IPOTESI – REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS
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<p>A <em>Ipotesi - Revista de Estudos Literários</em> [ISSN 1982-0836; qualis A4] é uma publicação do <a href="https://www2.ufjf.br/ppgletras/">Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários</a>, da <a href="https://www2.ufjf.br/ufjf/">Universidade Federal de Juiz de Fora</a>, cujo objetivo é divulgar produções de pesquisadores de universidades nacionais e estrangeiras. Dedicada a contribuições na área de estudos literários, a revista publica artigos, resenhas, traduções e criação literária. <span style="font-weight: 400;">O material enviado é avaliado pelos Editores de número e por pelo menos dois pareceristas </span><em><span style="font-weight: 400;">ad hoc</span></em><span style="font-weight: 400;"> (Avaliação Cega por Pares). </span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Textos literários são aceitos a partir de convite por parte da equipe editorial, não sendo possível o livre envio.<br /></span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A partir de 2026, a Ipotesi passou a adotar o sistema de submissão e publicação contínuas. Isso significa que as submissões podem ser feitas a qualquer momento e, uma vez aprovadas, são editadas e publicadas imediatamente em um único número anual. Números especiais dedicados a temas específicos poderão ser organizados paralelamente, conforme o interesse dos editores, com chamadas próprias divulgadas na seção de Notícias.</span></p> <p>Para saber mais sobre a revista (histórico, foco, escopo, periodicidade), <a href="https://periodicos.ufjf.br/index.php/ipotesi/sobre">clique aqui</a>.</p>Universidade Federal de Juiz de Forapt-BRIPOTESI – REVISTA DE ESTUDOS LITERÁRIOS1415-2525A presença do teatro simbólico no proscênio textual brasileiro
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<p>O rato no muro (1967), obra dramática produzida por Hilda Hilst, constitui-se como corpus de análise deste artigo. O objetivo é examinar como a escritora articula elementos simbólicos e formais para representar uma sociedade marcada pelo autoritarismo. A reflexão, de vertente hermenêutica, estabelece diálogo com a crítica feminista e com os postulados de Jean-Pierre Ryngaert (1996), Patrice Pavis (2015), Anne Ubersfeld (2005), Peter Szondi (2001) e Raymond Williams (2002) acerca do drama moderno. Com efeito, esta investigação centrar-se-á na configuração das didascálicas e na constituição do espaço cênico diegético (o convento e o muro) como mecanismos de confinamento que revelam a “estrutura de sentimento” do período ditatorial brasileiro. Os resultados demonstram que o drama hilstiano transcende o panfletarismo político ao articular, por meio da fragmentação das personagens e metáforas insólitas, uma crítica à opressão social e aos aprisionamentos da subjetividade humana.</p>Johnny dos Santos Lima Alexandra Santos PinheiroWagner Corsino Enedino
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2026-08-052026-08-0530112810.34019/1982-0836.2026.v30.52339Perfis de masculinidade na comédia setecentista “Guerras do Alecrim e Manjerona”, de Antônio José da Silva
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<p>O artigo apresenta uma leitura da comédia setecentista <em>Guerras do Alecrim e Manjerona</em> (1735), de autoria do dramaturgo luso-brasileiro Antônio José da Silva (1705-1739), o Judeu, pautada pela análise dos personagens masculinos da obra. A análise introduz uma reflexão de cunho social e histórico acerca dos papéis sociais atribuídos ao gênero masculino. A reflexão sobre as questões abordadas nessa leitura da peça de Antônio José da Silva e na análise de seus personagens homens foi guiada pelas contribuições de Raewyn Connell (2005) para o campo de estudos das masculinidades (masculinities), somadas aos estudos de Judith Butler (2003) sobre questões de gênero e performance. O estudo logrou construir uma reflexão a respeito das ações e motivações dos personagens da obra enquanto reflexo das motivações masculinas e dos modelos de masculinidade vigentes no espaço do Portugal do século XVIII.</p>Matheus Rodrigues Gonçalves
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2026-08-052026-08-0530111710.34019/1982-0836.2026.v30.52288Um diálogo entre o principado de Saul e o príncipe de Maquiavel
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<p>Ao longo do tempo, grande parte dos estudiosos da Bíblia Hebraica tem afirmado que o principal motivo da queda do reinado de Saul foi sua desobediência (1Sm 13:13–14). Contudo, até o fatídico discurso do profeta Samuel em Gilgal, após claros momentos de desobediência, Saul ainda reinava. Saul havia sido incumbido da missão de livrar Israel de seus inimigos (1Sm 9:16) e para tamanha façanha, deveria estabelecer um principado constante de guerra e sangue. Ao olharmos para a literatura moderna, um dos livros que pode dialogar com a mentalidade do exercício do poder político e a manutenção do Estado é a obra de Nicolau Maquiavel, <em>O Príncipe</em>. O livro descreve os métodos que o príncipe pode e deve utilizar para perpetuar-se no poder, em busca da sua própria glória e do seu reinado. Desse modo, o presente estudo, por meio da literatura comparada, ousa propor um diálogo intertextual entre a narrativa bíblica do principado de Saul em Israel com a instigante obra política, <em>O Príncipe</em>. Para tanto, mobilizou-se retrospectivamente as categorias maquiavélicas de liberalidade e parcimônia, crueldade e piedade, e a honra da palavra dada, para interrogar a trajetória do monarca bíblico. Nesse exercício, suspende-se o contexto histórico estrito para iluminar as dinâmicas universais de poder e liderança.</p>Ygor Lebrank de MeloLucas Alamino Iglesias Martins
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2026-08-052026-08-0530112510.34019/1982-0836.2026.v30.52148A escritura e a diferença
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<p>O artigo analisa a escrita de si na obra <em>Autobiografia não escrita de Martha Freud</em>, de Teolinda Gersão, explorando como a narrativa ficcional constrói a subjetividade da protagonista. A obra reimagina a vida de Martha Bernays, esposa de Sigmund Freud, oferecendo-lhe uma voz própria em contraste com a posição de silêncio e submissão historicamente atribuída às mulheres no contexto patriarcal do século XIX e início do XX. A escrita de si, enquanto conceito da literatura autobiográfica, autoficcional e de autoconhecimento, é abordada a partir das teorias de Philippe Lejeune, Michel Foucault, Carl Gustav Jung e Jacques Derrida.</p>Rodrigo Felipe Veloso
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2026-08-052026-08-0530111210.34019/1982-0836.2026.v30.51699Entre Cesário Verde e João de Melo: o sentimento de inadaptação português na Europa
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<p>Este artigo tem como objetivo aproximar alguns poemas de Cesário Verde – fundamentalmente “Nós” e “O Sentimento dum Ocidental” – da experiência vivida pelo protagonista de <em>O Homem Suspenso</em> (1996)<em>,</em> de João de Melo, a partir de questões inerentes à tradição e à modernidade em Portugal. Visamos, com isso – com o aporte teórico de nomes como Eduardo Lourenço (2016), Boaventura de Sousa Santos (2013) e Margarida Calafate Ribeiro (2004) –, destacar a imagem que as produções literárias revelam do país no último terço dos séculos XIX e XX, quando a posição dos portugueses na Europa, coincidentemente, está em evidência em setores como a economia, a política e a literatura, oscilando, quase sempre, entre a questionável imaginação do centro e a factível vivência de periferia.</p>André Souza da Silva
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2026-08-052026-08-0530111610.34019/1982-0836.2026.v30.51456As fadas na poética negativa de Arthur Machen
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<p>No conto “Change” (1936), do autor galês Arthur Machen, a figura mitológica da fada encarna o mal ao praticar atos de crueldade contra seres humanos, assumindo uma condição monstruosa. A estrutura narrativa do conto apresenta um conjunto de características que se aproxima do que foi, posteriormente, denominado horror. Tendo isso em vista, o presente artigo busca um diálogo entre o conto de Machen e a teoria do horror artístico, de Noël Carroll, a partir das chamadas poéticas do mal, conforme concebidas por Júlio França e Daniel Silva em pesquisas interessadas na literatura do medo. O diálogo proposto se orienta pelos seguintes objetivos do estudo: (1) localizar historicamente o medo das fadas que emerge na poética negativa de Machen e (2) analisar o conto “Change” a partir do conceito de horror enquanto poética do mal. A leitura realizada do conto sinaliza que a teoria do horror artístico se restringe a um conjunto de valores associado ao racionalismo científico, que aloca o fantástico na ficção, o que não contempla a crença de Machen na existência de fadas. Esse embate entre a ciência e o espiritual é ilustrado pelo conto “Change” através do confronto de ideias entre duas personagens, narrativamente situadas em oposição nos pares inglês/galês, cultura/natureza, ceticismo/misticismo.</p>Guilherme Diniz Machado
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2026-08-052026-08-0530112310.34019/1982-0836.2026.v30.52379O jogo do dissenso como política literáriano Diário de um retornoao país natal de Aimé Césaire
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<p>Este artigo discute como o <em>Diário de um retorno ao país natal</em> de Aimé Césaire transcende o modelo do engajamento como política literária dominante no século XX, e engendra resistência ou dissenso estético sem subsumir-se numa agenda política imediata. Para alcançar esse efeito em seu poema narrativo com traços épicos, o autor martinicano explora figuras estéticas como o devir-anônimo do sujeito, o inconsciente estético, a escrita literária como ato comunitário e a fabulação de novos devires para o sujeito. A matriz teórica da análise literária da obra de Césaire é o pensamento estético e político de Jacques Rancière.</p>Irisvaldo Laurindo de Souza
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2026-08-052026-08-0530112810.34019/1982-0836.2026.v30.52305La réalité et l'imaginaire de Gdańsk dans L'Été 80 (1980) de Marguerite Duras
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<p>Cet article se propose d’analyser la relation entre réalité et fiction dans <em>L’Été 80</em>, recueil de chroniques journalistiques de Marguerite Duras. La grève des ouvriers des chantiers navals de Gdańsk, en Pologne, constitue un motif central qui retient particulièrement l’attention de l’écrivaine dans la seconde moitié de l’œuvre. L’importance historique de cet événement, mais aussi sa portée personnelle pour Duras, de l’événement fait des mentions le concernant un point de rencontre entre objectivité et subjectivité, réalité et fiction. Par son écriture, Duras érige la grève de Gdańsk en un événement à la fois historique et mythique, où s’entrelacent l’informatif et le narratif, le concret et l’abstrait. Il apparaît ainsi que, chez Marguerite Duras, l’enjeu n’est pas de distinguer la réalité de la fiction, mais de penser leur interaction constante et réciproque par une écriture où les frontières se trouvent délibérément brouillées.</p>Luísa Freire
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2026-08-052026-08-0530111710.34019/1982-0836.2026.v30.52150Barroco como eu
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<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo objetiva identificar e analisar traços barrocos em três canções do cantor e compositor Caetano Veloso: </span><em><span style="font-weight: 400;">Outras palavras</span></em><span style="font-weight: 400;"> (1981), </span><em><span style="font-weight: 400;">O</span></em> <em><span style="font-weight: 400;">Quereres</span></em><span style="font-weight: 400;"> (1984) e </span><em><span style="font-weight: 400;">Sampa</span></em><span style="font-weight: 400;"> (1978). O artista baiano é visto como um dos principais expoentes do </span><em><span style="font-weight: 400;">Tropicalismo</span></em><span style="font-weight: 400;">, movimento artístico e multicultural de vanguarda com marcante atuação no final da década de 1960 no Brasil. Dos referenciais que norteiam o estudo aqui realizado, destacamos a visão antropofágica e neobarroca de Haroldo de Campos, os estudos de Afrânio Coutinho, bem como as oportunas contribuições de José Lezama Lima, Severo Sarduy e Gilles Deleuze. </span></p>Rafael Barros de AlencarSamuel Anderson de Oliveira LimaFelipe França Ferreira
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2026-08-052026-08-0530112510.34019/1982-0836.2026.v30.51719Silêncio como linguagem em A resistência, de Julián Fuks
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<p>Este trabalho tem como objetivo analisar um dos triunfos do romance <em>A resistência</em> (2015), de Julián Fuks: sua capacidade de condensar, em poucas palavras, a complexidade das relações familiares envoltas em silêncio e reféns de uma memória fragmentada. Mais precisamente, busca refletir sobre como a relação entre os dois irmãos — o irmão-narrador, Sebastián, e seu irmão adotivo, que não é nomeado na obra — é construída por meio do silêncio e das lacunas que nenhum deles consegue preencher. Esse silêncio permeia suas vidas, criando uma série de não ditos que acabam por distanciá-los cada vez mais, enquanto as lacunas da memória, que surgem no romance como distorção e transfiguração, dificultam ainda mais o narrador em seu objetivo principal: entender esse irmão adotivo e recuperar uma relação, certamente fragilizada, que existia entre eles. Busca-se também analisar como a “resistência” do título do romance relaciona-se com a resistência do irmão adotivo em relação à sua família e com a resistência do narrador-personagem em lidar com suas memórias e sentimentos.</p>Mauricio Junio Gomes Pinto
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2026-08-052026-08-0530112310.34019/1982-0836.2026.v30.51685O trabalho e a luta pelo poder em O Cacaulista de Inglês de Souza
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<p>O presente estudo analisa O Cacaulista, de Inglês de Souza, com foco nas relações de trabalho e suas implicações socioeconômicas, evidenciando como disputas latifundiárias, raciais e de poder operam como superfície de um conflito maior: a luta pelo capital e pela manutenção de privilégios. A investigação também incorpora a noção de elemento disjuntivo, discutida pelo professor Luís Bueno, compreendendo-a como um recurso narrativo que evidencia fraturas sociais e funciona como mecanismo de autoafirmação econômica e simbólica dentro da trama. Nesse sentido, a pesquisa busca demonstrar como tais tensões estruturam a narrativa e revelam contradições profundas da sociedade amazônica representada por Souza.</p>Alisson Geovani Pinheiro do Vale
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2026-08-052026-08-0530111210.34019/1982-0836.2026.v30.51133O intercâmbio intelectual entre Brasil e Portugal através da correspondência entre Alberto de Serpa e Jorge de Lima (1927-1952)
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<p>O presente artigo tem como objetivo apresentar 17 cartas escritas por Alberto de Serpa (1906-1992) para Jorge de Lima (1893-1953), entre 1927 e 1948, e 9 cartas enviadas por Jorge de Lima para Alberto de Serpa entre 1934 e 1952. A leitura das cartas nos permite o acesso à reconstrução de aspectos relacionados à vida dos dois autores, às suas obras e ao contexto histórico e cultural do Brasil e de Portugal entre os anos 1930 e 1950. Em particular, as cartas evidenciam o duplo e intenso trabalho de Serpa na divulgação da literatura brasileira em Portugal, e, na promoção da literatura portuguesa no Brasil.</p>Raphael Salomão Khéde
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2026-08-052026-08-0530112110.34019/1982-0836.2026.v30.52724Premiação da segunda edição do ‘M’illumino / d’immenso’
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<p>O Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, em colaboração com o Laboratório Trādūxit, com o objetivo de promover a tradução e a divulgação da poesia em língua italiana nos países lusófonos, promoveu a primeira edição do ‘M’illumino / d’immenso’ Prêmio Internacional de Tradução de Poesia do Italiano para o Português.</p> <p>O júri internacional do prêmio foi composto por Prisca Agustoni, Barbara Bertoni, Pedro Eiras e Emanuel França de Brito. A cerimônia de premiação foi realizada na terça-feira, 15 de outubro de 2024, às 18h, como parte da XXIV Semana da Língua Italiana no Mundo, no Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro. </p> <p>A Ipotesi - Revista de Estudos Literários, publica as traduções da vencedora do concurso: </p> <p>O Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, em colaboração com o Laboratório Trādūxit, com o objetivo de promover a tradução e a divulgação da poesia em língua italiana nos países lusófonos, promoveu a primeira edição do ‘M’illumino / d’immenso’ Prêmio Internacional de Tradução de Poesia do Italiano para o Português.</p> <p>O júri internacional do prêmio foi composto por Prisca Agustoni, Barbara Bertoni, Pedro Eiras e Emanuel França de Brito. A cerimônia de premiação foi realizada na terça-feira, 15 de outubro de 2024, às 18h, como parte da XXIV Semana da Língua Italiana no Mundo, no Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro.</p> <p>A Ipotesi - Revista de Estudos Literários, publica as traduções da vencedora do concurso: <strong>Antonio Luis Mendes Chagas </strong></p> <p> </p>Antonio Luis Mendes Chagas
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2026-08-052026-08-053011710.34019/1982-0836.2026.v30.52660Estética e retórica da neurodissidência
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<p>A obra <em>Literary neurodiversity studies: current and future directions</em> (2025), publicada pela Palgrave Macmillan e escrita por Bradley J. Irish, propõe uma reestruturação teórica dos estudos literários sob o paradigma da neurodiversidade. O autor substitui o modelo médico de déficit pela noção de neurotipos, permitindo a identificação de subjetividades atípicas na ficção sem recorrer a diagnósticos anacrônicos. O livro resenhado examina personagens e autores neurodivergentes, acentuando a agência e a legitimidade de linguagens não normativas. Ao aplicar essa metodologia a clássicos como Otelo, Irish demonstra que a variação mental é estruturante em toda produção textual, orientando o campo para práticas acadêmicas neurologicamente justas.</p>Fábio Luiz Nunes
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2026-08-052026-08-053011810.34019/1982-0836.2026.v30.52516