https://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/issue/feedEducação em Foco2025-12-18T13:57:26+00:00Editor chefeedufocoufjf@gmail.comOpen Journal Systems<p>A revista Educação em Foco é uma publicação da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Sua missão é estimular e divulgar a produção científica no campo da Educação, propondo interfaces de saberes com instituições locais, regionais, nacionais e internacionais. Visa ainda a qualificação da pesquisa em Educação, frente às crescentes exigências das questões educacionais no país e no mundo, abrangendo suas diversas esferas, tempos e espaços.</p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30067APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ APARELHOS PRIVADOS DE HEGEMONIA NA EDUCAÇÃO PÚBLICA2025-12-10T02:31:15+00:00Priscila Monteiro Chavespriscilachavesufes@gmail.comMauro Tittonm.titton@ufsc.brAndré Rodrigues Guimarãesandre@unifap.br<p>APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ APARELHOS PRIVADOS DE HEGEMONIA NA EDUCAÇÃO PÚBLICA</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30068APARELHO PRIVADO DE HEGEMONIA DO CAPITAL2025-10-15T20:44:01+00:00Vanessa Santana dos Santosvanessa.santana@ufjf.brMárcia Aparecida Jacominijacomini.marcia@unifesp.br<p>A incidência empresarial nas políticas educacionais ampliou-se a partir dos anos 2000, inaugurando um novo ciclo de mobilização empresarial. Nesse cenário, diversas organizações sociais foram criadas na América Latina. O Programa de Reformas Educacionais da América Latina e Caribe (Preal) asseverou a criação da Rede Latino-Americana de Organizações da Sociedade Civil, para ser uma referência aos países da América Latina. Diante disso, o artigo tem como objetivo compreender as articulações da Reduca como aparelho privado de hegemonia do capital no que tange às políticas educacionais da América Latina, considerando o conjunto de disputas em torno de um projeto de educação escolar pública. Com base numa pesquisa documental, as análises apoiaram-se nas contribuições teóricas gramscianas. Verificou-se que a Reduca teve seu financiamento e projeto intelectual articulados a organizações internacionais. Enquanto aparelho privado de hegemonia do capital, a Reduca defende a lógica da eficácia gerencial e atua como “partido” apoiada na hegemonia neoliberal.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30069FORMULAÇÕES DA CNI PARA A EDUCAÇÃO 2025-06-19T14:03:52+00:00André Silva Martinsandresilvamartinsjf@gmail.comMarcelo Paula de Melomarcelaomelo@gmail.com<p>O artigo<a href="https://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/workflow/index/48601/5/#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> analisa a formulação sobre a educação básica contida no documento Mapa Estratégico 2023-2032: o caminho para a nova indústria da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). A análise é referenciada no método materialista histórico-dialético, nas reflexões e nos conceitos de Antonio Gramsci e nos procedimentos da pesquisa documental. O estudo identifica que o Mapa da CNI é um instrumento para orientar a política industrial no Brasil, mobilizando temas conexos. Nessa perspectiva, estabelece referências para subordinar a política educacional à política industrial com o objetivo de assegurar a formação do trabalhador necessária à chamada neoindustrialização. Para tanto, a CNI propõe várias mudanças e ajustes na política educacional para que a escola pública seja afirmada como ferramenta pedagógica da competitividade industrial. Trata-se de uma concepção que aprofunda as ameaças sobre o sentido de escola pública e que pretende viabilizar a subalternização dos trabalhadores à nova fase da hegemonia burguesa no país.</p> <p> </p> <p><a href="https://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/workflow/index/48601/5/#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Este artigo é parte da produção relacionada ao estágio de pós-doutoramento do 1º autor, com supervisão do 2º autor.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30070OS THINK TANKS E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NA ÁREA EDUCACIONAL2025-08-13T20:04:23+00:00Valdelaine Mendesvaldelainemendes@outlook.com<p>Os <em>think tanks</em> podem ser definidos como organizações que têm como propósito produzir e disseminar o conhecimento para exercer influência na definição das políticas nas mais diversas áreas de atuação de um governo. Eles estão presentes em todos os continentes, e muitos contam com volumosos orçamentos e possuem escritórios em dezenas de países. Cresceram expressivamente pós anos 1990, tanto com a criação de novas organizações quanto com sua capilarização, cuja expansão ultrapassa o país onde têm sede. Este artigo tem como objetivo analisar dois Centros de Pesquisa que produzem, organizam e desenvolvem estudos na área educacional no Brasil e elaboram materiais para intervir no trabalho realizado nas redes públicas de ensino. O foco do estudo foi entender o que são os <em>think tanks</em>, como se constituem e como se organizam para influenciar a organização das políticas educacionais nas diferentes esferas de governo. Este é um estudo documental, em que foram analisados materiais e documentos produzidos por dois Centros de Pesquisa vinculados a duas organizações privadas: Instituto Unibanco e Sebrae, desde a sua criação. Esses aparelhos privados de hegemonia operam para legitimar os interesses dos grupos dominantes, e portanto, avançam sobre o sistema educacional público para fortalecer o pensamento hegemônico. Produzem conhecimento para disseminar uma concepção de mundo que interesse ao capital, mesmo que conflitante com as condições de existência dos usuários da escola pública.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30071CAPITAL EDUCADOR2025-11-03T09:29:44+00:00Mauro Tittonm.titton@ufsc.brAstrid Baecker Avilaabaeckeravila@gmail.com<p>As profundas mudanças pelas quais passa a educação no Brasil, especialmente a partir dos anos 1990, têm a indelével marca dos movimentos dos capitais, alterando forma e conteúdo, objetivos e mecanismos de controle e mercadorizando um conjunto crescente de atividades educacionais. Este artigo apresenta parte de uma pesquisa documental e genética que objetivou identificar elementos da imposição dos interesses do capital especificamente pela articulação de dois fenômenos marcantes na educação atual: a plataformização do trabalho e, consequente, da educação, em especial pela introdução de tecnologias digitais e a ação de organizações privadas constituídas em Aparelhos Privados de Hegemonia (APHs), visando a consolidação do projeto burguês de formação por meio de mudanças na política educacional e nas ações do Estado, visando criar o ambiente necessário ao destrutivo processo de reprodução do capital. Conclui que já é possível perceber que as políticas educacionais revelam a tendência do controle dos processos educacionais via plataformização e trabalho digital e que os APHs cumprem papel estratégico ao projeto burguês abrindo caminho e tecendo acordos entre governos e setores da classe dominante buscando criar consenso acerca da inevitabilidade da educação digital sob controle do capital.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30072ALUCINAÇÕES DIGITAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO PLATAFORMIZADA2025-11-05T22:21:18+00:00Maria da Conceição dos Santos Costaconcita.ufpa@gmail.comRogério Gonçalves de Freitasrogerio.goncalves.de.freitas@umontreal.ca<p>O presente texto tem como objetivo analisar o fenômeno da plataformização da educação sob a ótica das alucinações digitais produzidas pelas distopias tecnológicas sob o contexto da racionalidade neoliberal. Trata-se de um ensaio teórico com base em estudos bibliográficos e documentais em diálogo com a perspectiva marxista. Observamos que a multiplicação do debate e dos projetos empreendidos pela plataformização da educação convergem cada vez mais para um regime intenso de controle do conhecimento global e hiper-regulação tecnoidealista, produzindo o que chamamos de “alucinações digitais” na sociedade e na educação. Tecnologias são constituintes fundamentais da experiência humana, e a classe trabalhadora detém não apenas o direito, mas o dever ético e histórico de apropriar-se criticamente delas. Concluímos que, numa perspectiva contra-hegemônica de tentativa de emancipação humana por meio de formas de apropriações tecnológicas, a formação humana aliada ao projeto de soberania digital democratizada apresenta-se como uma alternativa crítica e territorializada para “desalucinar” a plataformização da educação na atual sociedade.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30082O O AVANÇO DO ENSINO DE GRADUAÇÃO`A DISTÂNCIA NO BRASIL E A AGENDA DOS APARELHOS PRIVADOS DE HEGEMONIA2025-10-17T10:59:17+00:00Juliana Iglesias Melimjuliana_melim@yahoo.com.br<p class="EduFoco_T_tuloResumo tm8">O presente artigo tem como objetivo apresentar algumas mediações que conectam a expansão do ensino de graduação a distância no Brasil às orientações dos organismos multilaterais, especialmente a Comunidade Comum Europeia e o Espaço Europeu de Ensino Superior, instituído a partir do Pacto de Bolonha como um projeto internacional do capital para a educação. Pretende-se analisar as formas pelas quais o Estado e os Aparelhos Privados de Hegemonia da burguesia forjam as condições favoráveis para que a política de educação superior responda aos interesses do capital no contexto de crise de acumulação capitalista, agravada com a pandemia da Covid-19. Para tanto, realizamos pesquisa bibliográfica e documental, resgatando as elaborações da Declaração de Bolonha e do Ministério da Educação (MEC) nos anos 2000 e identificando os principais interlocutores do Estado brasileiro no processo de institucionalização dos chamados cursos de graduação a distância. Observa-se uma profunda alteração na política de educação superior com a consolidação da lógica mercantil e medidas governamentais que aprofundam a precarização das instituições públicas, apresentando o ensino a distância de forma fetichizada como alternativa mais democrática para o acesso à educação, especialmente para a classe trabalhadora.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30073FUNDAÇÃO LEMANN E MEGAEDU NA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS DE CONECTIVIDADE2025-08-13T20:06:21+00:00Adriana Medeiros Fariasadrianafarias@uel.brDébora Lauane Luzdebora.lauane0@uel.br<p class="EduFocoTextoResumo">O objetivo geral deste artigo foi analisar a atuação dos Conglomerados de Aparelhos Privados de Hegemonia (APH) Lemann e sócios na consecução de políticas educacionais, de alcance nacional, dentro das ações políticas que integram a Frente Móvel de Ação: tecnologias e conectividade. Do conjunto dessas ações, o trabalho concentra-se nas relações entre os APH e aparelhos do Estado restrito. A análise versa sobre as relações entre a MegaEdu, organização social, e a Fundação Lemann, e seus desdobramentos nas políticas de conectividade do Ministério da Educação, que culminaram na formulação da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, em 2023. A pesquisa documental, feita por meio do levantamento e análise de fontes primárias e secundárias, sustenta-se no materialismo histórico-dialético como concepção teórica de pesquisa, assim como nos conceitos e nas categorias marxistas e gramscianas de Estado ampliado. O estudo evidencia o <em>modus operandi</em> dos APH, Fundação Lemann e sua investida MegaEdu, na direção e na viabilização de políticas educacionais de tecnologias e conectividade, basilares para a expansão da plataformização da educação em todas as suas dimensões, materializando, assim, as condições econômicas de uma fração de classe, de um setor e ramo do capital nas ações do Estado.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30074INFLUÊNCIAS MERCADOLÓGICAS E A DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL NA BNCC E NOS REFERENCIAIS CURRICULARES DA AMAZÔNIA BRASILEIRA2025-10-27T03:26:07+00:00Arthane Menezes Figueirêdoarthane@unifap.brSérgio Luiz Lopesserlupez@yahoo.com.brSheila de Fátima Mangoli Rochasheila.mangoli@ufrr.br<p class="EduFocoTextoResumo">As transformações econômicas globais, influenciadas por uma lógica neoliberal, têm impactado os referenciais curriculares em território amazônico à medida em que reestruturam o mercado de trabalho e provocam mudanças sociais e econômicas significativas na região. Nesse sentido, este estudo objetiva analisar os reflexos da representatividade dos conceitos relacionados às vivências e saberes da diversidade sociocultural dos territórios da Amazônia Brasileira nas Diretrizes Curriculares Estaduais, com ênfase no Referencial Curricular Amapaense (RCA) e no Referencial Curricular de Roraima (RCR). Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, com procedimento bibliográfico e documental. Os resultados destacam que os documentos regionais abordam superficialmente as dimensões culturais e sociais locais, negligenciando a integração efetiva dos saberes essenciais para o desenvolvimento das comunidades amazônicas. Essa limitação está ligada à predominância dos Aparelhos Privados de Hegemonia (APHs), que influenciam a imposição de uma lógica neoliberal e mercantil na educação brasileira, marcada pela padronização curricular, ênfase em competências técnicas voltadas ao mercado global e descaracterização da diversidade cultural local. Assim, o estudo evidencia a necessidade de repensar as políticas educacionais para potencializar a valorização dos saberes regionais, promovendo uma formação que responda às demandas e particularidades locais, a partir do fortalecimento da escuta ativa e protagonismo dos sujeitos amazônicos em seus territórios.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30075COMO APARELHOS PRIVADOS DE HEGEMONIA DEFINEM A AGENDA PRIVATISTA NA POLÍTICA EDUCACIONAL EM MUNICÍPIOS DO EXTREMO SUL DO BRASIL (2021 – 2024)?2025-07-02T00:48:48+00:00Leonardo Dorneles Gonçalvesdorneles05@gmail.comFrancine Sotter Studinskifranstudinski2013@hotmail.comDebora Pintanel Dias Ossanes ossanesdebora@gmail.com<p class="EduFocoTextoResumo">O trabalho apresenta as formas como Aparelhos Privados de Hegemonia exercem influência na política educacional em municípios do extremo sul do Brasil (2021 e 2024). O estudo deriva de uma pesquisa que analisa a atuação de agentes privados na educação básica dos municípios de Rio Grande/RS (Rio Grande (RS)) e (de) São José do Norte/RS (São José do Norte (RS)), evidenciando o avanço da privatização na educação em contexto de crise do capitalismo, e agravado (“o avanço da privatização”?) pela pandemia de Covid-19. Os pressupostos metodológicos estão ancorados em uma abordagem qualitativa e podem ser traduzidos enquanto uma pesquisa exploratória realizada pela interação e (por) buscas na internet, com técnicas de coleta de dados em sítios eletrônicos oficiais. Assim, identificam-se temas como empreendedorismo e inovação, o que revela a influência de Aparelhos Privados de Hegemonia pró capital (pró-capital) na definição da agenda da educação. Os resultados apontam para a crescente presença do setor privado junto a (à) educação dos municípios estudados, notadamente do “Sistema S”, o qual se destaca como um sujeito cada vez mais atuante junto à definição da agenda em torno das políticas educacionais.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30076SLOGANS DE APARELHOS PRIVADOS DE HEGEMONIA NA REFORMA DO ENSINO MÉDIO BRASILEIRO2025-11-02T20:22:33+00:00José Almir Viana Nunesvianunes@hotmail.comAndré Rodrigues Guimarãesandre@unifap.brÁurea Peniche Martinsaurea.martins@ufra.edu.br<p>Este estudo trata sobre o papel dos Aparelhos Privados de Hegemonia (APHs) na reforma do Ensino Médio no Brasil, com foco na atuação do Instituto Corresponsabilidade pela Educação, Instituto Sonho Grande e Instituto Natura. O problema de pesquisa parte da seguinte questão: de que maneira os APHs influenciam a implementação da reforma, com ênfase nos <em>slogans</em> difundidos e em sua integração ao contexto educacional nacional? O objetivo é identificar os principais <em>slogans</em> difundidos por esses aparelhos e implementados na política educacional de reforma do Ensino Médio. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e com análise documental. Os resultados revelam que a reforma favorece uma educação orientada às exigências do capital, centrada na formação de uma força de trabalho flexível, em detrimento de uma educação crítica e emancipadora. Conceitos como protagonismo juvenil, projeto de vida e escola da escolha, amplamente divulgados pelos APHs, alinham-se a uma lógica hegemônica de controle ideológico, operando como mediadoras do discurso neoliberal. Conclui-se que a reforma contribui para a reprodução das desigualdades sociais, ao deslocar o foco da educação como direito social para uma concepção funcionalista ao capitalismo contemporâneo.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30077INSTITUTO IUNGO E O COMPONENTE CURRICULAR PROJETO DE VIDA (PV) NO PROCESSO DE SUBSUNÇÃO DO TRABALHO2025-09-20T09:43:01+00:00Guilherme Luiz Formigheri Fuá de Limaguilherme.formigheri@gmail.comPriscila Monteiro Chavespriscila.chaves.ufes@gmail.comMurillo Rodrigues Paesmurillo.historia@gmail.com<p class="EduFocoTextoResumo">Na esteira do avanço dos aparelhos privados de hegemonia (APH) organizando a educação pública brasileira nas últimas décadas, o presente escrito examina a atuação do Instituto iungo (Belo Horizonte), aparelho que vem organizando o currículo do Novo Ensino Médio (NEM) especialmente para o componente curricular Projeto de Vida (PV) no estado de Santa Catarina. Abordamos a posição social do instituto, as elaborações de seus intelectuais orgânicos e a influência anglófona da sua ideologia, traçando paralelos com as prerrogativas dos organismos multilaterais, especialmente do Banco Mundial (BM) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dessa apreciação depreende-se que o PV consiste em uma moralização para a classe trabalhadora, direcionando um rudimentar planejamento da vida individual, com forte apelo às habilidades socioemocionais, no interior dos limites mais restritos do atual padrão de dominação de classes pautado na relação de exploração capital-trabalho.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30078MAIS PROFESSORES E VALORIZAÇÃO DOCENTE2025-06-02T18:36:31+00:00Allan Kenji Sekiallanknj@gmail.comOlinda Evangelistaolindaevangelista35@hotmail.com<p class="EduFocoTextoResumo" style="text-indent: 0cm;"><span class="Aucun"><span lang="PT">O artigo discute a política estatal de formação e valorização docente no Brasil, tomando como foco o Programa Mais Professores para o Brasil e articulando a essa análise o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens e a BNCC Computação. Examina-se como essas políticas reforçam a adesão individualizada dos professores a programas e editais estatais, ocultando as implicações da intervenção do Estado na reconfiguração do trabalho docente e na fragmentação da categoria. Argumenta-se que, sob o argumento da melhoria da qualidade da educação, aprofunda-se a inserção dos Aparelhos ‘Privados’ de Hegemonia (APHs) na formulação, gestão e controle das políticas educativas, subordinando-as aos interesses do capital educador. A análise destaca a articulação entre Estado e APHs, evidenciando como a apropriação privada de fundos públicos é também operacionalizada através desses aparelhos. Conclui-se que a denominada "valorização do magistério" estatal configura-se como uma estratégia de controle político-ideológico para a reconversão docente, legitimando a precarização do trabalho sob a aparência de benefícios e incentivos seletivos e condicionados.</span></span></p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30079TRABALHO, FORMAÇÃO DOCENTE, REFORMAS EDUCACIONAIS E APARELHOS DE HEGEMONIA2025-09-04T13:14:16+00:00Arlete Maria Monte de Camargoacamargo@ufpa.brMARY JOSE ALMEIDA PEREIRAmaryjosejose5@gmail.com<p class="EduFocoTextoResumo">A formação e o trabalho docente na educação básica refletem diferentes concepções de sociedade que tensionam o campo da formação docente, no qual organizações internacionais desempenham importante papel na consolidação de um projeto hegemônico alinhado às demandas do mercado de trabalho e à globalização econômica. O estudo teve como objetivo analisar como o discurso hegemônico legitima práticas sociais, além de contribuir para a regulação do trabalho docente, favorecer o cumprimento de metas, introduzir a lógica gerencial e valorizar a iniciativa privada em detrimento da pública. Para tanto, realizou-se uma revisão da literatura integrada à análise de dados oficiais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre vínculo empregatício docente no Brasil. Entre os resultados, destacam-se inferências sobre a carreira docente, a fragilidade dos vínculos profissionais e os desafios para a construção de uma identidade docente autônoma e crítica.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30080A RELAÇÃO PÚBLICO-PRIVADO NA GESTÃO EDUCACIONAL MUNICIPAL E A FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES2025-09-01T17:13:53+00:00Leila Pio Mororóleila.mororo@uesb.edu.brMarcos Oliveira Santosmarcos.oliveira@ifbaiano.edu.brAdelvan Alcantara Lima-Filhodelalcantara2010@gmail.com<p class="EduFocoTextoResumo">O presente estudo analisa a relação entre a rede municipal de ensino de Licínio de Almeida e o Instituto Ayrton Senna (IAS), revelando suas implicações no trabalho docente a partir do modelo de formação continuada instituído. O marco teórico parte da análise da crise do capital que tem entre suas estratégias o fortalecimento dos institutos e/ou fundações privadas como Aparelhos Privados de Hegemonia (APH) dialeticamente associados à sociedade política na definição e condução das políticas públicas, em especial a educacional, com interesses privatistas. Os dados empíricos extraídos do contexto do citado município baiano foram reunidos a partir de instrumentos como a análise do manual de orientação do projeto Foco do IAS e de todo o material utilizado na formação continuada dos professores no município estudado e da realização de entrevistas semiestruturadas com participantes: secretária de educação, diretora e coordenadora pedagógica e duas professoras da rede municipal de ensino. A análise dos dados, a partir do marco teórico escolhido, permitiu concluir como a formação continuada de professores se tornou ferramenta fundamental de reconfiguração do trabalho do/da professor/a, que passa a ter sua prática pedagógica ressignificada a favor do mercado. Possibilitou, da mesma forma, confirmar o que a literatura vem denunciando a respeito de que, ao mesmo tempo que os novos padrões de gestão pública instituídos pela reforma do Estado incentivam as práticas de descentralização, o estabelecimento de convênios entre sistemas públicos de ensino e institutos privados nos municípios do interior da Bahia avança e fortalece a reforma empresarial da educação pública.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Focohttps://periodicos.ufjf.br/index.php/edufoco/article/view/e30081APARELHOS PRIVADOS DE HEGEMONIA2025-06-19T14:08:47+00:00Gisele Massongimasson@uol.com.brMichelle Fernandes Limamflima@uem.br<p class="EduFocoTextoResumo">O artigo tem como objetivo apresentar as principais estratégias de atuação dos Aparelhos Privados de Hegemonia (APH) na condução das políticas de formação continuada de professores das redes municipais públicas de ensino. Compreendemos que os APH (Associações, Institutos e Fundações sem fins lucrativos) organizam e disputam projetos políticos para a educação pública por meio de uma agenda articulada especialmente pelo Movimento Todos pela Educação e Movimento Todos pela Base. Tendo isso em vista, a problemática da pesquisa foi organizada em torno da seguinte questão: qual agenda e estratégias de ação os APH têm desenvolvido na formação continuada de professores, nas redes municipais de ensino, no período de 2017 a 2023? A pesquisa fundamentou-se em uma abordagem materialista histórico-dialética, com base nas contribuições gramscianas e de autores contemporâneos do campo marxista. A análise bibliográfica e documental foi realizada para explicitar as referidas estratégias de ação dos APH. A definição desse recorte histórico se deve, sobretudo, pelo aprofundamento da crise do capital desencadeada após 2008, e pelo avanço de políticas ultraneoliberais e neoconservadoras nos contextos mundial e nacional. Esse contexto econômico, político e social contribuiu para uma ofensiva empresarial profunda e ampliada no campo da educação, de um modo geral, e mais especificamente na formação de professores da Educação Básica, objeto de nossa análise.</p>2025-12-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Educação em Foco