seções temáticas: trabalho profissional do assistente social; abordagens teóricas  
que estão presentes nos fundamentos do exercício profissional e políticas sociais e públicas.  
Por fim, não poderíamos deixar de observar que alguns dos artigos apresentados por  
professores da FSS/UFJF, tornaram-se referências importantes no debate e, principalmente, na  
formação dos estudantes de Serviço Social, os quais listamos: "As dimensões da prática  
profissional do Serviço Social", da professora Cláudia Mônica dos Santos; "Notas sobre o  
protagonismo dos conselhos de fiscalização no processo de renovação da profissão do Serviço  
Social, nos anos noventa", da professora Ana Maria Arreguy Mourão; "Residência em serviço  
social: potencialidades do trabalho na esfera pública", das residentes Danielle Lobão Sachetto,  
25 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007  
Heloisa Helena da Silva, Regina Sá dos Reis e da professora Auta Stephan-Souza;  
"Apontamentos sobre o materialismo dialético", do professor Rodrigo de Souza Filho; e  
"Questão social e segregação sócio-territorial: termos indissociáveis da crise do modelo de  
urbanização ocidental", da professora Elizete Menegat.  
Os números publicados após essa edição até a publicação da primeira edição especial  
online, que abordaremos a seguir, não serão contemplados neste artigo, cabendo registrar que  
essas edições seguem e aprofundam os caminhos já pavimentados de tornar a Libertas cada vez  
mais reconhecida e acessada.  
A edição especial online de 2007  
A edição especial de fevereiro de 2007 tem um significado muito importante para a  
FSS/UFJF e para a Libertas, pois expressa a possibilidade de dar visibilidade a um dos projetos  
mais importantes desenvolvidos junto aos movimentos sociais: a parceria estabelecida em 1999  
pela UFJF com a Escola Nacional Florestan Fernandes do MST.  
Firmada durante a gestão da professora Sandra Hallack Arbex na direção da FSS/UFJF  
e da professora Margarida Salomão, na reitoria da UFJF, essa parceria foi estabelecida para a  
formação de quadros dos movimentos sociais.  
Coordenada desde o início na Faculdade de Serviço Social pela professora Cristina  
Simões Bezerra, essa experiência foi apresentada inicialmente por ela, na Libertas n. 3 (jan./jun.  
2002), com o artigo “Educação no MST e a criação das parcerias com as universidades  
públicas”.  
36  
As iniciativas desenvolvidas na UFJF foram: 1. Projeto de Extensão “Realidade  
Brasileira para Jovens do Meio Rural”, realizado em julho de 2000, contemplando cerca de 320  
jovens da região Sudeste, além dos estados da Bahia e do Mato Grosso; 2. Curso de Extensão  
“Realidade Brasileira a partir dos Grandes Pensadores Brasileiros”, realizado nos anos de 2001  
e 2002, contou com a presença de 78 alunos, oriundos de 8 movimentos sociais no campo, que  
deram à turma o nome de “Milton Santos”; 3. Curso de Especialização em Estudos Latino  
Americanos, realizado entre 2003 e 2017, tendo formado 5 turmas com 150 militantes e  
dirigentes de diversos movimentos sociais e organizações do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile  
e Colômbia.  
Nessa edição especial (fev. 2007), essa última experiência é retomada e analisada a partir  
das iniciativas de formação desenvolvidas desde o início, conforme se observa no sumário, no  
artigo de abertura, “A Parceria UFJF/Escola Nacional Florestan Fernandes – MST: A  
Experiência e a Produção de Conhecimentos do Curso de Especialização em Estudos Latino  
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
Americanos”, das professoras Cristina Simões Bezerra e Mônica Aparecida Grossi Rodrigues,  
da FSS/UFJF, e do dirigente do MST, Adelar João Pizetta, que fazia uma análise do curso que  
formava sua primeira turma. Divulgada em nível nacional pelo MST, através de sua página  
eletrônica, na reportagem “Militantes de Movimentos Sociais lançam especial da Revista  
Libertas”, essa edição ganha grande repercussão, sendo muita acessada, ampliando a  
visibilidade e o reconhecimento tanto da Libertas como da relação construída historicamente  
pela FSS com os movimentos e as lutas sociais.  
Intitulada pelos estudantes como “Turma Haydée Santamaria”, essa turma produziu 37  
monografias de especialização, que foram agrupadas em 5 eixos: Eixo 1 – Estado e Movimentos  
Sociais; Eixo 2 – Estado, partidos políticos e políticas públicas; Eixo 3 – Cultura, educação e  
formação política; Eixo 4 – Gênero e Classes Sociais; Eixo 5 - Produção, Cooperação e Meio  
Ambiente. Para essa edição especial foram selecionados 11 trabalhos, que trazem contribuições  
significativas sobre temas relacionados a ocupações de terra, assentamentos de Reforma  
Agrária, juventude, formação política, gênero e classe, valor sócioeconômico da água; América  
Latina e pensamento social brasileiro e latino americano, os quais listamos abaixo.  
A Parceria UFJF/Escola Nacional Florestan Fernandes MST: A Experiência e a  
Produção de Conhecimentos do Curso de Especialização em Estudos Latino  
Americanos”, de Cristina Simões Bezerra, Mônica Aparecida Grossi Rodrigues e  
Adelar João Pizetta.  
37  
A Construção da Escola Nacional Florestan Fernandes: Um Processo de Formação  
Efetivo e Emancipatório”, de Ana Maria Justo Pizetta.  
A Natureza Educativa nas Ocupações de Luta Pela Terra no Brasil”, de Gilvânia  
Ferreira da Silva.  
Juventude, Formação Política e Identificação no MST”, de Esmeraldo Leal dos Santos.  
Violência nas Relações de Gênero e Classe: Uma Interpretação a Partir das Mulheres  
Camponesas do Rio Grande do Sul”, de Carmen Lorenzoni.  
Da Invisibilidade na Memória das Lutas Sociais ao Protagonismo Histórico das  
Mulheres no Campo”, de Djacira Oliveira.  
Pertinencia de las Organizaciones de Mujeres del Sector Popular, en el Paraguay de  
Hoy”, de Magdalena Fleytas.  
A Dimensão Libertária da América Latina no Pensamento de Florestan Fernandes”, de  
Patrícia Menna Barreto Ferreira.  
25 anos da Libertas: de sua criação à publicação da edição especial de 2007  
Brasil: um país em desenvolvimento? A atualidade da Dialética da Dependência de  
Rui Mauro Marini para a análise do avanço do capitalismo na América Latina”, de  
Rogério Antonio Mauro.  
O Valor Sócio-econômico da Água: A Exclusão do Homem do seu Meio e a  
Expropiação dos Recursos Hídricos”, de Demóstenes Ramos de Melo.  
Considerações sobre o Planejamento Espacial e a Organização da Moradia dos  
Assentamentos de Reforma Agrária no DF e EntornoValéria Andrade Bertolini e  
Fernando Ferreira Carneiro.  
América Latina, Desenvolvimento e Ideologia”, de Flávia Braga Vieira.  
Finalizando, podemos afirmar que essa edição especial da revista Libertas contribuiu  
para o seu fortalecimento, deixou um registro histórico da relação estabelecida com as lutas  
sociais e com as grandes questões da realidade brasileira e latino-americana.  
Considerações finais  
A criação da revista Libertas da FSS/UFJF representou um passo fundamental para o  
reconhecimento do lugar ocupado pelo Serviço Social na universidade e para o fortalecimento  
do debate e do pensamento crítico, trazendo contribuições relevantes ao curso de graduação e  
ao programa de pós-graduação em Serviço Social da UFJF.  
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O lançamento do primeiro número impresso da Libertas, em maio de 2001, ocorreu num  
contexto nada favorável para a classe trabalhadora, pois o neoliberalismo representou, dentre  
outras coisas, um avanço capitalista sobre os direitos, resultando no aprofundamento de  
políticas neoliberais focalizadas e seletivas. Esse contexto impõe desafios ao Serviço Social no  
sentido de produzir reflexões críticas e respostas profissionais, sendo a criação de um veículo  
de divulgação e intercâmbio de pesquisas, como a revista Libertas, um elemento de resistência  
no campo do pensamento crítico.  
As observações que fizemos sobre os números lançados posteriormente, até a edição  
especial de 2007 nos faz reconhecer que o caminho para o processo de consolidação deste  
periódico científico foi construído a muitas mãos, mentes e corações, aos quais nos somamos,  
mas também foi resultado da decisão política da FSS/UFJF, de criar, ao longo destes 25 anos,  
as condições possíveis para manter e tornar nossa Libertas cada vez mais relevante.  
A edição especial de fevereiro de 2007 é um exemplo dos vínculos históricos que a  
FSS/UFJF vem estabelecendo com os movimentos e lutas sociais, ultrapassando o espaço  
estritamente acadêmico e consolidando a proposta de que é possível e necessário produzir  
Libertas, Juiz de Fora, v. 26, n. 1, p. 26-39, jan./jun. 2026. ISSN 1980-8518  
Mônica Aparecida Grossi; Auta Iselina Stephan de Souza; Sandra Hallack Arbex  
conhecimento crítico a partir das lutas sociais e da realidade latino-americana.  
Após um árduo percurso de trabalho, com percalços iniciais, como o desafio de manter  
a periodicidade semestral em dia, a Libertas alcançou reconhecimento acadêmico, tendo  
alcançado na avaliação do Qualis Periódicos (da CAPES), a classificação Qualis A2 no  
quadriênio 2021-2024, atestando o alto impacto e a qualidade de suas publicações no cenário  
científico brasileiro.  
Referências  
ARBEX, Sandra Hallack. Apresentação. In: LIBERTAS, v. 1, n.1, jan/jun, 2001. Juiz de Fora:  
Ed. UFJF, 2001.  
BEZERRA, Cristina Simões; LAGE, Rosângela. Editorial. In: LIBERTAS, v. 1, n.1, jan/jun,  
2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001.  
DURIGUETTO, Maria Lúcia. A teoria dos movimentos sociais em debate. Libertas, v. 1, n.1,  
jan/jun, 2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001.  
JACOMETTI, Rita de Cássia. Faculdade de Serviço Social: significação da sua criação para  
Juiz de Fora. Libertas, v. 1, n. 1, jan/jun. 2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001. p. 11-28.  
LIBERTAS, v. 1, n. 1, jan/jun. 2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001.  
LIBERTAS, v. 1, n. 2, jul./dez. 2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001.  
LIBERTAS, v. 2, n. 1, jan/jun. 2002. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2002.  
LIBERTAS, v. 2, n. 2, jul/dez.. 2002; v.3, n.1 e n.2.jan/dez 2003. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2003.  
LIBERTAS. Edição Especial (fev.2007). Juiz de Fora, 2007. Disponível em  
MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Militantes de Movimentos Sociais  
lançam especial da Revista Libertas. MST, 16 fev. 2007. Disponível em:  
revista-libertas/. Acesso em: 20 maio 2026.  
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SALOMÃO, Maria Margarida Martins. Apresentação. In: LIBERTAS, v. 1, n. 2, jul./dez..  
2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001.  
SANSÃO, Marilene Schelgshorn dos Santos. Apresentação. In: LIBERTAS, v. 2, n. 1, jan/jun.  
2002. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2002.  
STEPHAN-SOUZA, Auta. MOURÃO, Ana Maria Arreguy; LIMA, Ana Maria C. Amoroso.  
Residência em Serviço Social: um projeto de formação social. Libertas, v. 1, n.1, jan/jun,  
2001. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2001.