https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/issue/feed CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS 2025-12-01T22:41:39+00:00 Equipe Editorial CSOnline revista.csonline@gmail.com Open Journal Systems <p>A CSOnline – Revista Eletrônica de Ciências Sociais é um periódico acadêmico que publica pesquisas e debates das três áreas de conhecimento das Ciências Sociais - Antropologia, Ciência Política e Sociologia, bem como textos produzidos em caráter interdisciplinar nas Ciências Humanas. Concebida em 2001, por alunos do curso de graduação em Ciências Sociais da UFJF, hoje é mantida por pós-graduandas/os do PPGCSO/UFJF. A revista recebe trabalhos em fluxo contínuo, de temática livre e seu acervo conta com divulgação da pesquisa no campo das Ciências Sociais desde 2007. Publica-se artigos, resenhas e traduções, inéditos e originais.&nbsp;</p> <p>ISSN 1981-2140</p> https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51008 Nota Editorial n. 40 2025-12-01T21:15:19+00:00 Gustavo Gabaldo gustavo.gabaldo@estudante.ufjf.br Lara Leporati larabortolusci@gmail.com <p>Nota Editorial n. 40</p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51009 Apresentação do dossiê - Teoria Política feminista 2025-12-01T21:19:10+00:00 Thaís Lamas thaislamas@iesp.uerj.br Ana Paula Santos anapaulalima@iesp.uerj.br Graziela Souza grazielasilva@iesp.uerj.br <p>Apresentação do dossiê - Teoria Política feminista</p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49084 Teoria política feminista: 2025-07-14T20:54:03+00:00 Jocieli Decol jocidecol08@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo principal apresentar as contribuições de Iris Marion Young ao debate democrático, a partir de sua inserção no campo das teorias políticas feministas. A análise concentra-se na obra Inclusion and Democracy (2000), na qual a autora realiza uma crítica ao modelo tradicional de democracia deliberativa, evidenciando seus limites excludentes e propondo alternativas para torná-lo mais inclusivo. Ao compreender as dinâmicas de gênero como dimensões estruturantes das relações de poder, Young dialoga com os tensionamentos promovidos por feministas à teoria política, os quais denunciam a exclusão de grupos marginalizados e evidenciam as interconexões entre as esferas pública e privada. A partir disso, Young propõe uma teoria da comunicação democrática inclusiva ancorada nos princípios de inclusão, igualdade política, razoabilidade e publicidade. Sua proposta valoriza formas de expressão historicamente deslegitimadas e reconhece as diferenças sociais como elementos fundamentais para o aprofundamento da democracia e para a construção de processos decisórios mais justos em contextos marcados por desigualdades estruturais.</p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49212 Justiça Além do Véu 2025-08-05T16:22:28+00:00 Carolina Fabião da Silva fabiaocarol@gmail.com <p>Este artigo propõe uma crítica à Teoria da Justiça de John Rawls a partir do pensamento afrolatino-americano de Lélia Gonzalez, com o objetivo de evidenciar os limites de uma teoria liberal diante das desigualdades estruturais presentes na améfrica ladina. A metodologia parte da análise comparativa parte da leitura de conceitos centrais da obra <em>Uma Teoria da Justiça</em> e dos textos “Racismo e sexismo na cultura brasileira” e “Por um feminismo afro-latino-americano”, de Gonzalez. A proposta rawlsiana de imparcialidade — baseada em abstrações como a Posição Original e o Véu da Ignorância — revela-se limitada quando confrontada com a realidade de sujeitos historicamente oprimidos. Gonzalez denuncia como o racismo e o sexismo são estruturas constitutivas das desigualdades. Sua crítica evidencia como a justiça deve ser pensada incluindo a experiência concreta de pessoas negras, indígenas e periféricas. O artigo também destaca a omissão de Rawls em relação à esfera privada, mostrando, a partir de Gonzalez, como o espaço doméstico é central na reprodução das desigualdades. Ao mobilizar conceitos como pretuguês, amefricanidade e mulheres exceção, Gonzalez oferece uma perspectiva crítica e situada de justiça, que desafia os pressupostos do liberalismo e propõe uma reconstrução do conceito de justiça a partir das margens.</p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/48926 Revisitando a cidade das mulheres por Ruth Landes 2025-08-25T02:11:30+00:00 João Vinicius dos Santos jvsantoss@live.com <p>&nbsp;O presente trabalho revisita a obra A Cidade das Mulheres, da antropóloga Ruth Landes, com foco em suas contribuições para os estudos de gênero e raça no Brasil. O objeto de análise é a pesquisa etnográfica conduzida por Landes em Salvador, Bahia, em 1938, na qual ela documentou o protagonismo das mulheres negras e a presença de homens homossexuais nos terreiros de candomblé. O objetivo principal é apresentar os impactos sociais e políticos da obra, bem como refletir sobre a deslegitimação que Landes sofreu em razão de seu gênero, nacionalidade e recortes temáticos inovadores para a época. A metodologia utilizada baseia-se na análise crítica da produção de Landes à luz de autores contemporâneos e de sua recepção histórica. São exploradas as tensões entre a narrativa construída por Landes e o discurso hegemônico da “democracia racial” propagado por intelectuais como Gilberto Freyre. A pesquisa também destaca a importância do apoio de Edison Carneiro, intelectual negro brasileiro que auxiliou Landes no contato com a comunidade local. As conclusões apontam que A Cidade das Mulheres rompeu com paradigmas eurocêntricos ao evidenciar a centralidade das mulheres negras na economia e na política dos terreiros, bem como ao dar visibilidade a sujeitos marginalizados, como os homens homossexuais. Landes foi alvo de críticas e silenciamentos, mas sua obra é atualmente resgatada como pioneira e sensível às intersecções de raça, gênero e sexualidade. O trabalho destaca ainda como sua exclusão do cânone revela o machismo e racismo estruturais presentes na academia.</p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49208 Participação de mulheres na Câmara Municipal de Belo Horizonte 2025-10-02T00:58:08+00:00 Alice Rezende Monteiro de Barros alicermonteirob16@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo investiga a representação de mulheres na política institucional, com foco na eficácia da política nacional de cotas partidárias de gênero. Analisa-se se a reserva de vagas contribui para a efetiva participação de mulheres no campo político. Parte-se da hipótese de que o cumprimento formal das cotas não assegura representatividade proporcional nem corrige as desigualdades estruturais. O estudo tem como objeto empírico a Câmara Municipal de Belo Horizonte e considera os dados eleitorais de 2008 a 2020, com foco nos partidos PSDB e PSOL. Além disso, será apresentada a composição atual da Câmara — com 12 vereadoras eleitas (29,26%) — que revela avanços, mas ainda distante de uma representação equitativa, especialmente quando comparada ao perfil demográfico da capital mineira, apontando para a necessidade de políticas qualitativas, não apenas quantitativas.&nbsp;</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49203 A A COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER DA CÂMARA DOS DEPUTADOS: ANÁLISE SOCIOPOLÍTICA DO PERFIL E ATUAÇÃO PARLAMENTAR DE SEUS MEMBROS (2016-2024) 2025-09-11T23:36:19+00:00 Simone Boró s187098@dac.unicamp.br Carolina de Lima Gallina c255078@dac.unicamp.br Luiz Gabriel de Lima luizgnatividade@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Os desafios à representação política e à permanência de mulheres nos espaços de poder não se configura como um problema recente. A reivindicação de mecanismos legais que incrementem a presença feminina nos parlamentos municipais, estaduais e federais deve ser relacionada à atuação destas nos espaços de representação, como, por exemplo, a participação das mulheres nas Comissões que confiram à questão de gênero uma atenção pormenorizada. Assim, este trabalho analisa a composição da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMulher) da Câmara dos Deputados, de 2016 a 2024, a fim de entender como as diferenças na composição e participação de parlamentares na Comissão restringem ou ampliam sua atuação e influência no processo legislativo. Objetiva-se, com isso, mensurar a proporção de homens e mulheres titulares na Comissão, bem como analisar o perfil sociopolítico desses membros.</span> <span style="font-weight: 400;">As principais conclusões do artigo são: primeiro, o predomínio de mulheres atuando na CMulher, representando mais de 90% da composição da comissão desde 2016, momento de sua instauração. Em relação à Mesa Diretora (presidência e vice-presidência), as legisladoras também se destacam. O cargo de presidência, desde o ano de criação desta comissão até 2024, sempre foi ocupado por uma mulher. Em segundo lugar, quando analisamos a temática das proposições aprovadas na CMulher, destacam-se temas relacionados à violência contra mulher.</span></p> 2025-12-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49215 DISCURSO PRESIDENCIAL E GÊNERO 2025-08-13T22:56:04+00:00 Raquel Valadares valadaresgr@gmail.com Lucy Oliveira lucyjorn.al@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">A representação política é também uma ação comunicacional. E por meio das mensagens emitidas pelos representantes é possível inferir agendas, intenções e posições e, em alguma medida, o impacto da representação descritiva sobre as ideias defendidas, revelando se há, de fato, importância da presença. Assim, neste artigo trabalhamos como a questão de gênero foi tratada nas mensagens de dois presidentes da República do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, tomando como elemento de investigação a comunicação anual do Executivo ao Congresso Nacional. As mensagens dos dois presidentes analisados apresentaram uma dupla função: prestar contas do que foi realizado e indicar posições e prioridades. Para isto, como método de pesquisa, utilizou-se a análise de conteúdo com lexicometria e uso do software IRAMUTEQ; a análise do discurso presidencial por meio da lexicometria permitiu identificar tanto a ênfase dos presidentes sobre o tema, quanto as palavras de interesse em seu contexto. Buscou-se com isso compreender sobre a discussão de gênero no âmbito dos espaços de poder como um indicador de tomada de posição e enfrentamento das desigualdades a partir da colocação na agenda de governo.</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/51010 REPRESENTAR, RESISTIR E LEGISLAR 2025-12-01T22:36:05+00:00 Maithê Potrich maithepotrich@gmail.com <p>O objetivo deste artigo é rastrear o processo de<br>institucionalização da Lei 243/2012, que combate o assédio e a violência<br>política cometidos contra as mulheres na Bolívia. Esse processo foi<br>marcado pelo pioneirismo do Movimento Feminista da Bolívia, que foi o<br>primeiro a elaborar um projeto de lei para criminalizar a Violência Política<br>contra as Mulheres, e pelas interações desempenhadas entre Movimento e<br>Instituições do Estado. Com base no método Process Tracing, este artigo<br>descreve como as interações socioestatais ocorreram, os conflitos<br>observados e o processo causal que levou à aprovação da Lei 243. O<br>referencial teórico dialoga com duas teorias principais: a teoria feminista<br>sobre representação política e a teoria neo-institucionalista sobre<br>processos de institucionalização. Essa articulação teórica ajuda a refletir<br>sobre os contornos da representação política das mulheres e sobre como<br>as demandas do Movimento Feminista foram institucionalizadas. O<br>rastreamento do processo de institucionalização da Lei 243 revelou que a<br>presença das femocratas nas instituições do Estado foi um elemento<br>indispensável para a aprovação do projeto de lei.</p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49207 Não vamos nos calar! 2025-07-11T12:37:31+00:00 Valéria Dos Santos Noronha valerianoronha@gmail.com Milena Paz Alemany König milena.alemany.konig@gmail.com <p class="p1">Este artigo pretende produzir uma discussão crítica sobre a violência política de gênero no Brasil, contextualizando historicamente o tema e considerando a herança colonial e patriarcal como processos que sempre buscaram obstruir a participação das mulheres nos territórios de poder. Objetivamos fortalecer o debate acerca da VPG, seus desdobramentos, identificando os principais desafios e dinâmicas de resistência no contexto das instituições políticas. Metodologicamente, o estudo está subsidiado pela revisão de literatura com pesquisa bibliográfica e documental. Dentre os resultados apresentados, destacam-se: não há democracia sem mulheres na política; Para o entendimento da VPG existe a necessidade de reconhecimento dos entrelaçamentos de classe, raça, sexualidades, idade que perpassam a categoria mulheres; Ainda existe baixa representatividade feminina na política, sendo urgente o alargamento de ações que possibilitem o exercício do poder pelas mulheres; Múltiplas violências que crescentemente estão acometendo parlamentares das mais variadas esferas, requerendo um maior comprometimento do Estado, da Sociedade Civil, dos Movimentos Sociais e da Comunidade Acadêmica.<span class="Apple-converted-space">&nbsp; &nbsp; &nbsp;</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49110 Disputas conceituais sobre violência política contra as mulheres no contexto latino-americano 2025-10-10T03:41:24+00:00 Livia Guida Antonio liviaguida@id.uff.br <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem como objetivo mapear os principais marcos conceituais e disputas em torno da categoria “violência política contra as mulheres”, com ênfase na produção teórica latino-americana e atenção especial ao contexto brasileiro. A análise evidencia o predomínio de abordagens que vinculam o fenômeno ao aumento recente da presença feminina nos espaços institucionais de poder, tratando-o como uma reação contemporânea à maior participação política das mulheres. Ao fazer isso, desconsidera-se a dimensão histórica, estrutural e simbólica da violência, o que limita sua compreensão e o alcance de possíveis respostas teóricas e políticas. Ao longo do texto, destaca-se a importância de adotar uma perspectiva crítica, interseccional e situada, que considere os atravessamentos de gênero, raça, classe e território, bem como as especificidades do processo de formação social e política brasileiro. A pesquisa é de natureza teórica e qualitativa, com método indutivo e abordagem histórico-estrutural. Como resultado, o artigo identifica dois pontos cegos relevantes nas formulações correntes: (i) a marginalidade da interseccionalidade como categoria analítica fundante e (ii) a subteorização da violência simbólica. Argumenta-se que tais lacunas comprometem a capacidade explicativa das formulações existentes e, mais do que isso, reproduzem silenciamentos e exclusões. Ao final, propõe-se o reconhecimento da violência simbólica — manifestada por meio do apagamento — como uma engrenagem histórica do poder político patriarcal, e a necessidade de uma teoria crítica feminista comprometida com a desnaturalização dessas exclusões.</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/49187 Entre ruas, hashtags e redes submersas 2025-08-21T11:23:01+00:00 Fernanda Polidoro Paiva polidoro.fer@gmail.com Ana Cláudia Chaves Teixeira anatex99@uol.com.br <p><strong> </strong><span style="font-weight: 400;">Longe de se restringirem à lógica da espetacularização superficial frequentemente atribuída às redes digitais, as mobilizações feministas entre 2013 e 2018 no Brasil revelam uma complexa articulação entre a esfera íntima e a ação coletiva. Este artigo parte da teoria dos movimentos sociais e da crítica feminista à dicotomia entre público e privado (Miguel &amp; BIroli, 2014; Melucci, 1989) para analisar como a viralização de campanhas feministas nas redes sociais resulta da interdependência entre latência e visibilidade. A partir do conceito de “redes submersas”, argumenta-se que o ativismo digital feminista se sustenta em espaços de construção simbólica e afetiva — como blogs, fanpages e, principalmente, grupos fechados no Facebook — que operam como contrapúblicos subalternos (FRASER, 1990), desafiando a exclusão discursiva das mulheres na esfera pública hegemônica. Nesses espaços, experiências pessoais são politizadas e transformadas em narrativas coletivas, produzindo repertórios de ação que transbordam em campanhas amplamente visibilizadas, como #MeuPrimeiroAssédio, #MeuAmigoSecreto e #MeuMotoristaAbusador. Ao explorar a articulação entre afetos, redes e linguagem nas práticas feministas online, a investigação contribui para o debate sobre os limites e potencialidades da esfera pública contemporânea sob a ótica da teoria política feminista.</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/36643 Templo de Salomão como "espaço de todos" 2022-06-25T18:06:14+00:00 Carlos Gonçalves da Fonseca carlos_goncalves11@hotmail.com <p><span style="font-weight: 400;">No presente trabalho, analiso os processos e dinâmicas de construção do Templo de Salomão como um espaço para todos a partir das experimentações do turismo e suas modalidades. Para tal análise, foco nas visitações e no turismo, buscando olhar para as intencionalidades da instituição no uso do turismo ao Templo de Salomão. A metodologia do trabalho foi a etnografia feita no Templo de Salomão em 2018 e pesquisa documental. O turismo é peça fundamental na formação da identidade da IURD, na construção de sua referência a partir de um tradicionalismo reconstruído. Esse tradicionalismo, a partir dos elementos em referência ao Israel Mítico, é utilizado pela IURD a fim de “trazer a Terra Santa a todos”. As diversas experimentações do turismo no Templo de Salomão se dão na maneira pela qual o Templo em si se torna um local para o turismo religioso, no qual estão em jogo o lugar que a Igreja Universal busca alcançar no campo religioso brasileiro, se tornando também uma figura importante na dimensão do turismo religioso, que até então era dominada pela Igreja Católica. Aliado a isso, o Templo de Salomão, que também é o espaço de culto, estabelece o turismo e a figura do turista como centrais na sua forma de se pensar. </span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/43293 “Não aceitamos ovelhas coloridas em nosso altar” 2024-12-04T22:29:04+00:00 Alliston Fellipe Nascimento dos Santos alliston.fe@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Em um cenário religioso cristão institucionalizado, prevaleceu por anos uma visão heteronormativa, em que a homossexualidade é considerada, por cristãos conservadores, uma transgressão divina ou "abominação". Nesse ambiente de disputas sociais e de poder, surgem as igrejas inclusivas, voltadas, primordialmente, para acolher a comunidade LGBTQIAPN+. O artigo analisa os posicionamentos de três pastores evangélicos brasileiros – André Valadão, Edir Macedo e Silas Malafaia – com base em matérias jornalísticas que expõem suas rejeições à comunidade LGBTQIAPN+. Utilizando a Teoria dos Campos de Bourdieu, o estudo explora as relações de poder envolvidas, revelando, por meio das repercussões midiáticas de seus posicionamentos, uma complexa interseção entre religião, orientação sexual e identidade de gênero, evidenciando como essas lideranças conservadoras contribuem para a exclusão dessa comunidade em diversas esferas sociais, a exemplo da religiosa. Em resposta, as igrejas inclusivas oferecem um espaço de acolhimento e vivência espiritual sem discriminação.</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/45817 Perspectivas sobre o Indivíduo e a Sociedade 2025-02-01T03:48:20+00:00 Matheus Rodrigues matheus.srodrigues@ufpe.br <p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do século XX, a sociologia desenvolveu teorias elucidativas sobre a relação entre indivíduo e sociedade, destacando-se Norbert Elias, Anthony Giddens e Pierre Bourdieu. Logo, o objetivo deste ensaio é analisar a relevância dessas perspectivas teóricas acerca da relação entre indivíduo e sociedade. Ao passo que a questão que orienta este ensaio é discutir a importância da relação entre indivíduo e sociedade nas perspectivas teóricas de Norbert Elias, Anthony Giddens e Pierre Bourdieu no campo da teoria sociológica. Assim, a metodologia empregada baseia-se em uma discussão teórica fundamentada na noção de campo de Bourdieu, onde se percebem os campos como espaços organizados de posições e relações de poder entre agentes ou instituições. Nas considerações finais, concluímos que as teorias de Elias, Giddens e Bourdieu oferecem visões complementares e complexas sobre a interdependência entre indivíduo e sociedade. Elias destaca a reflexividade, Giddens a reciprocidade entre estrutura e agência, e Bourdieu a dinâmica do </span><em><span style="font-weight: 400;">habitus</span></em><span style="font-weight: 400;"> e campos. A teoria de </span><em><span style="font-weight: 400;">habitus</span></em><span style="font-weight: 400;"> e campos de Bourdieu, especialmente, proporciona uma compreensão mais holística da complexa relação entre indivíduo e sociedade. Ainda assim, tais teorias são fundamentais para uma análise rica e dinâmica da interação entre indivíduo e sociedade e devem ser mais investigadas.</span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/42357 Economia política cultural 2024-11-06T12:48:38+00:00 Diego Fraga diegg_85@yahoo.com.br <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo apresenta a abordagem da Economia Política Cultural (EPC) desenvolvida por Bob Jessop e por Ngai-Ling Sum. A EPC se dedica a analisar os fenômenos da economia política congregando, dialeticamente, seus aspectos semióticos e extra-semióticos. Ou seja, colocam a possibilidade analítica de compreender os diversos fenômenos classificados como objetos da economia política, entendendo o dinamismo inter-relacionado de suas faces material e cultural. Serão apresentadas as raízes teóricas da EPC, o debate intelectual suscitado em torno da abordagem, suas principais ferramentas de análise, com destaque particular para o conceito de “imaginários econômicos”, um conjunto de diferentes aplicações que tem sido realizada por diversos autores, os desenvolvimentos e as principais críticas e divergências. Ao final, é realizado um breve balanço, considerando as críticas e as possibilidades de desenvolvimento da abordagem, compreendendo como contribuição positiva a flexibilidade, em termos analíticos, que ela possibilita. Como desafios principais identificados estão o equilíbrio entre o semiótico e o extra-semiótico, assim como a necessidade de um número maior de estudos empíricos que demonstrem sua força explicativa. Por fim, é proposta uma radicalização na heterodoxia da abordagem, de modo que seja criado um diálogo construtivo com outras correntes teóricas. </span></p> 2025-12-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS https://periodicos.ufjf.br/index.php/csonline/article/view/50705 Entre o Esquecimento e a Resistência: 2025-10-31T21:02:16+00:00 Rodrigo Camurça Ayres camurca.rodrigo@gmail.com <p>O presente artigo traz à tona um material escrito originalmente durante os anos mais intensos da pandemia de Covid-19 (2020-2022). Em 2025, como tentativa científica de não esquecimento e como gesto de resgate de uma memória que ainda hoje me afeta sensivelmente, decido publicar este texto. A escolha de manter a forma original da escrita, no tempo presente, permite preservar a densidade do momento vivido e, ao mesmo tempo, realizar uma reflexão crítica desde o agora, atualizando os sentidos da pandemia (2020-2022) e seus desdobramentos sociais. O presente artigo propõe uma análise crítica, de natureza autoetnográfica, das discussões promovidas durante um grupo de estudos intitulado “Conflitos Sociais nas Periferias Brasileiras", desenvolvido em colaboração entre os grupos de pesquisa Observatório Fluminense (UFRRJ) e Distúrbio – Dispositivos, Tramas Urbanas, Ordens e Resistências (UERJ). A reflexão parte da conjuntura pandêmica iniciada em 2020 considerando como tal contexto atravessou os debates acadêmicos e afetou subjetivamente os participantes. Com base em observações das intervenções intelectuais e militantes apresentadas ao longo do grupo de trabalho, buscou-se compreender os efeitos das políticas públicas — ou da ausência destas — sobre os corpos marginalizados durante a pandemia (2020-2022) O trabalho estabelece conexões entre as políticas sanitárias de emergência e os procedimentos de desaparecimento simbólico de corpos, sobretudo os racializados e periféricos, explorando a continuidade histórica desses dispositivos de invisibilização desde a ditadura militar até a pandemia de Covid-19 (2020-2022). </p> 2025-12-04T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS