https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/issue/feedRevista de APS2026-04-28T19:22:17+00:00Revista de APS - Secretariarevista.aps@ufjf.brOpen Journal Systems<p>A <strong>REVISTA DE APS – ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE</strong> é uma publicação científica do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde – NATES, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora − UFJF, em parceria com a Rede de Educação Popular e Saúde − REDEPOP. Em 2007, tornou-se também uma publicação do <strong><a href="https://www2.ufjf.br/ppgsaudecoletiva/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFJF</a></strong>.</p>https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292652281Expediente - 2026; 292026-03-11T20:10:21+00:00Revista de APS Secretariarevista.aps@ufjf.br2026-04-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292648519O internato de Medicina de Família e Comunidade e a formação médica em uma escola federal do interior de Minas Gerais: autoavaliação dos estudantes2025-10-22T18:43:58+00:00Julia Coelho Fernandesjulia.coelho@estudante.ufjf.brMattheus Ribeiro Natividademattheus.natividade@estudante.ufjf.brDaniel Madeira Cardosodan.madeira1996@gmail.comCamila Teixeira Vazvaz.camilateixeira@gmail.comLélia Cápua Nuneslelia_capua@yahoo.com.br<p><strong>Objetivos</strong>: O presente estudo misto avaliou o internato de Medicina de Família e Comunidade na perspectiva dos estudantes, em uma Escola Médica Federal do interior de Minas Gerais (MG). <strong>Métodos</strong>: A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semi-estruturado autoaplicado aos acadêmicos após a conclusão do internato. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva, teste de qui-quadrado e análise de conteúdo de Bardin. O estudo contou com a participação de 86 discentes. Todos os estudantes participaram de consultas médicas supervisionadas, inclusive pré-natal. <strong>Resultados e discussão</strong>: Os internos atenderam pessoas com condições endêmicas negligenciadas (100%), sífilis (82,6%), tuberculose (72,1%) e hanseníase (43%). A Lavagem otológica foi o procedimento mais realizado (68,6%), seguido de sutura (32,6%). Ocorreram atividades multiprofissionais, com destaque para visitas domiciliares (90,7%). A maioria dos entrevistados considerou as relações interpessoais estabelecidas durante esse período muito boas. Entre as dificuldades enfrentadas, destacaram-se a limitação de estrutura física, sobrecarga de trabalho e perda de seguimento. <strong>Conclusão</strong>: Concluiu-se que o internato de MFC proporcionou aprendizado prático na Atenção Primária à Saúde, porém, alguns pontos necessitam de aperfeiçoamento para uma formação médica de qualidade.</p>2026-04-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647566Fatores determinantes da atração e retenção de médicos na atenção primária: análise da remuneração no setor público em uma macrorregião de Santa Catarina2025-11-25T21:19:43+00:00Lucélio Henning Juniorluceliohenningjunior@gmail.comPaulo Poli Netoppolineto@gmail.com<p><strong>Introdução</strong>: No Sistema Único de Saúde (SUS), o papel do médico na Estratégia de Saúde da Família (ESF) é crucial, abrangendo cuidados clínicos, prevenção, diagnóstico e coordenação do cuidado entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Contudo, o Brasil enfrenta desafios na atração e retenção de médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade (MFC), resultando em alta rotatividade e comprometendo a eficácia da Atenção Primária. Este trabalho investiga a correlação entre a remuneração dos médicos na Atenção Primária à Saúde (APS) e fatores socioeconômicos e geográficos em municípios da macrorregião de saúde do Planalto Norte e Nordeste de Santa Catarina. <strong>Métodos</strong>: A análise foi conduzida em duas etapas. Primeiro, foram coletados dados de salários e variáveis socioeconômicas de 26 municípios, seguida pela análise estatística utilizando o programa Jamovi 2.3.28.0. <strong>Resultados</strong>: Os resultados indicaram que, embora o salário médio dos médicos na região seja de R$ 22.770, não há uma correlação direta entre a remuneração e a economia local ou a proximidade com grandes centros urbanos. Discussão: A pesquisa ressalta a importância da remuneração como variável controlável pelos gestores de saúde, mas indica que outros fatores, como a estruturação da RAS e a intervenção política, também desempenham papéis significativos na atração e retenção de profissionais. <strong>Conclusão</strong>: O estudo sugere que políticas salariais locais podem ser eficazes na melhoria da distribuição geográfica dos recursos. No entanto, destaca a necessidade de mais investigações para compreender melhor os determinantes da remuneração e a motivação dos médicos na APS.</p>2026-04-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292644819Tendência temporal de cobertura da avaliação do estado nutricional na Macrorregião de Saúde Norte, Minas Gerais, Brasil, 2010-20192025-07-17T11:08:14+00:00Graciele Helena Fernandes Silvagracielehelenafs@gmail.comSantuzza Arreguy Silva Vitorinosantuzzavitorino@gmail.comMarise Fagundes Silveira marise.silveira@unimontes.brAntônio Prates Caldeira antonio.caldeira@unimontes.brJoão Alves Pereirajoao.alves@saude.mg.gov.brLucinéia de Pinholucineiapinho@hotmail.com<p><strong>Objetivo</strong>: Descrever a tendência temporal da cobertura da avaliação do estado nutricional na Macrorregião de Saúde Norte, Minas Gerais, entre 2010 e 2019. <strong>Métodos</strong>: Estudo ecológico de séries temporais, com utilização de dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) para o cálculo da cobertura da avaliação do estado nutricional e sua tendência temporal por meio de regressão linear. <strong>Resultados</strong>: A cobertura da avaliação do estado nutricional apresentou tendência crescente para todas as fases de vida, evoluindo de 13,4% (2010) para 33,6% (2019), com variação anual média de 2,6%. Os maiores percentuais de cobertura e os melhores índices de estado nutricional foram verificados na faixa etária de 0 a 4 anos. Em adolescentes, adultos e idosos, sobrepeso/obesidade foi crescente (p<0,001). <strong>Conclusão</strong>: Observou-se aumento significativo do percentual de cobertura na macrorregião. O aumento da prevalência de sobrepeso/obesidade evidencia a necessidade de implementação da Vigilância Alimentar e Nutricional para além da infância.</p> <p> </p>2026-04-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643978“Eu não sou contra, mas também não sou a favor!”: representações sociais de profissionais da saúde da Atenção Primária sobre a LGBTIfobia2025-08-08T12:00:27+00:00Marcos Soares de Limamarcos55soares@hotmail.comAlef Diogo da Silva Santanaalefeerp@usp.brJosivânia Santos Tavaresjosivaniaenf@gmail.com<p><strong>Introdução</strong>: O contexto de discriminação e sofrimento enfrentado por pessoas LGBTI+ nos serviços de saúde tem se tornado cada vez mais evidente, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), evidenciando barreiras no acesso e na qualidade do cuidado. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de uma pesquisa social, descritiva, com abordagem qualitativa, fundamentada no referencial teórico das Representações Sociais de Serge Moscovici. O estudo foi realizado em uma Unidade de Saúde da Família na região metropolitana do Recife, Pernambuco, entre março e junho de 2023, com profissionais das equipes de saúde da família e saúde bucal. A produção dos dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e observação participante. Para análise, utilizaram-se a análise temática e a análise de similitude. <strong>Resultados</strong>: Emergiram três categorias principais: (1) a LGBTIfobia como representação naturalizada pelos profissionais da APS; (2) o adoecimento emocional como consequência da LGBTIfobia e o desconhecimento das especificidades em saúde das pessoas LGBTI+; e (3) a (re)produção de práticas LGBTIfóbicas. As representações sociais identificadas refletem práticas estigmatizantes que comprometem o cuidado ofertado à população LGBTI+. <strong>Conclusão</strong>: Os achados evidenciam a necessidade urgente de conscientização e implementação de políticas integradoras na APS. Destaca-se a importância da inclusão obrigatória de conteúdos sobre diversidade sexual e de gênero na formação e educação permanente dos profissionais, bem como a criação de protocolos institucionais para identificação e enfrentamento de práticas discriminatórias, com monitoramento contínuo e participação social.</p>2026-04-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292649424Condições institucionais para a implementação de ações de alimentação e nutrição e cuidado às pessoas com obesidade no estado do Rio de Janeiro2026-01-06T17:34:44+00:00Evelyne Florido Lobato Cavalcanteevelyne.lobato@gmail.comLuciene Burlandy Campos de Alcântaraburlandy@uol.com.brKatiana dos Santos Teléforakatianatelefora@gmail.comTais de Moura Ariza Alpinoarizatais@gmail.comCláudia Roberta Bocca Santosclaubocca@gmail.comLuciana Maria Cerqueira Castrolucerqueiracastro@gmail.com<p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>Introdução</strong>: A organização do sistema de saúde, especialmente da atenção primária, frente às crescentes prevalências de obesidade, demanda estratégias mais efetivas de cuidado e promoção da saúde, assim como o conhecimento e reforço das condições institucionais e de gestão para a implementação de políticas públicas em âmbito municipal. <strong>Objetivo</strong>: O objetivo deste artigo é analisar as condições institucionais para a implementação de ações de alimentação e nutrição e cuidado das pessoas com excesso de peso em municípios do estado do Rio de Janeiro. <strong>Metodologia</strong>: O estudo foi realizado entre 2019 e 2021, com abordagens quantitativas e qualitativas envolvendo diferentes instrumentos. <strong>Resultados</strong>: Foram identificadas distintas condições institucionais e de gestão dos municípios estudados, sendo que aqueles com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) têm melhores condições de implementação das ações de alimentação e nutrição. Dentre os desafios, estão a baixa institucionalidade das áreas de alimentação e nutrição, a alta rotatividade de cargos de gestão, a sobrecarga de funções, a inadequação entre quantitativo de profissionais e demandas em saúde, as fragilidades dos vínculos empregatícios e salários, além da complexidade de lidar com o cuidado das pessoas com obesidade. <strong>Conclusão</strong>: Esse cenário dificulta a implementação abrangente da Política Nacional de Alimentação e Nutrição nos municípios e pode repercutir negativamente em processos que são estratégicos para a implementação da Linha de Cuidado de Sobrepeso e Obesidade.</p>2026-04-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292646349Os desafios e facilitadores da implantação do Programa Antimicrobial Stewardship em hospitais: uma revisão da literatura 2026-01-07T18:57:20+00:00Luiza Bosqueiroluiza.bosqueiro@gmail.comRoberta de Oliveira Alvesroberta.alves@sou.unifal-mg.edu.brJéssica Daniel Martins da Silvajessica.martins@sou.unifal-mg.edu.brAriadne Sousa Albuquerquearisousa28@gmail.comCarla Speroni Ceroncarlasceron@gmail.comTiago Marques dos Reistiago.reis@unifal-mg.edu.br<p><strong>Objetivo</strong>: Descrever o estado da arte do ASP no mundo, verificar os principais facilitadores e desafios da implantação do programa e compreender como está a participação do farmacêutico nesse processo. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de uma revisão da literatura. As buscas foram realizadas nas bases de dados <em>PubMed</em>, <em>Lilacs</em> e <em>Scopus</em>. Os descritores MeSh/DeCS <em>antimicrobial stewardship</em> e <em>hospital</em> foram cruzados com as palavras-chave <em>barriers</em> e <em>facilitators</em>. A seleção e extração de dados foi realizada por pesquisadores independentes. <strong>Resultados</strong>: Forma identificados 188 estudos e 41 foram incluídos. A falta de tempo e a carga de trabalho foram os principais desafios relatados à implantação da ASP, enquanto o uso de tecnologia foi destacado como principal facilitador. Corroborando esses dados, o farmacêutico emergiu como profissional frequentemente associado ao sucesso do programa dada a sua expertise sobre medicamentos. <strong>Conclusão</strong>: Os principais facilitadores e desafios encontrados no processo de implantação do ASP hospitalar envolvem gestão de recursos humanos e investimento em tecnologia. O farmacêutico desempenha papel relevante no gerenciamento do programa.</p>2026-05-08T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647101Associação entre desenvolvimento humano e produtividade da atenção primária à saúde no Brasil: estudo ecológico retrospectivo2025-08-12T17:23:37+00:00Lucas Emanuel de Oliveira Silvalucas.silva@academico.uncisal.edu.brFernando Antônio Pedrosa Fidelisfernando.fidelis@uncisal.edu.brThiago José Matos Rochathiago.matos@uncisal.edu.br<p><strong>Objetivo:</strong> Investigar a associação entre o índice de desenvolvimento humano municipal e a produtividade da atenção primária à saúde (APS), medida pelo índice sintético final. <strong>Métodos:</strong> Estudo observacional, retrospectivo e ecológico, com análise quantitativa de dados de 5.564 municípios brasileiros. Foram utilizados dados do painel de indicadores da APS e da base de dados. Estatisticamente, combinaram-se técnicas descritivas e de correlação linear. <strong>Resultados:</strong> A análise revelou uma correlação negativa fraca entre índice de desenvolvimento humano municipal e indicador sintético final e o índice sintético final (r = -0.17,<em> p </em>< 0.001). Contudo, constataram-se diferenças a nível regional. No Centro-Oeste (r = -0.03; <em>p</em> = 0.581) e no Sul (r = 0.06; <em>p</em> = 0.042), a associação é nula. Por sua vez, o Sudeste (r = -0.2; <em>p</em> < 0.001) e o Nordeste (r = -0.14; <em>p</em> < 0.001) apresentam correlações negativas. O Norte foi a única região onde a correlação foi positiva (r = 0.31; <em>p</em> < 0.001). <strong>Conclusão:</strong> Os resultados sugerem que, embora um menor desenvolvimento humano esteja associado a uma maior produtividade na APS, políticas de saúde devem considerar as condições locais para melhorar a eficácia dos serviços.</p>2026-05-13T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292644728Desafios para o cuidado em saúde mental: a perspectiva dos pacientes com esquizofrenia e seus familiares2025-08-08T12:04:35+00:00Izabella Cristina Ruas Almeidaizabellaruas@hotmail.comAnna Caroliny Cardosoannaccardoso@gmail.comAnanda Tuany Neves Vitorinoanandatuany@gmail.comHanna Beatriz Bacelar Tibãeshannabacelar@gmail.comAline Soares Figueiredo Santos aline.santos@unimontes.brClaudia Danyella Alves Leão Ribeiro claudiadanyella@hotmail.comEveline Andries de Castroeveacastro@gmail.com<p><strong>Introdução</strong>: A esquizofrenia é considerada a principal forma de psicose, em razão de sua frequência e relevância clínica, ocasionando prejuízos sociofuncionais e sobrecargas aos familiares. <strong>Objetivo</strong>: Analisar, na perspectiva dos pacientes com esquizofrenia e de familiares de seu convívio, o acesso à saúde nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em um município do interior de Minas Gerais. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa. A população foi composta por pacientes com esquizofrenia e familiares de seu convívio, cadastrados nas equipes de Saúde da Família que contam com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Universidade Estadual de Montes Claros. A amostra intencional se deu por saturação teórica. Os dados foram coletados por meio de semiestruturadas e analisados conforme a técnica de Análise de Conteúdo Temática. <strong>Resultados e Conclusão: </strong>Foram entrevistados 18 participantes. Emergiram três unidades de análise: O significado de viver com necessidades em saúde mental: perspectivas de pacientes e familiares; desafios da assistência à saúde mental na RAPS; e percepções de pacientes e familiares/cuidadores sobre a assistência em saúde mental<em>.</em> Destacaram-se sentimentos positivos e negativos, bem como as dificuldades relacionadas ao convívio com o transtorno mental. Fatores associados às dificuldades de acesso ao cuidado nos serviços, tais como a ênfase no atendimento medicamentoso, fragilidades na intersetorialidade e dificuldade de acesso ao profissional, foram evidenciados como desafios da assistência. Ademais, a maioria dos entrevistados reconheceu o acolhimento dos profissionais e o apoio familiar como elementos fundamentais para lidar com os desafios associados à esquizofrenia.</p> <p> </p>2026-05-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647573Programa de Educação em Saúde e auriculoterapia para a população idosa com dor crônica: tecnologia social na Atenção Primária à Saúde2026-01-05T18:38:26+00:00Antonia Telma Rodrigues Meloantonia.melo@unifesp.brÁtila Santos Matosatila_matos@yahoo.com.brRosilda Mendesrosilda.mendes@unifesp.brMaria Cristina Mazzaiamcmazzaia@unifesp.brDanielle Alves Rodrigues Salomãod.a_blue@hotmail.comRenata Leme Misrenatalememis.rm@gmail.comThiago da Silva Domingost.domingos@unifesp.br<p><strong>Introdução:</strong> O estudo delimita como problemática a falta de resolubilidade dos encaminhamentos à acupuntura de pessoas idosas em uma Assistência Médica Ambulatorial/Unidade Básica de Saúde integrada. <strong>Objetivo:</strong> Analisar a construção de uma tecnologia social para atendimento à demanda relacionada à falta de resolubilidade dos encaminhamentos à acupuntura de pessoas idosas em uma Assistência Médica Ambulatorial/Unidade Básica de Saúde integrada. <strong>Métodos:</strong> Trata-se de um estudo de caso desenvolvido por meio da construção de um programa de educação em saúde associado à oferta de auriculoterapia para a população idosa com dor crônica no contexto da Atenção Primária à Saúde. Utilizando abordagem qualitativa, participaram da pesquisa dezoito trabalhadores da saúde de uma Assistência Médica Ambulatorial/Unidade Básica de Saúde integrada na região sudeste da cidade de São Paulo. O referencial metodológico fundamentou-se no Planejamento Participativo, mobilizando Estimativa Rápida Participativa, construção e validação de Fluxograma Analisador e planejamento de ações. <strong>Resultados: </strong>O produto, desenvolvido coletivamente, foi denominado Programa de Educação em Saúde associado à oferta de auriculoterapia para a população idosa com dor crônica. Trata-se de uma investigação relevante por discutir processos participativos de implementação de estratégias educativas integradas às Práticas Integrativas no contexto de Atenção Primária à Saúde, o que possibilita maior alcance e replicação partindo do caso ora apresentado. <strong>Conclusão:</strong> O estudo evidencia desafios e potencialidades na implementação de um programa de educação em saúde, ao indicar que a identificação de demandas no cotidiano da Atenção Primária à Saúde e a participação coletiva dos profissionais na construção de tecnologias sociais são elementos centrais para a ampliação do acesso às práticas integrativas.</p>2026-05-27T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292648010Doença renal crônica não dialítica: invisibilidade e negligência na Atenção Primária à Saúde2025-10-24T18:39:22+00:00Alba Otonialbaotoni@ufsj.edu.brEugênio Vilaça Mendeseugeniomendes747@gmail.comLara Kethlyn Fernandes Duarte larakfd@gmail.comLowanny Miriã de Oliveiraloholiveira86@aluno.ufsj.edu.brAnna Beatriz Ferreira Gomesannagomesbea@gmail.comSimone Cassiano Ventura semusasimone@gmail.comGeraldo Lucas Lamounier Cucalamounier@gmail.comMurilo César do Nascimentomurilo.nascimento@unifal-mg.edu.br<p><strong>Objetivo:</strong> Avaliar a capacidade institucional da atenção primária à saúde (APS) para o manejo da doença renal crônica não dialítica (DRC-ND) em um município de Minas Gerais/Brasil. <strong>Método:</strong> Estudo transversal descritivo, realizado entre maio e agosto de 2024. A população foi composta por gestores municipais da APS e por médicos e/ou enfermeiros que atuavam na assistência à saúde na Atenção Primária. O instrumento <em>Assessment of Chronic Illness Care</em> (ACIC), versão validada em português, foi utilizado para avaliar a capacidade da APS em prestar cuidados às pessoas com DRC- ND a partir da escala <em>likert, </em>pontuada de zero a 11 pontos. Foi realizada análise descritiva dos dados para caracterizar a população e interpretar os resultados do ACIC conforme as sete dimensões do instrumento. <strong>Resultados:</strong> O estudo contou com representantes de 100% das unidades de APS do município analisado (43 unidades), num total de 67 participantes: 27 (40,3%) médicos; 37 (55,2%) enfermeiros e os três principais gestores. O ACIC revelou um escore geral baixo de 2,8/11 da capacidade da APS em assistir pessoas com acometimento renal. Especificamente, as pontuações mais baixas foram registradas nas seguintes dimensões: envolvimento da comunidade (2,0/11); sistemas de informação clínica (2,0/11) e integração dos componentes do Modelo de Atenção Cuidados Crônicos (MACC) (2,0/11). <strong>Conclusões:</strong> Este estudo identificou deficiências estruturais e organizacionais na APS para a gestão da DRC-ND, o que evidencia inadequação aos princípios fundamentais do SUS e ressalta a necessidade urgente de investimentos em capacitação profissional e em infraestrutura adequada para garantir o direito à proteção da saúde renal.</p>2026-05-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647972Ações desempenhadas pela Atenção Primária à Saúde na pandemia de COVID-19 em Minas Gerais, Brasil2026-03-19T18:37:56+00:00Humberto Ferreira de Oliveira Quiteshquites@ufsj.edu.brNoelle Cristina de Jesus Souzanoellecris13@gmail.comTamires Carolina Silvata.csilva@hotmail.comSelma Maria da Fonseca Viegasselmaviegas@ufsj.edu.brTarcísio Laerte Gontijoenftarcisio@ufsj.edu.brRicardo Bezerra Cavalcantericardocavalcante.ufjf@gmail.com<p><strong>Objetivo: </strong>analisar as ações da Atenção Primária à Saúde durante a pandemia de COVID-19 em Minas Gerais, Brasil. <strong>Materiais e métodos: </strong>estudo quantitativo, observacional, do tipo transversal, com amostra por conveniência. A coleta de dados ocorreu entre janeiro e setembro de 2021, por meio de questionário estruturado <em>online</em>, aplicado a secretários municipais de saúde e coordenadores da Atenção Primária. As variáveis analisadas incluíram aspectos relacionados a estrutura, trabalho e organização do serviço, uso de dados e informações em saúde e desenvolvimento de ações de combate à COVID-19. Os dados foram organizados e analisados por estatística descritiva e inferencial, com uso do <em>Statistical Package for the Social Sciences</em> e do <em>software </em>R versão 3.0.2, incluindo modelagem de Equações Estruturais ou <em>Structural Equation Modeling</em>. <strong>Resultados: </strong>participaram 278 respondentes. A Secretaria Municipal de Saúde e as unidades da Atenção Primária possuíam estrutura e equipamentos para realizar as funções gerenciais necessárias em resposta à pandemia. Na maioria dos municípios, as atividades e programas desenvolvidos na Atenção Primária foram mantidos. Entretanto, a utilização dos recursos do e-SUS e o uso de dados e informações em saúde não tiveram associação positiva nas ações programáticas. As ações em saúde exigiram adaptações, se utilizando de novos formatos como redes sociais, carros de som e folders explicativos.<strong> Conclusão: </strong>a Atenção Primária à Saúde demonstrou capacidade de manter suas atividades e adaptação das ações como resposta à pandemia. Contudo, ainda permanecem fragilidades no uso de sistemas de informação e na implementação de dados no planejamento e na tomada de decisão.</p>2026-06-08T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643484A experiência da pessoa em situação de rua com os serviços de saúde2025-08-08T11:51:00+00:00Henrique Mendonça Del Nero Festa Nobrehm.nobre@unesp.brMichelle Cristine de Oliveira Minharromichelle.minharro@unesp.brGuilherme Correa Barbosag.barbosa@unesp.br<p><strong>Objetivos</strong>: Conhecer a experiência da pessoa em situação de rua com o Consultório na Rua e os outros serviços de saúde. <strong>Método</strong>: Pesquisa de caráter qualitativo através de uma entrevista semiestruturada. Os dados foram coletados ao longo do mês de dezembro de 2022 em um serviço municipal especializado no atendimento da população em situação de rua (PSR), em uma cidade do interior do estado de São Paulo, Brasil. A análise dos dados foi pautada no pensamento hermenêutico-dialético, empregando como referencial teórico a tríade donabediana. <strong>Resultados</strong>: Participaram da pesquisa nove usuários atendidos pelo Consultório na Rua, sendo elaboradas duas categorias temáticas: 1 - Vivências no Sistema Único de Saúde e 2 - Acesso da população em situação de rua aos recursos de cuidados em saúde. <strong>Conclusão</strong>: Houve uma pluralidade das vivências da PSR com os serviços de saúde. Ademais, constatou-se a importância conferida ao Consultório na Rua pelos entrevistados, dado seu papel de restituidor dos direitos daqueles indivíduos que se encontram em situação de rua, garantindo seu acesso aos recursos de saúde disponíveis.</p>2026-06-17T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292643592Ações de saúde mental realizadas por profissionais da Estratégia de Saúde da Família no interior de Mato Grosso2025-08-08T11:56:41+00:00Deyse Carolini de Almeidadeyse_carolini@hotmail.comMaria Aparecida Sousa Oliveira Almeidaalmeidacida@hotmail.comMariana Santos Freitasmarianafreitas96@outlook.comLiliane Santos da Silvalilianesantos@usp.brElias Marcelino da Rochaeliasufmt@yahoo.com.brVagner Ferreira do Nascimentovagnernascimento@unemat.brMargarita Antonia Villar Luismargarit@eerp.usp.brAlisséia Guimarães Lemesalisseia.lemes@ufmt.br<p><strong>Introdução</strong>: A Estratégia de Saúde da Família (ESF) desempenha papel fundamental na organização do cuidado em saúde mental, por se constituir em um importante serviço da atenção primária, como porta de entrada preferencial do sistema de saúde, e por possibilitar o acompanhamento contínuo, territorializado e integral das necessidades da população. <strong>Objetivos</strong>: Avaliar as ações e os registros de saúde mental realizados por profissionais de saúde da ESF, no interior de Mato Grosso. <strong>Método</strong>: Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, realizado com 85 profissionais de saúde que atuam em 19 unidades de ESF, a partir da aplicação de um questionário semiestruturado com análise descritiva dos dados. <strong>Resultados</strong>: Os achados revelaram a prevalência de profissionais do sexo feminino, na faixa etária de 40 a 59 anos, pardos, com especialização na área de saúde pública. Quanto à atuação na APS, prevaleceram profissionais concursados, com até cinco anos de atuação na ESF, com carga horária de 40 horas semanais. A maioria atendia demandas de usuários com transtornos mentais (troca de receita, visitas domiciliares, acolhimento e/ou escuta qualificada, interconsulta com equipe especializada), bem como desenvolviam ações voltadas à temática (palestras). Enfermeiros e médicos foram os responsáveis pela maior parte dos registros no sistema e-SUS, seguido dos Agentes Comunitários de Saúde. <strong>Conclusão</strong>: Conclui-se que os profissionais atendem à demanda de saúde mental, bem como realizam e registram ações executadas no sistema informatizado do SUS. Tais ações podem auxiliar na organização do serviço, no planejamento de ações de prevenção e promoção da saúde mental da comunidade.</p>2026-06-18T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292645249Perfil dos(as) usuários(as) do Programa Melhor em Casa do município de Bento Gonçalves, RS2025-08-08T12:25:19+00:00Rosenilda Correa ImperatoriRosenildaimperatori@gmail.comMauricio Polidoromauricio.polidoro@gmail.comMichele Girolometto Fracalossimimigf@gmail.comDaniel Canavese de Oliveiradaniel.canavese@gmail.comRoger dos Santos Rosaroger.rosa@ufrgs.brArthur de Almeida Medeirosarthur.medeiros@ufms.brStela Nazareth Meneghelstelameneghel@gmail.com<p><strong>Objetivos</strong>: O estudo investiga o perfil de usuários(as) do Programa Melhor em Casa (PMC) no município de Bento Gonçalves, RS, entre 2018 e 2022. O PMC é uma iniciativa de atenção domiciliar que visa oferecer cuidados de saúde humanizados e com melhor custo-benefício para pacientes com dificuldades de locomoção, doenças crônicas e terminais. Este texto objetiva descrever as características demográficas e clínicas de usuários(as), analisar os desfechos clínicos e identificar fatores associados a altas e óbitos. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se um estudo quantitativo descritivo, com coleta de dados retrospectiva dos sistemas de gestão municipal e prontuários eletrônicos, abrangendo 510 usuários. Os dados foram analisados utilizando frequências, porcentagens e regressão logística para prever desfechos clínicos. <strong>Resultados e conclusão:</strong> Os resultados indicam uma predominância de pacientes idosos, brancos, principalmente do sexo feminino, e destacam a importância do PMC na gestão de doenças crônicas e paliativas, bem como a necessidade de políticas públicas inclusivas que garantam equidade no acesso aos serviços de saúde.</p>2026-06-19T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292647886Políticas públicas de fitoterápicos e plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde: uma proposta de avaliação através do Framework 3I+E2025-07-17T19:14:56+00:00Julianna Salgado Ribeiro Goisjuliannasalgado@yahoo.com.br<p><strong>Introdução</strong>: A implementação da fitoterapia no SUS representa a consolidação de uma prática milenar no sistema público de saúde, com a oferta de mais uma possibilidade terapêutica que traz benefícios como a prevenção e a atenuação de agravos, além da promoção e da recuperação da saúde. O Brasil apresenta problemas na consolidação da fitoterapia no SUS e na estruturação e no funcionamento adequado das farmácias vivas, apesar de possuir políticas públicas para essas práticas. <strong>Objetivos</strong>: Este estudo teve o objetivo de aplicar a ferramenta (3I+E) para avaliação das políticas públicas voltadas à fitoterapia e às plantas medicinais na Atenção Primária à Saúde no Brasil. <strong>Métodos</strong>: Foi analisado as instituições relevantes, os interesses, as ideias e os fatores externos por meio do framework 3I+E. <strong>Resultados</strong>: Constatou-se que as políticas na área da fitoterapia e das plantas medicinais no SUS mostram um cenário promissor, com avanços significativos na implementação e na aceitação dessas práticas. No entanto, desafios importantes permanecem, especialmente em relação à regulação, à capacitação contínua e à ampliação das evidências científicas. <strong>Conclusão</strong>: A continuidade dos esforços de monitoramento e avaliação é crucial para garantir que essas políticas sejam efetivas e seguras, contribuindo para a melhoria da saúde e do bem-estar da população.</p>2026-04-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292648334O modelo lógico como ferramenta de intervenção na atenção à saúde da pessoa idosa: revisão de escopo2026-01-05T18:30:31+00:00Helia Morais Nomelini de Assishelia.assis@uftm.edu.brManoela de Abreumanuh-abreu94@hotmail.comMariani Teixeira Rochamariani_tr@hotmail.comDaiane Silva Marquesdaianesilvamarques@gmail.comÁlvaro da Silva Santosalvaroenf@hotmail.com<p><strong>Introdução:</strong> Esta revisão consiste em examinar a extensão e natureza das produções sobre a aplicabilidade do modelo lógico nas práticas de saúde relacionadas à população idosa; identificar lacunas existentes na literatura; e compreender como o modelo lógico é utilizado no campo de pesquisa da saúde da pessoa idosa. <strong>Método:</strong> Foram realizadas buscas em bases de dados e na literatura cinzenta. Incluíram-se estudos com abordagens qualitativas, quantitativas e métodos mistos, provenientes de estudos primários, no período de 2012 a 2022. <strong>Resultados:</strong> Foram selecionados 10 artigos originais por atenderem aos critérios de elegibilidade, os quais compuseram a síntese descritiva. Os artigos analisados mapearam as múltiplas demandas de assistência à saúde da população idosa e mostram uma preocupação dos autores em promover um cuidado com foco na capacidade e nas habilidades dos idosos em relação à sua saúde. <strong>Conclusão:</strong> A utilização do ML orienta as intervenções propostas em programas e políticas de saúde voltadas à pessoa idosa. A escuta cuidadosa da experiência de idosos, cuidadores, profissionais e gestores sobre a saúde, utilizando a modelagem de programas, possibilita a construção, implantação e avaliação das múltiplas estratégias de cuidado, podendo aumentar a eficácia da assistência em saúde.</p>2026-04-29T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APShttps://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e292652752NATES – UFJF: 30 anos de compromisso com o Sistema Único de Saúde2026-04-27T16:56:22+00:00Maria Teresa Bustamante Teixeirateitabt@hotmail.comEstela Márcia Saraiva Camposestela.marcia.campos@gmail.com<p>Neste ano, celebramos com grande alegria os 30 anos do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde (NATES) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Desde sua fundação, o NATES se consolidou como uma referência no desenvolvimento de iniciativas que visam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e especialmente a atenção primária à saúde no país, estabelecendo uma ponte entre a universidade, os serviços de saúde e a comunidade local.</p>2026-04-28T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista de APS