https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/issue/feed CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS 2026-08-12T14:01:00+00:00 Equipe Editorial CSOnline revista.csonline@gmail.com Open Journal Systems <p>A CSOnline – Revista Eletrônica de Ciências Sociais é um periódico acadêmico que publica pesquisas e debates das três áreas de conhecimento das Ciências Sociais - Antropologia, Ciência Política e Sociologia, bem como textos produzidos em caráter interdisciplinar nas Ciências Humanas. Concebida em 2001, por alunos do curso de graduação em Ciências Sociais da UFJF, hoje é mantida por pós-graduandas/os do PPGCSO/UFJF. A revista recebe trabalhos em fluxo contínuo, de temática livre e seu acervo conta com divulgação da pesquisa no campo das Ciências Sociais desde 2007. Publica-se artigos, resenhas e traduções, inéditos e originais.&nbsp;</p> <p>ISSN 1981-2140</p> https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/53888 Nota editorial 41 2026-07-29T23:12:00+00:00 Gustavo Gabaldo gustavograma97@gmail.com <p>Nota editorial 41</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/53849 As contribuições marxistas para interpretar a realidade brasileira 2026-07-27T22:36:06+00:00 Luan Viana Damazio luan.damazio@estudante.ufjf.br João Gabriel Ronsini de Carvalho jgronsini@gmail.com <p>Apresentação do dossiê - AS CONTRIBUIÇÕES MARXISTAS PARA INTERPRETAR A REALIDADE BRASILEIRA&nbsp;</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51300 A materialidade das ideias em Marx e suas implicações epistemológicas para o Desenvolvimento Regional no Brasil 2026-03-02T19:39:37+00:00 Fabricio Antonio Deffacci fabricioad@uems.br <p>Este artigo analisa a contribuição de Karl Marx para a epistemologia do Desenvolvimento Regional no Brasil, a partir da noção de materialidade das ideias e da crítica à autonomia abstrata do pensamento. O objeto da investigação consiste na reconstrução teórica do deslocamento epistemológico operado por Marx em relação à tradição formalista do pensamento ocidental, especialmente aquela fundada na lógica aristotélica. O objetivo central é demonstrar que a incorporação da materialidade histórica e do trabalho como fundamentos do conhecimento constitui um princípio epistemológico decisivo para a consolidação de abordagens críticas do desenvolvimento regional no contexto brasileiro. Do ponto de vista metodológico, o artigo adota uma abordagem teórico-analítica, baseada na reconstrução conceitual e no diálogo crítico com autores clássicos e contemporâneos. Em um primeiro momento, examina-se a base formal das ideias em Aristóteles, evidenciando uma concepção de conhecimento fundada na ordenação lógica do pensamento e na universalidade abstrata dos princípios racionais, que afasta do campo epistemológico as determinações históricas e sociais da vida material. Em seguida, analisa-se a crítica marxiana a esse paradigma, destacando a centralidade do trabalho, da produção material da vida social e da determinação histórica das ideias na constituição do conhecimento. Na sequência, investiga-se o desdobramento dessa guinada epistemológica no campo do desenvolvimento regional, por meio do diálogo com autores do pensamento social brasileiro e da área do Desenvolvimento Regional. Argumenta-se que a incorporação da materialidade das ideias permitiu superar abordagens tecnocráticas e abstratas do desenvolvimento, possibilitando interpretações que compreendem o território e as desigualdades regionais como produtos históricos das relações sociais de produção e da divisão territorial do trabalho. Conclui-se que a contribuição de Marx ultrapassa o plano metodológico, configurando-se como fundamento epistemológico central para a análise do desenvolvimento regional no Brasil, reafirmando a atualidade do marxismo como ferramenta crítica e interdisciplinar para a compreensão das desigualdades regionais.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/52564 A Tese da via colonial e a forma de entificação do capitalismo hiper-tardio no Brasil 2026-04-07T23:42:18+00:00 Pedro Gomes Barbosa pedro-gomes93@live.com <p>Partindo de uma análise imanente dos textos de José Chasin, especialmente aqueles sobre a crítica da política e de sua tese de doutorado sobre o integralismo de Plínio Salgado, o presente artigo buscar analisar a noção de <em>via colonial</em> elaborada pelo filósofo e marxista brasileiro como categoria explicativa da especificidade de entificação do capitalismo no Brasil, demonstrando a constituição hiper-tardia deste, marcada pela herança colonial, pela persistência do latifúndio e pela subordinação às economias centrais. Neste cenário, o integralismo é compreendido não como simples variante periférica do fascismo europeu, mas como expressão ideológica regressiva própria dessa formação social, caracterizada por uma proposta antimodernizadora e ruralista. &nbsp;Este trabalho também busca evidenciar a crítica chasiniana ao politicismo e à autonomização do político, reafirmando a preponderância da economia para a compreensão da totalidade social. Por fim, discute-se a atualidade da crítica da política e da metapolítica como fundamentos teóricos para a compreensão dos limites e possibilidades de uma práxis emancipatória na realidade brasileira.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/52630 O reascenso da Teoria Marxista da Dependência e o resgate da história da POLOP 2026-04-14T14:26:38+00:00 Marlon de Oliveira Xavier marlon.mox1994@gmail.com <p>O Brasil tem vivenciado, nos últimos anos, a retomada, teórica e política, da Teoria Marxista da Dependência. Essa retomada, que acompanha uma revisão crítica e uma atualização histórica, acontece em uma conjuntura de reavivação do neodesenvolvimentismo, da escalada fascista e de institucionalização da esquerda. Buscando compreender quais são os motivos dessa retomada da TMD, este trabalho visa sistematizar parte da história da referida teoria, principalmente no que está conectada à formação da ORM-POLOP, e assim contribuir para o sistematização da história da esquerda radical no Brasil. Dessa forma, será analisada a história dos formuladores da TMD, especificamente Ruy Mauro Marini, Vânia Bambirra e Theotônio dos Santos, principalmente no que concerne à sua atuação política na POLOP. Serão revisadas as teses principais e proposta uma articulação entre a conjuntura dos anos 1960, cujos problemas foram enfrentados pela POLOP, com a conjuntura contemporânea do neodesenvolvimentismo, defendendo a hipótese de que a similaridade dos problemas e dificuldades enfrentadas produziu o reascenso da Teoria Marxista da Dependência. A metodologia será a análise bibliográfica. Concluiu-se que a retomada teórica da TMD foi resultado do trabalho de diversos pesquisadores e teve, como causa, a inconclusividade das tarefas da esquerda no país.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/52545 Economia Política Marxista Brasileira 2026-04-06T18:32:42+00:00 Tiago Camarinha Lopes tiagocamarinhalopes@ufg.br <p>Este artigo apresenta a trajetória da Economia Política Marxista Brasileira, descrevendo como o pensamento latino-americano e brasileiro rompeu com a Economia Política liberal na primeira metade do século XX e evoluiu até chegar no atual debate sobre a geopolítica contemporânea. A contribuição mais marcante da Economia Política Marxista Brasileira é a chamada Teoria Marxista da Dependência. Apesar de ser uma criação local, voltada para a análise da realidade do Brasil em sua inserção no continente Latinoamericano, trata-se na verdade de uma ferramenta poderosa para analisar a geopolítica mundial e orientar a ação anti-imperialista em qualquer parte do mundo. Diante das transformações atuais da geopolítica nas primeiras décadas do século XXI, economistas políticos marxistas brasileiros estão estudando e debatendo como o Brasil deve se relacionar com a China, à medida que esta avança para se tornar um sistema econômico quase-central ou até mesmo central.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51416 Estado, dependência e subimperialismo 2026-03-23T22:36:22+00:00 Rodrigo Guimarães kidkyubit0@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem como objetivo principal analisar a relação entre Estado e classes sociais no modo de produção capitalista, a partir das contribuições de Nicos Poulantzas e Ruy Mauro Marini. A análise concentra-se, inicialmente, na teoria do Estado capitalista desenvolvida por Poulantzas, especialmente na noção de autonomia relativa e nos mecanismos jurídico-políticos e ideológicos que permitem a reprodução da dominação de classe. Ao discutir os efeitos de isolamento e de representação da unidade, o artigo evidencia como o Estado se apresenta como instância universal, ao mesmo tempo em que oculta as contradições estruturais do capitalismo. Em diálogo com a Teoria Marxista da Dependência, o trabalho examina as especificidades assumidas pelo Estado nas formações de capitalismo dependente, destacando sua função na mediação entre frações da burguesia interna e os interesses do capital imperialista. A partir das formulações de Marini, analisa-se ainda a categoria de subimperialismo como expressão da inserção contraditória do capitalismo dependente na fase monopolista e financeira do sistema capitalista mundial, ressaltando o papel estratégico do Estado na reprodução da dependência e das desigualdades estruturais</span></p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51422 A contribuição marxiana para pensar o suicídio no Brasil contemporâneo 2026-04-17T14:06:19+00:00 Arnaldo Oliveira Rodrigues arnaldo-psi@hotmail.com <p>O suicídio intriga as populações há muito tempo, desde os primórdios. Houve diversos posicionamentos sobre ele ao longo dos tempos (permissão, facilitação, repreensão, proibição). Atualmente se converteu em questão de saúde pública e interessa a diversos atores sociais: psicólogos, psiquiatras, antropólogos, sociólogos... Devido a importância do tema, no presente trabalho tenho a pretensão de compreender e discutir o suicídio na sociedade brasileira, partindo de uma referência não tão estudada que é “<em>Sobre o suicídio</em>”, obra de Marx, datada de 1846, com tradução para o português em 2006. O artigo é uma revisão narrativa de literatura, trazendo autores como Martineau ([1838]/2021), Durkheim ([1897]/2019), Marx (2006), Lima (2022), dentre outros. Os achados deste artigo mostram uma articulação dos autores para pensar o suicídio como tendo causas sociais. Marx, apesar de não trazer inovações ao estudo do tema, tem contribuições significativas, tais como articular privado e político no caso do suicídio, falar de prevenção e de transformação social.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51418 Infância e Capitalismo 2026-04-16T11:33:05+00:00 Hanna Vieira Alencar vieiracastanha@yahoo.com Felipe Fróes Couto felipe.couto@unimontes.br <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo examina a infância como uma categoria social historicamente constituída no interior do modo de produção capitalista, tomando como eixo analítico a organização social do trabalho e a expropriação do tempo como dimensões estruturantes das condições de vida das crianças. Parte-se do entendimento de que as formas concretas de viver a infância são profundamente condicionadas pelas relações sociais de produção, especialmente no que se refere às extensas jornadas de trabalho adulto, à precarização das relações laborais, à insuficiência das licenças maternidade e paternidade, à institucionalização precoce do cuidado e à inserção de crianças em atividades de trabalho. O estudo busca compreender de que maneira esses processos incidem sobre o convívio familiar, o cuidado cotidiano, o lazer e o desenvolvimento humano. Trata-se de uma pesquisa de natureza bibliográfica, fundamentada na tradição marxista e desenvolvida em diálogo com autores da sociologia da infância, da psicologia histórico-cultural e do campo das políticas sociais, a partir da análise de obras clássicas e estudos empíricos. A discussão evidencia que, no capitalismo, o trabalho organiza o tempo social e subordina a reprodução da vida às exigências da produção, produzindo a expropriação material e simbólica do tempo familiar e infantil. Observa-se que a intensificação do trabalho adulto fragiliza o cuidado direto, reduz o convívio cotidiano entre pais e filhos e impulsiona a institucionalização do cuidado como resposta funcional à restrição do tempo familiar. Nas frações mais precarizadas da classe trabalhadora, a insuficiência simultânea de tempo e renda cria, ainda, as bases materiais para a inserção precoce das crianças no trabalho, seja como complemento de renda, seja por meio do trabalho doméstico e do cuidado de outros membros da família. Conclui-se que a infância, especialmente a infância pobre, encontra-se submetida a um processo estrutural de colonização do tempo e de produção precoce de subjetividades orientadas pela lógica do trabalho, revelando os limites concretos da efetivação dos direitos da infância em uma sociedade organizada pela racionalidade da acumulação capitalista.</span></p> <p><br style="font-weight: 400;"><br style="font-weight: 400;"></p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51428 Amálgama crítico entre Marxismo Feminista e Teoria da Reprodução Social 2026-05-21T21:13:18+00:00 Angélica Ferreira de Freitas angelicaferreirafreitasufj@gmail.com Helga Maria Martins de Paula helgamartinsdepaula@ufj.edu.br <p><span style="font-weight: 400;">O artigo analisa criticamente a condição das mulheres com deficiência no Brasil a partir das contribuições do Marxismo Feminista articuladas à Teoria da Reprodução Social (TRS). O objeto da pesquisa consiste em compreender como capitalismo, patriarcado e capacitismo se entrelaçam na produção de desigualdades estruturais que afetam de modo específico a realidade do binômio gênero e deficiência. Parte-se da compreensão de que a consolidação histórica do capitalismo no Brasil ocorreu sob condições profundamente desiguais para as mulheres, marcadas tanto pela desvalorização de suas capacidades quanto pela marginalização nas esferas centrais da produção, o que, atrelado à deficiência, faz com que esses corpos sejam ainda mais violentados. Nesses moldes, o objetivo do trabalho é demonstrar que essas desigualdades, quando atravessadas pela deficiência, resultam em formas agravadas de exclusão. Somando-se às análises desenvolvidas pela TRS, sustenta-se que, embora o capitalismo concentre seu controle na esfera produtiva, ele depende estruturalmente do trabalho reprodutivo, realizado majoritariamente por mulheres, cujo tempo e esforço são condicionados pelas exigências da produção, ainda que não totalmente controlados por ela. Metodologicamente, o artigo se debruça sobre uma abordagem teórico-crítica da realidade em tela, amparado por uma rigorosa revisão bibliográfica, dialogando com os campos a que se propõe. Conclui-se que, para compreender a posição estrutural das mulheres com deficiência, é necessário entender a realidade brasileira a partir das heranças históricas patriarcais, evidenciando de que forma o capitalismo oprime ainda mais suas vivências diante de seus direitos e a necessidade urgente de encontrar modos de emancipação coletiva a partir das contribuições marxistas generificadas, pois, se o caminho possível existe, ele se inicia na crítica.</span></p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51417 Capitalismo e patriarcado no Brasil 2026-05-25T11:30:19+00:00 Ariane Alves da Silva silva.arianea6@gmail.com <p><span class="TextRun SCXW10409679 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">Este&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">estudo</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;analisa a relação estrutural entre capitalismo e patriarcado no Brasil a partir das contribuições do feminismo marxista, compreendendo a feminização do trabalho como mediação histórica da exploração capitalista e da reprodução das relações sociais</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">. Fundamentado no método do materialismo histórico-dialético,&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">este trabalho</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;parte da categoria de totalidade</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;do capitalismo</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">para apreender a articulação entre exploração de classe e opressão de gênero como processos indissociáveis no interior do modo de produção capitalista, especialmente em formações econômico-sociais dependentes.&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">Esta pesquisa</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;adota uma abordagem predominantemente teórica, baseada em revisão bibliográfica marxista, articulada à análise de dados secundários provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">.&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">O</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;patriarcado não constitui um sistema autônomo, mas um elemento funcional à dinâmica da acumulação, operando como mecanismo de hierarquização social, fragmentação da classe trabalhadora e</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;agindo na</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">&nbsp;redução dos custos de reprodução social. No contexto brasileiro, marcado pelo desenvolvimento desigual e combinado, a incorporação da força de trabalho feminina ocorre de maneira contraditória, aprofundando a divisão sexual do trabalho, a desigualdade salarial e a intensificação da dupla jornada. A feminização do trabalho é, assim, interpretada não como processo emancipatório, mas como reconfiguração das formas de exploração e dominação, particularmente no período de avanço do neoliberalismo e da reestruturação produtiva.&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">Desta forma, conclui-se&nbsp;</span><span class="NormalTextRun SCXW10409679 BCX0">que a compreensão da condição da mulher trabalhadora no Brasil exige a articulação entre gênero e classe como categorias analíticas centrais, reafirmando a atualidade do feminismo marxista como ferramenta crítica para a análise das metamorfoses do capitalismo contemporâneo.</span></span><span class="EOP SCXW10409679 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}">&nbsp;</span></p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51430 O SUS sob a lógica do capital 2026-03-25T13:31:36+00:00 Barbara Pantarotte de Souza barbarapantarotte@gmail.com Aline Sayuri Cawamura alinekwmr@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho analisa de forma crítica os limites e as contradições do direito à saúde no Brasil, especificamente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo investiga como a estrutura jurídica desse direito interage com a dinâmica do modo de produção capitalista, buscando compreender o seu papel na reprodução do capital e como suas mudanças de conteúdo acompanham as necessidades históricas da vida material. A pesquisa adota o método materialista histórico-dialético, fundamentando-se na crítica da forma jurídica de Pachukanis e no conceito de subsunção hiper-real do trabalho ao capital, proposto por Marcus Orione. A partir desse referencial, o texto examina a criação do SUS e seus princípios norteadores (universalidade, integralidade e equidade) sob uma perspectiva crítica que revela como o SUS opera sob a lógica da equivalência abstrata, funcionando como um mecanismo de socialização dos custos de reprodução da força de trabalho e consolidação da ideologia jurídica, a despeito de representar uma conquista social histórica. O estudo demonstra que o cenário contemporâneo, marcado pelo subfinanciamento, pela privatização e pelo gerencialismo, reflete a fase de subsunção hiper-real, na qual o Estado adota métricas de eficiência mercantil e passa a atuar como um “Estado empresário”. Por fim, argumenta-se que a luta pelo direito à saúde estará sempre cerceado por uma perspectiva reformista enquanto as teorias críticas se voltarem à luta pela ampliação de direitos, e não pela sua superação.</span></p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Saúde (SUS); direito à saúde, forma jurídica, marxismo.</span></p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51389 Política e literatura 2026-03-31T12:13:22+00:00 Vinícius Azevedo viniazv@gmail.com Leticia Neres da Ponciuncula l.ponciuncula@unesp.br <p>Este texto toma o romance <em>O presidente negro</em> (1926), de José Bento Renato Monteiro Lobato (1882-1948), como ponto de partida para examinar o debate intelectual em torno da eugenia no Brasil daquele tempo. Nosso objetivo é compreender o autor e as ideias contidas na obra nos limites de sua época, buscando, assim, contribuir para o debate em torno dos escritos deste autor ao situar a referida obra em perspectiva histórica, um século após a publicação. Para tal, inicialmente apresentamos a eugenia como a ideologia das elites intelectuais que buscavam uma solução para as chagas sociais do Brasil do início do século XX; em seguida, introduzimos o contraponto produzido pelos comunistas ligados ao Partido Comunista do Brasil (PCB), a exemplo de Astrojildo Pereira e Edison Carneiro, bem como em outras publicações da imprensa partidária. Argumentamos que, ao desvendar os reais interesses das classes exploradoras e de seus interlocutores intelectuais, os comunistas ofereceram um importante contraponto à eugenia numa época em que tais ideias circulavam livremente tanto entre a intelectualidade quanto nas instâncias de decisão, cujo registro literário encontra-se em <em>O presidente negro</em>.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/40164 Permanência e identidade 2025-08-05T16:56:08+00:00 Pamella Silva Alves pamsilvaalves@yahoo.com.br <p>Este artigo tem por objetivo analisar os desafios e as possibilidades de afirmação da identidade racial de Iuri, um jovem negro, beneficiário da Lei Nº 12.711/2012, que é fruto das políticas de ações afirmativas voltadas para o ensino superior. Para isso, o estudante foi convidado a falar, por meio de entrevistas sobre as suas experiências escolares, familiares e sociais que implicam no seu cotidiano na universidade. Elucida-se, aqui, a figura de um estudante pobre e negro em formação no curso de Engenharia Elétrica e em processo de constituição da sua identidade racial. &nbsp;Dessa maneira, associo epistemologias negras na tentativa de compreender os caminhos que levaram o jovem a ingressar em um espaço, até então, estrangeiro. E procuro entender as astúcias que ele precisou criar para permanecer nesse cenário. Nessa trama, foi possível perceber que o investimento em novos perfis de estudantes desafia a engrenagem racista em vigor nas instituições sociais. Assim, é pensado que a incorporação do critério de raça como modalidade de acesso à educação superior pública é capaz de acrescentar outras possibilidades de existência para os corpos negros.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/50704 Entre o fato político e o fato científico 2025-11-21T23:08:28+00:00 Dayvison Wilson Bento da Silva dayvison.silva@usp.br <p>Este estudo investiga os impactos da ditadura militar brasileira na conformação de modelos específicos de produção científica, tendo como objeto a gênese da ciência política no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Parte-se da hipótese de que a institucionalização da disciplina decorreu da confluência entre o contexto político-econômico – caracterizado pela Guerra Fria e pela ditadura militar brasileira – e a atuação de instituições privadas de fomento à pesquisa, com destaque para a Fundação Ford. A pesquisa adota uma abordagem sociológica, qualitativa e histórico-analítica, orientada pela articulação entre os campos acadêmico e político. As estratégias metodológicas compreendem a análise das trajetórias de autores centrais no processo de institucionalização da ciência política, a revisão crítica da literatura especializada sobre o desenvolvimento das Ciências Sociais no Brasil e a investigação do papel desempenhado por instituições de fomento nacionais e internacionais na orientação das agendas científicas. Sustenta-se que a ciência política brasileira não apenas incorporou paradigmas externos, mas os ressignificou a partir dos dilemas e especificidades do contexto nacional, contribuindo para a construção de um campo disciplinar comprometido com a modernização do saber político no Brasil, ao mesmo tempo em que se alinhava, em parte, às prioridades ideológicas e institucionais do campo científico norte-americano – fenômeno que se denomina nacionalização das premissas do neo-institucionalismo. Assim, este estudo busca contribuir para o aprofundamento da compreensão das interações entre os campos intelectual e político que influenciaram a formação das disciplinas acadêmicas no país.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49592 As ideias de Florestan Fernandes e Roberto Campos sobre a Constituição de 1988 e a necessária constituinte na atualidade 2026-05-06T22:05:44+00:00 Roberto Bitencourt da Silva betobitencourt@hotmail.com <p>O ensaio visa mapear certas ideias que marcaram o processo constituinte brasileiro dos anos de 1987 e 1988. Para isso, busca-se identificar avaliações em torno da constituinte e da Constituição de 1988, tecidas por dois importantes parlamentares da época, o marxista Florestan Fernandes e o liberal Roberto Campos. A partir da descrição de um dialético jogo de visões sobre a Constituição e o Brasil, são feitas considerações teóricas a respeito do imperativo de uma nova constituinte, tomando como foco de análise o longo e intenso processo de deformação neoliberal da carta constitucional. A abordagem teórica norteia-se, principalmente, pelo instrumental de reflexão marxista.</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/52893 Moda, aparência e velhice 2026-06-01T11:34:36+00:00 Gabriela da Silva Neves gabriela_neves@alumni.usp.br Brenda Carvalho de Andrade brendac.andrade@usp.br Andrea Lopes andrealopes@usp.br <p><span style="font-weight: 400;">A moda está relacionada a valores, hierarquias e percepções que estruturam a dinâmica social, contribuindo para a construção das aparências e de significados identitários. Nessa perspectiva, as etapas do curso da vida também são socialmente construídas, de modo que as concepções de velhice se configuram em diálogo com os referenciais estéticos e simbólicos de uma época. Este estudo objetivou investigar e sistematizar a produção científica nacional e internacional sobre as intersecções entre moda e/ou aparência e velhice. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em português, inglês e espanhol, com buscas em 12 bases de dados multidisciplinares e da área de Humanidades, nos Anais do Colóquio de Moda e em quatro periódicos brasileiros de moda. Foram incluídos artigos e editoriais, publicados até junho de 2024, com acesso gratuito via ABCD/USP, que discutissem objetivamente o foco da pesquisa. Identificou-se 45 artigos. A análise temática dos dados resultou em quatro agrupamentos: percepções e imagens do corpo velho; vestuário, consumo e comportamento; identidade; e, representatividade. Destaca-se que, embora a indústria da moda reconheça pessoas idosas como um público consumidor, ainda predominam padrões de beleza associados ao entendido como aparência jovem. Conclui-se que o debate sobre o assunto tem avançado, porém carece de abordagens que contemplem a diversidade e a complexidade das experiências da velhice contemporânea.</span></p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/52930 Colonialismo digital e crítica social da tecnologia 2026-05-25T12:04:58+00:00 VANDERLI OLIVEIRA DA MATA junior.baiano.jb@gmail.com <p>Esta resenha tem por objeto o livro Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana, de Deivison Faustino e Walter Lippold, situando-o no debate contemporâneo das Ciências Sociais sobre tecnologia, capitalismo, colonialismo e racismo. Seu objetivo principal é analisar criticamente a contribuição da obra para a compreensão do digital não como esfera autônoma ou radicalmente nova, mas como reconfiguração histórica de mediações já estruturantes da modernidade capitalista. O procedimento adotado é o da resenha analítico-interpretativa, combinando uma leitura crítica da argumentação do livro com interlocução bibliográfica pontual com alguns autores e obras que ajudam a qualificar o alcance teórico, especialmente no que se refere à crítica do extrativismo de dados, ao lugar da racialização e à historicização da técnica. A análise destaca, como principal força da obra, a insistência em recolocar o racismo no centro da crítica da tecnologia, deslocando a discussão do plano do viés técnico para o plano histórico-estrutural da dominação. Também ressalta a produtividade da mediação fanoniana e da recusa do determinismo tecnológico, bem como a ênfase na materialidade do digital, em suas cadeias de extração, infraestrutura e trabalho. Como conclusão, a resenha sustenta que o livro eleva o patamar da discussão crítica sobre plataformas e dados, embora apresente limites na elaboração mais concreta de seu horizonte programático de descolonização tecnológica e, por vezes, comprima excessivamente alguns de seus eixos conceituais.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-08-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS