Irving Fisher

do equilíbrio neoclássico à crise do subprime

  • Fabrício Augusto de Oliveira
Palavras-chave: Economia neoclássica, Teoria dos preços, Juros, Inflação, Deflação, Dívida

Resumo

Este trabalho analisa a obra de Irving Fisher (1867-1947), um economista Americano filiado à escola neoclássica, considerado, por muitos autores, como um de seus mais importantes representantes. Fisher, apesar de pouco ter se dedicado à vida acadêmica, figura, ao lado de Knut Wicksell (1851-1926) e Joseph Schumpeter (1883-1950), como um dos economistas que mais teria contribuído para aprimorar várias questões dessa escola de pensamento, como as relativas à teoria dos preços e dos juros, entre outras, e introduzir, em seu mundo econômico, monótono, estacionário e repetitivo, elementos dinâmicos, especialmente a partir do momento, no início do século XX, em que passou a se preocupar com os efeitos da inflação sobre o ciclo dos negócios. Embora seja atualmente mais lembrado como um economista que errou feio na previsão da crise de 1930, por ter, poucos dias antes do crash da Bolsa de Nova Iorque, antevisto uma situação de bonança para a economia e para o mercado acionário, fato que levou ao seu descrédito no mercado e o conduziu à ruína financeira, por ter insistido em manter suas posições, redimiu-se deste fiasco, em 1933, com a publicação do livro Debt-deflation Theory of Great Depression. Nele, afastando-se da crença neoclássica sobre a eficiência dos mercados, atribuiria as causas da crise ao excessivo endividamento das famílias e empresas, à especulação e à deflação de ativos que se segue, provocando insuficiência da demanda agregada e, como consequência, recessão. Uma obra que a recente crise do crédito subprime de 2008/2009 confirmou e que, além disso, forneceu alguns antídotos para o seu enfrentamento.

Publicado
2019-05-27
Seção
Artigos