https://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/issue/feedFaces de Clio2026-01-30T01:10:20+00:00Danielle Aparecida Arruda e Isadora Parreira Ribeirofacesdeclioufjf@gmail.comOpen Journal Systems<div style="text-align: justify;">A Revista Faces de Clio é coordenada por discentes do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora (BRASIL). Desde 2015, tem trabalhado na divulgação dos resultados das pesquisas de doutores e estudantes de mestrado e doutorado em História e áreas afins em âmbito nacional e internacional, sendo avaliados artigos escritos em português, inglês e espanhol.</div>https://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/51566Expediente - Paisagem, território e poder:2026-01-29T18:59:52+00:00Danielle Arrudadaniellehistjf@gmail.comIsadora Parreira Ribeiroisadoraribeiro909@gmail.com2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Danielle Arruda; Isadora Parreira Ribeirohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/47596Entre a legalidade e a anarquia2025-11-04T00:16:59+00:00Eduardo Prates Bordinhãoeduardopratesbordinhao@gmail.com<p>Este artigo analisa as representações políticas elaboradas pelo jornal <em>O Combatente</em>, de Santa Maria, RS, durante o governo da dissidência republicana (1891-1892), pejorativamente chamado de <em>governicho</em> por seus opositores. O estudo foca na cobertura jornalística dos eventos políticos que se seguiram à Revolução de Novembro de 1891, que depôs Júlio de Castilhos do governo do Estado. Como fontes, utilizam-se as edições do jornal publicadas entre janeiro e junho de 1892 (23 números). O estudo baseia-se nas noções de imaginários sociais, representações e encenação do drama político, articuladas à problematização entre a narração dos acontecimentos, o acontecimento e a historiografia. A análise revela que o jornal construiu uma narrativa que negava a legitimidade do governo dissidente, caracterizando-o como ilegal e anárquico, enquanto defendia a legalidade do governo de Castilhos e do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR).</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Eduardo Prates Bordinhãohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/49287Dona Inácia Cletta de São José:2025-10-10T19:03:28+00:00Sabrina da Silvasabrinaalves87@hotmail.com<p>Este artigo almeja analisar a trajetória de Dona Inácia Cletta de São José, única herdeira de uma família abastada, cuja vida foi marcada por resistência ao enclausuramento no Recolhimento de Macaúbas, para onde foi enviada ainda jovem. A análise baseia-se na documentação inquisitorial relativa ao crime de solicitação - especificamente a denúncia que a própria Inácia moveu contra um confessor - e pelos registros das internas da instituição. Através dessas fontes, reconstitui-se sua trajetória de enfrentamento à reclusão. Embora tenha mobilizado diversos recursos para obter a liberdade, Inácia veio a falecer no Recolhimento aos 44 anos. O percurso de Inácia evidencia estratégias de resistência feminina face às estruturas coloniais patriarcais, mapeando os limites e possibilidades de sua agência.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Sabrina da Silvahttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50244A compra da liberdade: 2025-10-12T16:07:02+00:00Soélis Mendessoelis@ufop.edu.br<p>Temos como objetivo apresentar duas edições de uma <em>Carta de Liberdade </em>ou de<em> Alforria </em>por meio da qual Maria Florinda liberta sua escrava Joanna de nação courana; tal documento foi produzido no ano de 1740, na então Vila de Nossa Senhora do Carmo, atual Mariana, em Minas Gerais. Para além disso, também pretendemos fazer comentários paleográficos e históricos sobre aspectos da vida privada e da vida judicial do período. Como procedimentos metodológicos para edição do manuscrito, propusemos: normas de transcrição e a elaboração do alfabeto de punho do escrivão que exarou esse documento.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Soélis Mendeshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50067Direitos humanos e cidadania: 2025-09-30T00:49:45+00:00Leandro Brunelolbrunelo@uem.brJuliano Gualberto Ribeirojulianogribeiro77@gmail.com<p>O presente artigo aborda a temática dos direitos humanos e da cidadania a partir da Constituição Federal do Brasil de 1988 e da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) de 1948. Tem o intuito de identificar como o debate acerca da temática está presente no texto constitucional e no documento da Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, também objetiva identificar a evolução e a consolidação dos direitos humanos e da cidadania na sociedade brasileira. Para tanto, este texto se pauta na própria Carta de 1988 e na DUDH, bem como nos referenciais teóricos elencados que contribuem para essa investigação.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Leandro Brunelo, Juliano Gualberto Ribeirohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/49970Crise politico climática e o Patrimônio Cultural2025-09-25T01:11:16+00:00Maryanne de Souza Tavaresmaryanne.abreu@ineaf.ufpa.brWanessa Pires Lottwanessalott@ufpa.br<p>O artigo investiga a relação entre a crise político-climática e o patrimônio cultural, analisando como as mudanças climáticas e as estruturas de colonialidade impactam na preservação da memória e da cultura. Para tal será feita realizada a abordagem qualitativa com base na revisão bibliográfica e na realização de entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciam que a herança colonial continua a influenciar a forma como o patrimônio é compreendido e protegido, privilegiando a materialidade em detrimento das manifestações imateriais e dos bens naturais. Além disso, as mudanças climáticas intensificam os riscos para a preservação da memória coletiva, especialmente para povos que dependem de seus territórios para manter vivas suas tradições. Dessa forma, o estudo ressalta a necessidade de repensar os modelos de preservação do patrimônio, levando em consideração não apenas os impactos ambientais, mas também a justiça social e histórica.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Maryanne de Souza Tavares, Wanessa Pires Lotthttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/49930As Enchentes de 2024: 2025-11-05T21:49:09+00:00FERNANDA MAIATO CHAGASfernandamaiato.ch@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este ensaio propõe uma análise crítica das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, articulando elementos socioambientais, raciais e políticos às estruturas do capitalismo neoliberal e da colonialidade. O texto problematiza a noção de "desastre natural", compreendendo-a como expressão de processos históricos de espoliação e desigualdade dos “</span><em><span style="font-weight: 400;">outros</span></em><span style="font-weight: 400;">” da humanidade. O trabalho reflete sobre o “capitaloceno”, o “devir negro” e a produção dos outros da humanidade no “olho dos fins de mundo”. O texto nasce de uma tessitura ensaística, que entrelaça análise crítica e sensibilidade da experiência, posicionando a escrita como ferramenta de resistência e disputa de modos de viver, narrar e produzir mundos </span><em><span style="font-weight: 400;">outros</span></em><span style="font-weight: 400;"> frente às crises fabricadas pelo sistema capitalista-colonial.</span></p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 FERNANDA MAIATO CHAGAShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50212As palmeiras e o arvoredo:2025-12-28T14:23:40+00:00Gilberto Cézar de Noronhanoronha.gilberto@ufu.brJakeline Fernandes Cunhajakelinecunha@yahoo.com.br<p>Este texto tem como objetivo analisar criticamente a construção narrativa da paisagem cultural brasileira através de dois elementos recorrentes em sua composição, as palmeiras e o arvoredo, tramada pela literatura, artes plásticas, arquitetura e história. Narrativas que insistem em apreender a paisagem geográfica, social e cultural brasileira pelos contrastes e ambivalências da “linha reta, dura, inflexível” e da “curva livre e sensual”: contrastes que sugerem não apenas escolhas estéticas, mas projetos políticos e ideológicos de ordenamento territorial e construção identitária nacional. Para tanto, exploramos o universo simbólico de construção da paisagem: uma forma histórica que supõe processos de identificação, recortes, enquadramentos e (re)agrupamentos de elementos naturais e culturais enquanto campo de disputas narrativas e territoriais, onde se inscrevem memórias, esquecimentos, voluntários e involuntários, conivências e resistências</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Gilberto Cézar de Noronha, Jakeline Fernandes Cunhahttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50236Do desenvolvimento a segregação: 2025-12-04T00:00:00+00:00JEFFERSON ALLAN DA SILVAjeffersonallan27@gmail.com<p>Este artigo investiga o processo de urbanização em Triunfo - PE durante a primeira metade do século XX, problematizando como esse periodo, embora associado ao progresso, promoveu segregação social e espacial, especialmente no bairro Alto da Boa Vista, habitado majoritariamente por descendentes de ex-escravizados. Tem por objetivo analisar a segregação do bairro Alto da Boa Vista no processo de urbanização de Triunfo – PE, na primeira metade do século XX. A justificativa desse trabalho está na necessidade de revelar as práticas racistas de exclusão na história do município a partir do processo de urbanização. A metodologia utilizada combina pesquisa documental, textos teóricos e entrevistas com moradores locais, buscando articular memória (Le Goff, 2011), experiência e materialidade do espaço. Parte-se da hipótese de que a urbanização em Triunfo, ao mesmo tempo que consolidou símbolos de modernidade, reforçou desigualdades históricas.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 JEFFERSON ALLAN DA SILVAhttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50202Paisagem em disputa: 2025-10-10T18:37:42+00:00Gabriel Luz de Oliveiraluzgabriel@outlook.com.br<p>Este artigo analisa a Vila Aparecida, em Ouro Preto, transformada em símbolo de “desordem” urbana a partir de sua interferência na paisagem do sítio histórico tombado. Formada desde meados do século XX por concessões fundiárias, autoconstruções e fluxos migratórios, a Vila ganhou centralidade política em 2011, quando uma perícia do Ministério Público Federal, ao inspecionar obras de expansão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), apontou incidentalmente suas casas como problema paisagístico. O episódio mostra como a noção de desordem funciona como gramática que naturaliza a exclusão: necessidades de moradia aparecem como ruído, enquanto se toma como ordem a preservação de um cenário que busca recompor a atmosfera do século XVIII – casario colonial emoldurado por encostas verdes. Em chave materialista-dialética, argumenta-se que o bairro não é anomalia, mas produto histórico das contradições entre a reprodução da vida popular e a mercantilização da paisagem. Documentos administrativos, laudos técnicos e registros fundiários permitem discutir como normas e planos não enfrentam essas contradições, limitando-se a administrá-las e reforçando hierarquias urbanas que a Vila torna visíveis.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Gabriel Luz de Oliveirahttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50080O Palacete Fellet como paisagem em conflito:2025-11-28T14:43:58+00:00Maciel Antonio Silveira Fonsecamaciel.s.fonseca@gmail.com<p>Este artigo analisa as múltiplas interpretações do patrimônio cultural na paisagem urbana de Juiz de Fora/MG a partir do estudo de caso do Palacete Fellet. Ao discutir conceitos de autores como Choay, Ingold, Olender e Borges, a pesquisa evidencia a tensão entre preservação institucional, interesses particulares e percepção coletiva. Este trabalho incorpora pesquisa com transeuntes à produção bibliográfica acerca da proteção do patrimônio cultural, revelando a baixa aderência da população ao bem tombado. Conclui-se que o tombamento, mesmo em ruínas, tornou-se símbolo da disputa entre interesses preservacionistas e a especulação imobiliária, reafirmando os desafios da patrimonialização em contextos onde a omissão dos agentes públicos e privados se sobrepõe às diretrizes normativas da preservação e aos afetos inerentes à relação entre o bem cultural e a comunidade na qual está inserido.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Maciel Antonio Silveira Fonsecahttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50056A cidade em camadas: 2025-09-17T20:54:52+00:00Gabriel Silva Santosgabriel.geo.santos@gmail.comWashington Washington Ramos dos Santos Juniorwashingtonramos.geopsique@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa a cidade de Vitória da Conquista (BA) a partir da noção de “camadas de memória”, e evidencia como a paisagem urbana expressa disputas entre preservação e uso do espaço. A pesquisa baseou-se em levantamento bibliográfico, análise documental e registros fotográficos. O estudo concentrou-se em dois eixos: a arquitetura histórica do centro e a Lagoa das Bateias. No primeiro, a ausência de políticas de preservação favorece a substituição de casas antigas por prédios, com consequente apagamento de referências culturais. No segundo, verificou-se que, apesar das revitalizações recentes, a lagoa permanece marcada por problemas ambientais relacionados ao saneamento e à pressão urbana. Conclui-se que Vitória da Conquista exemplifica como cidades médias brasileiras reúnem diferentes temporalidades em sua configuração espacial e confirma que a preservação do patrimônio constitui processo em permanente disputa.</span></p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Gabriel Silva Santos, Washington Washington Ramos dos Santos Juniorhttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50251Segregação Socioespacial e Direito à Paisagem na Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ)2025-10-31T17:40:44+00:00Tamiris Batista Diniztamirisbdiniz@hotmail.comGuilherme Preato Guimarãestamirisbatist@gmail.com<p>Este trabalho busca analisar de forma crítica como as interseções étnico-raciais e de classe estruturam a produção da paisagem da zona Sul do Rio de Janeiro, problematizando as disputas pelo direito à paisagem em um território marcado historicamente por contrastes socioespaciais. A pesquisa utilizou revisão bibliográfica, levantamento de dados secundários do Instituto Pereira Passos e do Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, trabalhos de campo e elaboração de mapas temáticos. Os resultados indicam um padrão de segregação que combina alta concentração de população com a etnia preta e parda e baixos rendimentos nas áreas de favela, em contraste com os bairros, que apresentam predominância de população com etnia branca e faixas de renda superiores a dez salários mínimos.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Tamiris Batista Diniz, Guilherme Preato Guimarãeshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50220Traços de Rua:2025-10-30T12:25:28+00:00Vinícius Costa de Oliveiraviniciuscosta.oliveira@estudante.ufjf.br<p><span style="font-weight: 400;">Este trabalho investiga a Praça Antônio Carlos, em Juiz de Fora (MG), como território de apropriação e ressignificação através do skate. Analisa-se o papel da Associação Juizforana de Skate (AJS) na construção da primeira pista da cidade, evidenciando o deslocamento semântico entre skate como prática cultural e esportiva. Embora a institucionalização tenha possibilitado conquistas materiais, ela também tensionou a dimensão lúdica e transgressiva da prática. Com base em registros audiovisuais, documentais e narrativas orais, o estudo mostra que a natureza elástica do skate permitiu a apropriação de diferentes elementos da praça, produzindo memórias coletivas e novas formas de sociabilidade urbana. Conclui-se que o skate atua como instrumento de ressignificação da Praça Antônio Carlos, revelando o potencial criativo e contestatório da prática frente às regulações e projetos urbanos.</span></p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Vinícius Costa de Oliveirahttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50231Decolonizar o Patrimônio: 2025-10-23T19:52:25+00:00Pollyana Calado de freitaspollycaladohistoria@hotmail.com<p>Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre a colonialidade do patrimônio cultural no Brasil, entendida como a persistência de estruturas coloniais nos processos de seleção, valorização e preservação de bens culturais. A partir dos eixos memória, narrativas e justiça histórica, discute-se o patrimônio cultural como campo de disputa e instrumento político, destacando os limites e possibilidades das políticas de preservação frente às demandas de grupos historicamente subalternizados. O estudo de caso do Sítio Histórico e Arqueológico da Cruz das Almas, localizado na Comunidade Quilombola do Castainho (Garanhuns, Pernambuco), é analisado como exemplo de luta por reconhecimento patrimonial e territorial. Conclui-se que uma abordagem decolonial é fundamental para promover novas narrativas e futuros possíveis, baseados na horizontalidade dos saberes, na escuta ativa e na gestão compartilhada dos bens culturais.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Pollyana Calado de freitashttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50243Entre a imagem, o relato e a resistência2025-11-05T21:17:22+00:00Welliton Soaresswelliton109@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar o documentário Em busca do Bem Viver (2017), do cineasta maranhense Murilo Santos, enquanto documento histórico e instrumento de denúncia do conflito socioambiental da comunidade de Cajueiro, localizada em São Luís-MA. Sendo assim, a partir da História Oral e da História Ambiental, procura-se investigar as representações construídas pelo cineasta, com foco especial no relato de dois moradores. Dessa forma, procura-se compreender como as imagens e vozes acionadas na película funcionam como meios de resistência, fortalecimento das identidades locais e, sobretudo, como meio de denúncia contra a tentativa de instalação de um Terminal de Uso Privado (TUP) no Cajueiro. Nesse sentido, argumenta-se que o documentário opera enquanto contra-imagem do discurso desenvolvimentista e dos modelos hegemônicos de “progresso, ao dar enfoque e visibilidade a vozes silenciadas e a territorialidades ameaçadas. </p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Welliton Soareshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50108Representações do jornal Alto Madeira sobre indígenas durante o ano de 19982025-11-10T13:18:25+00:00Rodrigo dos Santosrodrigo.santos@unir.brIvandrei Sabino dos Santosivansa1931@outlook.com<p>O presente texto tem como objetivo discutir as representações do jornal Alto Madeira sobre os indígenas de Rondônia durante o ano de 1998. O referido periódico é relevante, tendo em vista sua duração de cem anos. Já a escolha pelo ano de 1998 é simbólica, uma vez que foi nele que se rememorou os dez anos da constituição de 1988, considerada cidadã, garantindo os direitos dos povos indígenas. Para atingir tal objetivo, utilizamos as edições disponibilizadas pelo Centro de Documentação da Zona da Mata Rondoniense e amparamos em discussões relacionadas aos Estudos Culturais e teóricos relacionados à temática. Como resultados, percebemos representações múltiplas dos povos indígenas, contudo, marcadas por um discurso de progresso.</p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Rodrigo dos Santos, Ivandrei Sabino dos Santoshttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/50281"A cidade está cheia de flagelados”2025-10-17T14:06:29+00:00Pedro Jardel Fonseca Pereirapedrojardelpereira@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo deste artigo é analisar a passagem dos migrantes nordestinos por Montes Claros, sob a ótica do </span><em><span style="font-weight: 400;">Gazeta do Norte</span></em><span style="font-weight: 400;">. A cidade norte mineira era entreposto dos “flagelados da seca”, cujo intuito era embarcar na Estação Ferroviária para São Paulo, no entanto, antes eram submetidos à triagem médica. Na fundamentação teórica utilizamos as seguintes categorias de análises: </span><em><span style="font-weight: 400;">reprodução social das famílias nordestinas </span></em><span style="font-weight: 400;">de Paulo Fontes e </span><em><span style="font-weight: 400;">estabelecidos e os outsiders</span></em><span style="font-weight: 400;"> de Norbert Elias e John L. Scotson.</span><span style="font-weight: 400;"> As informações obtidas a partir da imprensa foram analisadas sob a perspectiva metodológica da Análise do Discurso. O que nos permitiu constatar que os migrantes, além de serem indesejados, foram alvos de ações que visavam excluí-los da urbe.</span></p>2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Pedro Jardel Fonseca Pereirahttps://periodicos.ufjf.br/index.php/facesdeclio/article/view/51568Editorial - Paisagem, território e poder: 2026-01-29T19:01:34+00:00Isadora Ribeiroisadoraribeiro909@gmail.comDanielle Aparecida Arrudadaniellehistjf@gmail.com2026-01-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Isadora Ribeiro; Danielle Aparecida Arruda