Revista de APS
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<p>A <strong>REVISTA DE APS – ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE</strong> é uma publicação científica do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde – NATES, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora − UFJF, em parceria com a Rede de Educação Popular e Saúde − REDEPOP. Em 2007, tornou-se também uma publicação do <strong><a href="https://www2.ufjf.br/ppgsaudecoletiva/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFJF</a></strong>.</p>Universidade Federal de Juiz de Forapt-BRRevista de APS1809-8363NATES – UFJF: 30 anos de compromisso com o Sistema Único de Saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292652752
<p>Neste ano, celebramos com grande alegria os 30 anos do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde (NATES) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Desde sua fundação, o NATES se consolidou como uma referência no desenvolvimento de iniciativas que visam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e especialmente a atenção primária à saúde no país, estabelecendo uma ponte entre a universidade, os serviços de saúde e a comunidade local.</p>Maria Teresa Bustamante TeixeiraEstela Márcia Saraiva Campos
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2026-04-282026-04-282910.34019/1809-8363.2026.v29.52752O internato de Medicina de Família e Comunidade e a formação médica em uma escola federal do interior de Minas Gerais: autoavaliação dos estudantes
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292648519
<p><strong>Objetivos</strong>: O presente estudo misto avaliou o internato de Medicina de Família e Comunidade na perspectiva dos estudantes, em uma Escola Médica Federal do interior de Minas Gerais (MG). <strong>Métodos</strong>: A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semi-estruturado autoaplicado aos acadêmicos após a conclusão do internato. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva, teste de qui-quadrado e análise de conteúdo de Bardin. O estudo contou com a participação de 86 discentes. Todos os estudantes participaram de consultas médicas supervisionadas, inclusive pré-natal. <strong>Resultados e discussão</strong>: Os internos atenderam pessoas com condições endêmicas negligenciadas (100%), sífilis (82,6%), tuberculose (72,1%) e hanseníase (43%). A Lavagem otológica foi o procedimento mais realizado (68,6%), seguido de sutura (32,6%). Ocorreram atividades multiprofissionais, com destaque para visitas domiciliares (90,7%). A maioria dos entrevistados considerou as relações interpessoais estabelecidas durante esse período muito boas. Entre as dificuldades enfrentadas, destacaram-se a limitação de estrutura física, sobrecarga de trabalho e perda de seguimento. <strong>Conclusão</strong>: Concluiu-se que o internato de MFC proporcionou aprendizado prático na Atenção Primária à Saúde, porém, alguns pontos necessitam de aperfeiçoamento para uma formação médica de qualidade.</p>Julia Coelho FernandesMattheus Ribeiro NatividadeDaniel Madeira CardosoCamila Teixeira VazLélia Cápua Nunes
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2026-04-282026-04-282910.34019/1809-8363.2026.v29.48519Fatores determinantes da atração e retenção de médicos na atenção primária: análise da remuneração no setor público em uma macrorregião de Santa Catarina
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647566
<p><strong>Introdução</strong>: No Sistema Único de Saúde (SUS), o papel do médico na Estratégia de Saúde da Família (ESF) é crucial, abrangendo cuidados clínicos, prevenção, diagnóstico e coordenação do cuidado entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Contudo, o Brasil enfrenta desafios na atração e retenção de médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade (MFC), resultando em alta rotatividade e comprometendo a eficácia da Atenção Primária. Este trabalho investiga a correlação entre a remuneração dos médicos na Atenção Primária à Saúde (APS) e fatores socioeconômicos e geográficos em municípios da macrorregião de saúde do Planalto Norte e Nordeste de Santa Catarina. <strong>Métodos</strong>: A análise foi conduzida em duas etapas. Primeiro, foram coletados dados de salários e variáveis socioeconômicas de 26 municípios, seguida pela análise estatística utilizando o programa Jamovi 2.3.28.0. <strong>Resultados</strong>: Os resultados indicaram que, embora o salário médio dos médicos na região seja de R$ 22.770, não há uma correlação direta entre a remuneração e a economia local ou a proximidade com grandes centros urbanos. Discussão: A pesquisa ressalta a importância da remuneração como variável controlável pelos gestores de saúde, mas indica que outros fatores, como a estruturação da RAS e a intervenção política, também desempenham papéis significativos na atração e retenção de profissionais. <strong>Conclusão</strong>: O estudo sugere que políticas salariais locais podem ser eficazes na melhoria da distribuição geográfica dos recursos. No entanto, destaca a necessidade de mais investigações para compreender melhor os determinantes da remuneração e a motivação dos médicos na APS.</p>Lucélio Henning JuniorPaulo Poli Neto
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2026-04-282026-04-282910.34019/1809-8363.2026.v29.47566Tendência temporal de cobertura da avaliação do estado nutricional na Macrorregião de Saúde Norte, Minas Gerais, Brasil, 2010-2019
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292644819
<p><strong>Objetivo</strong>: Descrever a tendência temporal da cobertura da avaliação do estado nutricional na Macrorregião de Saúde Norte, Minas Gerais, entre 2010 e 2019. <strong>Métodos</strong>: Estudo ecológico de séries temporais, com utilização de dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) para o cálculo da cobertura da avaliação do estado nutricional e sua tendência temporal por meio de regressão linear. <strong>Resultados</strong>: A cobertura da avaliação do estado nutricional apresentou tendência crescente para todas as fases de vida, evoluindo de 13,4% (2010) para 33,6% (2019), com variação anual média de 2,6%. Os maiores percentuais de cobertura e os melhores índices de estado nutricional foram verificados na faixa etária de 0 a 4 anos. Em adolescentes, adultos e idosos, sobrepeso/obesidade foi crescente (p<0,001). <strong>Conclusão</strong>: Observou-se aumento significativo do percentual de cobertura na macrorregião. O aumento da prevalência de sobrepeso/obesidade evidencia a necessidade de implementação da Vigilância Alimentar e Nutricional para além da infância.</p> <p> </p>Graciele Helena Fernandes SilvaSantuzza Arreguy Silva VitorinoMarise Fagundes Silveira Antônio Prates Caldeira João Alves PereiraLucinéia de Pinho
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2026-04-282026-04-282910.34019/1809-8363.2026.v29.44819“Eu não sou contra, mas também não sou a favor!”: representações sociais de profissionais da saúde da Atenção Primária sobre a LGBTIfobia
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643978
<p><strong>Introdução</strong>: O contexto de discriminação e sofrimento enfrentado por pessoas LGBTI+ nos serviços de saúde tem se tornado cada vez mais evidente, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), evidenciando barreiras no acesso e na qualidade do cuidado. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de uma pesquisa social, descritiva, com abordagem qualitativa, fundamentada no referencial teórico das Representações Sociais de Serge Moscovici. O estudo foi realizado em uma Unidade de Saúde da Família na região metropolitana do Recife, Pernambuco, entre março e junho de 2023, com profissionais das equipes de saúde da família e saúde bucal. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e observação participante. Para análise, utilizaram-se a análise temática e a análise de similitude. <strong>Resultados</strong>: Emergiram três categorias principais: (1) a LGBTIfobia como representação naturalizada pelos profissionais da APS; (2) o adoecimento emocional como consequência da LGBTIfobia e o desconhecimento das especificidades em saúde das pessoas LGBTI+; e (3) a (re)produção de práticas LGBTIfóbicas. As representações sociais identificadas refletem práticas estigmatizantes que comprometem o cuidado ofertado à população LGBTI+. <strong>Conclusão</strong>: Os achados evidenciam a necessidade urgente de conscientização e implementação de políticas integradoras na APS. Destaca-se a importância da inclusão obrigatória de conteúdos sobre diversidade sexual e de gênero na formação e educação permanente dos profissionais, bem como a criação de protocolos institucionais para identificação e enfrentamento de práticas discriminatórias, com monitoramento contínuo e participação social.</p>Marcos Soares de LimaAlef Diogo da Silva SantanaJosivânia Santos Tavares
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2026-04-292026-04-292910.34019/1809-8363.2026.v29.43978Condições institucionais para a implementação de ações de alimentação e nutrição e cuidado às pessoas com obesidade no estado do Rio de Janeiro
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292649424
<p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>Introdução</strong>: A organização do sistema de saúde, especialmente da atenção primária, frente às crescentes prevalências de obesidade, demanda estratégias mais efetivas de cuidado e promoção da saúde, assim como o conhecimento e reforço das condições institucionais e de gestão para a implementação de políticas públicas em âmbito municipal. <strong>Objetivo</strong>: O objetivo deste artigo é analisar as condições institucionais para a implementação de ações de alimentação e nutrição e cuidado das pessoas com excesso de peso em municípios do estado do Rio de Janeiro. <strong>Metodologia</strong>: O estudo foi realizado entre 2019 e 2021, com abordagens quantitativas e qualitativas envolvendo diferentes instrumentos. <strong>Resultados</strong>: Foram identificadas distintas condições institucionais e de gestão dos municípios estudados, sendo que aqueles com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) têm melhores condições de implementação das ações de alimentação e nutrição. Dentre os desafios, estão a baixa institucionalidade das áreas de alimentação e nutrição, a alta rotatividade de cargos de gestão, a sobrecarga de funções, a inadequação entre quantitativo de profissionais e demandas em saúde, as fragilidades dos vínculos empregatícios e salários, além da complexidade de lidar com o cuidado das pessoas com obesidade. <strong>Conclusão</strong>: Esse cenário dificulta a implementação abrangente da Política Nacional de Alimentação e Nutrição nos municípios e pode repercutir negativamente em processos que são estratégicos para a implementação da Linha de Cuidado de Sobrepeso e Obesidade.</p>Evelyne Florido Lobato CavalcanteLuciene Burlandy Campos de AlcântaraKatiana dos Santos TeléforaTais de Moura Ariza AlpinoCláudia Roberta Bocca SantosLuciana Maria Cerqueira Castro
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2026-04-292026-04-292910.34019/1809-8363.2026.v29.49424Os desafios e facilitadores da implantação do Programa Antimicrobial Stewardship em hospitais: uma revisão da literatura
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646349
<p><strong>Objetivo</strong>: Descrever o estado da arte do ASP no mundo, verificar os principais facilitadores e desafios da implantação do programa e compreender como está a participação do farmacêutico nesse processo. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de uma revisão da literatura. As buscas foram realizadas nas bases de dados <em>PubMed</em>, <em>Lilacs</em> e <em>Scopus</em>. Os descritores MeSh/DeCS <em>antimicrobial stewardship</em> e <em>hospital</em> foram cruzados com as palavras-chave <em>barriers</em> e <em>facilitators</em>. A seleção e extração de dados foi realizada por pesquisadores independentes. <strong>Resultados</strong>: Forma identificados 188 estudos e 41 foram incluídos. A falta de tempo e a carga de trabalho foram os principais desafios relatados à implantação da ASP, enquanto o uso de tecnologia foi destacado como principal facilitador. Corroborando esses dados, o farmacêutico emergiu como profissional frequentemente associado ao sucesso do programa dada a sua expertise sobre medicamentos. <strong>Conclusão</strong>: Os principais facilitadores e desafios encontrados no processo de implantação do ASP hospitalar envolvem gestão de recursos humanos e investimento em tecnologia. O farmacêutico desempenha papel relevante no gerenciamento do programa.</p>Luiza BosqueiroRoberta de Oliveira AlvesJéssica Daniel Martins da SilvaAriadne Sousa AlbuquerqueCarla Speroni CeronTiago Marques dos Reis
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2026-05-082026-05-082910.34019/1809-8363.2026.v29.46349Associação entre desenvolvimento humano e produtividade da atenção primária à saúde no Brasil: estudo ecológico retrospectivo
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647101
<p><strong>Objetivo:</strong> Investigar a associação entre o índice de desenvolvimento humano municipal e a produtividade da atenção primária à saúde (APS), medida pelo índice sintético final. <strong>Métodos:</strong> Estudo observacional, retrospectivo e ecológico, com análise quantitativa de dados de 5.564 municípios brasileiros. Foram utilizados dados do painel de indicadores da APS e da base de dados. Estatisticamente, combinaram-se técnicas descritivas e de correlação linear. <strong>Resultados:</strong> A análise revelou uma correlação negativa fraca entre índice de desenvolvimento humano municipal e indicador sintético final e o índice sintético final (r = -0.17,<em> p </em>< 0.001). Contudo, constataram-se diferenças a nível regional. No Centro-Oeste (r = -0.03; <em>p</em> = 0.581) e no Sul (r = 0.06; <em>p</em> = 0.042), a associação é nula. Por sua vez, o Sudeste (r = -0.2; <em>p</em> < 0.001) e o Nordeste (r = -0.14; <em>p</em> < 0.001) apresentam correlações negativas. O Norte foi a única região onde a correlação foi positiva (r = 0.31; <em>p</em> < 0.001). <strong>Conclusão:</strong> Os resultados sugerem que, embora um menor desenvolvimento humano esteja associado a uma maior produtividade na APS, políticas de saúde devem considerar as condições locais para melhorar a eficácia dos serviços.</p>Lucas Emanuel de Oliveira SilvaFernando Antônio Pedrosa FidelisThiago José Matos Rocha
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2026-05-132026-05-132910.34019/1809-8363.2026.v29.47101Desafios para o cuidado em saúde mental: a perspectiva dos pacientes com esquizofrenia e seus familiares
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292644728
<p><strong>Introdução</strong>: A esquizofrenia é considerada a principal forma de psicose, em razão de sua frequência e relevância clínica, ocasionando prejuízos sociofuncionais e sobrecargas aos familiares. <strong>Objetivo</strong>: Analisar, na perspectiva dos pacientes com esquizofrenia e de familiares de seu convívio, o acesso à saúde nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em um município do interior de Minas Gerais. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa. A população foi composta por pacientes com esquizofrenia e familiares de seu convívio, cadastrados nas equipes de Saúde da Família que contam com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Universidade Estadual de Montes Claros. A amostra intencional se deu por saturação teórica. Os dados foram coletados por meio de semiestruturadas e analisados conforme a técnica de Análise de Conteúdo Temática. <strong>Resultados e Conclusão: </strong>Foram entrevistados 18 participantes. Emergiram três unidades de análise: O significado de viver com necessidades em saúde mental: perspectivas de pacientes e familiares; desafios da assistência à saúde mental na RAPS; e percepções de pacientes e familiares/cuidadores sobre a assistência em saúde mental<em>.</em> Destacaram-se sentimentos positivos e negativos, bem como as dificuldades relacionadas ao convívio com o transtorno mental. Fatores associados às dificuldades de acesso ao cuidado nos serviços, tais como a ênfase no atendimento medicamentoso, fragilidades na intersetorialidade e dificuldade de acesso ao profissional, foram evidenciados como desafios da assistência. Ademais, a maioria dos entrevistados reconheceu o acolhimento dos profissionais e o apoio familiar como elementos fundamentais para lidar com os desafios associados à esquizofrenia.</p> <p> </p>Izabella Cristina Ruas AlmeidaAnna Caroliny CardosoAnanda Tuany Neves VitorinoHanna Beatriz Bacelar TibãesAline Soares Figueiredo Santos Claudia Danyella Alves Leão Ribeiro Eveline Andries de Castro
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2026-05-182026-05-182910.34019/1809-8363.2026.v29.44728Programa de Educação em Saúde e auriculoterapia para a população idosa com dor crônica: tecnologia social na Atenção Primária à Saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647573
<p><strong>Introdução:</strong> O estudo delimita como problemática a falta de resolubilidade dos encaminhamentos à acupuntura de pessoas idosas em uma Assistência Médica Ambulatorial/Unidade Básica de Saúde integrada. <strong>Objetivo:</strong> Analisar a construção de uma tecnologia social para atendimento à demanda relacionada à falta de resolubilidade dos encaminhamentos à acupuntura de pessoas idosas em uma Assistência Médica Ambulatorial/Unidade Básica de Saúde integrada. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de um estudo de caso desenvolvido por meio da construção de um programa de educação em saúde associado à oferta de auriculoterapia para a população idosa com dor crônica no contexto da Atenção Primária à Saúde. Utilizando abordagem qualitativa, participaram da pesquisa dezoito trabalhadores da saúde de uma Assistência Médica Ambulatorial/Unidade Básica de Saúde integrada na região sudeste da cidade de São Paulo. O referencial metodológico fundamentou-se no Planejamento Participativo, mobilizando Estimativa Rápida Participativa, construção e validação de Fluxograma Analisador e planejamento de ações. <strong>Resultados: </strong>O produto, desenvolvido coletivamente, foi denominado Programa de Educação em Saúde associado à oferta de auriculoterapia para a população idosa com dor crônica. Trata-se de uma investigação relevante por discutir processos participativos de implementação de estratégias educativas integradas às Práticas Integrativas no contexto de Atenção Primária à Saúde, o que possibilita maior alcance e replicação partindo do caso ora apresentado. <strong>Conclusão:</strong> O estudo evidencia desafios e potencialidades na implementação de um programa de educação em saúde, ao indicar que a identificação de demandas no cotidiano da Atenção Primária à Saúde e a participação coletiva dos profissionais na construção de tecnologias sociais são elementos centrais para a ampliação do acesso às práticas integrativas.</p>Antonia Telma Rodrigues MeloÁtila Santos MatosRosilda MendesMaria Cristina MazzaiaDanielle Alves Rodrigues SalomãoRenata Leme MisThiago da Silva Domingos
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2026-05-272026-05-272910.34019/1809-8363.2026.v29.47573Doença renal crônica não dialítica: invisibilidade e negligência na Atenção Primária à Saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292648010
<p><strong>Objetivo:</strong> Avaliar a capacidade institucional da atenção primária à saúde (APS) para o manejo da doença renal crônica não dialítica (DRC-ND) em um município de Minas Gerais/Brasil. <strong>Método:</strong> Estudo transversal descritivo, realizado entre maio e agosto de 2024. A população foi composta por gestores municipais da APS e por médicos e/ou enfermeiros que atuavam na assistência à saúde na Atenção Primária. O instrumento <em>Assessment of Chronic Illness Care</em> (ACIC), versão validada em português, foi utilizado para avaliar a capacidade da APS em prestar cuidados às pessoas com DRC- ND a partir da escala <em>likert, </em>pontuada de zero a 11 pontos. Foi realizada análise descritiva dos dados para caracterizar a população e interpretar os resultados do ACIC conforme as sete dimensões do instrumento. <strong>Resultados:</strong> O estudo contou com representantes de 100% das unidades de APS do município analisado (43 unidades), num total de 67 participantes: 27 (40,3%) médicos; 37 (55,2%) enfermeiros e os três principais gestores. O ACIC revelou um escore geral baixo de 2,8/11 da capacidade da APS em assistir pessoas com acometimento renal. Especificamente, as pontuações mais baixas foram registradas nas seguintes dimensões: envolvimento da comunidade (2,0/11); sistemas de informação clínica (2,0/11) e integração dos componentes do Modelo de Atenção Cuidados Crônicos (MACC) (2,0/11). <strong>Conclusões:</strong> Este estudo identificou deficiências estruturais e organizacionais na APS para a gestão da DRC-ND, o que evidencia inadequação aos princípios fundamentais do SUS e ressalta a necessidade urgente de investimentos em capacitação profissional e em infraestrutura adequada para garantir o direito à proteção da saúde renal.</p>Alba OtoniEugênio Vilaça MendesLara Kethlyn Fernandes Duarte Lowanny Miriã de OliveiraAnna Beatriz Ferreira GomesSimone Cassiano Ventura Geraldo Lucas Lamounier Murilo César do Nascimento
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2026-05-292026-05-292910.34019/1809-8363.2026.v29.48010Ações desempenhadas pela Atenção Primária à Saúde na pandemia de COVID-19 em Minas Gerais, Brasil
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647972
<p><strong>Objetivo: </strong>analisar as ações da Atenção Primária à Saúde durante a pandemia de COVID-19 em Minas Gerais, Brasil. <strong>Materiais e métodos: </strong>estudo quantitativo, observacional, do tipo transversal, com amostra por conveniência. A coleta de dados ocorreu entre janeiro e setembro de 2021, por meio de questionário estruturado <em>online</em>, aplicado a secretários municipais de saúde e coordenadores da Atenção Primária. As variáveis analisadas incluíram aspectos relacionados a estrutura, trabalho e organização do serviço, uso de dados e informações em saúde e desenvolvimento de ações de combate à COVID-19. Os dados foram organizados e analisados por estatística descritiva e inferencial, com uso do <em>Statistical Package for the Social Sciences</em> e do <em>software </em>R versão 3.0.2, incluindo modelagem de Equações Estruturais ou <em>Structural Equation Modeling</em>. <strong>Resultados: </strong>participaram 278 respondentes. A Secretaria Municipal de Saúde e as unidades da Atenção Primária possuíam estrutura e equipamentos para realizar as funções gerenciais necessárias em resposta à pandemia. Na maioria dos municípios, as atividades e programas desenvolvidos na Atenção Primária foram mantidos. Entretanto, a utilização dos recursos do e-SUS e o uso de dados e informações em saúde não tiveram associação positiva nas ações programáticas. As ações em saúde exigiram adaptações, se utilizando de novos formatos como redes sociais, carros de som e folders explicativos.<strong> Conclusão: </strong>a Atenção Primária à Saúde demonstrou capacidade de manter suas atividades e adaptação das ações como resposta à pandemia. Contudo, ainda permanecem fragilidades no uso de sistemas de informação e na implementação de dados no planejamento e na tomada de decisão.</p>Humberto Ferreira de Oliveira QuitesNoelle Cristina de Jesus SouzaTamires Carolina SilvaSelma Maria da Fonseca ViegasTarcísio Laerte GontijoRicardo Bezerra Cavalcante
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2026-06-082026-06-082910.34019/1809-8363.2026.v29.47972A experiência da pessoa em situação de rua com os serviços de saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643484
<p><strong>Objetivos</strong>: Conhecer a experiência da pessoa em situação de rua com o Consultório na Rua e os outros serviços de saúde. <strong>Método</strong>: Pesquisa de caráter qualitativo através de uma entrevista semiestruturada. Os dados foram coletados ao longo do mês de dezembro de 2022 em um serviço municipal especializado no atendimento da população em situação de rua (PSR), em uma cidade do interior do estado de São Paulo, Brasil. A análise dos dados foi pautada no pensamento hermenêutico-dialético, empregando como referencial teórico a tríade donabediana. <strong>Resultados</strong>: Participaram da pesquisa nove usuários atendidos pelo Consultório na Rua, sendo elaboradas duas categorias temáticas: 1 - Vivências no Sistema Único de Saúde e 2 - Acesso da população em situação de rua aos recursos de cuidados em saúde. <strong>Conclusão</strong>: Houve uma pluralidade das vivências da PSR com os serviços de saúde. Ademais, constatou-se a importância conferida ao Consultório na Rua pelos entrevistados, dado seu papel de restituidor dos direitos daqueles indivíduos que se encontram em situação de rua, garantindo seu acesso aos recursos de saúde disponíveis.</p>Henrique Mendonça Del Nero Festa NobreMichelle Cristine de Oliveira MinharroGuilherme Correa Barbosa
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2026-06-172026-06-172910.34019/1809-8363.2026.v29.43484Ações de saúde mental realizadas por profissionais da Estratégia de Saúde da Família no interior de Mato Grosso
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643592
<p><strong>Introdução</strong>: A Estratégia de Saúde da Família (ESF) desempenha papel fundamental na organização do cuidado em saúde mental, por se constituir em um importante serviço da atenção primária, como porta de entrada preferencial do sistema de saúde, e por possibilitar o acompanhamento contínuo, territorializado e integral das necessidades da população. <strong>Objetivos</strong>: Avaliar as ações e os registros de saúde mental realizados por profissionais de saúde da ESF, no interior de Mato Grosso. <strong>Método</strong>: Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, realizado com 85 profissionais de saúde que atuam em 19 unidades de ESF, a partir da aplicação de um questionário semiestruturado com análise descritiva dos dados. <strong>Resultados</strong>: Os achados revelaram a prevalência de profissionais do sexo feminino, na faixa etária de 40 a 59 anos, pardos, com especialização na área de saúde pública. Quanto à atuação na APS, prevaleceram profissionais concursados, com até cinco anos de atuação na ESF, com carga horária de 40 horas semanais. A maioria atendia demandas de usuários com transtornos mentais (troca de receita, visitas domiciliares, acolhimento e/ou escuta qualificada, interconsulta com equipe especializada), bem como desenvolviam ações voltadas à temática (palestras). Enfermeiros e médicos foram os responsáveis pela maior parte dos registros no sistema e-SUS, seguido dos Agentes Comunitários de Saúde. <strong>Conclusão</strong>: Conclui-se que os profissionais atendem à demanda de saúde mental, bem como realizam e registram ações executadas no sistema informatizado do SUS. Tais ações podem auxiliar na organização do serviço, no planejamento de ações de prevenção e promoção da saúde mental da comunidade.</p>Deyse Carolini de AlmeidaMaria Aparecida Sousa Oliveira AlmeidaMariana Santos FreitasLiliane Santos da SilvaElias Marcelino da RochaVagner Ferreira do NascimentoMargarita Antonia Villar LuisAlisséia Guimarães Lemes
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2026-06-182026-06-182910.34019/1809-8363.2026.v29.43592Perfil dos(as) usuários(as) do Programa Melhor em Casa do município de Bento Gonçalves, RS
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292645249
<p><strong>Objetivos</strong>: O estudo investiga o perfil de usuários(as) do Programa Melhor em Casa (PMC) no município de Bento Gonçalves, RS, entre 2018 e 2022. O PMC é uma iniciativa de atenção domiciliar que visa oferecer cuidados de saúde humanizados e com melhor custo-benefício para pacientes com dificuldades de locomoção, doenças crônicas e terminais. Este texto objetiva descrever as características demográficas e clínicas de usuários(as), analisar os desfechos clínicos e identificar fatores associados a altas e óbitos. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se um estudo quantitativo descritivo, com coleta de dados retrospectiva dos sistemas de gestão municipal e prontuários eletrônicos, abrangendo 510 usuários. Os dados foram analisados utilizando frequências, porcentagens e regressão logística para prever desfechos clínicos. <strong>Resultados e conclusão:</strong> Os resultados indicam uma predominância de pacientes idosos, brancos, principalmente do sexo feminino, e destacam a importância do PMC na gestão de doenças crônicas e paliativas, bem como a necessidade de políticas públicas inclusivas que garantam equidade no acesso aos serviços de saúde.</p>Rosenilda Correa ImperatoriMauricio PolidoroMichele Girolometto FracalossiDaniel Canavese de OliveiraRoger dos Santos RosaArthur de Almeida MedeirosStela Nazareth Meneghel
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2026-06-192026-06-192910.34019/1809-8363.2026.v29.45249Concepção sobre sexualidade e impactos na saúde entre mulheres idosas
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646029
<p><strong>Objetivo:</strong> Este estudo visa compreender de que forma mulheres idosas percebem e vivenciam a sexualidade nessa etapa da vida, assim como os impactos gerados por essas experiências. <strong>Metodologia:</strong> trata-se de uma análise qualitativa, do tipo exploratória-descritiva, com a participação de dezesseis mulheres cadastradas em uma Unidade de Saúde que realizaram exame preventivo no último ano. <strong>Resultados: </strong>Os dados foram coletados por meio da caracterização das participantes e de duas questões disparadoras e, a partir da análise de conteúdo temática, foi realizada uma discussão fundamentada na literatura pertinente. Assim, foram obtidas as seguintes categorias: sexualidade e sua íntima relação com etariedade e temporalidade; solidão e o impacto da falta da sexualidade; influência familiar sobre a sexualidade da mulher. <strong>Conclusão: </strong>As idosas, de forma geral, partilham do senso comum de conceber a sexualidade como uma prática pertencente à juventude e à atualidade. Alguns aspectos influenciam a existência, positiva ou não, da sexualidade na vida da idosa, como a família, a autoestima, a viuvez e a solidão gerada pela falta do parceiro, sendo fatores que definem o bem-estar e a saúde dessas mulheres.</p>Ana Júlia PagliaGabriela Painso FantimBianca Stefany Dias de JorgeCamila Juliana Ferreira MolinaTânia Maria Gomes da SilvaAliny de Lima Santos
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2026-07-012026-07-012910.34019/1809-8363.2026.v29.46029Avaliação do atributo “integralidade” na Atenção Primária à Saúde ofertada às crianças menores de dois anos
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292644534
<p><strong>Introdução</strong>: A Atenção Primária à Saúde consiste na promoção, prevenção e proteção da saúde. Sua eficácia está ligada à presença de atributos que, em harmonia, são capazes de evitar cerca de 80% das hospitalizações. <strong>Objetivos</strong>: Dessa forma, objetivou-se avaliar o atributo “integralidade” da Atenção Primária à Saúde ofertada a crianças menores de dois anos, no município de Floriano, Piauí. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de estudo quantitativo, avaliativo e descritivo, com delineamento transversal. Utilizaram-se o <em>Primary Care Assessment Tool</em> e questionário sociodemográfico aplicado a pais ou cuidadores de crianças. Foram entrevistados 101 pais ou cuidadores de crianças. <strong>Resultados</strong>: Em relação ao perfil dos participantes, prevaleceram as mães de crianças (84,2%), autodeclaradas pardas (65,3%) e de baixo nível socioeconômico (69,5%). O atributo “integralidade” foi avaliado positivamente, sendo que o item “serviços disponíveis” recebeu a nota 6,9, enquanto o item “serviços prestados” recebeu a nota 8,3, indicando um nível de satisfação mais elevado. Isso indica o reconhecimento das diversas necessidades de saúde da população e de seus contextos histórico e social. <strong>Conclusão</strong>: Assim, os resultados encontrados permitem identificar os acertos em relação à assistência à saúde da criança, bem como os pontos de fragilidade, possibilitando futuras melhorias.</p>Jefferson Alves Maranhão FeitosaAugusto Cezar Antunes de Araujo FilhoMaria Luzinete Rodrigues da SilvaHéryka Laura Calú AlvesKathlen Pindaíba Paes Landim LimaMaria Clara Carvalho TeixeiraMayara da Silva SantosCindy Laila de Sousa Alves
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2026-07-092026-07-092910.34019/1809-8363.2026.v29.44534“Alcoolismo” e “beber socialmente”: analisando o uso de termos leigos na atenção primária à saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646003
<p><strong>Introdução:</strong> Expressões informais como “beber socialmente” e “alcoolismo” estão presentes nas consultas da atenção primária à saúde (APS). Buscamos compreender como a percepção cultural destes profissionais interfere no cuidado, incluindo suas normas descritivas e injuntivas que embasam suas atitudes e intervenções. <strong>Metodologia: </strong>A metodologia utilizada foi a análise de conteúdo. Entrevistamos 33 profissionais de nível superior da APS no município do Rio de Janeiro por questionário semiestruturado com perguntas sobre “beber socialmente” e “alcoolismo”. <strong>Resultados: </strong>Os entrevistados percebem “beber socialmente” como consumo de baixa frequência/quantidade, com amigos e família, sem perder o controle e “alcoolismo” como uso grave e problemático. A confiança normativa dos profissionais no “beber socialmente” prejudica investigar aprofundadamente o uso de álcool. A gravidade associada ao “alcoolismo” reforça estigma e dificulta intervenções precoces. <strong>Conclusão: </strong>Estes termos culturais atravessam a prática clínica, porém são imprecisos e prejudiciais. Capacitações para abordagem ao uso de álcool devem incluir aspectos culturais.</p>Renata Werneck VargensSean Joseph HaleyVitor Aguiar Lobato de CarvalhoDaniel Storti Netto PuigAna Alice da Silva SudréManoela Alves SalgadoMarcelo Santos CruzSandra Lúcia Correia Lima Fortes
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2026-07-152026-07-152910.34019/1809-8363.2026.v29.46003Síndrome congênita do vírus Zika: casos confirmados no Brasil
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292645372
<p><strong>Introdução. </strong>Em outubro de 2015 ocorreu um aumento atípico no número de casos de microcefalia no Brasil. Em 2016, a OMS, em razão do crescimento de casos de Zika vírus e da possível relação da doença com malformação congênita e síndromes neurológicas, declarou Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional. <strong>Objetivo.</strong> O objetivo deste trabalho é descrever os casos confirmados da Síndrome congênita do vírus do Zika (SCZV) no Brasil, de 2015 a 2023. <strong>Método.</strong> Estudo descritivo, transversal, com dados secundários, provenientes do Registro de Eventos em Saúde Pública. Foram considerados casos confirmados de SCZV. A análise foi pelo programa Tabwin. <strong>Resultados.</strong> De 2015 a 2023, houve redução da SCZV, de 784 casos para 5 e os óbitos de 72 para dois. O sexo masculino predominou com 53.99% dos casos, enquanto o feminino teve maior frequência em 2020, 2022 e 2023 com 77,78%, 75,00% e 80,00% respectivamente. A cor parda concentrou a maioria dos casos (43,01%). Regionalmente, o Nordeste liderou (78,64%), enquanto o Sul teve apenas 0,54% dos casos. O coeficiente de mortalidade infantil relacionado a SCZV foi de 0,66/1000 nascidos vivos e a letalidade foi de 9,36%. <strong>Conclusão.</strong> O sexo masculino, a cor parda e a região Nordeste se destacaram. Na série histórica houve diminuição dos casos, porém para a manutenção desta diminuição medidas de proteção individual entre as mulheres em idade fértil devem ser mantidas, uma vez que a circulação do Zika Vírus e seu vetor estão dispersos em todo território nacional.</p>Gabriela Soares Garcia Gutemberg Lemos Torres Pedro Henrique Rocha ChavesAnna Klara Bohland
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2026-07-202026-07-202910.34019/1809-8363.2026.v29.45372Trabalho interprofissional nas ações de alimentação e nutrição na Atenção Primária à Saúde de Governador Valadares, Minas Gerais
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292644859
<p>As ações de alimentação e nutrição na Atenção Primária à Saúde (APS) demandam colaboração interprofissional, com ênfase na comunicação e no trabalho em equipe, a fim de qualificar os serviços de saúde<strong>.</strong> <strong>Objetivo:</strong> Caracterizar as ações interprofissionais de alimentação e nutrição na APS no município de Governador Valadares, Minas Gerais. <strong>Métodos: </strong>Trata-se de um estudo qualitativo, desenvolvido por um questionário on-line e observação com nutricionistas atuantes na APS e na Residência Multiprofissional em Saúde da Família. A partir do questionário, realizou-se a caracterização dos nutricionistas, das suas ações e das ações de alimentação e nutrição desenvolvidas por outros profissionais. Os dados produzidos na observação foram analisados por uma análise temática. <strong>Resultados:</strong> Verificou-se que, na atuação dos nutricionistas, destacam-se os atendimentos individuais, bem como as visitas domiciliares e os atendimentos compartilhados. Os resultados evidenciaram, a partir da percepção dos nutricionistas, que embora haja aproximação com práticas de avaliação antropométrica, persistem desafios para a implementação das ações de Vigilância Alimentar e Nutricional por outros profissionais na APS. Identificaram-se comunicação horizontal e colaboração interprofissional. Contudo, observaram-se dificuldades na realização de ações compartilhadas, bem como ausência de planejamento e avaliação sistemática, fatores que podem comprometer a corresponsabilidade no cuidado. <strong>Conclusão: </strong>Para qualificar as ações interprofissionais de alimentação e nutrição, mostram-se fundamentais a sensibilização e a capacitação dos profissionais, a melhoria da organização, da gestão e das condições de trabalho, além da valorização das interações informais como espaços de aprendizado compartilhado.</p>Bruna Gomes BotelhoClarice Lima Álvares da SilvaViviane Cristina Salgado DiasGisele Queiroz CarvalhoKellem Regina Rosendo Vincha
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2026-07-242026-07-242910.34019/1809-8363.2026.v29.44859Plantas Medicinais na Atenção Primária: desafios e perspectivas sob o olhar de trabalhadores da saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643659
<p><strong>Objetivo</strong>: Identificar o conhecimento, as atitudes e a atuação dos profissionais em relação ao uso de plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa que utilizou a cartografia como aporte metodológico e realizou 15 entrevistas semiestruturadas com trabalhadores de uma equipe rural da Estratégia Saúde da Família de Patrimônio da Penha, Espírito Santo. Um roteiro foi utilizado para analisar o perfil de conhecimento e a aceitabilidade dos trabalhadores quanto ao uso de plantas medicinais, considerando os preceitos das Políticas Nacionais de Práticas Integrativas e Complementares e de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. A partir dos temas polarizados nas falas, foram definidas categorias analíticas para conduzir as reflexões. <strong>Resultados</strong>: Os desafios relacionados à gestão do trabalho ainda dificultam a incorporação das plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde. Os trabalhadores apresentaram uma concepção ampliada de saúde e demonstraram aceitabilidade em relação ao uso dessas práticas. Entretanto, vivenciam processos de trabalho fragmentados e centrados na doença, o que contribui para que as plantas medicinais sejam percebidas como práticas paralelas aos protocolos instituídos. As rodas de conversa foram apontadas como estratégia para ampliar a articulação comunitária, o exercício da escuta, a habilidade comunicativa e a troca de conhecimentos. <strong>Conclusão</strong>: Embora exista reconhecimento e aceitação do uso de plantas medicinais pelos trabalhadores da saúde, persistem desafios relacionados à formação profissional, à gestão do trabalho e à institucionalização dessas práticas no SUS. O fortalecimento de espaços coletivos de diálogo e educação permanente pode contribuir para ampliar sua integração ao cuidado em saúde.</p>Nayara Rudeck Oliveira Sthel CockAmanda Firme CarlettoGabriella Barreto Soares Fábio Hebert da Silva
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2026-07-292026-07-292910.34019/1809-8363.2026.v29.43659Plantas medicinais no tratamento da insônia: um modelo de metodologia ativa de ensino para formação médica em Atenção Primária à Saúde
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647185
<p><strong>Objetivo:</strong> Este estudo teve como objetivo capacitar médicos atuantes na Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o uso de plantas medicinais no tratamento da insônia e avaliar o impacto dessa intervenção no conhecimento dos participantes. <strong>Metodologia: </strong>Realizou-se uma oficina em duas unidades da APS no município do Rio de Janeiro, com a participação de 17 médicos, sendo a maioria residentes em medicina de família e comunidade. A intervenção incluiu uma discussão inicial com perguntas disparadoras, uma parte expositiva baseada em evidências científicas e uma dinâmica sensorial com plantas medicinais. A avaliação do conhecimento foi realizada por meio de questionários pré e pós-intervenção, que mensuraram a frequência de prescrição e a familiaridade com as plantas medicinais. <strong>Resultados: </strong>Antes da oficina, apenas 23,5% dos participantes prescreviam plantas medicinais ocasionalmente, aumentando para 43,8% após a intervenção. Além disso, 76,5% dos médicos não conheciam materiais bibliográficos sobre o tema antes da oficina, mas, após a intervenção, esse número caiu significativamente. Os participantes relataram maior interesse crescente em incorporar o uso de plantas medicinais em sua prática clínica. <strong>Conclusão: </strong>A oficina foi eficaz em ampliar o conhecimento e a aplicação clínica das plantas medicinais para insônia, ressaltando a importância de intervenções breves na formação médica. A experiência sugere que essa abordagem pode ser replicada em outros contextos da APS, contribuindo para a formação clínica e cultural dos profissionais de saúde.</p>Ana Carolina Almeida MoroMarcela Roman AmaralThais Ranzani TiseoMayra Gabriela Machado de Souza
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2026-07-292026-07-292910.34019/1809-8363.2026.v29.47185Relação entre os indicadores de adiposidade corporal em adolescentes com excesso de peso de um município do estado do Maranhão
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646707
<p><strong>Objetivo</strong>: Analisar a relação entre os indicadores de adiposidade corporal. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de um estudo transversal que investigou as variáveis idade, sexo, escolaridade e medidas antropométricas (peso, estatura, circunferência da cintura e circunferência do pescoço). Foi realizada análise quantitativa dos dados, processados no software Statistical Package for the Social Sciences® (SPSS). A amostra final foi composta por 112 adolescentes, com predomínio do sexo feminino (50,9%) e maior concentração na faixa etária de 11 a 14 anos (n = 98; 87,5%). A idade média dos participantes foi de aproximadamente 13 anos. <strong>Resultados</strong>: Observou-se diferenças entre os sexos nas variáveis circunferência da cintura, relação cintura-estatura e circunferência do pescoço. Além disso, a faixa etária apresentou diferenças nas variáveis índice de massa corporal, circunferência da cintura e circunferência do pescoço. Constatou-se relação entre o índice de massa corporal e relação cintura-estatura (<0,001), assim como entre a circunferência da cintura e circunferência do pescoço (0,003), em ambos os sexos. <strong>Conclusão</strong>: Os resultados deste estudo mostraram correlação entre os indicadores antropométricos, o que reforça a importância dessas variáveis na prática clínica. Além disso, esses achados residem no fato de que esses indicadores, por serem de fácil aplicação, baixo custo e ampla utilização na rotina dos serviços de saúde, podem atuar de forma complementar na triagem e no monitoramento do risco cardiometabólico em adolescentes, fortalecendo sua aplicabilidade na prática clínica e em ações de saúde pública.</p> <p> </p>Tatiana Menezes PereiraMagnólia de Jesus Sousa MagalhãesGislane Almeida Ramos MedeirosAndréia Pereira dos Santos Gomes Francisca Adriana Vieira da SilvaMonique da Silva RochaGabrielle Andrade SilvaJoão Paulo de Morais Lima
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2026-07-312026-07-312910.34019/1809-8363.2026.v29.46707Sofrimento psíquico entre agentes comunitários de saúde durante a pandemia de COVID-19: integração de dois estudos transversais
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292649433
<p><strong>Introdução</strong>: O papel crucial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), durante a pandemia de COVID-19, foi destacado em diversos estudos, porém a sobrecarga física e mental que enfrentaram permanece pouco explorada. <strong>Objetivo:</strong> Estimar a prevalência de transtornos mentais comuns (TMC) entre ACS durante duas fases da pandemia e investigar associações entre características do trabalho e TMC. <strong>Métodos:</strong> Os dados foram coletados em São Paulo durante outubro–novembro de 2020 (N=177) e 2021 (N=143). Os TMC foram avaliados utilizando o GHQ-12. Informações sobre dados sociodemográficos, acesso a equipamentos de proteção individual (EPIs) e experiências de discriminação, conflitos e violência foram coletadas. As associações foram analisadas por meio de regressão de Poisson. <strong>Resultados:</strong> A prevalência de TMC diminuiu de 49,7% na fase 1 para 36,3% na fase 2. O acesso insuficiente a EPIs foi relatado em ambas as fases. A violência foi mais frequente na fase 1 (59,3%) do que na fase 2 (39,2%). Participantes expostos à discriminação, conflitos ou violência apresentaram maior risco de TMC (fase 1: RP = 2,11; fase 2: RP = 2,43). O acesso insuficiente a EPIs aumentou o risco de TMC apenas na fase 1 (RP = 1,62). <strong>Conclusão:</strong> Estratégias para reduzir a violência contra os ACS e garantir o acesso adequado a EPIs são cruciais para mitigar seu sofrimento psíquico durante crises sanitárias.</p>Jamili Joana de Melo CalixtoCarolina de LimaAndréa Tenório Correia da Silva
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2026-08-112026-08-112910.34019/1809-8363.2026.v29.49433Simulação realística para ensino do raciocínio diagnóstico na consulta de enfermagem a pacientes com tuberculose pulmonar
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646787
<p><strong>Objetivo</strong>: Avaliar o cenário de simulação realística para o ensino do raciocínio diagnóstico na consulta de enfermagem para pacientes com tuberculose pulmonar. <strong>Método</strong>: A pesquisa aborda a terceira etapa de um estudo metodológico, cujas etapas anteriores envolveram estruturação e validação de um cenário de simulação realística entre 2020 e 2021. O cenário foi aplicado e avaliado por estudantes de Enfermagem Bacharelado da Universidade Federal de Sergipe em setembro de 2023. Foram incluídos 26 estudantes matriculados no último período letivo do curso de Bacharelado em Enfermagem. A avaliação do cenário foi realizada durante três etapas do Debrienf. <strong>Resultados</strong>: No Briefing, eles demonstraram engajamento quanto ao uso da metodologia ativa por simulação. No Debriefing, foi identificada a ausência de informações relevantes para o diagnóstico. Foram elencados 14 dos 18 diagnósticos selecionados e sugestões de melhoria do cenário, incluindo o quesito tempo disponibilizado para atividade. A qualidade do cenário foi analisada a partir da escala de design. <strong>Conclusão</strong>: O cenário de simulação realística foi avaliado pelos estudantes como satisfatório em relação aos parâmetros. As sugestões apresentadas visaram a aprimorar a clareza e a estruturação da simulação e foram adaptadas. A necessidade de ajustes conteudistas revela-se pertinente entre o caso simulado e os diagnósticos de enfermagem.</p>João Pedro Santos PassosLarissa Pereira SantosMaiana Evillyn da Silva AndradeLigia Mara Dolce de Lemos Andreia Centenaro VaezJoseilze Santos de Andrade
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2026-08-112026-08-112910.34019/1809-8363.2026.v29.46787Instrumento de avaliação de enfermagem à pessoa acometida pela hanseníase: construção e validação
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646411
<p><strong>Objetivos</strong>: Construir e validar um instrumento para avaliação de enfermagem à pessoa acometida pela hanseníase na Atenção Primária à Saúde, tendo por base a Teoria de Enfermagem das Necessidades Humanas Básicas, de Wanda de Aguiar Horta. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de estudo metodológico realizado em três etapas: identificação das características sociodemográficas, clínicas e das necessidades psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais; construção do instrumento e validação de conteúdo por experts. Na análise, utilizou-se estatística descritiva e o Índice de Validade de Conteúdo, considerando-se o grau de concordância 0,80. <strong>Resultados</strong>: Obteve-se um Índice de Validade de Conteúdo Global de 0,97, sendo 0,96 nos objetivos, 1,00 na estrutura e apresentação e 0,95 na relevância. <strong>Conclusão</strong>: Assim, o instrumento foi considerado satisfatório para uso na coleta de dados da pessoa acometida pela hanseníase.</p>Lorena Rodrigues BarbosaJoyce Micaelle Alves CaldeiraDaniel Vinícius Alves SilvaRicardo Otávio Maia GusmãoJoanilva Ribeiro SoaresAngélica da Conceição Oliveira CoelhoNayara Figueiredo VieiraDiego Dias de Araújo
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2026-08-142026-08-142910.34019/1809-8363.2026.v29.46411Análise da teleorientação no pré-natal odontológico durante a COVID-19 na Atenção Primária à Saúde de Vitória, Espírito Santo: um estudo de caso
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647133
<p><strong>Introdução</strong>: Em 2020, diante da redução no índice de pré-natal odontológico, causada pela pandemia de COVID-19, a teleodontologia – por meio da teleorientação – foi implementada em Vitória/ES com o propósito de reorganizar o acesso e assegurar a continuidade do cuidado às gestantes. <strong>Objetivos</strong>: Este artigo apresenta os principais achados de uma pesquisa cujo objetivo foi analisar a implementação da teleorientação no pré-natal odontológico durante a pandemia, com base na percepção dos cirurgiões-dentistas da Atenção Primária à Saúde do município. A investigação permitiu identificar tanto as potencialidades quanto as fragilidades dessa ação. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, qualitativo e quantitativo, do tipo estudo de caso, com amostra de 42 cirurgiões-dentistas participantes de ações de pré-natal odontológico durante a pandemia. Dados foram coletados via questionário semiestruturado <em>online</em>, entre setembro e outubro de 2023. <strong>Resultados</strong>: Quanto à teleorientação, 76,2% dos cirurgiões-dentistas utilizaram essa estratégia, 50% desconheciam as regulamentações, 90,5% relataram baixa infraestrutura digital no trabalho, 61,9% destacaram baixo acesso das gestantes a equipamentos digitais, 88,9% das teleorientações foram realizadas no local de trabalho, sendo 80,5% via ligações telefônicas. Devido aos seus benefícios, como facilitar acesso e fortalecer vínculo profissional-paciente, ela foi bem aceita pelas gestantes e grande parte dos profissionais (87,8%) indicaram sua continuidade pós-pandemia. <strong>Conclusão</strong>: Dessa forma, a teleorientação se configura como uma ferramenta complementar que amplia o acesso e a vigilância em saúde bucal de gestantes. No entanto, sua implementação demanda avanços na infraestrutura, nos processos de trabalho, nos serviços digitais e na qualificação profissional.</p>Nádia Maria Guimarães MonteiroAna Cristina Gonçalves Vaz dos Reis
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2026-08-272026-08-272910.34019/1809-8363.2026.v29.47133Políticas públicas de fitoterápicos e plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde: uma proposta de avaliação através do Framework 3I+E
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647886
<p><strong>Introdução</strong>: A implementação da fitoterapia no SUS representa a consolidação de uma prática milenar no sistema público de saúde, com a oferta de mais uma possibilidade terapêutica que traz benefícios como a prevenção e a atenuação de agravos, além da promoção e da recuperação da saúde. O Brasil apresenta problemas na consolidação da fitoterapia no SUS e na estruturação e no funcionamento adequado das farmácias vivas, apesar de possuir políticas públicas para essas práticas. <strong>Objetivos</strong>: Este estudo teve o objetivo de aplicar a ferramenta (3I+E) para avaliação das políticas públicas voltadas à fitoterapia e às plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde no Brasil. <strong>Métodos</strong>: Foi analisado as instituições relevantes, os interesses, as ideias e os fatores externos por meio do framework 3I+E. <strong>Resultados</strong>: Constatou-se que as políticas na área da fitoterapia e das plantas medicinais no SUS mostram um cenário promissor, com avanços significativos na implementação e na aceitação dessas práticas. No entanto, desafios importantes permanecem, especialmente em relação à regulação, à capacitação contínua e à ampliação das evidências científicas. <strong>Conclusão</strong>: A continuidade dos esforços de monitoramento e avaliação é crucial para garantir que essas políticas sejam efetivas e seguras, contribuindo para a melhoria da saúde e do bem-estar da população.</p>Julianna Salgado Ribeiro Gois
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2026-04-282026-04-282910.34019/1809-8363.2026.v29.47886O modelo lógico como ferramenta de intervenção na atenção à saúde da pessoa idosa: revisão de escopo
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292648334
<p><strong>Introdução:</strong> Esta revisão consiste em examinar a extensão e natureza das produções sobre a aplicabilidade do modelo lógico nas práticas de saúde relacionadas à população idosa; identificar lacunas existentes na literatura; e compreender como o modelo lógico é utilizado no campo de pesquisa da saúde da pessoa idosa. <strong>Método:</strong> Foram realizadas buscas em bases de dados e na literatura cinzenta. Incluíram-se estudos com abordagens qualitativas, quantitativas e métodos mistos, provenientes de estudos primários, no período de 2012 a 2022. <strong>Resultados:</strong> Foram selecionados 10 artigos originais por atenderem aos critérios de elegibilidade, os quais compuseram a síntese descritiva. Os artigos analisados mapearam as múltiplas demandas de assistência à saúde da população idosa e mostram uma preocupação dos autores em promover um cuidado com foco na capacidade e nas habilidades dos idosos em relação à sua saúde. <strong>Conclusão:</strong> A utilização do ML orienta as intervenções propostas em programas e políticas de saúde voltadas à pessoa idosa. A escuta cuidadosa da experiência de idosos, cuidadores, profissionais e gestores sobre a saúde, utilizando a modelagem de programas, possibilita a construção, implantação e avaliação das múltiplas estratégias de cuidado, podendo aumentar a eficácia da assistência em saúde.</p>Helia Morais Nomelini de AssisManoela de AbreuMariani Teixeira RochaDaiane Silva MarquesÁlvaro da Silva Santos
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2026-04-292026-04-292910.34019/1809-8363.2026.v29.48334Matriciamento em saúde mental na Atenção Primária à Saúde: uma revisão integrativa
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292645164
<p><strong>Introdução</strong>: Os cuidados em Saúde Mental devem integrar o rol de ações a serem implementadas pela Atenção Primária à Saúde a fim de se garantir o pressuposto da integralidade. O matriciamento permite a conexão com equipes especializadas, propondo a integração de diferentes saberes e práticas na efetivação da integralidade do cuidado. <strong>Objetivo</strong>: este estudo objetiva apontar como vem sendo efetivado o matriciamento em Saúde Mental na realidade brasileira. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de revisão integrativa da literatura, baseada em questão de pesquisa elaborada a partir de estratégia PICo (População: usuários em saúde mental; Interesse: Matriciamento; Contexto: Atenção Primária à Saúde): “Como vem sendo efetivado o Matriciamento em Saúde Mental na realidade brasileira?”. A busca foi realizada no período de novembro de 2023, na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e nas bases de dados: <em>Web of Science, Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem Online</em> (MEDLINE/Pubmed) e <em>SCOPUS</em>. Incluíram-se estudo primários relacionados ao tema, disponíveis na íntegra publicados entre 2018-2023. Após isto, foram selecionados 13 artigos. A maioria dos artigos foi publicada no ano de 2021. <strong>Conclusão</strong>: As principais ações em saúde mental condizem com reuniões, comunicação direta entre equipes, explanação das dificuldades enfrentadas, compartilhamento de conhecimento e saberes a partir de realidades múltiplas.</p>Vitória Fernanda Fernandes NascimentoFabrícia Araújo PrudêncioLorena Uchoa Portela Veloso
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2026-06-242026-06-242910.34019/1809-8363.2026.v29.45164Principais fatores relacionados à fragilidade em idosos no contexto da Atenção Primária à Saúde: uma revisão integrativa
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647340
<p><strong>Objetivo</strong>: revisar a literatura sobre os principais fatores associados à fragilidade em idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde. <strong>Métodos</strong>: realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases SciELO, BVS e Portal de Periódicos CAPES. Foram incluídos 11 artigos publicados entre 2018 e 2023, nos idiomas português, espanhol e inglês, e classificados em estrato igual ou superior a B1 no Qualis/CAPES. <strong>Resultados</strong> <strong>e discussão</strong>: a análise evidenciou que idade avançada, sexo feminino, autoavaliação negativa da saúde, presença de polipatologias, polifarmácia e redução da capacidade ou atividade física constituem os principais fatores relacionados à fragilidade em idosos. <strong>Conclusão</strong>: os achados oferecem subsídios teóricos relevantes para a compreensão da síndrome da fragilidade, contribuindo para fundamentar práticas clínicas e ações de cuidado na Atenção Primária à Saúde, além de orientar políticas públicas voltadas à promoção do envelhecimento saudável.</p>Sarah Souza LopesJulia Maria Coutinho SilvaJoão Pedro Alves Pereira de MeloLídia Pinheiro da NóbregaCarolina Maria da Silva
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2026-07-012026-07-012910.34019/1809-8363.2026.v29.47340Expediente - 2026; 29
https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292652281
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2026-04-282026-04-2829