https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/issue/feed Revista de APS 2025-08-11T11:34:03+00:00 Revista de APS - Secretaria revista.aps@ufjf.br Open Journal Systems <p>A <strong>REVISTA DE APS – ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE</strong> é uma publicação científica do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde – NATES, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora − UFJF, em parceria com a Rede de Educação Popular e Saúde − REDEPOP. Em 2007, tornou-se também uma publicação do <strong><a href="https://www2.ufjf.br/ppgsaudecoletiva/" target="_blank" rel="noopener">Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFJF</a></strong>.</p> https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282544298 Cadastramento familiar, na perspectiva dos Agentes Comunitários de Saúde da Estratégia Saúde da Família 2025-01-11T20:36:58+00:00 Talyta Martins Reis talyta.reis17@gmail.com Gledsângela Ribeiro Carneiro gleds_r1@hotmail.com Mauricéa Maria de Santana mauriceasantana@gmail.com <p>O <em>software</em> para cadastro domiciliar faz parte do processo de trabalho na Estratégia de Saúde da Família, pois permite o reconhecimento da realidade local, por meio de um diagnóstico situacional, ao identificar as necessidades de saúde na reprodução social. O estudo tem por objetivo compreender a operacionalização do cadastro das famílias no software, na perspectiva dos Agentes Comunitários de Saúde. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, com a participação de doze profissionais, subdivididos em dois grupos focais. Os dados foram analisados pela técnica de análise temática, em três categorias resultantes: processo de trabalho; cadastramento das famílias no software; dificuldades e facilidades para realização do cadastramento das famílias. Os resultados indicam que a operacionalização do cadastro se encontra restrita, por meio das capacitações ineficazes, escassez de suporte técnico, deficiência de sincronia entre os sistemas de informação, falta de infraestrutura e de equipamentos tecnológicos, ausência dos usuários durante as visitas dos profissionais e violência gerada pelo tráfico de drogas e abordagem policial no território.</p> 2025-06-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282546018 Perfil sociodemográfico e hesitação vacinal contra COVID-19 em crianças assistidas por uma Estratégia Saúde da Família 2025-03-31T20:07:36+00:00 Sheila Ilda Eler Mourão sheila.eler@ufvjm.edu.br Cláudio Luiz Ferreira Júnior claudiofarmac@yahoo.com.br Leandro Pinheiro Cintra lpcintra@gmail.com Josiane Moreira da Costa josycostta2@yahoo.com.br Renata Aline de Andrade renata.andrade@ufvjm.edu.br <p style="font-weight: 400;"><strong>Introdução</strong>: A Covid-19 trouxe a maior emergência em saúde pública dos últimos anos e a hesitação vacinal tem sido um desafio para saúde pública, demandando estudos para pautar politicas públicas. Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre variáveis sociodemográficas e a hesitação vacinal contra a COVID-19 em crianças atendidas pela Estratégia Saúde da Família em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais. <strong>Metodologia</strong>: Foi utilizado um estudo exploratório transversal e retrospectivo, com amostra de 352 crianças entre janeiro e julho de 2022. Para identificar associação entre a hesitação vacinal e caraterísticas sociodemográficas, foi realizado o Teste Exato de Fisher. Havendo associação, foi calculado o <em>odds ratio</em>. <strong>Resultados</strong>: 73,86% das crianças foram vacinadas, com 10,80% das crianças não recebendo nenhuma dose. Foi constatado que católicos apresentaram 4,03 chances a mais de estarem vacinados, e pertencentes à microárea 2 apresentaram 57% menos chances (OR = 0,43) de estarem vacinados. <strong>Conclusão</strong>: Acredita- se que as evidências encontradas poderão subsidiar ações em saúde pública com foco na desmistificação de notícias falsas, fortalecendo o vínculo usuário-profissional para o alcance de melhores resultados em saúde.</p> 2025-08-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282545657 O processo de trabalho da equipe de consultório na rua frente à pandemia da COVID-19 2025-03-13T19:57:40+00:00 Bruna Victória da Silva Passos brunavpassos@hotmail.com Douglas Vieira de Oliveira douglasvieiraoliveira@gmail.com Márcia Astrês Fernandes m.astres@ufpi.edu.br Joyce Soares e Silva joycesoaresc@yahoo.com.br Nanielle Silva Barbosa nsb071095@gmail.com Olívia Dias de Araújo oliviaenf@ufpi.edu.br Sandra Cristina Pillon pillon@eerp.usp.br <p><strong>Objetivo</strong>: compreender a percepção da equipe de Consultório na Rua sobre o processo de trabalho durante a pandemia da COVID-19. <strong>Método</strong>: foi conduzida uma pesquisa qualitativa com oito profissionais da equipe do Consultório na Rua em uma capital do Nordeste brasileiro, entre setembro e novembro de 2020. Utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturado. Os depoimentos foram gravados em áudio e vídeo, sendo posteriormente transcritos e submetidos à Análise Temática conforme a metodologia proposta por Minayo. <strong>Resultados</strong>: os resultados relativos às experiências e vivências dos profissionais do Consultório na Rua no atendimento durante a pandemia da COVID-19 foram organizadas em duas categorias temáticas: Reflexos da pandemia da COVID-19 no processo de trabalho da equipe do Consultório na Rua e Saúde física e psicoemocional dos profissionais da equipe do Consultório na Rua durante a pandemia da COVID-19. <strong>Considerações finais</strong>: a pandemia da COVID-19 impôs desafios significativos ao processo de trabalho, exigindo adaptação ao novo contexto sanitário e à gestão de recursos limitados. Além disso, a saúde física e psicoemocional dos profissionais foi severamente impactada. Este estudo contribui para a identificação dos desafios enfrentados e das estratégias de enfrentamento adotadas pela equipe, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas de saúde e sociais que sejam adaptadas à realidade do Consultório na Rua e às necessidades dos profissionais responsáveis pela assistência.</p> 2025-08-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282542996 Índice de Vulnerabilidade Clínico - Funcional (IVFC-20): reconhecimento da pessoa idosa frágil pela Atenção Primária à Saúde 2025-08-08T11:36:18+00:00 Mariana da Conceição Viana marianacviana2010@hotmail.com Gabriel Cruvinel Mouanes gmouanes@outlook.com Karen de Souza Abrahão karen.abrahao@gmail.com Danielle de Paula Aprigio Alves daniellealves@unifeso.edu.br <p>O envelhecimento, inerente a todo ser humano, é um fenômeno de magnitude mundial. A idade é um preditor inapropriado, já que o envelhecimento é um padrão heterogêneo. Esse processo está associado a modificações biopsicossociais. O estudo buscou avaliar o índice de vulnerabilidade clínico-funcional (IVCF-20) de pessoas idosas cadastradas em uma Unidade Básica de Saúde da Família do município de Teresópolis - RJ. O estudo foi transversal, descritivo e quantitativo, constituído por sujeitos idosos comunitários. Foram avaliados por meio de ficha de identificação e análise das condições sociodemográficas e o IVCF-20. Ao analisarmos 100 respondentes, observou-se 74% do sexo feminino e 26% masculino, com idade média de 72,18 anos, 81% da cor branco, 61% com ensino fundamental incompleto, 71% aposentados. Não foi identificado associação entre fragilidade em idosos e fatores sociodemográficos. A presença de fragilidade foi equivalente a 63% de alto risco, 29% de médio risco, 8% de baixo risco. Observou-se uma alta prevalência de idosos pré-frágeis e frágeis e não se identificou fatores associados a síndrome de fragilidade. Compreender e considerar a fragilidade e seus aspectos multifatoriais é dar visibilidade a esta realidade, podendo auxiliar na promoção de estratégias e ações para a prevenção e o rastreamento da pessoa idosa vulnerável.</p> 2025-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282545884 Longitudinalidade do cuidado e a resolutividade da Atenção Primária à Saúde em pacientes com condições crônicas 2024-12-03T10:49:09+00:00 Nathália Tomie Marques Arimizu nathaliatomie@gmail.com Camila Nascimento Monteiro c.nascimentomonteiro@gmail.com Ana Carolina Cintra Nunes Mafra anacarol.nunes@gmail.com <p><strong>Introdução</strong>: Pode-se questionar se a longitudinalidade do cuidado está relacionada à resolutividade no controle das condições crônicas, visto que esse atributo está associado à relação do profissional de saúde com o paciente ao longo do tempo, assim como a necessidade de cuidado que as doenças crônicas demandam. <strong>Objetivos</strong>: Analisar a associação entre a longitudinalidade e a resolutividade da Atenção Primária à Saúde (APS). <strong>Métodos</strong>: Estudo desenvolvido em 13 Unidades Básicas de Saúde. Os participantes foram usuários com mais de 17 anos de idade e com, pelo menos, uma doença crônica. O PCATool foi usado para mensurar a longitudinalidade. Também foi calculada a taxa de encaminhamento para serviço especializado, como apoio ao cálculo da resolutividade. Dados clínicos de hipertensos e diabéticos foram usados para avaliar a qualidade dos serviços. <strong>Resultados</strong>: A longitudinalidade do cuidado apresentou um escore elevado (6,74 ± 2,07). Não houve associação estatística entre a longitudinalidade e o encaminhamento para serviço especializado, nem entre as medidas clínicas e o encaminhamento de pacientes. <strong>Conclusão</strong>: Não é possível afirmar que a longitudinalidade do cuidado está diretamente associada à resolutividade da APS.</p> 2025-09-04T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282541506 Programa de Monitoramento das Ações de Vigilância em Saúde de Minas Gerais – ProMAVS/MG: a experiência de implementação de uma superintendência de saúde 2025-04-07T12:51:54+00:00 Shirlei de Sousa Araújo shirleidesousaaraujo@gmail.com Estela Márcia Saraiva Campos estela.marcia.campos@gmail.com <p>A Vigilância em Saúde (VS) tem como função o monitoramento e avaliação das ações de saúde pública. Em Minas Gerais, o Programa de Monitoramento das Ações de Vigilância em Saúde – ProMAVS, foi criado com o objetivo de dar continuidade às ações de descentralização VS. O presente estudo teve como objetivo analisar o processo de monitoramento e avaliação dos indicadores de saúde do ProMAVS realizado pela Superintendência Regional de Saúde de Juiz de Fora/MG (SRS/JF), na busca de compreender os avanços e dificuldades. Foram realizadas entrevistas utilizando-se de um roteiro semiestruturado, com técnicos da SRS/JF e com técnicos dos municípios da área de abrangência da SRS/JF. O método de análise de conteúdo orientou as análises. Questões como rotatividade de profissionais e gestores, falta de entendimento dos profissionais sobre o ProMAVS, dificuldade com sistemas de informação e falta de interação entre os setores da VS dificultaram os municípios na realização das ações e cumprimento dos indicadores do ProMAVS. Como facilitador, foi destacado o suporte dos técnicos da SRS/JF aos técnicos dos municípios. Conclui-se que o ProMAVS foi considerado benéfico para os municípios, porém é necessária uma reformulação para que haja a descentralização das ações de Vigilância em Saúde.</p> 2025-09-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282545893 Discursos de trabalhadores da Atenção Primária à Saúde em contexto de sindemia: riscos e repercussões psicossociais 2025-03-17T18:19:51+00:00 José Edmilson Silva Gomes edmilson.gomes@aluno.uece.br José Jackson Coelho Sampaio jose.sampaio@uece.br Sofia Dionízio Santos sofia.dionizio@hotmail.com Israel Coutinho Sampaio Lima israel.sampaio@uece.br <p>O estudo buscou compreender as repercussões psicossociais do contexto da sindemia em trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, no período da pandemia por COVID-19 e da pandemia de desregulamentações do trabalho. A pesquisa qualitativa explorou as repercussões psicossociais da sindemia sobre os trabalhadores da Atenção Primária à Saúde em Fortaleza, Ceará. Utilizou-se da Análise de Discurso para analisar os relatos de 21 trabalhadores de três Unidades de Atenção Primária, destacando os riscos de violência urbana e os efeitos biológicos e psicossociais da sindemia. Os resultados indicaram que, no período, exacerbou-se a precarização do trabalho e agravou-se a saúde mental dos profissionais, devido à escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e incertezas sobre o trabalho e o manejo da doença. A violência nos territórios e a gestão insuficiente de recursos foram apontadas como agravantes das condições laborais e da saúde mental dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde.</p> 2025-09-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282546832 Reflexos da pandemia de Covid-19 no cuidado de pessoas com Diabetes Mellitus em um município mineiro 2025-04-04T20:27:42+00:00 Cecília França Valadares ceciliafvaladares@gmail.com Thamara Castro Rezende thamararezende30@gmail.com Rafaela Maritsa Carvalho rafaelamaritsa@aluno.ufsj.edu.br Fernanda Soares Mendes nandasoaresmendes@aluno.ufsj.edu.br Breno Francisco de Carvalho breninhofcarvalho@gmail.com Alicia Rocha Vieira Nunes arvieiranunes@gmail.com Julia Bernardes Costa bernardescosta00@gmail.com Jacqueline Domingues Tiburcio jacqueline_tiburcio@ufsj.edu.br <p><strong>Introdução:</strong> a Diabetes Mellitus (DM), condição crônica de alta morbimortalidade, exige cuidado longitudinal pela Atenção Primária à Saúde (APS) para garantir o bem-estar dos pacientes e prevenir agravos. A pandemia de COVID-19 impactou os sistemas de saúde e interrompeu processos rotineiros de atenção. <strong>Objetivo:</strong> descrever a assiduidade do acompanhamento de pacientes com DM na APS em um município mineiro nos períodos pré, intra e pós-pandemia. <strong>Metodologia:</strong> estudo observacional de coorte retrospectiva (2019-2022), com análise de 190 prontuários. Os dados foram descritos em frequências absolutas e relativas. <strong>Resultados:</strong> no período pré-pandêmico, 12,1% dos pacientes não realizaram consulta. Durante a pandemia, esse número subiu para 16,3% em 2020 e 18,9% em 2021. No pós-pandemia, a taxa aumentou para 24,2%. Além disso, o número de pacientes atendidos apenas por renovação de receitas foi maior em 2020, em comparação aos períodos extra-pandêmicos. <strong>Discussão:</strong> houve redução no acompanhamento durante a pandemia, com progressivo aumento de pacientes sem consultas regulares, destacando a fragilidade da rede assistencial no período pandêmico. <strong>Conclusão:</strong> o acompanhamento longitudinal é essencial para evitar complicações da hiperglicemia crônica. No entanto, o estudo evidencia que o cuidado clínico das pessoas com DM na APS do município está aquém das diretrizes nacionais, com índices de acompanhamento decrescentes nos cenários intra e pós-pandemia.</p> 2025-10-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282546799 Conhecimento sobre as fases da vida: relação do profissional de saúde com os diferentes perfis de pacientes 2025-04-04T20:22:43+00:00 Caio Vinicius Soares da Silva cavisi17@gmail.com Gabriele Lima de Lucena gabriele.lucena@altamira.ufpa.br Dalberto Lucianelli-Junior juniorlucianelli@gmail.com Maria do Carmo Faria Paes mariacfpaes@yahoo.com.br Rodrigo Silveira rodrigo_silveira@usp.br Fernanda Nogueira Valentin fer_valentin@yahoo.com.br <p>A proposta central é promover uma compreensão aprofundada das fases do desenvolvimento humano, destacando sua importância tanto no contexto acadêmico quanto na prática profissional, especialmente na área da saúde. Ao explorar novas metodologias educacionais, o estudo busca facilitar o entendimento das transformações físicas, emocionais e sociais que ocorrem ao longo da vida. Esse conhecimento é essencial para que os profissionais de saúde possam adaptar suas condutas e estratégias de cuidado conforme as necessidades específicas de cada fase do ciclo vital. O objetivo deste estudo é analisar a evolução da compreensão dos participantes sobre as fases do desenvolvimento humano ao longo de encontros educativos, investigando a relação entre a participação nas atividades e a aquisição de conhecimento. Também avaliou a efetividade das questões propostas, destacando as fases que apresentaram maior variação nas respostas. Trata-se de um estudo transversal de abordagem quantitativa e descritiva, tendo como público-alvo profissionais e estudantes da área da saúde. A análise dos dados utilizou os testes de Wilcoxon, Qui-quadrado e McNemar, com nível de significância estabelecido em &lt; 0,05. Os dados coletados indicaram uma clara melhora na aquisição de conhecimento, principalmente com relação às fases jovem adulto e terceira idade. Isso ressalta a conexão entre os estágios da vida e os cuidados com a saúde, enfatizando a importância de metodologias lúdicas na formação de profissionais de saúde. Além disso, os achados incentivam estudos adicionais que explorem o desenvolvimento humano ao longo dos estágios da vida e promovam práticas humanizadas em diversos contextos educacionais.</p> 2025-10-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282541715 Qualidade dos serviços odontológicos da Atenção Primária à Saúde na perspectiva dos usuários e dentistas 2025-01-15T20:28:38+00:00 Douglas Emanuel Maciel da Silva douglasmaciel23@yahoo.com.br Camila Casimiro Siciliani camila.siciliani@gmail.com Juline Manica Desordi juline.desordi@sou.unijui.edu.br Franciele Rodrigues Zorzo franciele.zorzo@yahoo.com.br Eliane Roseli Winkelmann elianew@unijui.edu.br Adriane Cristina Bernat Kolankiewicz adri.saudecoletiva@gmail.com <p><strong>Objetivo</strong>: Avaliar a qualidade da atenção à saúde bucal na perspectiva de usuários e cirurgiões-dentistas. <strong>Método</strong>: Estudo transversal, com 222 usuários e 16 cirurgiões-dentistas de unidades de atenção primária à saúde. Coleta de dados com Primary Care Assessment Tool PCATool-Brasil Saúde Bucal. Considerada qualidade satisfatória quando o escore é superior a 6,6. Análise por meio dos testes t-Student e Mann Whitney U. <strong>Resultados</strong>: Escore geral 7,24 na perspectiva dos dentistas e 6,39 para usuários. Os componentes satisfatórios na percepção dos usuários: afiliação (8,42), utilização (9,17) e serviços disponíveis (7,14); e, na percepção dos dentistas, longitudinalidade (6,80), integração de cuidados (7,44), sistema de informações (8,06), serviços disponíveis (8,85), prestados (9,39) e orientação familiar (7,29). A comparação dos escores detectou diferenças significativas nos atributos integração de cuidados (p&lt;0,001), sistema de informações (p= 0,001), serviços disponíveis (p&lt;0,001), serviços prestados (p&lt;0,001), orientação familiar (p&lt;0,001) e orientação comunitária (p=0,033); bem como nos escores essencial (p&lt;0,001) e geral (0,005). <strong>Conclusão</strong>: Os resultados demonstram diferenças estatísticas da avaliação da qualidade dos serviços entre os grupos, com melhores escores na percepção dos profissionais. Espera-se que o estudo colabore na implementação de estratégias que qualifiquem os processos de trabalho, e favoreçam uma assistência odontológica resolutiva e eficiente.</p> 2025-10-17T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282544560 Utilização de ferramentas de teleodontologia na Atenção Primária à Saúde durante a pandemia de covid-19 2025-03-31T11:04:00+00:00 Julia Gabriela Girasol julia.girasol@unesp.br Malu Oliveira Santos santos.maluoliveira@gmail.com Augusto Cesar Sousa Raimundo augustocesarsr@gmail.com Livia Fernandes Probst livia.probst@haoc.com.br Vanessa Pardi pardiv19@ecu.edu Elaine Pereira da Silva Tagliaferro elaine.tagliaferro@unesp.br <p>Este estudo transversal investigou a adoção de ferramentas de teleodontologia na Atenção Primária à Saúde (APS) durante a pandemia de covid-19, bem como as variáveis associadas. Os dados foram coletados por meio de um questionário <em>on-line</em>, semiestruturado, enviado aos gestores municipais de saúde bucal no Brasil e analisados por testes de associação e regressão logística múltipla, com um nível de significância de 5%. A idade média dos participantes foi de 40 anos, sendo a maioria do sexo feminino (69,85%), com Pós-Graduação (68,92%) e exercendo exclusivamente atividades de gestão (63,48%). Cerca de metade dos participantes ocupava um cargo institucionalizado (50,33%) e 18,73% haviam recebido capacitação para o cargo. A prática de teleodontologia mostrou-se inexistente em quase metade dos municípios (43,03%). Os municípios das regiões Norte (OR=0,338) ou Sul (OR=0,405) apresentaram uma probabilidade significativamente menor de ter teleodontologia; os <span style="text-decoration: line-through;">q</span>ue realizavam atividades de planejamento em saúde bucal (OR=2,651), ou cujos gestores haviam recebido capacitação prévia (OR=1,748), tiveram probabilidade significativamente maior de adotar teleodontologia. Concluímos que a prática de teleodontologia foi inexistente em quase metade dos municípios brasileiros e esteve associada à região geográfica, à capacitação prévia dos gestores e às atividades de planejamento das Equipes de Saúde Bucal.</p> <p> </p> 2025-11-12T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282544071 Equipes de Saúde da Família Ribeirinha e Fluvial nos atos normativos do Ministério da Saúde – Brasil 2025-08-08T12:09:10+00:00 Edinilza Ribeiro dos Santos ersantos@uea.edu.br Cláudia Moura Santiago claudiaenfer.neo@gmail.com Vivian Esni Voltolini Fernandes vivianvolfer@hotmail.com Zanandrea Bianca Sena Mota zbsm.mep21@uea.edu.br Giane Zupellari dos Santos-Melo gzupellari@uea.edu.br Maria de Nazaré de Souza Ribeiro mnribeiro@uea.edu.br Amélia Nunes Sicsú asicsu@uea.edu.br Denise Maria Guerreiro Vieira da Silva dmgsilva@uea.edu.br <p>Objetivou-se identificar os temas centrais dos atos normativos referentes às equipes de Saúde da Família Ribeirinha e de Saúde da Família Fluvial e das Unidades Básicas de Saúde Fluviais. Trata-se de estudo documental realizado em três etapas: 1) busca dos atos normativos do Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde; 2) análise categorial temática; 3) interpretação/reflexão. Foram acessadas 108 portarias, e a maioria dos atos foi dirigida às Unidades Básicas de Saúde Fluviais. Houve uma evolução ascendente do número de portarias ao longo do período. A análise é dividida em duas categorias: “Da invisibilidade à visibilidade das populações ribeirinhas”; e “Proposições para as equipes de Saúde da Família Ribeirinha e de Saúde da Família Fluvial e Unidades Básicas de Saúde Fluviais”. Os conteúdos normativos versaram sobre composição das equipes, regime de trabalho e financiamento, e tiveram como finalidade o credenciamento e habilitação dos municípios para recebimento de incentivos financeiros, alteração do tipo de equipe, estabelecimento de critérios para registro nos sistemas de informação, e suspensão de incentivo financeiro. Conclui-se que a Política Nacional de Atenção Básica de 2011 se constituiu em um marco temporal para visibilidade e possibilidade de garantia do acesso ao direito à saúde das populações ribeirinhas. A descontinuidade de transferência financeira demonstra ser um obstáculo a ser superado.</p> 2025-11-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282546196 Fator impeditivo à escolha do dispositivo intrauterino pelas mulheres na atenção primária à saúde 2025-03-06T20:02:31+00:00 Camila Sampaio Nogueira camila.sampnog@gmail.com Márcio Douglas Pereira da Silva marcio.douglas_@hotmail.com Raquel Autran Coelho Peixoto raquelautrancp@gmail.com <p><strong>Objetivos e métodos</strong>: trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva-quantitativa, realizada em duas Unidades de Atenção Primária à Saúde, localizada em Região Metropolitana de Fortaleza, em Caucaia, através da aplicação de questionário supervisionado com perguntas mistas, por dois entrevistadores treinados, a mulheres no menacme, em consultas eletivas ou demanda espontânea, sob consentimento, compondo amostragem consecutiva, entre dezembro/2022 e junho/2024. Os dados foram coletados e analisados na plataforma <em>RedCap®</em> utilizando-se testes estatísticos de normalidade de <em>Kolmogorov-Smirnov</em> e <em>Mann-Whitney</em>. <strong>Resultados</strong>: Das 173 entrevistadas, a maioria era parda (69.9%), com filhos (73.3%), casada/união estável (60.1%) e com Ensino médio completo (50.3%). A maior parte das mulheres relatou haver fator desencorajador em buscar o dispositivo como contraceptivo, sendo os mais comuns a falta de informação e o medo. Houve associação (p&lt;0,001) entre a falta de informação e o desinteresse pelo dispositivo. <strong>Conclusão</strong>: A informação precária às pacientes em um momento oportuno à saúde é uma lacuna importante a ser resolvida, diante de diversos entraves como, pressão assistencial, ausências de atualizações periódicas, estímulo, fluxos ou apoio das Unidades de saúde. Educação em saúde faz parte do processo de empoderamento das mulheres, permitindo que cada uma escolha o seu método, de forma individual, conforme sua expectativa, realidade e condição de saúde.</p> 2025-11-26T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282542730 O cuidado paliativo na atenção primária em tempos de covid-19: a vivência dos profissionais de saúde 2025-07-10T21:13:07+00:00 Bruna Tais Zack brunazack@hotmail.com Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira Toso lb.toso@gmail.com Luciana Puchalski Kalinke kalinkeluciana@gmail.com Gicelle Galvan Machineski gmachineski@gmail.com <p>A atenção primária é a ordenadora e coordenadora do cuidado paliativo; contudo, a covid-19 trouxe desafios nessa atuação. Desse modo, com o objetivo de compreender a percepção de atuação dos profissionais da atenção primária quanto ao atendimento do paciente paliativo durante os períodos mais críticos da pandemia, este trabalho trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada em 16 unidades de atenção primária de um município do oeste do Paraná, levantando dados obtidos via cálculo amostral e randomização no <em>software R<sup>®</sup></em>. Foram entrevistados, de novembro de 2021 a março de 2022, 12 médicos, 16 enfermeiros e 10 assistentes sociais, a maioria dos quais lotados em Unidades de Saúde da Família; brasileiros; sexo feminino, com idade média de 40 anos; e com especialização em saúde da família, tempo médio de formação de 13 anos e 8 exercendo a função atual. Após transcritas, as entrevistas foram organizadas e compreendidas à luz da fenomenologia de Alfred Schütz. A percepção em relação ao atendimento destacou as adversidades, principalmente quanto às visitas domiciliares e ao remanejamento de profissionais, quando a expectativa se voltou à adequação do quantitativo de profissionais e das tecnologias em saúde. Tal estudo possibilitou a compreensão, na perspectiva dos profissionais, do impacto da pandemia no atendimento dos pacientes paliativos vinculados às unidades.</p> 2026-01-08T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282548940 A Atenção Primária à Saúde como espaço de ensino: desafios e possibilidades 2025-05-28T18:09:38+00:00 Fernando Braz Piuzana fernandopiuzana@hotmail.com <p>O desenvolvimento de recursos humanos na área da saúde é um processo fundamental para qualificar a assistência prestada à população e cabe ao SUS ordenar tal formação. A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) foi instituída em 2004 pela Portaria nº 198/GM, de 13 de fevereiro de 2004 como uma estratégia que visa à formação e ao desenvolvimento dos profissionais e trabalhadores através da integração entre ensino e serviço, com vistas a fortalecer os princípios fundamentais do SUS.</p> 2025-06-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282543436 Promoção de saúde, atenção primária e prevenção do câncer de pele na ótica do modelo de Nola Pender: revisão de escopo 2024-09-03T15:11:35+00:00 Janaína Baptista Machado janainabaptistam@gmail.com Gabriela Hammes Gehrke alefavbulg@gmail.com Fernanda Sant´Ana Tristão alefavbulg@yahoo.com.br Luciana Barcellos Teixeira alefavbulg@gmail.com Fabiana Costa Machado Zacharias prtavora@hotmail.com Alexandre Favero Bulgarelli alexandre.bulgarelli@ufrgs.br <p>Introdução: Ações de promoção de saúde, no escopo da Atenção Primária à Saúde e que envolvem o cuidado com a pele, são fundamentais para mudanças de hábitos e redução da prevalência de câncer de pele entre as diversas populações. Objetivo: Mapear e caracterizar o conhecimento científico acerca das práticas de promoção da saúde na prevenção do câncer de pele em nível coletivo. Método: Trata-se de um estudo do tipo Revisão de Escopo, realizada por meio das bases Pubmed, Lilacs, Scielo, Scopus, Web of Science e Cinahl. A análise dos dados foi fundamentada no Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender. Resultados: As influências para prevenção são provenientes do suporte social. As situacionais negativas encontradas foram o calor, a ausência de recursos financeiros e a sombra, e o trabalho ao ar livre. O compromisso com um plano de ação mostrou-se eficaz em ações de prevenção primária e secundária. Conclusão: As evidências científicas mostram que as práticas e ações coletivas para prevenção do câncer de pele geram mudanças de comportamentos, hábitos e estilo de vida mediante um compromisso coletivo. Tais práticas contemplaram os quatros elementos essenciais de Nola Pender e são indispensáveis para adoção de comportamentos promotores de saúde e hábitos de vida saudáveis a partir do contexto biopsicossocial.</p> 2025-06-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282544461 Práticas do enfermeiro no cuidado à criança na Atenção Primária à Saúde: revisão integrativa 2025-03-12T19:49:56+00:00 Giseli Ramos Moura ramosmgiseli@gmail.com Verônica de Azevedo Mazza mazzas@ufpr.br Victoria Beatriz Trevisan Nóbrega Martins Ruthes victoria.martins@ufpr.br Jéssica Batistela Vicente jessicabatistela@ufpr.br Gisele Weissheimer Kaufmann gisele.weissheimer@gmail.com Ana Paula Dezoti anadezoti76@gmail.com <p>A Atenção Primária à Saúde no Brasil é estruturada para que todas as pessoas tenham acesso à saúde. O principal ator para fornecer cuidados primários é o enfermeiro, ao exercer um papel primordial de promover a saúde, por meio de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que atuam de maneira eficaz ao longo de toda a vida da pessoa. Destaca-se o seu papel essencial no cuidado à criança, durante as consultas de enfermagem e puericultura. Diante disso, este estudo teve como objetivo examinar as evidências científicas sobre as práticas do enfermeiro no cuidado à criança no contexto da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão integrativa, com buscas em quatro bases de dados em fevereiro de 2023. A seleção da amostra foi realizada por dois pesquisadores independentes, por meio do software Rayyan. A análise foi realizada com o apoio do software WebQDA. No total, 33 artigos preencheram os critérios de elegibilidade, incluídos para análise temática. A partir da análise temática dos estudos selecionados, emergiu o fenômeno “Práticas de cuidados para crianças na Atenção Primária à Saúde”, o qual foi sistematizado em três categorias analíticas: “Concepção e papel do enfermeiro”, “Consulta de enfermagem à criança” e “Dificuldades para atenção à saúde da criança”. O trabalho destaca as potencialidades nas ações do enfermeiro no cuidado à criança, ressaltando a necessidade de uma abordagem integral e familiar, mesmo diante de limitações na puericultura pela falta de capacitação, acúmulo de funções e escassez de protocolos específicos.</p> 2025-07-17T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282541946 O estado da arte da bioética e telemedicina na Atenção Primária à Saúde 2025-03-06T20:36:48+00:00 Wilmara Lopes Fialho wilmarafialho@yahoo.com.br Andréia Patrícia Gomes andreiapgomaes@gmail.com <p>A telemedicina tem representado importante recurso, principalmente no primeiro nível de atenção à saúde – a Atenção Primária à Saúde (APS) – e ganhou maior notoriedade durante a pandemia de COVID-19. Por ser um recurso em saúde novo, várias questões sobre seus aspectos bioéticos devem ser discutidas. Trata-se de uma revisão narrativa sobre telemedicina na APS e questões bioéticas nessa área, com o objetivo de fornecer o estado da arte da temática. A pesquisa foi realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Eletronic Library Online (SciELO), MEDLINE/PubMed e Cochrane. A definição de telemedicina confunde-se com a de telessaúde pela proximidade de significados, conceitos considerados sinônimos no presente trabalho. Houve grande avanço da telemedicina nas últimas décadas, e a APS constitui, por suas características, cenário favorável para o avanço dessa tecnologia. Apesar de as vantagens parecerem muitas, os benefícios e desafios desse recurso precisam ser mais bem investigados – destacam-se aqui os desafios éticos e legais. Diretrizes e regulamentações foram criadas em nível mundial e nacional para auxiliar a equacionar as questões ético-legais na telemedicina, porém parecem ainda insuficientes diante da complexidade envolvendo tecnologia de informação e, sobretudo, o contexto já complexo da APS.</p> 2025-08-25T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282545641 Estratégias de inteligência artificial e Business Intelligence aplicadas à imunização no contexto da pandemia de COVID-19 2025-07-11T03:42:10+00:00 Eduardo Lux medvet.elux@gmail.com Laíla Pereira Gomes da Silva lailapgsilva@gmail.com Wender Ferreira dos Santos enf.wenderfs@gmail.com Plínio de Sá Leitão Júnior plinio@inf.ufg.br <p><strong>Introdução:</strong> As estratégias de inteligência artificial e <em>Business Intelligence </em>têm sido empregadas na área da saúde, em especial, na área da imunização, em que há massiva geração de dados e registros em saúde. <strong>Objetivo:</strong> Investigar como a inteligência artificial e o <em>Business Intelligence </em>têm sido empregados para o incremento da imunização. <strong>Método:</strong> Revisão integrativa de estudos selecionados por meio de estratégia de busca nas bases de dados, PubMed/MEDLINE, LILACS e SciELO, após enquadramento nos critérios de elegibilidade do protocolo proposto. <strong>Resultados:</strong> Obteve-se um total de 608 registros, dos quais 75 tiveram seus títulos e resumos lidos, sendo 25 incluídos. Desses, foram excluídas 5 duplicatas, totalizando 20 artigos, dos quais 12 apresentaram relação direta ou indireta com o tema de estudo no contexto da pandemia de COVID-19. Os artigos publicados entre 2020 e 2023 foram categorizados de acordo com a temática abordada da seguinte forma: Monitoramento (4 estudos); Desenvolvimento de Vacinas (3 estudos); e Comunicação em Saúde (5 estudos). <strong>Conclusão:</strong> O uso dessas estratégias no contexto da imunização, com o recorte sobre a pandemia de COVID-19, aponta para a democratização de dados no fomento de políticas públicas, gerando maior praticidade de acesso e leitura de dados, a fim de auxiliar a tomada de decisão pela gestão, bem como apoiar a redução do tempo para a produção de vacinas.</p> 2025-11-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282546454 A visão dos usuários acerca do acolhimento de enfermagem na Atenção Primária à Saúde: revisão de escopo 2025-05-21T17:16:35+00:00 Amanda Schanoski Lapchenski amandasl2606@gmail.com Marilene Loewen Wall wall@ufpr.br Juliane Dias Aldrighi juliane.aldrighi@gmail.com Ana Paula Xavier Ravelli anapxr@uepg.br Karin Rosa Persegona Ogradowski karin.ogradowski@ufpr.br Cleidiane Aparecida de Oliveira cleidiane.oliveira@live.com Ana Luiza Sandrini anasandrini@ufpr.br <p><strong>Objetivo:</strong> mapear as evidências científicas sobre a visão dos usuários acerca do acolhimento de enfermagem na Atenção Primária à Saúde (APS). <strong>Método:</strong> revisão de escopo, conforme diretrizes do Joanna Briggs Institute, com busca nas bases de dados SCIELO, BVS (LILACS, BDENF e Medline), EMBASE, Scopus, Web of Science e CINAHL, além de busca por literatura cinzenta, entre os anos de 2011 a 2024. <strong>Resultados:</strong> Foram selecionados 17 estudos para a amostra final da revisão, onde o predomínio das publicações ocorreu no ano de 2014, com pesquisas realizadas na região Sudeste do Brasil. Apenas estudos que apresentassem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) entre os sujeitos analisados foram incluídos. Os resultados foram agrupados em duas categorias: “Visão do usuário acerca do acolhimento” e “Fatores que determinam a satisfação ou a insatisfação do usuário com o acolhimento”. <strong>Considerações finais:</strong> A opinião dos usuários acerca do acolhimento é positiva, sobretudo pelo atendimento realizado pela enfermagem. Porém, há poucos estudos recentes sobre a temática. Há falta de compreensão sobre o processo de acolhimento e as atribuições da APS. Isso destaca a necessidade de investir em educação em saúde para esclarecer esses pontos e promover a participação ativa dos usuários.</p> 2025-11-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282546930 Residências médicas e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil: uma análise da produção científica 2025-07-11T03:30:14+00:00 Roseane Gonçalves Fonseca roseane.fonseca@univasf.edu.br Luis Alberto Valotta luis.valotta@univasf.edu.br Paulo Roberto Ramos paulo.ramos@univasf.edu.br <p><strong>Objetivo</strong>: Mapear e analisar a produção científica brasileira sobre a interface entre programas de residência médica e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com atenção especial aos recentemente propostos (18, 19 e 20). <strong>Método</strong>: Realizou-se uma revisão de escopo mediante busca sistemática em outubro de 2024 nas bases BVS, SciELO e Portal de Periódicos da CAPES. <strong>Resultados</strong>: A busca resultou em cinco estudos, abrangendo especialidades como Psiquiatria, Medicina de Família e Comunidade, Neurocirurgia, Atenção Básica e Medicina do Trabalho. A análise revelou uma produção científica incipiente, com convergências em ODS tradicionais, como saúde e bem-estar (ODS 3) e redução das desigualdades (ODS 10). No entanto, identificou-se uma lacuna crítica na abordagem explícita dos ODS recentemente propostos (18, 19 e 20). Uma análise contextual mais aprofundada demonstrou que conexões indiretas com igualdade racial (ODS 18) e direitos dos povos originários (ODS 20) estão presentes nos territórios de atuação das residências estudadas, embora não sejam nominadas. O ODS 19 (Arte, Cultura e Comunicação) permanece completamente ausente na literatura analisada. <strong>Conclusões</strong>: Os programas de residência médica no Brasil demonstram potencial para contribuir com a agenda dos ODS, mas operam de forma fragmentada. É necessária uma incorporação intencional e teórica dos objetivos expandidos, transformando as atuais relações contextuais em estratégias formativas deliberadas, a fim de potencializar seu papel na promoção de um sistema de saúde mais equitativo e sustentável.</p> 2025-11-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282545755 A territorialização e o Agente Comunitário de Saúde na Atenção Primária: um relato de experiência 2024-10-21T13:58:27+00:00 Gabriella Vinhas Cotta gabriellacotta@gmail.com Rodrigo de Oliveira Vilela geographo@gmail.com <p>A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde no Brasil. A Estratégia de Saúde da Família é o modelo assistencial operativo da Atenção Primária à Saúde, que se organiza a partir da existência de equipes que prestam os serviços por meio das Unidades Básicas de Saúde. A ação do Agente Comunitário de Saúde é essencial quando se pensa na efetivação da Estratégia de Saúde da Família na Atenção Primária à Saúde e é de extrema relevância para o planejamento das ações de saúde. A partir desse reconhecimento, foram desenvolvidas as ferramentas descritas neste artigo, compostas por um Guia prático de atuação no território, planilhas com os setores censitários dos endereços adscritos às equipes de saúde da família e base para a confecção do Mapa Vivo por cada equipe. O guia explica de forma detalhada como utilizar as ferramentas para a territorialização. Trata-se de um relato de experiência, a partir de uma perspectiva descritiva e reflexivo-crítica sobre a realidade vivenciada, como parte da atuação da residente no Programa de Residência Multiprofissional de Saúde da Família e Comunidade e da preceptoria, sobre o cenário de residência lotado na Gerência de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Atenção Primária à Saúde da Região Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Uma Atenção Primária à Saúde integral, ancorada pela Estratégia de Saúde da Família, reconhece o território como organizador do cuidado. Ferramentas que auxiliem os caminhos da territorialização e do reconhecimento das demandas da comunidade são essenciais para sua implementação e fortalecimento do trabalho desempenhado pelo ACS.</p> 2025-06-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282547457 Educação em saúde sobre dispositivos eletrônicos para fumar: um relato de experiência com a maiêutica socrática 2025-08-11T11:34:03+00:00 Arthur Lincoln Alves dos Santos arthur.lincoln43@gmail.com Luís Otávio Micheletti Tinois luis.tinois@ufms.br Amanda Ávila da Silva amanda_avila@ufms.br Isabela Santana Veríssimo isabela.verissimo@ufms.br Isabela da Silva Pinho isabela.pinho@ufms.br Álisson Oliveira dos Santos alisson.o.santos@ufms.br <p>O crescente consumo de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), especialmente entre adolescentes, tem se configurado como um desafio relevante para a saúde pública e para a educação em saúde. A percepção de que esses produtos seriam menos nocivos que o cigarro tradicional favorece sua popularização, exigindo estratégias pedagógicas inovadoras que promovam reflexão crítica e autonomia nas escolhas relacionadas à saúde. O presente relato de experiência tem como objetivo descrever a aplicação de uma adaptação do método socrático, aliada ao uso da ironia, como estratégias pedagógicas para sensibilizar adolescentes sobre os malefícios dos DEFs. Além disso, buscou-se analisar, no contexto específico em que foi realizada, a efetividade dessa abordagem tanto de forma qualitativa quanto quantitativa, fornecendo subsídios para sua utilização em outros cenários da Atenção Primária à Saúde. A intervenção ocorreu em uma escola pública com estudantes adolescentes, sendo conduzida por acadêmicos de medicina no âmbito da disciplina Prática de Integração, Ensino, Serviço e Comunidade. A atividade utilizou a dinâmica socrática com recursos visuais, recompensas e discussões interativas. Para avaliar seu impacto, foram aplicados pré e pós-testes anônimos e registradas falas espontâneas dos alunos, posteriormente analisadas por interpretação temática. Os resultados demonstraram avanço expressivo na compreensão dos riscos dos DEFs, com redução de crenças equivocadas e maior engajamento nas discussões. Assim, a experiência evidencia o potencial dessa estratégia de ensino para fortalecer ações de promoção e vigilância em saúde no território, em consonância com programas como o Saúde na Escola.</p> 2025-11-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/e282549056 Expediente - 2025; 28 2025-06-09T18:47:45+00:00 Revista de APS Secretaria revista.aps@ufjf.br 2025-06-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Revista de APS